Luís Castro evita euforia após 3 a 0 e projeta "batalha dura" no Beira-Rio
O Grêmio deu um passo gigantesco rumo ao heptacampeonato gaúcho ao golear o Internacional por 3 a 0 na Arena. Porém, se o torcedor está em êxtase, o técnico Luís Castro tratou de colocar os pés no chão logo após o apito final. Em uma coletiva lúcida, o treinador português destacou a eficiência de sua equipe, mas alertou que a decisão ainda está na metade.
A força das pontas e a "fome" pelos corredores
Um dos pontos altos da vitória tricolor foi a exploração dos lados do campo. Com Pavón improvisado na lateral e Enamorado e Amuzu nas pontas, o Grêmio massacrou o rival pelos corredores, especialmente após a expulsão de Bernabei. Castro explicou que essa é uma filosofia inegociável em seu modelo de jogo.
"Hoje o futebol é feito muito pelos corredores. Mesmo times como Barcelona e Manchester City utilizam muito as pontas. Eu aprecio jogadores assim. Nunca há pontas titulares, há jogadores que passam por lá em função do momento", explicou o técnico, justificando a escolha de iniciar com Tetê no banco para manter a amplitude máxima desde o início.
Sem baixar o bloco no jogo de volta
Para o confronto no Beira-Rio, a estratégia não deve ser apenas "sentar na vantagem". Luís Castro sinalizou que fará ajustes pontuais para controlar as transições defensivas e as bolas paradas, mas sem abdicar da competitividade. A ideia é administrar o placar sem baixar excessivamente as linhas, evitando que o adversário ganhe campo para pressionar desde os minutos iniciais.
