Tag: torcida
Todo o carnaval tem seu fim.
Publicado em 16/fev/2010 por Charles Hansen.
Tags: 2010, coletivo, contratações, entrosamento, torcida

Dizem que o ano começa após o carnaval. Pois bem, então sejamos bem vindos a 2010. Jargão brasileiro, que não me serve, para o “deixar pra depois”, protelando o improtelável. Fato é que agora não tem mais desculpas, as coisas precisam acontecer. Isso vale pro Grêmio.
Nada mais convidativo para o “primeiro dia” do calendário biológico brasileiro que um jogo valendo eliminação. Treino secreto, time não revelado e armado de acordo com o adversário. Seja lá como for, cai de maduro um Grêmio melhor postado e com entrosamento mais digno. Não tem desculpas, Silas.
Outra coisa que não tem mais desculpas é quase findar fevereiro sem o elenco totalmente fechado. Não consigo conceber um clube da grandeza do Grêmio sem ninguém indiscutível na lateral direita, carente desde início desta gestão. Nem as lacunas deixada pelas vendas na defesa, agora amplamente vazada e justificada nos microfones pela ausência de experiência. William, Borges e Jonas são poucos para um temporada de muitas competições, mesmo que o segundo nome esteja resolvendo a maior parte dos nossos problemas. Não tem desculpas, Meira.
Já para o torcedor não tem desculpas para não ir ao Olímpico. Esta na hora de voltarmos a freqüentar as quase sexagenárias arquibancadas do Monumental. Depois das chuvas que marcaram o carnaval, o termômetro já não serve mais de justificativa para o mau futebol e o estádio vazio.
Nos encontramos na cancha para saudarmos o regresso a normalidade, já que todo o carnaval tem seu fim.
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Souza, porque no te callas?
Publicado em 06/nov/2008 por Aline Cardias.
Tags: gremio, jogadores, torcida
Não sei o que está acontecendo. Depois de ter que engolir a seco as críticas arrogantes de Celso Roth aos torcedores que foram cobrar por uma postura “mais de Grêmio”, agora quase me engasgo com as declarações do Souza, cobrando paciência e pedindo que tomássemos como parâmetro os torcedores amargos.
- A gente tem o exemplo aqui do lado e você não vê isso. Qual o melhor elenco do Brasil? Qual o time que deveria estar brigando pelo título? O Inter está fora até da luta pela Libertadores e isso não acontece lá.
Parem as rotatórias.
Essa pobre e infeliz manifestação confirma que o jogador não conhece MESMO a representatividade que tem o torcedor para o Grêmio e vice-versa. E se até agora ele não conseguiu perceber isso, é porque não merece fazer parte desta história.
Mas continuaremos seguindo e apoiando o Tricolor, independente do que digam jogadores, dirigentes. Todos eles passam.
“O Grêmio é da torcida, é da sua gente…”
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Caminhando em brasas
Publicado em 05/nov/2008 por Aline Cardias.
Tags: torcida, vergonha na cara
Deixaram chegar no limite. Quando parte de torcedores – o que deveria partir do vestiário – a iniciativa de uma cobrança mais forte, enérgica é porque a coisa ta degringolando. Não sei até que ponto este tipo de manifestação – não considero como uma invasão porque foi permitido o acesso desses ao espaço restrito – possa dar resultado. Talvez tenham sido motivados pelo episódio semelhante do ano passado, quando chegaram junto e o Tricolor conseguiu reverter uma desvantagem para o Caxias, na semifinal do gauchão.
Mas considero legítimo o descontentamento da torcida. Também estou descontente, indignada e perplexa com a acomodação. E da mesma forma que o Sr. Celso Juarez Roth não gostou da “cobrança”, me sinto no direito de também não gostar de ver o Grêmio perder a liderança e ,agora, correr o risco de ficar fora até da Libertadores. Não gostei de ver o Grêmio perder a vantagem de 12 pontos que tinha para o 4º colocado. Não gostei das invencionices do treinador que, por muitas vezes, nos empurraram a resultados desastrosos. Não gostei de tomar 4 do Inter, 3 do Cruzeiro, de perder para a fraca Lusa, empatar com o Figuera em casa. Não gostei da falta de convicção e coerência que culminaram em escalações e formações estapafúrdias. Assim como não gostei de acreditar durante boa parte do campeonato no título e ter que agora ouvir um discursinho derrotista de que está sendo feito o melhor trabalho.
Mas talvez Roth prefira caminhar sobre brasas, como a ação motivacional promovida pelo renomado psiquiatra Roberto Shinyashiki, em 99, quando da sua primeira passagem pelo vestiário gremista. E não é que chamaram o cara novamente?! Aí me pergunto qual deverá ter sido a ação desta vez? Tiro ao alvo, arremesso de facas, círculo de fogo…
Nem vou me ater ao assunto motivação. É um absurdo. Penso exatamente o que escreveu o Charles no post abaixo.
E respondendo a Roth que “queria saber o que eles fizeram quando o Grêmio estava em uma situação pior (…)”, eu respondo: quando estávamos em uma situação pior, senhor Roth, a torcida abraçou o clube e o time como nunca. Carregou o Tricolor nos braços na série B. Esteve ao lado o tempo todo, incentivou, lotou estádio, se associou em massa. Apoio nunca faltou e nunca faltará, independente de quem esteja na casamata.
Era o momento do Roth trazer o torcedor para perto dele, mostrar que deixou seu retrospecto como treinador para trás e entrar para a história do Tricolor.
A gente não pede muito, queremos apenas ver aquele Grêmio da raça, da luta, da vibração e da superação, em campo novamente.
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Foi há 25 anos. Mas parece que foi hoje.
Publicado em 12/out/2008 por Aline Cardias.
Tags: imortal, libertadores 1983, peninha, sentimentos, torcida, tricolor
Na última sexta-feira, 10, Eduardo e Fernando Bueno, irmãos e gremistas acima de tudo, lançaram o mais recente trabalho da dupla: A América aos Nossos Pés – 25 anos de uma Libertadores de verdade.
O espaço destinado à seção de autógrafos, próximo à praça de alimentação do Bourbon Ipiranga, aos poucos foi tomando ares de concentração de gremistas. Teve até um insignificante número de amargos que tentou “dar o ar da des-graça” – talvez quisessem aprender como se conquista uma libertadores de verdade – mas Peninha não deixou que estragassem sua festa, e, ao seu melhor estilo gremista de ser, não demorou pra se unir ao coro “aonde estão, ninguém os vê…” enquanto os metidos eram retirados pelos seguranças do shopping. Não é à toa que ele é considerado o mais polêmico e também um dos mais fanáticos torcedores gremistas. Odiado por muitos, mas amado pela imensa maioria, a que interessa.
Os Blues Brothers contaram como ninguém a trajetória da Libertadores de 1983. Não é somente uma descrição de fatos. É coração, alma, vida. O livro é genial. Ele emociona, debocha, ironiza, diverte, encanta. Apresenta requintes de detalhes que faz viajar no tempo e sentir novamente, ou pela primeira vez, a emoção daquela grandiosa conquista, imortal como o próprio Grêmio. É uma mistura de sentimentos que não tem explicação. Não tem como não se arrepiar, chorar, ficar nervoso, ter vontade de invadir campo, mandar o juiz pra bem longe…
Realmente, uma libertadores de verdade, que não se decidia somente dentro de campo, que os times não podiam ter somente jogadores, mas guerreiros capazes de suplantar todas as batalhas que viessem pela frente.
Eduardo Bueno tem razão. Foi há 25 anos, mas parece que foi hoje.
Esta obra foi feita para deleite da torcida gremista, mas também deveria ser leitura obrigatória para todo jogador que, a partir de agora, passe a vestir e honrar o manto tricolor.
PS: parabenizo os amigos Charles e Leonardo, idealizadores deste site, pela merecida referência que o livro fez ao gremiocopero e às idéias igualmente geniais destes dois baita gremistas.
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Superação em dose dupla
Publicado em 03/out/2008 por Aline Cardias.
Tags: campeonato brasileiro, superação, torcida
A mesma obrigação que o torcedor tem de comparecer ao Monumental amanhã e fazer sua parte nas arquibancadas, tem o time com a vitória, dentro de campo. Nenhum outro resultado é admissível. Já demos sorte demais ao azar, agora chega. A briga lá em cima ta embolando e temos que mostrar nossa força. Sabemos que o Tricolor é capaz de sucumbir às diversidades e dar a volta por cima. Esta é a hora.
O torcedor também terá que se superar neste sábado. Devido às ocorrências do clássico Grenal, a brigada resolveu acabar com as “mordomias” e proibiu a entrada dos materiais da torcida no estádio. Já vale pra amanhã. O que antes era aplicado como um “castigo” pelo mau comportamento – uma vez que havia um acordo de cavalheiros entre as partes -, agora parece que vai se tornar uma constante.
Mas não tem jeito, o Grêmio precisa muito do nosso grito, da nossa vibração. Vamos também passar por cima disso, afinal, a esta altura do campeonato, tudo que venha contra não será mais novidade.
O time ainda é uma incógnita, sabe-se lá o que passa na cabeça do Roth numa hora dessas. Só não quero invencionices. Quero a equipe peleando, chegando junto, buscando a vitória a qualquer custo. Se deu certo até pouco tempo, porque não daria agora?
Quero terminar o jogo sem voz e com os três pontos.
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Olímpico tremeu
Publicado em 18/ago/2008 por Charles Hansen.
Tags: monumental, torcida
Ontem o Olímpico pulsou. Segundo um amigo que estava nos camarotes, durante alguns minutos após o gol, de forma impressionante, o estádio literalmente tremeu. Fato, acompanho os jogos no setor da geral e pude sentir tamanha vibração.
Torcida em cólera! Também pudera, a obsessão por esse campeonato impera sobre tudo.
Comunhão total entre torcida e jogadores. Restam oito jogos em casa, e as cinqüentenárias arquibancadas de cimento pulsarão novamente. Me cobrem…
Neste campeonato vencer nos domínios é fator decisivo de sucesso. Com pés no chão e determinados, faremos com que nossos adversários se arrependam por ousarem pisar no gramado do Monumental.
Pra cima deles Grêmio.
E salve o velho e lendário Monumental de Porto Alegre.
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Mais um degrau
Publicado em 01/ago/2008 por Aline Cardias.
Tags: gremio, torcida
A vitória diante do Coritiba, mais que a confirmação da liderança pela terceira rodada consecutiva, destaca o equilíbrio do time neste brasileirão, fator decisivo para quem almeja não ser mero participante da competição, e que fez a diferença no campeonato passado. É a campanha fora de casa – quatro vitórias e dois empates dos oito jogos disputados – que dá esta condição de regularidade ao time de Roth. O técnico, apesar das contestações, tem conseguido montar uma equipe também competitiva fora dos domínios do Olímpico. Dos 32 pontos conquistados, 14 vieram na bagagem, quebrando tabus e comprovando que, pra quem quer alcançar o topo, pontuar fora é essencial. A equipe parece que está se arrumando. Tcheco, além de ter agregado qualidade ao meio campo Tricolor, tem se destacado pelos cruzamentos, quase sempre perfeitos e quem vêm surgindo como excelente alternativa de bola parada. A zaga segue dando conta do recado. Pereira tem vivido seu melhor momento no Grêmio. E o ataque, ainda que Perea seja um jogador irregular, tem conseguindo colocar a bola no fundo das redes, com Marcel voltando a marcar. Mas ainda aguardamos por um jogador para o setor, afinal, grupo é tudo em um campeonato desta envergadura. Com a entrada dos novos contratados, o time deve passar por modificações nas próximas rodadas. Mas a postura e vontade de vencer, esta deve ser mantida, dentro e fora de casa.
Parabéns à torcida gremista, que tem estado com o Grêmio, onde o Grêmio estiver.
Dale!
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Coisas de Juarez
Publicado em 24/mai/2008 por Charles Hansen.
Tags: gremio, roger, torcida
Recebo com contrariedade a advertência publica realizada pelo “seu Juarez” ao craque do time. Se aprende na disciplina “gestão de pessoas e liderança” que feedback deve se dar constante entre gestores e subordinados. Única coisa que o Juarez esqueceu é que feedback negativos não se deve dar em público.
Não me surpreende o fato do Juarez ser um treinador perdedor. Não é a primeira vez que cria indisposição com os melhores jogadores de suas equipes. Foi assim no Flamengo, Palmeiras, Vasco e agora no Grêmio.
Roger é sem dúvida uma das poucas peças capaz de ser a diferença técnica do time. O mesmo está adaptado a Porto Alegre, está feliz e se sentindo bem com a tricolor. Com uma melhor companhia, que não um mundo de volantes, acredito que ele pode crescer muito ainda e ser cada vez mais importante o time.
Nesta nublada tarde de outono, apenas a vitória interessa. A torcida clama por gols e se possível com Roger jogando bem e dando resposta ao tosco treinador. Estamos fechados com o Roger e demais atletas, enquanto o Juarez cultiva seus equívocos…
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Os gritos do silêncio?
Publicado em 22/mar/2008 por Leonardo Fleck.
Tags: geral do gremio, torcida
O Barcelona não estampa patrocínio na sua camiseta porque seus torcedores não permitem. Ok, não estampa porque não precisa do dinheiro. Mas soa bonito dizer que é porque os torcedores não permitem, eu compro essa história.
Porque falar do amarelo clube catalão? Bom, apenas pra exemplificar que entre a torcida e um patrocinador, a torcida manda. Diz-se que a Unimed, no seu total direito de um contrato assinado, exigiu que, ahmm, o contrato fosse cumprido. Nada mais civilizado e republicano que respeitar contratos. O problema vem antes, qual foi o quadrupede ruminador de pasto que teve a brilhante idéia de não proteger o maior espetáculo proporcionado nas arquibancadas de um estádio brasileiro? Como, senhor Jesus Cristo, como ousam, ainda, não ter a Geral em conta sempre?
Na ponta do lápis e dentro da alma, qual perda pode ser mais sentida que a Geral em silêncio? NENHUMA.
E que liberem os trapos, as bandeiras, as barras, os bumbos, a cerveja, o direito de torcer em paz e de seguir fazendo da nossa a mais bonita das festas sempre.
Jamais nos matarão.









