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CRER, TORCER E DISTORCER.

Publicado em 09/ago/2011 por .
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Alguns fragmentos oportunos do excelente livro A DANÇA DOS DEUSES. Nesta passagem, trata de explicar e fundamentar essa nossa crença. Como Gremistas de GREMISMO ORTODOXO buscamos na cancha subverter a história desde sempre. E conseguimos na maioria das vezes.

“Seguir determinado clube é acreditar, mesmo contra evidencias racionais, que ele vá vencer. Como o futebol é jogo de muitos erros (sessenta passes errados numa partida é algo comum no Brasil) e pouca pontuação (mais de três gols em uma partida nao é frequente), mantém o torcedor em constante expectativa. Impotente na arquibancada, o adepto de um clube cre que sua fé e seu estimulo possam colaborar para que seus ídolos levem a divindade comum à vitória. É significativo em português o uso da palavra “torcer” para designar o ato de manifestar adesão entusiasmada à trajetória esportiva de um clube. (…)

Uma acepção dicionarizada de “torcer” é “desvirtuar o significado ou a proporção real de algo”. No mundo do futebol, é interpretar os fatos segundo a emoção. Torcer é sempre distorcer, portanto. E nao apenas o presente, a partida que se tem diante os olhos, no estádio ou na televisão. É também adulterar o passado.
Acima de tudo, torcer é tentar DISTORCER O FUTURO, interferir nele. É a esperança de “alterar o destino”, sentido que a palavra tem na língua portuguesa desde o século XIII. (…)

Torcer contra ou a favor é enerome dispêndio de energia psíquica, é ato de fé que consome o sujeito. Nao por acaso, a etimologia de “torcer” vem do latim torqueo, torquere, “torturar”, “atormentar”, e também “sustentar”, “suportar”. É este o último sentindo que prevalece em francês (supporter) e inglês (to support), vindos do baixo latim supportare, “sofrer”, “ajudar”, “sustentar”. Em italiano, o verbo tifare deriva de tifo, “entusiasmo”, “paixão”, “fanatismo”, todos vocábulos de sentido essencialmente religioso e com forte conotação emotiva, vinda do original grego thyós, “furor”. Como tifo designa também doença infecto-contagiosa do mesmo nome, disseminada na Itália dos anos 1920, o termo estava muito associado ao sentido de sofrimento. Em espanhol, aficionar decorre de afición (por sua vez do latim affectionis, “afeto”), palavra indicada ao mesmo tempo “amor a alguma coisa ou pessoa” e “torcida”. Em alemão, o termo escolhido para aficionado oscila entre o laço social e laço afetivo: Anhänger, “partidário”, “adepto”, pertence à família lexical do verbo anhängen (“ser ligado por afeto” “estar preso a”), dos substantivos anhang (“apêndice”, “séquito”, “família”) e anhänglichkeit (“afeição”, “lealdade”), dos adjetivos anhäglich (“fiel”) e anhägan (“afeiçoado a”).

Enfim, é possível transcrever o significado do futebol para cada povo por meio das palavras que expressam o ato de apoiar o time escolhido. Analise que pode ensinar muita coisa, desde que nao se esqueça que a intensidade do sentimento religioso é muito pessoal, e no caso do futebol é proporcional a paixão clubistica. Para o fanático Nelson Rodrigues, “o que procuramos no futebol é o sofrimento. As partidas que ficam, que se tornam históricas, são as que mais doem na carne, na alma”. (…)”

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GRÊMIO – Campeão acima de tudo

Publicado em 24/mar/2010 por .
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Gremio Campeao acima de tudo GRÊMIO   Campeão acima de tudo

Grêmio, ensina o dicionário, é um “grupo de pessoas reunidas em torno de um mesmo objetivo”.  Significa também “o colo, o peito, o lugar que acolhe”. Mas todo mundo sabe que o Grêmio é muito mais do que isso. Grêmio quer dizer vitória, superação, empenho e glória redentora. Porque o Grêmio virou adjetivo depois que o substantivo passou a ser o nome de um time.  Na verdade, mais do que um time, já que o Grêmio é o esquadrão que ganhou todos os campeonatos possíveis – e único que conquistou (duas vezes) a Primeira Divisão com  onze em campo e a Segunda só com sete. E, que ninguém duvide, ganharia a Terceira com cinco a menos, se a lei nos permitisse jogar com tão poucos.

Grêmio campeão do Brasil, da América e do Mundo.

Grêmio, campeão acima de tudo e  acima de todos – especialmente em cima deles…

Eduardo Bueno

Livro vendido através da Grêmio Mania no valor de R$ 29,00

…..

Grandiosos Blues Brothers.

O Grêmio Copero cumprimenta os amigos Fernando e Eduardo “Peninha” Bueno por transcreverem histórias e estórias do nosso imortal tricolor, fomentando o gremismo latente e ortodoxo que corre em nossas veias. Que esta obra preceda tantas outras porque a história do clube é inesgotável.

Promoção

Quer ganhar um livro autografado?  Estaremos distribuindo um exemplar.
Conte-nos, de forma breve, uma história, uma passagem ou uma recordação de gremismo que mais lhe marcou.
No dia 31.03 estaremos avaliando e elegendo, na opinião do Grêmio Copero (Charles, Leonardo e Aline), a melhor passagem.

Viva o gremismo ortodoxo comedor de carne vermelha. E  Boa sorte!

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Com a palavra, Peninha

Publicado em 13/abr/2009 por .
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peninha grenal 300x225 Com a palavra, Peninha

Jamais o gremiocopero registrou tantos acessos de torcedores da cor vermelha como neste último final de semana. Acreditamos que, muitos destes, são fruto da referência a este blog feita pelo colunista Wianey Carlet no ultimo sábado, em seu espaço na Zero Hora, quando EDUARDO BUENO foi o tema.

O texto sobre o “parabéns ao co-irmão”, publicado aqui, repercutiu assim como o foco central da coluna Condenação, que abordou a decisão de uma indenização a ser paga por Peninha ao árbitro Carlos Simon por danos morais, e como provavelmente repercutirá sua réplica, igualmente destacada abaixo.

Importante salientar que a resposta foi devidamente enviada por Eduardo Bueno ao Wianey, mas publicada nesta segunda-feira no blog do jornalista David Coimbra com o título Peninha em Ação.

Segue

Meu caro Wianey:

É ainda sob forte impacto emocional e talvez até “distorcido pela paixão” que passo a responder tua comovedora coluna de sábado último, na qual me fizeste elogios tão generosos quanto desproporcionais, e que me levaram às lágrimas pois evocaste os belos momentos que compartilhamos em exíguos quartos de hotel de todo esse planeta-bola – atrás da qual tanto corremos. Mas, mesmo sob forte emoção, não posso deixar de fazer pequenas ressalvas ao que escreveste. Vamos a elas:

1) Não chamei Carlos Simon de “ladrão”. Escrevi, isso sim, que ele fazia parte da “infame extirpe dos juizes que surrupiaram o Grêmio” (Ih será que não podia repetir isso? Bom, foi só a título de exemplo). De qualquer sorte, independentemente da decisão da juíza, posso assegurar que essa é a opinião de 99,9% da torcida do Grêmio e que processo algum irá modificá-la. Pode abrir votação,

2) Não disse que “a paixão envolvida permite visões distorcidamente parciais”. Foram meus advogados que disseram. Os mesmos que solicitaram que eu não me manifestasse sobre o caso até seu desfecho. Tomada a decisão da juíza, embora ainda caiba recurso, julgo ter chegado a hora de falar e o faço através da tua coluna,

3) Não sou em quem terei que “desembolsar quase 15 mil”. Tal quantia será dividida entre mim e a Ediouro, que publicou a obra. A um pedido meu, creio que a editora arcaria sozinha com esse elevadíssimo custo. Mas não pretende fazê-lo. Faço questão de “desembolsar” o dinheiro já que, para mim, o próprio título de tua coluna, “Condenação”, soa quase como “Condecoração”, pois considero um galhardão, um prêmio, um presente ser processado por alguém da estatura de Carlos Simon.

Por vários motivos:

1)      Porque tenho a esperança de que o referido profissional use o dinheiro para fazer cursinhos de atualização em arbitragem, de forma que passe a errar menos, em especial contra o Grêmio,

2)      Porque me inspirou para escrever o livro “Os erros de Carlos Simon”, que será lançado em breve com a disposição altruísta de que a rememoração do extenso rol de suas falhas o leve aprimorar-se em sua profissão,

3)      Porque descobri que Ricardo Teixeira e a Comissão de Arbitragem da CBF– que eu desconhecia serem letrados – leram meu livro Grêmio: Nada pode ser maior.  Como costumo tratar bem meus leitores, vou enviar-lhes um exemplar da nova obra . Enviarei um também para a Confederação de Futebol de Gana,

4)      Porque o caso me inspirou a criar um site, errosdesimon.com. aberto à atualizações do público em geral, já que o livro não conseguirá acompanhar a rapidez com que o panorama se modifica,

5)      Porque vou reescrever o livro Grêmio: Nada pode ser maior, extraindo a frase capada pela justiça e, no lugar dela, acrescentar um apêndice com todos os erros do supracitado árbitro contra o Grêmio – sempre na tentativa de que ele se aprimore. O  livro já vendeu 23 mil exemplares, mas sei que a torcida do Grêmio comprará muito mais da nova edição,

6)      Porque disposto a ajudá-lo a se aprimorar também na profissão de jornalista – que diz exercer, embora eu nunca tenha lido nem mesmo a frase “Ivo viu a uva” escrita por ele -, venho lançar de público, através de tua prestigiosa coluna, um desafio: ele escreve um livro e eu apito um Grenal e veremos quem erra menos. (Desde criança, meu sonho sempre foi apitar um Grenal…). Se o desafio for considerado despropositado, sugiro então um debate público sobre o tema: “O que leva uma criança a decidir ser juiz de futebol?”

7)      Por fim, porque tal processo com certeza unirá nossas trajetórias profissionais por um bom tempo e haverá de servir de estímulo para que nos aprimorarmos no exercício de nossas atividades – levando mais longe o nome do Rio Grande. E, se, por ventura, as obras que pretendo escrever sobre o referido árbitro – sempre, repito, no intuito de aprimorá-lo no exercício de sua dura faina – vierem, por algum motivo, a ser censuradas, os processos daí decorrentes certamente irão deflagrar estimulante debate sobre os limites da liberdade de expressão. Tenho certeza de que tu, caro Wianey, e a prestigiosa Zero Hora, na qual tanto labutei, não vão querer ficar fora dessa.

Atenciosamente,

EDUARDO BUENO

EDITADO: Recalque colorado. Peninha provoca ótimos sentimentos: http://www.finalsports.com.br/colunas_dupla/inter.php

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Lançamento – Evento 2: America aos nossos pés

Publicado em 14/out/2008 por .
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Gremistas, o Eduardo Bueno encaminhou um e-mail informando que nesta quinta-feira (16/10) a partir das 19 horas haverá um segundo evento para comemorar o lançamento do livro A América aos nossos pés – Uma libertadores de verdade. Será no Praia de Belas Shopping na Saraiva Megastore e contará com a presença do capitão  HUGO DE LEON! Imperdível.

Nos já lemos o livro e assinamos em embaixo. Se quiseresm saber um pouco mais do livre, veja o resumo que a Aline fez para o site.

Forte abraço e contamos contigo.

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