Tag: tradição
Repugnante momento.
Publicado em 18/jul/2010 por Charles Hansen.
Tags: 2010, elenco, futebol, meira, silas, tradição

Somos reféns de uma série de convicções que soam como equívocos aos nossos ouvidos. Discursos batidos e vazios que, se antes pouco convenciam, hoje já não fazem sentido. Em torno de três milhões todos os meses pra isso? Coletivo nulo, escalações questionáveis, lesões recorrentes e a omissão, ou falta de capacidade, dos expoentes de fazer algo.
Nosso clube, nos seus momentos mais vitoriosos, teve homens convictos e de ações rápidas. Nunca houve tempo para dúvidas, no primeiro sinal de problemas medidas corretivas eram tomadas. O Grêmio de hoje é conivente com a situação e vê, mesmo com desconforto, de forma paciente a aproximação do descenso.
O Grêmio que perde hoje para um time inqualificável é o mesmo que empata em casa, envergonha nos amistosos que se propôs a disputar, que não apresenta progressos, que tem futebol nulo. Nada muda, é a cultura do vamos seguindo, do continuar o trabalho, do em breve. Pra mim não serve e tenho certeza que pra ti também não.
Sem essa de “abraçar os jogadores”, de quarta é o recomeço, do blablabla do trabalho. Futebol é resultado sim e cai de madura uma pressão vinda de fora dos muros do Olímpico. Pressão do torcedor. Passa da hora dos jogadores – muito bem pagos -, treinador e dirigentes darem uma resposta digna de quem tem cabelo no peito. Digna da grandeza do Grêmio.
Quarta contra várzea do Vasco estarei na cancha. Torcerei e cobrarei da mesma forma e na mesma intensidade. Em situações como essa, enquanto formos capazes de nos indignarmos, será alento de que primamos por um Grêmio grandioso e forte.
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Temos que dar a volta
Publicado em 25/mai/2010 por Aline Cardias.
Tags: campeonato brasileiro, Gremio Copero, reflexão, tradição
Na prática, o Grêmio de hoje segue nos remetendo àquela tecla que temos batido há tempos por aqui. A conquista – obrigatória – do gauchão, a maravilhosa vitória no Grenal no aterro amargo e a histórica virada pro Santos, no Olímpico, de certa forma nos brilharam como uma “luz no fim do túnel”. Mas não passou disso. Apenas uma momentânea ilusão que foi descoberta pelos mesmos motivos que decretaram insucessos anteriores.
Como bem exemplifica o Leo – e iriei repetí-lo porque nunca é demais lembrar – o Grêmio está “longe demais das origens… molenga, frouxo na marcação, bundão no discurso, apático no olhar, alheio à tradição copera, ao futebol ortodoxo”. Não bastasse, carecemos de grupo forte. Isto é fato. Não quantidade, mas qualidade. Tanto que fomos pegos por inúmeras lesões de titulares e parimos uma bigorna para que o time não sentisse as reposições, como acabou sentindo. O Silas não chega ser mau treinador, mas infelizmente não “está” treinador para o Grêmio – além de querer transformar o Tricolor numa filial do Avaí visto sua predileção pelos jogadores do ex-clube -, assim como a equipe também deixa a desejar quando falamos efetivamente em brigar por conquistas mais significativas. Talvez reflexos de uma direção que nem nos discursos consegue transmitir confiança e o mínimo de comando. São desculpas esfarrapadas sobre desculpas esfarrapadas, mas atitude que nos leve ao topo e não ao quase, nada. Isso sem falar na complicada questão financeira que acaba sempre como “justificativa” pra que as coisas não aconteçam.
É penoso ter que novamente disputar uma competição, como o BR – pensando, com muito otimismo, em apenas garantir uma vaga à Libertadores. Não que esta não seja importante. É nossa obsessão vitalícia. Mas não seria melhor que a disputa da Copa viesse através de um título? Contentar-se com vagas é pouco pra um clube com a história do Tricolor e sua torcida.
O presidente Duda Kroeff faz sua parte ao chamar o torcedor neste momento. A torcida, na verdade, nunca deixa de estar ao lado – nós do Grêmioo Copero, ao menos, nunca deixamos – mas deve saber bem nosso mandatário que somente apoio incondicional não faz uma equipe vencedora. O time em campo, o técnico na casamata, os dirigentes nos camarotes também precisam querer. Chega de conformidade, de ficar chorando as pitangas por isso ou aquilo. A cobrança deve vir sim, na mesma proporção do apoio. Temos que dar a volta por cima e, de preferência, que seja uma volta Olímpica.
Amanhã, alento tradicional pra vencer o Avaí e recomeçar.
Dale Grêmio!
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É preciso resgatar as origens
Publicado em 10/ago/2009 por Charles Hansen.
Tags: liderança, postura, tradição, vencer

Maxi Lopez sentiu lesão ao final do primeiro tempo.
Novamente derrota. Inadmissível passar um turno inteiro do brasileiro sem vencer uma única partida fora de casa. Campanha medíocre de time digno de rebaixamento. Competência e um pouco de sorte - se bem que a primeira anda em descrédito – que a campanha de melhor mandante atenua os estragos na classificação. O Grêmio vive um paradoxo entre os extremos – melhor em casa e o pior fora – o que lhe torna um time mediano quase medíocre se avaliarmos os objetivos impostos pela sua grandeza. É duro ter que constatar isso, mas mesmo em meio a varzeanisse dos adversários a forma como o Grêmio se apresenta é quase proibitivo findar entre os quatro melhores.
Falta qualidade no time, isso é verdade. Também sabemos que pelas restrições financeiras as pespectivas de contratações são restritas. Nada muito animador, mas vamos lá. Bola prá frente.
Por outro lado, mesmo sabendo que o elenco não mudará muito, há duas coisas gritantes no Grêmio 2009 que me incomodam muito mais que uma carência no elenco.
ESSÊNCIA - Negligenciar suas origens, a sua escola, o seu estilo de jogar futebol. A pegada, que os não gaúchos tem dificuldade de compreensão, existe sim e torna o Grêmio um clube competitivo. De nada adianta qualidade sem determinação. Falta brio, comprometimento e atitude vencedora. Quero ver os jogadores suando sangue pelo clube.
LÍDERES - O Grêmio é o reflexo de suas lideranças. Para bom entendedor meias palavras bastam. Poderíamos aqui resgatar inúmeros fatos que tangibilizam o que estou afirmando. Estamos num momento que se notabiliza por posturas resignadas com o fracasso e discursos estilo água com açúcar pra torcedor ouvir. Presidente? Diretores? Treinadores? Capitães? Seja lá quem for, chega desse papinho “estamos bem”, “estamos de olho no mercado”, “vamos ver onde erramos para que no próximo”, “fomos bem, mas” … Ainda dúvida disso?
A mudança que o Grêmio precisa começa fora das quatro linhas e, por consequência, contagiar o vestiário.
Nós torcedores estaremos sempre apoiando. Somos virtuosos nesse aspecto. Mas não rasguem a tradição de jogar do Grêmio e nem adotem uma postura cagona conformista. Obrigado.






