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Desejos conflitantes.

Publicado em 30/jul/2010 por Charles Hansen.
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é a hora da retomada Desejos conflitantes.

Acima de homens e desejos, um clube e uma tradição.  Por Ducker.

Todos sem excessão que frequentam esse espaço pactuam com saída do Meira e do Silas.  Cai de maduro, está na cara e somente nosso diretivo não percebe, ou não quer perceber, que essa medida é, ao menos no entendimento do torcedor, a mais coerente para o momento do Grêmio.  Caso não seja, faltam argumentos válidos para desfazer o entendimento. Por oras, mantemos nossas convicções.

Nessa ânsia da mudança alguns pregam e até torcem por resultados adversos. Inconcebível. Repúdio total. Apesar dos resultados serem fatores de forte influência – viva a máxima que futebol é resultado – é impossível torcer contra, ainda mais em clássico.   Domingo rumo ao Beira Rio, levo meu alento, as manifestações de contrariedade ficam para antes e depois da partida.  Precisamos vencer de qualquer forma, se possível por alguns gols de diferenças, que se foda que é time reserva dos amargos, é clássico e por tanto VITÓRIA É A ÚNICO RESULTADO ACEITÁVEL.

Pelo bem do Grêmio, pelo bem do futebol.

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Copero e Peleador

Publicado em 26/abr/2010 por Charles Hansen.
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victor comemorando gol Copero e Peleador

Foto de Diego Vara/ClicRBS -- A mais bela do Grenal

Atmosfera ideal para o triunfo. Vitória maiúscula de um clube que sabia de verdade o que estava buscando.  Clássico se ganha na cancha, mas se encaminha fora dela. Clima cinzento, chuva incessante, bumbos inquietos da Geral. Quem foi ao aterro sabia, pressentia, sem euforia, que naquela tarde veríamos O NOSSO GRÊMIO. Sentimento reforçado minutos antes da bola rolar quando o time inteiro surge para aquecer na frente da nossa gente.  Coesão e comunhão: estamos por eles e eles por nós. De quem foi esta ideia? Palmas.

fotos ducker Copero e Peleador

fotos do Ducker

Em campo um time aguerrido e bravo. O Grêmio da raça, do sangue nos olhos, da bola divida, da catimba, de fazer o adversário sucumbir. Em jogo que vale taça prevalece o mais copero e peleador. Nenhuma ressalva a ser feita, todos honraram de forma magistral o azul, branco e preto. Vence o coletivo de Victor, Edilson, Mario Fernandes, Rodrigo, Neuton, Ferdinando, William Magrão, Hugo, Leandro, Borges, Rochemback, Adilson, Ozea. Vence a casamata dos Paixões e Silas. Vitória da torcida que não para de apoiar e, com 2 mil de nós, cala um estádio inteiro.   Porque sabemos que quem não canta é amargo, nunca vai sair campeão.

VITÓRIA MAIÚSCULA E INCONTESTÁVEL.
De bater no peito e dizer: Bem-vindo e assim te quero.

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Sonhamos com glórias, vivemos pela luta.

Publicado em 24/abr/2010 por Charles Hansen.
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Anderson, gracias amigo por nos agraciar com mais um belo texto.
Tens espírito copero e ortodoxo a qual pregamos aqui. Nos encontraremos entre poucos milhares que representarão a nação das o cores azul, blanco e negro.

Todas batalhas, os épicos que assisti e os títulos que comemorei me trouxeram ao dia de hoje. Todos os dias de minha vida me prepararam para mais esta guerra em nome do meu TRICOLOR. Poucos são os acreditam na nossa força, na nossa condição de vitória, e prefiro assim. Alguns, inclusive, ousam desafiar nossas cores com dizeres prepotentes e deboches típicos dos infiéis. Cairão! Lhes juro, que ainda terão de arrastar-se humilhados até suas casamatas para lamber suas feridas e encher o ar com suas vozes chorosas cheias de
explicações e queixas.

Neste domingo, um domingo para poucos, um domingo para os bravos, invadiremos o território do inimigo, desfraldaremos nossas bandeiras, nosso trapos e faremos ecoar pelo Rio Grande nosso alento. Seremos em menor número, mas quem é GREMISTA sabe que a maioria se faz pela garra, pela raça e pela paixão com que se defende sua fé. Somos sempre a maioria!

Não há lugar para medos e dúvidas em nossas fileiras. Todos nós, ao percorrermos a distância que separa nossa Casa desta primeira batalha, entoaremos nossos hinos a plenos pulmões e mostraremos a todos, novamente, quem somos. Somos os donos de nossa Terra, senhores de nosso Rincão.

Pobre daquele que se ausentar desta batalha, infeliz do que esquivar de sua obrigação de apoiar o NOSSO GRÊMIO! Ao fim do dia, quando o sol já tiver caído e a noite cobrir o mundo com sua escuridão nossos fogos e vozes ecoarão e todo aquele que ficou em seu leito, que ficou na segurança de seu lar arrepender-se-á amargamente. Nos dias que virão mostraremos nossas cicatrizes, marcas e histórias desta primeira batalha, e diremos com orgulho: Estas são do dia 25/04! O dia em que lutamos a primeira das batalhas para retomar hegemonia que nos pertence por direito. Eu estava lá!

GREMISTAS!! Meus irmãos de arquibancada! Venceremos!
Sonhamos com a glória, mas vivemos pela luta!

FORÇA E HONRA!
Anderson Kegler

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Iura: O velho ídolo

Publicado em 23/mar/2010 por Charles Hansen.
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Belíssimo texto escrito por David Coimba sobre o Iúra – homem Grenal.
http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/03/23/o-velho-idolo/?topo=77,1,1,,,77

iura soco falcao Iura: O velho ídolo


Um dia, o meu amigo Jorge Barnabé entrou nas arquibancadas de pedra do Olímpico levando o filho pela mão e, antes mesmo de se instalar, viu quem havia tempo queria ver. Deu um puxão no braço do menino:

– Filho, aquele lá é o Iúra! O Passarinho!

Importante para o Jorge mostrar ao filho quem era Iúra. Ele sempre falava do Iúra, o maior ídolo da sua adolescência, tempo em que se formam os ídolos. Por isso pediu:

- Vai lá falar com ele, filho. Pede um autógrafo.


O menino olhou para o senhor gordo sentado
a uns 10 metros de distância e vacilou. O Jorge insistiu:

- Vai! É o Iúra. O Passarinho!

Era até curiosa tanta admiração. Porque Iúra nunca foi um esteta da bola. Bom jogador, mas longe ser um Rivellino, um Zico. Compensava a falta de virtuosismo com empenho. Corria o tempo inteiro, o campo inteiro. Perdia 3 quilos por jogo. Favorecia-o a compleição física. Tratava-se de um magro clássico: alto, pernas longas, ombros estreitos. Donde o apelido de Passarinho.

- É o maior gremista que já existiu! - disse o Jorge, já empurrando suavemente as costas do menino, que ainda hesitava.

De fato, o que fazia o Iúra entrar nas chuteiras a cada domingo era o amor pelo clube, manifestado, sobretudo, nos Gre-Nais. Era um tempo de Gre-Nais colorados. O Inter havia construído o maior time da sua história, com Falcão, Figueroa e outros torturadores de goleiros inimigos. Iúra lutava contra eles como se estivesse defendendo a pátria da invasão da Wehrmacht.

Em um Gre-Nal de meio de turno, Falcão enfiou-lhe a bola entre as pernas. Iúra não deixou que completasse a janelinha: aplicou uma voadora no volante do Inter. Falcão caiu, levantou e, irônico, colheu a bola do chão e a ofereceu a Iúra. A torcida do Inter uivou de prazer. Vinte minutos depois, Iúra driblou Falcão, que o derrubou. Foi um drible simples, não uma “caneta”. A falta também foi simples, nada parecida com uma voadora. Mas Iúra não perdeu a chance de devolver o sarcasmo: juntou a bola da grama e a estendeu a um Falcão arquejante. Foi a vez de a torcida do Grêmio bramir na arquibancada.

Era assim em todos os Gre-Nais, até que finalmente o Grêmio superou aquele grande Inter, em 1977. Neste ano de redenção, Iúra ingressou na posteridade: marcou o gol mais rápido da história centenária dos Gre-Nais, aos 14 segundos de jogo.

Nos anos 80, Iúra encaminhou o encerramento da carreira. Transferiu-se para o Criciúma, 400 Km ao norte do Olímpico. Foi lá que os dirigentes colorados o procuraram. Ofereceram-lhe uma pequena fortuna para jogar no Inter. Ele aceitou, não havia como não aceitar. Foi ao Beira-Rio. Fez exames médicos. Assinou contrato. Deram-lhe a camisa vermelha para apresentar-se à imprensa. Iúra respirou fundo. Tomou a camisa. Preparou-se para enfiá-la pela cabeça. E parou. O coração bateu fora de compasso. A garganta se lhe fechou. Iúra balbuciou:

- Não consigo botar esta camisa!

E afastou-a de si, e foi-se do Beira-Rio. Pouco tempo depois, abandonou o futebol. Tornou-se conselheiro do Grêmio e vive a dizer que seu sonho é ser presidente do clube.

O Jorge repetiu essa história dezenas de vezes para o filho, e agora ele estava lá: Iúra, o Passarinho. O menino olhou para aquele senhor obeso, sentado atrás do bigode, respirando com a dificuldade dos homens grandes demais. Mal cabia na cadeira, tão redondo estava.

- O Passarinho! – insistia o Jorge, e o menino obedeceu. Avançou em direção ao velho herói da infância do pai. A meio caminho, parou. Olhou por sobre o ombro. O Jorge sorria, incentivando-o com a cabeça: “Vai!”.
Ele foi. A metro e meio de Iúra, estacou, os braços ao longo do corpo. Iúra girou a cabeça, fazendo balançar a papada do pescoço. Sorriu para o menino. E o menino para ele:

- O senhor é que era o Iúra?

Não, o tempo não para nem para os titãs.

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Num passado não muito distante

Publicado em 01/fev/2010 por Charles Hansen.
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Erechim, janeiro e um revés por um gol de diferença. Clássico pegado de futebol razoavelmente jogado. Campanha de três vitórias, um empate e uma derrota. Líder de uma chave fragilíssima. Dois mil e dez começa com cara de dois mil e nove. Repetiremos o tão famigerado ano? Quero crer que não.

É preciso lucidez de quem comanda o clube. Neste ano a Libertadores não será álibi para justificar fracassos regionais e influenciar avaliações equivocadas sobre a capacidade do elenco. O Grêmio é sabedor, assim como boa parte da torcida, das suas carências. Negligenciaremos isso ou contrataremos para sanar de vez os problemas? Está nas mãos de Duda e Meira.

Falando em justificativas, é duro ter que ouvir que perdemos o Grenal que era possível perder. Pactuar com isso é crime contra o gremismo. Inaceitável. Por outro lado, concordo quando é solicitada compreensão sobre um trabalho que está em fase inicial. Sim, o Grêmio vai crescer muito coletivamente. Suficiente? (…) Acredito nisso, mas não tenho até julho para ficar esperando. As coisas poderiam acontecer um pouco mais rápidas. Espero ao menos que a derrota acelere o processo. Copa do Brasil está aqui na frente.

De um amadorismo mais que AVAIANO os 6:35 minutos.
Recuso-me comentar a respeito. Ponto final.

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Grêmio 106 anos | 100 anos de Grenal

Publicado em 17/set/2009 por Charles Hansen.
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Os convidados que participaram do jantar de aniversário oficial dos 106 anos receberam um DVD que lembra os 100 anos da rivalidade Grenal.  Muito bom o resgate dos gols históricos e que marcaram  gerações de gremistas.  Saudades da época em que os caras faziam os gols e realmente comemoravam (hoje em dia fazem dancinhas de m**** e acham que estão agradando).   Lamento apenas a trilha sonora  - bom que dá para colocar mute -  e ver o Ronado “pilantra” Gaúcho.   E vocês o que acharam?

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Um desafio centenário

Publicado em 18/jul/2009 por Charles Hansen.
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Texto escrito e imagem criada por NELSON LUIZ RAMÃO.  Amigo,  gremista fervoroso, leitor deste blog.  Baita homenagem aos 100 anos do primeiro Grenal.  Muito obrigado Nelson, nós do Grêmio Copero ficamos envaidecidos.

Um Desafio Centenário

Ilustração sobre o primeiro Grenal - Nelson Luiz Ramão

Fiquei sabendo do desafio meio que por acaso. Como de hábito, no horário combinado, entrei na alfaiataria do Seu Augusto, meu freguês de caderninho, para engraxar-lhe os sapatos. Naquele dia ele estava um tanto contrariado e resmungava coisas do tipo: “O que esses camaradas estão pensando?” “Um bando de moleques que não tem respeito, mesmo…” Não me sofri e perguntei o que estava acontecendo e ele me contou de uns forasteiros que “apareceram do nada” para desafiar o Grêmio… Quando terminei, seus sapatos brilhavam e o meu espírito também. Já sabia o que faria naquele 18 de julho de 1909…

Cheguei à Baixada cedo. Assim, enquanto todos esperavam pelo início do prélio, aproveitei para faturar algum, engraxando os sapatos dos cavalheiros que costumavam freqüentar o estádio em dia de jogo. Era unir o útil ao agradável. Naquela época não se cobrava ingresso para assistir aos matchs do Grêmio e, por uma sugestão do meu cliente e amigo, o major Augusto Kock, eu transitava livremente e acabava assistindo ao jogo do lado do caramanchão, empoleirado na minha caixa de engraxate para não perder nenhum lance.

Não tinha como esquecer do compromisso. Sempre que o Grêmio entrava em campo, eu estava lá. Mas aquele jogo, em especial, foi amplamente alardeado na cidade. O programa havia sido afixado nos postes para que ninguém perdesse o espetáculo. Não fiquei surpreso com o público, tão numeroso quanto nos jogos pela Wanderpreis, contra o FussBall, nosso tradicional adversário. Fiz dinheiro naquele dia…

Quando a partida estava por começar, encaminhei-me para o lado do caramanchão. Mas tinha muita gente… Mesmo equilibrando-me na ponta dos pés sobre a minha caixa de engraxate, não conseguia ver o ground… Foi com surpresa que ouvi o Seu Augusto me chamar: “Ô guri, sobe aqui e assiste comigo!” Era um convite que nunca havia recebido… E fiquei ali, exprimido entre o major e outras pessoas da sociedade de Porto Alegre, seus convidados. Lembro-me, também, que foi nessa ocasião que eu conheci o Dr. José Montaury, o intendente municipal. Já o conhecia de vista e, depois desse dia, ele se tornaria meu cliente, também…

Eram mais ou menos 3 horas da tarde quando os teams adentraram ao ground da baixada antecedidos pela banda da Brigada Militar. Uma ansiedade incomum se apoderava de mim ao ver aquele uniforme, metade anil, metade negro, que tão distintamente trajava meus ídolos de infância. Os players desafiantes vestiam camisas listradas de vermelho e branco. A partida seria arbitrada pelo Sr. Waldemar Bromberg, auxiliado pelos senhores Castro Silva e Sommes (juízes de linha) que se posicionaram às margens do ground e pelos senhores Theobaldo Foernges e Theodoro Bugs (juízes de gol) que se posicionaram junto às traves das goleiras, já que naquela época não se usava redes.

A saída de bola foi dada pelo Grêmio que, alguns minutos depois, já percebia o quanto o adversário estava despreparado para o enfrentamento… Assim, logo aos 10 minutos, o center-forward gremista Booth fazia “as honras da casa” e marcava o primeiro tento enquanto o goalkeeper do desafiante, Poppe II, parecia antever o tamanho da besteira que haviam feito… Mas agora era tarde demais… Aos 20 ele tomava o segundo gol. Ainda tomaria um terceiro que seria anulado por off-side (impedimento). O primeiro tempo terminou com um placar normal: 2 x 0.

Dez minutos depois, o match era retomado. Novamente aos 10 minutos de jogo vinha o terceiro gol gremista e os desafiantes (nada humildes, já se intitulavam como “Internacional”, enquanto que o Grêmio era, apenas, o Porto-Alegrense) começavam a “tropeçar na gravata”. Extenuados, tomaram mais quatro gols nos 20 minutos seguintes. Ainda lembro-me dos backs gremistas Deppermann e Becker conversando com os torcedores à beira do ground com o jogo andando, tamanha a inoperância do ataque adversário. Foi trágico e hilário, ao mesmo tempo… O jogo acabou com o absurdo placar de 10 x 0 e a torcida gremista invadindo o gramado da Baixada. O goalkeeper gremista Callfelz, sequer havia sujado o uniforme…

Findo o match, torcedores, dirigentes e convidados foram para a sede dos Atiradores Alemães, comemorar. Eu ainda ganhei algum dinheiro limpando os calçados, sujos pela lama de mais um típico inverno gaúcho. Depois, voltei para casa com uma alegria incomum. Lembro de ter descolado de um poste o programa daquele match que guardei como relíquia durante anos, até deixá-lo como legado a meu filho. Afinal, para mim, o Grêmio era o melhor time do mundo… Afinal, até então, nunca havia presenciado uma match com placar tão elástico… Meu filho passou a relíquia para um de meus netos que 75 anos depois, no dia 11 de dezembro de 1983, no meio da madrugada, veio me abraçar trazendo o velho proclamo nas mãos e dizendo: “Vô! Eu sei que tu já sabias há muito tempo, mas agora ninguém mais duvida: o Grêmio é o melhor do mundo!” Ao meu filho, tudo o que pude dar foi educação e a herança de ser gremista. Valores que passou aos meus netos como se fosse tradição de família… E agora, que o match entre gremistas e colorados, torna-se um clássico centenário, vou assisti-lo de camarote. Quem me convidou? Um amigo que fiz lá na década de 1920: o Lara. É… Vai ser daqui, sobre a marquise do Olímpico, que assistiremos a mais um match que o Ivo dos Santos Martins batizou de Gre-nal. Aliás, parece que é ele quem vai cobrir o centenário do clássico para o pessoal do “andar de cima”… É… Não assisti ao nascimento do colorado, mas estava lá no batizado e posso afirmar que foi uma festa e tanto…

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De jogo em jogo…

Publicado em 13/jul/2009 por Aline Cardias.
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Fecho com cada linha escrita pelo Charles aqui embaixo. Fizemos nosso dever de casa muito bem feito, caprichado pra dizer a verdade. Acredito que nem o mais otimista torcedor esperasse, além de uma vitória imponente, uma atuação de gala. O Grêmio foi perfeito. O clima que antecedeu ao jogo também contribuiu para uma grande jornada: linda tarde de sol, um grande adversário, a Geral podendo novamente entrar com seus materiais engrandecendo o espetáculo…até os acontecimentos extra-campo da semana (LDU e Andreia) colaboraram para uma atmosfera mais que positiva. A torcida compareceu e, dentro de campo, o time retribuiu, com juros e correção.

Foi uma vitória de encher os olhos. Daquelas de sair do estádio com o peito estufado de tanto orgulho. Aposto que esta chegada do Tricolor, ali, ali com os integrantes do G4, já tem feito muito time por aí começar a perder o sono.

Também já estou com a cabeça lá no domingo. Afinal, a semana do clássico quer queiram, quer não, começa hoje e não tem como não projetar a próxima rodada sem pensar no Grenal. Mas olhando a tabela, me preocupa um pouco o fato de ainda não termos ganho uma partidinha sequer no BR longe do Monumental. Claro que considero que todos estes jogos aconteceram em meio a disputa da Libertadores. Mas também penso que, se uma hora teremos que começar a ganhar além do Mapituba, esta hora é quarta, ante o Coritiba. Lembro que nossa excelente campanha fora de casa no brasileirão passado foi um diferencial que nos manteve por muito na liderança e que nos fez brigar, até o último jogo, pelo título. Pode ser difícil, praticamente impossível desvincular esta partida ao Grenal, mas se conseguirmos manter o foco e, principalmente, o rendimento das duas últimas partidas, certamente voltaremos com os pontos necessários às nossas pretenções na tabela, além de um ânimo renovado.

Ao que cabe aos clubes, enquanto os técnicos rechaçam a ideia de projetar o clássico antes da 11ª rodada, os presidentes já entraram naquele joguinho que a imprensa adora: eu falo daqui tu responde aí e vice-versa. E, ao contrário de outros momentos, quando fugiam do rótulo de favoritos, agora, pelo que parece, os presidetentes estão disputando-o.  Só torço para que o Duda não saia com nenhuma daquelas pérolas que, dependendo do resultado do clássico, acabam com a segunda-feira de qualquer torcedor.

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Mais do mesmo

Publicado em 09/fev/2009 por Aline Cardias.
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Não digeri bem mais uma derrota em clássico.
Tivemos mais volume de jogo, fomos superiores no primeiro tempo. Certo. Mas infelizmente a bola do jogo não entrou. Ou entrou e esqueceram de marcar???
Faltou efetividade, acerto na conclusão e blá, blá, blá. Alguma novidade?

Quinta temos o Juventude. E se quando a vitória passa a ser exigência já na primeira fase de gauchão, treino, laboratório ou o que quer que seja, é porquê o negócio está encrespado.
Simplesmente largar de mão o regional não significa sucesso na Libertadores.

Apesar da esmagadora goleada contra o Nóia não havia gostado do 3-6-1 repetido quando a gurizada sucumbiu ao VEC e aplicado no grenal. Será que só eu percebo que, enquanto um atacante/centroavante permanecer SOZINHO lá na frente, o ataque não vai a lugar algum?
Por que o Juarez reluta tanto em colocar um companheiro ao lado do Alex Mineiro, ou de outro atacante, desde o início da partida?
Dar liberdade de avançar ao Souza e Tcheco não é a mesma coisa.

Não pretendo ser advogada de jogador, mas nosso “professor” insiste em colocar Jonas sempre na fogueira. E pior pra ele que o atacante tem entrado e marcado.

Ruim foi ouvir o técnico dizer na coletiva que estava tudo bem, destacando aquela alfinetadinha básica nos amargos sobre a disputa da Libertadores. Perfeito no discurso, mas eu preferia estrear na Copa com uma vitória no grenal, já que esta era possível.
Independente das circunstâncias não me acostumei a perder o clássico. E o dia em que isto acontecer, manda prender.

O que eu quero e espero que o Roth também queira é ter a garantia de que vamos entrar na Libertadores PARA SERMOS CAMPEÕES. Nada menos me serve. Boa campanha, chegada, raça, luta, entrega só terão valor estimado se a TAÇA DO TRI ficar no Monumental.

Sobre a arbitragem, minha segunda já está pesada demais.

Fiquem à vontade….

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Meu Grenal inesquecível

Publicado em 07/fev/2009 por Aline Cardias.
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grenal Meu Grenal inesquecível

Lembro com certo saudosismo daquela tarde de sábado, 26 de outubro de 2002. Naquele dia, pela primeira vez, ao vivo e a cores, acompanhei um Grenal. Foi uma experiência tão louca quanto especial. Não é por acaso que dizem que a primeira vez a gente nunca esquece. Mesmo que já tivesse decidido, no dia anterior, que seria apenas mais um clássico do radinho, minha vontade de assistir a um Grenal foi infinitamente maior a tudo que conspirava contra. Sem avisar a família que iria sozinha, saí de casa ainda não acreditando na decisão que tomara. Detalhe um: o jogo era naquele estádio ali da beira do lago. O deslocamento até o aterro foi um misto de alegria e apreensão. Minha barriga doía e o coração, por vezes, quase saltou pela boca. No centro, um princípio de tumulto quase me fez desistir do sonho. Resisti bravamente. Já agia mais com o coração que com a razão. A paixão pelo tricolor era minha maior motivação. Totalmente sem identificação, ainda assim, durante todo o trajeto, fui alvo de piadinhas. Será que minha cara estampava algo além que pavor? Chegando ao local do jogo e passado aquele medo inicial, percebi a ficha caindo lentamente. Nada mais me faria voltar atrás. Não fosse um pequeno mas importantíssimo detalhe: o ingresso. Faltando em torno de duas horas para o início do jogo, ingresso para gremista era artigo de luxo e só na mão de cambistas a valores exorbitantes. Relutei. Quando finalmente decido que o investimento era necessário, nem cambista mais tinha a entrada. Entrei em desespero. Não acreditava que ficaria de fora.  [continue lendo...]

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