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Envoltos em reflexões

Publicado em 18/mai/2011 por .
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Discurso surrado e vazio.

Reflexão, esse é o momento.  Anderson Kegler, colaborador do blog, compartilhou a sua leitura sobre o momento, sobre os problemas vividos, sobre a realidade gremista. Em seu texto, que nos remete ao penso, cabe questionarmos a inversão dos valores que caracterizou essa máldita década.

Após alguma análise, percebi qual é o problema do GRÊMIO. Pelo menos o que, na minha opinião, desencadeia todos os outros.
O GRÊMIO vive um momento em que é dirigido por pessoas que vivem em função do TA (tradicional adversário). É isso!
Nos últimos anos somos representados no TRICOLOR por pessoas que tem como objetivo maior “tirar onda” com o “nal”, dar satisfação para um clube (ou para as pessoas) que surgiram em função do nosso. Trocaram de lugar na história. Até o letreiro no Olímpico agora é corneta? Ah façam o favor!
O que eu tenho com o t.a (tradicional adversário)? NADA, absolutamente nada. Não sei escalação, não sei das reformas, não sei nome de dirigente, não sei nome de torcida, não me interessa em nada. Só penso em “nal” quando tem GREnal.
Mas nos salões do GRÊMIO não… lá até em discurso de posse anda se falando neles. Isso virou um câncer!
O GRÊMIO existe por si só. Não dependeu de outro clube nem para nascer, muito menos para ser grande. Vivemos de nossa própria força. Essa conversa de “um precisa do outro” foi coisa criada pela “ymprenssa” vermelha. O GRÊMIO NÃO PRECISA DE NINGUÉM PARA SER O GRÊMIO!
Estamos a mais de 10 anos nessa fila de espera por títulos.
No GRÊMIO banalizaram até nossa imortalidade. Eu que tanto escrevi sobre essas coisas; sobre nossa mística, sobre nosso manto, agora fico constrangido de usar esses termos para não cair no ridículo.
Tudo no GRÊMIO hoje é em função de outrem.
Estão difamando a nossa história, as nossas lendas.
Acho que a vida é feita de ciclos. E quando um clube como o GRÊMIO passa a ser dirigido por pessoas que pensam mais nos outros que no próprio clube está na hora de mudar tudo.
Precisamos romper! Nos desligar dessas pessoas que eu chamo de “fãs da çellessão de 82”. São azarados, para dizer o mínimo.

Precisamos buscar nossa cultura de volta, precisamos de pessoas que pensem somente no GRÊMIO. A questão do IMORTAL é institucional, está nas entranhas do clube. E para nos livrarmos disso é preciso romper com esse passado recente que nos prende a algo que nada tem a ver com o GRÊMIO.
Precisamos acordar e ver que enquanto não retirarmos do GRÊMIO esse discurso rançoso e derrotista nunca voltaremos a ser o que somos no nosso âmago.

Somos o GRÊMIO, somos quem lidera, quem existe, quem cria, quem desbrava, o resto e que vem no reboque.
Podem dizer que estão brabos comigo, podem achar brechas no texto, podem me acusar de não ser “gremista verdadeiro” mas no fundo todos vocês sabem que eu tenho razão.
Não podemos permitir que nosso lugar de protagonistas da história seja ocupado por mais ninguém além de nós mesmos.

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É preciso resgatar as origens

Publicado em 10/ago/2009 por .
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maxi lopez lesao na coxa É preciso resgatar as origens

Maxi Lopez sentiu lesão ao final do primeiro tempo.

Novamente derrota. Inadmissível passar um turno inteiro do brasileiro sem vencer uma única partida fora de casa. Campanha medíocre de time digno de rebaixamento. Competência e um pouco de sorte - se bem que a primeira anda em descrédito – que a campanha de melhor mandante atenua os estragos na classificação. O Grêmio vive um paradoxo entre os extremos – melhor em casa e o pior fora – o que lhe torna um time mediano quase medíocre se avaliarmos os objetivos impostos pela sua grandeza.  É duro ter que constatar isso, mas mesmo em meio a varzeanisse dos adversários a forma como o Grêmio se apresenta é quase proibitivo findar entre os quatro melhores.

Falta qualidade no time, isso é verdade. Também sabemos que pelas restrições financeiras as pespectivas de contratações são restritas. Nada muito animador, mas vamos lá. Bola prá frente.

Por outro lado, mesmo sabendo que o elenco não mudará muito, há duas coisas gritantes no Grêmio 2009 que me incomodam muito mais que uma carência no elenco.

ESSÊNCIA - Negligenciar suas origens, a sua escola, o seu estilo de jogar futebol. A pegada, que os não gaúchos tem dificuldade de compreensão, existe sim e torna o Grêmio um clube competitivo. De nada adianta qualidade sem determinação. Falta brio, comprometimento e atitude vencedora. Quero ver os jogadores suando sangue pelo clube.

LÍDERES - O Grêmio é o reflexo de suas lideranças. Para bom entendedor meias palavras bastam. Poderíamos aqui resgatar inúmeros fatos que tangibilizam o que estou afirmando. Estamos num momento que se notabiliza por posturas resignadas com o fracasso e discursos estilo água com açúcar pra torcedor ouvir.  Presidente? Diretores? Treinadores? Capitães? Seja lá quem for, chega desse papinho “estamos bem”, “estamos de olho no mercado”, “vamos ver onde erramos para que no próximo”, “fomos bem, mas” … Ainda dúvida disso?

A mudança que o Grêmio precisa começa fora das quatro linhas e, por consequência, contagiar o vestiário.
Nós torcedores estaremos sempre apoiando. Somos virtuosos nesse aspecto.  Mas não rasguem a tradição de jogar do Grêmio e nem adotem uma postura cagona conformista.  Obrigado.

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