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Souza, porque no te callas?

Não sei o que está acontecendo. Depois de ter que engolir a seco as críticas arrogantes de Celso Roth aos torcedores que foram cobrar por uma postura “mais de Grêmio”, agora quase me engasgo com as declarações do Souza, cobrando paciência e pedindo que tomássemos como parâmetro os torcedores amargos.
- A gente tem o exemplo aqui do lado e você não vê isso. Qual o melhor elenco do Brasil? Qual o time que deveria estar brigando pelo título? O Inter está fora até da luta pela Libertadores e isso não acontece lá.

Parem as rotatórias.
Essa pobre e infeliz manifestação confirma que o jogador não conhece MESMO a representatividade que tem o torcedor para o Grêmio e vice-versa. E se até agora ele não conseguiu perceber isso, é porque não merece fazer parte desta história.

Mas continuaremos seguindo e apoiando o Tricolor, independente do que digam jogadores, dirigentes. Todos eles passam.

“O Grêmio é da torcida, é da sua gente…”

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Foi há 25 anos. Mas parece que foi hoje.

Na última sexta-feira, 10, Eduardo e Fernando Bueno, irmãos e gremistas acima de tudo, lançaram o mais recente trabalho da dupla: A América aos Nossos Pés – 25 anos de uma Libertadores de verdade.
O espaço destinado à seção de autógrafos, próximo à praça de alimentação do Bourbon Ipiranga, aos poucos foi tomando ares de concentração de gremistas. Teve até um insignificante número de amargos que tentou “dar o ar da des-graça” - talvez quisessem aprender como se conquista uma libertadores de verdade - mas Peninha não deixou que estragassem sua festa, e, ao seu melhor estilo gremista de ser, não demorou pra se unir ao coro “aonde estão, ninguém os vê…” enquanto os metidos eram retirados pelos seguranças do shopping. Não é à toa que ele é considerado o mais polêmico e também um dos mais fanáticos torcedores gremistas. Odiado por muitos, mas amado pela imensa maioria, a que interessa.

Os Blues Brothers contaram como ninguém a trajetória da Libertadores de 1983. Não é somente uma descrição de fatos. É coração, alma, vida. O livro é genial. Ele emociona, debocha, ironiza, diverte, encanta. Apresenta requintes de detalhes que faz viajar no tempo e sentir novamente, ou pela primeira vez, a emoção daquela grandiosa conquista, imortal como o próprio Grêmio. É uma mistura de sentimentos que não tem explicação. Não tem como não se arrepiar, chorar, ficar nervoso, ter vontade de invadir campo, mandar o juiz pra bem longe…
Realmente, uma libertadores de verdade, que não se decidia somente dentro de campo, que os times não podiam ter somente jogadores, mas guerreiros capazes de suplantar todas as batalhas que viessem pela frente.
Eduardo Bueno tem razão. Foi há 25 anos, mas parece que foi hoje.

Esta obra foi feita para deleite da torcida gremista, mas também deveria ser leitura obrigatória para todo jogador que, a partir de agora, passe a vestir e honrar o manto tricolor.
PS: parabenizo os amigos Charles e Leonardo, idealizadores deste site, pela merecida referência que o livro fez ao gremiocopero e às idéias igualmente geniais destes dois baita gremistas.

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Superação em dose dupla

A mesma obrigação que o torcedor tem de comparecer ao Monumental amanhã e fazer sua parte nas arquibancadas, tem o time com a vitória, dentro de campo. Nenhum outro resultado é admissível. Já demos sorte demais ao azar, agora chega. A briga lá em cima ta embolando e temos que mostrar nossa força. Sabemos que o Tricolor é capaz de sucumbir às diversidades e dar a volta por cima. Esta é a hora.

O torcedor também terá que se superar neste sábado. Devido às ocorrências do clássico Grenal, a brigada resolveu acabar com as “mordomias” e proibiu a entrada dos materiais da torcida no estádio. Já vale pra amanhã. O que antes era aplicado como um “castigo” pelo mau comportamento - uma vez que havia um acordo de cavalheiros entre as partes -, agora parece que vai se tornar uma constante.

Mas não tem jeito, o Grêmio precisa muito do nosso grito, da nossa vibração. Vamos também passar por cima disso, afinal, a esta altura do campeonato, tudo que venha contra não será mais novidade.

O time ainda é uma incógnita, sabe-se lá o que passa na cabeça do Roth numa hora dessas. Só não quero invencionices. Quero a equipe peleando, chegando junto, buscando a vitória a qualquer custo. Se deu certo até pouco tempo, porque não daria agora?
Quero terminar o jogo sem voz e com os três pontos.

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