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Sobrenome imponente

Publicado em 26/mar/2010 por .
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vista aerea porto alegre leonelalbuquerque.com .br  Sobrenome imponente

Foto de Leonel Albuquerque

Diariamente vivo o calvário da BR-116. Em média, duas horas diárias entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, via laçador. O aniversário da cidade – 238 anos – foi mote para quebra do automatismo. Era necessário mudar, ver POA com outros olhos. Enquanto as rádios AM transmitiam seus programas dos mais diversos pontos da cidade, adentrei na capital costeando o Guaíba (o rio que não é rio), avistando a ponte móvel (cartão postal), os armazéns portuários e afins. Quem conhece o trajeto sabe que estamos falando da porta de entrada. Mesmo voando, chegar em Porto Alegre sobrevoando o Guaíba é acolhedor, enche o peito de orgulho do gaúcho que retorna ao pago.

Confesso que quando avistei aquela placa azul, que a anos saúda quem chega, com os dizeres “bem vindo a Terra do Campeão do Mundo”, me pus a pensar sobre a vocação do Grêmio. Somos GREMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE, uma agremiação que nasceu da bola, para a bola, pro futebol e que carrega no nome o orgulho e a identificação com a sua cidade. Mais que isso, é no nosso nome que começa um dos principais atributos do gremismo: a valorização das raízes, gente, ídolos e histórias. Identidade é isso, ao contrário de outros que nasceram sob o sentimento de desgosto e se intitulando “foras daqui”, internacionais. Esta valendo esta reflexão.

Somos gremistas orgulhosos do Fortim da Baixada do Moinhos de Vento, do Olímpico Monumental da Azenha e em poucos anos da Arena do Humaitá. Somos PORTO ALEGRENSE que leva o progresso, que cresce com a cidade e que se orgulha de tê-la como sobrenome. Escrevemos nossa história em cada canto, mas nunca, jamais, te deixaremos. Parabéns Porto Alegre pelo teu aniversário.

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De volta pro meu pago

Publicado em 13/set/2007 por .
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Dois mil e cinco foi um ano muito difícil para todos os gremistas. Difícil, mas compensador. Junto com milhares de vozes fui a todos os jogos no Olímpico visando a conquista daquele campeonato.  De forma épica triunfamos.

Com o sentimento de dever cumprido e alma lavada, novos objetivos foram traçados. Em 2006 me lancei em busca de uma nova experiência profissional, agora no centro do país. Minha residência: São Paulo.

O  centro do país para um gremista é sacrificante, árduo, penoso e desafiador.
Deixar de ir para cancha religiosamente e passar a acompanhar as notícias do Grêmio e suas jornadas pela internet ou contar com a sorte dos jogos serem televisionados não é nada agradável.       Vivenciar uma imprensa que acredita que o futebol se resume somente a esta faixa territorial é indigesto.    Ah, que se dane essa imprensa míope com as suas notícias do “curinthia”, “parmera” e demais.

Alegria somente quando o Grêmio pisa em solo estrangeiro para enfrentar seus adversários locais.  Os gremistas que nessas terras habitam passam contando os dias para o reencontro.  Reencontros esses que normalmente acabam em triunfos gremistas.  Nesses momentos é um deleite estar em solo inimigo.

Não tenham dúvidas de que é ruim. Mas muito ruim mesmo.
Apesar disso há algumas interessantes constatações.  Destas, vou enumerar algumas:
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