O "Manchester City uruguaio": Conheça o City Torque, o adversário de laboratório que desafia o Grêmio
O Grêmio estreia na Copa Sul-Americana nesta quarta-feira enfrentando um tipo de adversário que foge de tudo o que conhecemos no continente. O Montevideo City Torque não tem a "cancha" dos velhos rivais uruguaios, mas carrega o selo do City Football Group. É um clube jovem, estruturado e que joga por música, seguindo a cartilha global de Pep Guardiola adaptada aos pampas.
- Fundação: 2007 (Um "garoto" perto do centenário Imortal).
- DNA: Parte do conglomerado do Manchester City desde 2017.
- Estilo de Jogo: Posse de bola obsessiva, intensidade e transições rápidas.
- Momento: Clube emergente que usa a Sul-Americana como vitrine global.
Futebol de Posse contra a Raça Tricolor
O Torque não é o time do "chuveirinho" ou da catimba pesada. Eles jogam com a bola no chão. Desde que adotaram o nome Montevideo City Torque em 2020, os uruguaios implementaram uma filosofia de jogo posicional. O perigo mora na organização: mesmo sem grandes estrelas, o coletivo é treinado para explorar falhas de posicionamento — justamente o calcanhar de Aquiles do Grêmio de Luís Castro nas últimas rodadas.
Para o Grêmio, o desafio é não cair na armadilha da passividade. Deixar um time do Grupo City trocar passes na Arena é pedir para sofrer. A estratégia precisa ser de abafa, tirando o conforto dos jovens talentos uruguaios que veem no jogo contra o Tricolor a chance de uma transferência para a Europa.
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Incógnita e Pressão
A falta de tradição do Torque pode ser traiçoeira. Como o clube não tem a pressão de uma massa de torcedores, joga sem peso, focando apenas na execução tática. O Grêmio, ao contrário, entra em campo com a Arena fervendo e a obrigação de apagar a imagem pálida deixada no empate contra o Remo. É o choque entre a gestão globalizada e a paixão visceral.
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