Existem inúmeras teses sobre grandes jogadores e o que os torna grandes.
De onde vem a fama? É por ser craque? Sim. Exige-se isso. É por atuações fantásticas em grandes jogos? Sim, também exige-se isso. Mas existe um ponto que poucos falam, aliás, quase ninguém fala. OPORTUNIDADE! É a questão de ser craque, no time certo, na hora certa. Verdade que nos dias de hoje pouco importa onde o sujeito surge, em menos de 2 anos ele já estará na Europa. Mas ainda assim sem o empresário certo um grande jogador pode mofar anos em um clube pequeno. É o caso também de um craque que briga com um técnico e/ou dirigente importante, pode deixar de ser a estrela que seria.
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Analiso o caso do Renato.
Em 1986 Renato foi cortado da “Çellessão” pelo Telê. A história todos conhecem; foi cortado por ser leal a um amigo – Leandro – que acabou também saindo do time por lealdade ou sentimento de culpa. Mas a questão não é essa; se Renato tivesse ido para a Copa do Mundo o Brasil teria sido campeão. Ele era o melhor atacante do país na época, estava simplesmente no auge do seu futebol, que não era pouca coisa. O próprio Telê afirmou isso.
Renato indo para a Copa teria estourado para a mídia mundial, feito muitos gols e abafado qualquer outro jogador que surgisse ou fosse se consagrar no certame. Maradona? Sim, ele mesmo, só surgiu com força nesse ano, antes era um grande jogador que teria sua estrela abafada por Renato – se tivesse jogado aquela copa.
Concordam? Claro que concordam. Maradona é responsabilidade do Telê. Com Renato em campo era “taça no armário, faixa no peito, bicho no bolso” com toda a certeza. E sem a Copa de 1986 Maradona não teria nada para apresentar. Porque o que vale nessa vida são os títulos, o resto é tudo propaganda.
Em resumo, Renato sempre foi muito maior do que Maradona. GREMISTAS sabem disso, mas ia ser muito legal se o mundo soubesse também. Entre nós ele é o maior, é O Santo, sabemos que os demais não dão nem para a saída. Temos orgulho do nosso craque, que tem orgulho de nós e de ser como nós. E isso dispensa qualquer consagração extra-clube. Mas que teria sido muito bom, teria.
OBS: texto de Anderson Kegler
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📜 Atualização Histórica
Este artigo é uma atualização de um texto originalmente publicado no antigo Grêmio Copero, preservando o espírito e a memória gremista daquele período.