Tag: temporada 2010

Sem vaidade, tudo dará certo em 2010

Publicado em 12/jan/2010 por Charles Hansen.
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silas Sem vaidade, tudo dará certo em 2010

foto: Valdir Friolin/ClicRBS.

Acompanhei a entrevista do Silas no Bate Bola do último domingo.  Cauteloso para não cair em nenhuma armadilha, respondeu todas as perguntas com um discurso sóbrio e convincente.  Ressalto alguns pontos da entrevista que considero relevantes:

  • O treinador espera uma reposição para o meio-campo em virtude da saída do Douglas Costa, um lateral direito e mais uma peça para o setor em que detectou carência.

“Uma luzinha acendeu e estamos trabalhando. Apareceu um jogador que pode ser a solução. O Grêmio tem um banco de dados muito bom. Achamos uma peça que, se der certo, vai ser muito bom.”

  • Está satisfeito com a estrutura de trabalho do clube e a visão no lançamento de jovens atletas. Elogiou a qualidade dos guris da base e ressaltou que aqueles que se mostrarem aptos podem ser utilizados no time principal;
  • Em dois momentos disse não ter nenhum compromisso com empresários ou jogadores, e, portanto, jogarão aqueles que estiverem em melhores condições. Naturalmente mesclará um time rodado e experiente para os confrontos;
  • Valorizou a qualidade do grupo de jogadores gremistas. Acredita que o Grêmio tem condições de disputar títulos com o atual elenco. Destacou que alguns jogadores são polivalentes, o que permite modificar esquemas táticos antes e durante as partidas;
  • Não pretende improvisar jogadores mesmo sendo estes polivalentes.  Entende que os atletas devem jogar nas funções onde possuem melhor rendimento;
  • Se posiciona como um treinador com convicções no seu trabalho. Acredita ser uma oportunidade importante na sua carreira;
  • Não admitirá vaidades e ausência de foco dos jogadores. Na opinião de Silas isso é determinante para a conquista dos objetivos;

“Faz tempo que não vejo um grupo se formar igual a este. Se não tiver frescurinha, vaidade dentro do vestiário, tudo vai dar certo em 2010. O Grêmio vem sempre brigando por títulos. Eu não tenho duvidas em relação ao que vou ter que realizar aqui no Grêmio. Mas eu sei que não vou fazer nada sozinho. Quem entra em campo são os jogadores. Minha função é não deixar vaidadezinha e coisa boba entrar dentro do vestiário. Dentro de campo não vai ter problema.”

  • Valorizou o importante trabalho promovido pela comissão técnica. Em mais de um momento listou o nome de cada um dos membros do seu grupo de trabalho. Demonstrou respeito e importância do trabalho da preparação física realizado pelo Paulo e Anderson Paixão;
  • Espera não perder mais nenhum jogador nesta janela de transferências;
  • Diz ter o entendimento de como fazer uma equipe vencer partidas fora de casa. Apesar de a base ser de 2009, os trabalhos são diferentes e o seu estilo será visto ao longo do trabalho.

“Gosto muito de trabalhar questões psicológicas e mentais nos jogos fora de casa. Não é uma questão de ser mais forte ou mais fraco. É um problema mental. Dentro de campo ninguém é melhor do que ninguém. Quem tiver mais concentração vai levar.”

Primeiras impressões enquanto a bola não rola.  Sorte ao Silas!
Acredito num Grêmio dando voltas olímpicas em 2010.

E tu? Qual a impressão de momento?

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De tudo um pouco

Publicado em 08/jan/2010 por Aline Cardias.
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- Não digeri direito essa situação do Willian Magrão.  Se não me engano, contra o Barueri, nossa penúltima partida pelo BR, o guri até foi utilizado por um tempo. Que tipo de avaliação é esta que não verificou, ainda lá, que o joelho dele precisava de reforço? Por que não manter o trabalho e tratamento durante as férias? Agora é mais um tempo pro jogador se recuperar e voltar à campo.

- O então chegado atacante Willian também tá dodói e não participa da preparação como deveria. Contrataram o cara “bichado”?

- Confesso que não senti horrores a saída do Douglas Costa. O Duda teria um filho se não vendesse alguém logo. E se a bola da vez foi o meia, preferiu não correr o risco de tão cedo não aparecer outra oportunidade. Fico imensamente mais preocupada com as novamente investidas no Mário Fernandes e no Réver, duas afirmações e titularíssimos. A reposição de qualquer um deles, de imediato e considerando a necessidade, seria complicada.

- Por falar em El Loco (o nosso), o guri tem que jogar na zaga sim. O Grêmio que tome vergonha na cara e contrate logo um lateral direito. EU NÂO AGUENTO MAIS os anos e anos de improviso na posição. O Vitor, do Goiás, parece ser o melhor nome dos sondados até agora. E sim Meira, temos pressa, urgência urgentíssima pela contratação de um jogador para ocupar uma lacuna que, de tão grande, daqui a pouco ultrapassará a camada de ozônio.

- Hugo, Borges, Leandro. Certamente os três chegam direto para a titularidade. Deixando de lado meu pre-conceito com relação aos atletas oriundos do Morumbi, espero que o Souza tenha passado todas as coordenadas do que significa vestir o manto sagrado. Ferdinando e Henrique, sorte. Rafa Marques e Jonas são boas opções no grupo. A manutenção de Fábio Santos acredito que seja bem mais pela falta de uma reposição que propriamente pela convicção em seu futebol. Deverá iniciar a temporada, se ficar, na reserva do Lúcio.

- Não tenho dúvida que a melhor aquisição do Grêmio para 2010 foi o Paulo Paixão. Já na apresentação deixou bem claro aos desavisados qual sua linha.  Se o Duda e Cia preferem a discrição, com discursos comedidos, o nosso preparador físico mandou logo o seu recado:

“Não adianta passar aqui por passar. Tem que fazer alguma coisa para engrandecer o clube. É preciso ter sangue de campeão, gana de ganhar”

Se não for no futebol, será na marra…

E sabemos bem que o discurso dele geralmente acaba sendo aplicado na prática e com resultados…

Contando os dias pra bola rolar de fato, valendo, nem que seja pelo  entrevero pampeano, e na espera de um Grêmio que, custe o que custe, tem que sair campeão.

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Abre aspas – ed.11 – Cala-te, Meira!

Publicado em 07/jan/2010 por Aline Cardias.
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Meira:

– A qualidade do Douglas é insubstituível, ele é um jogador que está crescendo muito, não há no mercado jogador que possa se igualar

E não satisfeito….

– Seria uma reposição física, ou seja, de um jogador para atuar nessa função. Mas não com a mesma qualidade do Douglas.

Juro, pelo meu amor ao Grêmio, que estou tentando fazer aquela força pra relevar todas as asneiras proferidas pelo  Meira nos últimos tempos. Mas, convenhamos, o homem não se ajuda.

Tudo bem que tinha que valorizar a venda, agora forçar a barra afirmando que o guri é insubstituível, muita calma nesta hora.  E outra, se a direção acreditasse mesmo que é tudo isso, por que vendê-lo enquanto é ainda uma promessa?

Se o nosso diretor de futebol empregasse nas contratações o mesmo empenho pra falar besteiras, estaríamos feitos na vida.

Ah Meira…

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Meira ainda é convicção?

Publicado em 17/dez/2009 por Aline Cardias.
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Bem que o Duda poderia aproveitar o embalo das  “mudanças diretivas” que vêm acontecendo – e igualmente agitam o Grêmio além das contratações – para trocar o comando do departamento de futebol, não é?

Será que nosso presidente está mesmo disposto a arriscar mais um ano com o Meira?
Sua permanência é realmente convicção ou falta de opção para ocupar o cargo?

Pessoalmente tenho nada contra o Meira, mas, infelizmente, ele não deu conta do recado em 2009. Ficamos muito aquém de nossas possibilidades e ele foi sim um dos avalistas da campanha nada satisfatória na temporada.

Comando de futebol é tão importante quanto um time qualificado. E não consigo atribuir ao nosso atual dirigente um fator que justifique sua permanência em 2010.

Juro que tento dar um voto de confiança, mas pelo andar da carruagem tá difícil.

PS: dentro de campo me alegra a quase certa permanência de Réver para 2010.  Silas já manifestou que uma base de 2009 seria mantida e, apesar da necessidade e vontade de fazer caixa, faz bem o Grêmio em manter o que temos de melhor no atual plantel.

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O Grêmio não é o Avaí

Publicado em 16/dez/2009 por Aline Cardias.
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Além da letargia quanto a contratação efetiva de jogadores que realmente agreguem qualidade à equipe que deveria estar sendo formada para 2010, o que tem me chamado a atenção nesse campo das “especulações” acerca de quem vem para o Tricolor é uma possível transformação do time do Grêmio numa filial do Avaí.

Não pensem que é uma pré-disposição crítica ao Silas, até porque as contratações passam por avaliação e aprovação do departamento de futebol. A questão é que não vejo com bons olhos esse “bruxismo” – talvez nem seja esta a palavra mais adequada – ao qual apelam a maioria dos técnicos emergentes que, na primeira chance em um clube de expressão, acabam arrastando consigo atletas destaque (?) que estiveram sob seu comando. Nada mais normal e corriqueiro. Mas até que ponto isso é bom? Assim como os torcedores, o Silas, o Meira e Cia devem certamente estar cientes que o Grêmio não é o Avaí e, que o fato desses jogadores terem desempenhando um bom futebol na equipe anterior não é garantia que, no Tricolor, mesmo sob a batuta do técnico que já trabalharam, repitam tal desempenho. A exigência será bem maior que apenas jogar um futebol convincente.

Nada contra o Marquinhos, o Ferdinando, o Willian.  Sinceramente não acompanhei a desenvoltura desses jogadores para, com direito de causa, explanar algum comentário sobre a qualidade de seu futebol. Acredito até que tenham feito um bom campeonato brasileiro já que outros clubes mostram interesse nos mesmos. Mas fico temerosa, em confirmando tais contratações, quanto ao real aproveitamento deles.  Se corresponderem as expectativas, beleza. O que não quero é que cheguem com a banca de “homens de confiança” do treinador e, daqui alguns meses acabem inflando a folha salarial do Grêmio como meras peças de grupo. O Tricolor precisa de qualidade, não de quantidade.

Aliado à isso, me assustei ao ler hoje pela manhã que este mesmo Willian citado acima, atacante, surge como alternativa ao Maxi caso El Tanque não permaneça no Olímpico. O Grêmio trocaria a dúzia pelo seis, o certo pelo mais que duvidoso. Levamos um tempo considerável para que a camisa 16 fosse, de fato, suprida à altura. Não seria bom às pretenções do Tricolor iniciar mais uma temporada apostando novamente em um centroavante.

E que venha logo 2010.

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Adilson na casamata

Publicado em 12/nov/2009 por Charles Hansen.
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adilsonbatista Adilson na casamata

Silas não, por favor.  Se não tem como trazer Felipão, que fique entre Espinosa, Portaluppi e Adilson. Este último acredito ser hoje o mais talhado para assumir o comando técnico gremista. Identificado e multicampeão pelo clube, o capitão América está em ascensão na carreira e soma experiências em campanhas significativas (vice América, duas libertadores, títulos regionais). 

Adilson já teve duas passagens pelo Grêmio, por coincidência nos tempos mais negros do tricolor – 2003 e 2004.  Ter boas campanhas nesse período era praticamente impossível, a missão era apenas de salvação.  Mesmo assim, quero destacar que Adilson conseguiu em 2003, numa campanha de recuperação, salvar o clube do descenso.

Ele assumiu o Grêmio na 28ª de 46 rodadas, período em que o clube tinha apenas seis vitórias na competição nacional e aproveitamento até então de 28%.  Comandou o clube em 19 partidas com sete vitórias, seis empates e seis derrotas, aproveitamento de 47%.  Demorou um pouco para reorganizar o time, com um início um tanto dificultoso. O impressionante foi que nas últimas 13 rodadas o Grêmio obteve sete vitórias, três empates e três derrotas, aproveitamento de 61%. Considerável se tratando do momento vivido pelo clube.

Por que não oportunizar ao Adilson iniciar a temporada do zero? Para julgarmos passagens devemos ser cientes das circunstâncias de cada uma delas. Acredito que ele pode resgatar o espírito aguerrido e bravo que por motivos diversos o Grêmio deixou de lado.  Quero alguém realmente identificado com o Imortal Tricolor.  Quero alguém que me represente à frente da casamata.

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