Tag: gremio
Impressões de um domingo no cerrado
Publicado em 28/set/2009 por Charles Hansen.
Tags: derrota, goias, gremio
O Grêmio esteve tão perto da vitória quanto da derrota no confronto de ontem. Infelizmente, para nosso dissabor, ocorreu o indesejado. Para um jogo de seis pontos – assim o tratamos no discurso a semana inteira – faltou jogar como decisivo. Faltou pegada.
Jogamos nem mal e nem bem, apenas jogamos. Como numa pelada de final de semana com os amigos onde a diversão é jogar e o resultado é apenas consequência. O Grêmio jogou e deixou jogar, aceitou o jogo, construiu a sua derrota. Os gols tomados foram fruto da desatenção; faltou uma boa dose de ritalina na dieta tricolor.
E agora, tchê? Lamber as feridas e seguir acreditando. A tabela encrespa um pouco com dois jogos fora na sequência após o enfretamento com o Sport. Obsessão é o G4, há tempos acredito nisso. Não existe mais a opção ”deixar para depois”, o campeonato está afunilando. Ou se pontua de 3 em 3, ou LA só em 2011.
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PONTO POSITIVO – Meio campo gremista presente. A bola deixou de ser ligada diretamente entre a defesa e o ataque pelo menos em boa parte das jogadas.
PONTO NEGATIVO – Marcação é contato físico, chegar junto. Marcar por aproximação esperando o adversário errar nem sempre dá resultado.
PERGUNTA – O que o Thiego fez para merecer renovação de contrato até 2014?
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Das obviedades
Publicado em 01/set/2009 por Aline Cardias.
Tags: confio em ti, gremio, não dá mais pra perder tempo, rumo à LA10?
Sinceramente não sei mesmo mais o que dizer sobre este momento do Grêmio. É tudo muito óbvio e, ao mesmo tempo, muito estranho.
Este discurso que ouvi muito domingo de que “pelo menos não perdemos” não me serve nem um pouco. É uma acomodação derrotista que não faz parte do meu histórico como gremista.
Conseguimos reagir por três vezes e fomos além. Ficamos à frente no placar, feito alcançado somente uma única vez nestas indiadas fora de casa (contra o Coxa). E o Botafogo chora de ruim. Tomamos um gol de uma naba que atende pelo nome de Leandro Guerreiro e tenho que me conformar simplesmente porque não perdemos?
Droga de tempo que se arrastou, droga de time que não acreditou, droga de Autuori que deu uma de Juarez…
Diante dos muitos pontos que já perdemos fora – e que farão falta mais adiante – nem mais os empates são celebrados como bons resultados. Ainda mais quando a possibilidade da primeira vitória além Monumental se tornou bem real…só não foi tão real quanto a própria realidade gremista de não vencer fora de casa.
Após o jogo contra o Galo meu irmão utilizou uma frase que, acredito, sintetiza um pouco esta dicotomia de campanha que faz o Grêmio no BR09: Me engana que eu gosto, Tricolor…
Expressão que, de certa forma, não deixa de ter um quê de razão.
No sábado voltamos a atuar em casa e, na mesma proporção que passamos a“desconfiar” de vitórias fora, acreditamos piamente que no Olímpico não tem prá ninguém. O Grêmio vence, joga razoavelmente bem e ficamos com aquela “falsa impressão” de que agora vai, quando, na verdade, nada muda.
Ainda bem que eles acontecem, mas, infelizmente só os resultados caseiros não nos elevam à condição que buscamos na competição. Não tem outra saída: se o Grêmio almeja mesmo algo mais que a sul-americana, MULTIPLICAR vitórias fora, a partir de agora, passa a ser imprescindível…e bem dramaticamente, quase uma questão de vida ou morte. Ainda há tempo.
Eu sei que tu podes, Tricolor!
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Por um Duda mais presidente
Publicado em 15/abr/2009 por Aline Cardias.
Tags: cadê o presidente, duda kroeff, gremio
Passei dois anos vivendo e respirando o Grêmio nas suas entrelinhas. Paulo Odone teve seu desgaste natural e seu “tempo” enquanto presidente se encaminhava para o fim. Estava, sim, na hora de mudança de ares. Eleição presidencial e a perspectiva de uma renovação me agradavam. Muitas costuras políticas e alguns rachas revelaram os nomes de Antônio Vicente Martins e Duda Kroeff como postulantes a comandarem o Tricolor.
Nunca tive preferência escancarada por este ou aquele. Ainda que nenhum fosse dotado de uma larga experiência na gerência do futebol, considerei que o Grêmio estaria bem servido qual fosse o escolhido. No dia 18 de outubro mais de 2.500 sócios optaram pelo filho do patrono. Ainda que sua última atuação diretiva tenha sido em uma época nada feliz, a chance de fazer “algo mais” pelo Grêmio, agora, tornara-se uma obrigação.
Apostei nele, mas quase quatro meses após sua posse ainda não consegui ver confirmado na prática o Duda Kroeff presidente, aquele do discurso “sangue fervendo pelo Grêmio”. Não que seja uma gestão fundamentada totalmente em erros, mas é que os acertos demoram demais para acontecer, quando acontecem.
Sinto falta de pulso de presidente, daquele que assume a bronca e mata no peito na hora da decisão.
É inadmissível que em meio a uma Libertadores ainda estejamos discutindo e pedindo por um departamento de marketing decente, mais atuante, ou então assistindo de camarote os “homens fortes” do futebol gremista quase implorando, de joelhos, pela vinda de um técnico que não demonstra a mesma reciprocidade. É demais pra nossa grandeza.
Não tenho saudade do Odone.
Tenho saudade do Grêmio batalhando de verdade para ser campeão, seja do que for. Sei que não se trabalha com o futebol como se trabalha com lógica. Mas têm coisas que estão tão em evidência que não precisa ser nenhum supra-sumo da inteligência pra identificar.
Está na hora do Duda sair de trás da mesa da sala presidencial e começar a acreditar mais nele como presidente. Certo que Krieger e Meira são os dirigentes de sua confiança, mas não pode ficar delegado a eles todo o poder.
Em tempo: encrespado o jogo desta noite. Voltar do Chile com ponto(s) na bagagem é uma necessidade ainda mais que pode embolar tudo dependendo do resultado do outro jogo do grupo.
Acredito que o time ainda terá reflexos do antigo técnico. A não ser que o Rospide seja um gênio e consiga mudar radicalmente o que ele próprio trabalhava a meses. Não vai se meter de pato a ganso numa hora dessas.
Seriedade à zaga e tranquilidade ao nosso ataque. Acabou a temporada de chances de gol perdidas.
Vamos Grêmio, queremos a Copa!
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Moedor de carne.
Publicado em 30/dez/2008 por Leonardo Fleck.
Tags: arena, gremio, moedor de carne
O assunto ainda vai render muito, mas não dá pra não tocar nele outra e outra vez. Arena.
Entendo e respeito a apreensão de parte da torcida gremista receosa de perder benef’icios adquiridos e afins. Ojalá sejamos todos respeitados como corresponde ao senso comum e ao que consideramos correto e de direito.
Entendo e respeito, mas não há como não desejá-la, não entendê-la e não aceitá-la como parte de um futuro que precisa ser desejado, entendido e aceito. O Grêmio deve adequar-se ao lucro e ter um estádio que será uma rentável máquina moedora de rivais (no melhor estilo Grêmio) é adaptar-se perfeitamente ao lucro e essa é a opinião de quem escreve. Futebol é paixão e é negócio, não há muito a ser discutido sobre isso. Honestamente, prefiro uma Arena rentável do que vender obrigatoriamente ano a ano jovens promessas a cambio de manter a saúde das finanças.
Entendo e respeito o sentimento de perda irreparável que todos sentiremos ao ver o Monumental pela última vez, porém ruína por ruína prefiro a que posso escolher, tirando a bajo. Que se faça o sacrifício, o Grêmio é muito maior que o Olímpico, muito maior que o Fortím da Baixada.
Desejo com fervor religioso pelo primeiro jogo no moedor de carne (que seja em uma Libertadores), para que qualquer dúvida que haja existido, silencie para sempre.
Vamos Grêmio!
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Souza, porque no te callas?
Publicado em 06/nov/2008 por Aline Cardias.
Tags: gremio, jogadores, torcida
Não sei o que está acontecendo. Depois de ter que engolir a seco as críticas arrogantes de Celso Roth aos torcedores que foram cobrar por uma postura “mais de Grêmio”, agora quase me engasgo com as declarações do Souza, cobrando paciência e pedindo que tomássemos como parâmetro os torcedores amargos.
- A gente tem o exemplo aqui do lado e você não vê isso. Qual o melhor elenco do Brasil? Qual o time que deveria estar brigando pelo título? O Inter está fora até da luta pela Libertadores e isso não acontece lá.
Parem as rotatórias.
Essa pobre e infeliz manifestação confirma que o jogador não conhece MESMO a representatividade que tem o torcedor para o Grêmio e vice-versa. E se até agora ele não conseguiu perceber isso, é porque não merece fazer parte desta história.
Mas continuaremos seguindo e apoiando o Tricolor, independente do que digam jogadores, dirigentes. Todos eles passam.
“O Grêmio é da torcida, é da sua gente…”
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Celeste!
Publicado em 28/ago/2008 por Leonardo Fleck.
Tags: gremio, rumo ao tri
Não sou hipócrita, lógico que eu gostaria de haver classificado, mas tampouco sou idiota de não reconhecer que o tri nacional vale muito mais que essa copinha jeca. Que baita orgulho empatar esse joguinho em dez minutos, saindo de dois a zero contra e jogando com reservas contra os diamantes-galáticos-barris de carvalho-pífios-moranguinhos do aterro que recuaram até o limite do riso, cagagadinhos. Como quem diz, te liga amargo, se EU quisesse, EU passava. Banguzinho vive!
Avanti Grêmio rumo ao Tri!
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Mais um degrau
Publicado em 01/ago/2008 por Aline Cardias.
Tags: gremio, torcida
A vitória diante do Coritiba, mais que a confirmação da liderança pela terceira rodada consecutiva, destaca o equilíbrio do time neste brasileirão, fator decisivo para quem almeja não ser mero participante da competição, e que fez a diferença no campeonato passado. É a campanha fora de casa – quatro vitórias e dois empates dos oito jogos disputados – que dá esta condição de regularidade ao time de Roth. O técnico, apesar das contestações, tem conseguido montar uma equipe também competitiva fora dos domínios do Olímpico. Dos 32 pontos conquistados, 14 vieram na bagagem, quebrando tabus e comprovando que, pra quem quer alcançar o topo, pontuar fora é essencial. A equipe parece que está se arrumando. Tcheco, além de ter agregado qualidade ao meio campo Tricolor, tem se destacado pelos cruzamentos, quase sempre perfeitos e quem vêm surgindo como excelente alternativa de bola parada. A zaga segue dando conta do recado. Pereira tem vivido seu melhor momento no Grêmio. E o ataque, ainda que Perea seja um jogador irregular, tem conseguindo colocar a bola no fundo das redes, com Marcel voltando a marcar. Mas ainda aguardamos por um jogador para o setor, afinal, grupo é tudo em um campeonato desta envergadura. Com a entrada dos novos contratados, o time deve passar por modificações nas próximas rodadas. Mas a postura e vontade de vencer, esta deve ser mantida, dentro e fora de casa.
Parabéns à torcida gremista, que tem estado com o Grêmio, onde o Grêmio estiver.
Dale!
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Crer, Torcer e Distorcer
Publicado em 08/jul/2008 por Charles Hansen.
Tags: acreditar, gremio, torcer
Seguir um determinado clube é acreditar, mesmo contra evidencias racionais, que ele irá vencer. Como o futebol é um jogo de muitos erros e placares estreitos, nos mantém em constante expectativa. De forma impotente, da arquibancada ou na TV, acreditamos que nossa fé e nossos incentivos são capazes de colaborar para que nossos atletas levem o clube à divindade da vitória.
Uma das definições encontradas no dicionário português para a expressão “torcer” é “desvirtuar o significado ou proporção de algo”. Se pararmos para pensar, futebol é a interpretação de fatos galgados por emoção.
Em uma entrevista, Eduardo Bueno afirma que “o futebol é a metáfora da vida ”. Nem sempre o campo é um tapete, nem a bola rola com desenvoltura ou os atletas jogam com maestria. Tem horas que o campo é esburacado, a bola teima em não entrar, temos que dar de bico e principalmente dar a volta por cima.
Dito isso, resta-me para essa noite (Santos x Gremio) seguir a sina de torcer ao ponto de desvirtuar os fatos e abdicar da racionalidade, acreditando que a vitória virá, mesmo que para isso tenhamos que comer grama para golear pelo escore de 1 gol.
Apoio bibliográfico:
Franco Jr, Hilario – A Dança dos Deuses
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Coisas de Juarez
Publicado em 24/mai/2008 por Charles Hansen.
Tags: gremio, roger, torcida
Recebo com contrariedade a advertência publica realizada pelo “seu Juarez” ao craque do time. Se aprende na disciplina “gestão de pessoas e liderança” que feedback deve se dar constante entre gestores e subordinados. Única coisa que o Juarez esqueceu é que feedback negativos não se deve dar em público.
Não me surpreende o fato do Juarez ser um treinador perdedor. Não é a primeira vez que cria indisposição com os melhores jogadores de suas equipes. Foi assim no Flamengo, Palmeiras, Vasco e agora no Grêmio.
Roger é sem dúvida uma das poucas peças capaz de ser a diferença técnica do time. O mesmo está adaptado a Porto Alegre, está feliz e se sentindo bem com a tricolor. Com uma melhor companhia, que não um mundo de volantes, acredito que ele pode crescer muito ainda e ser cada vez mais importante o time.
Nesta nublada tarde de outono, apenas a vitória interessa. A torcida clama por gols e se possível com Roger jogando bem e dando resposta ao tosco treinador. Estamos fechados com o Roger e demais atletas, enquanto o Juarez cultiva seus equívocos…
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Outono portenho
Publicado em 07/mai/2008 por Charles Hansen.
Tags: gremio
Acabo de chegar de Buenos Aires. Pela primeira vez. Volto encantado com a belíssima capital Argentina. Quem conhece sabe e não me deixa mentir. Aquela cidade tem seus encantos e méritos. Recomendação total para aqueles que ainda não estiveram lá.
Futebolisticamente tenho que afirmar que o povo argentino vive intensamente o esporte. Muito mais declarado que os brasileiros. Nas ruas, bares, restaurantes e afins, a cidade respira futebol. Por onde se anda há uma referência ou regalo sobre o esporte. Pude constatar de forma mais forte neste final semana com o clima decorrente do superclásico, vencido pelo Boca Juniors.
O Grêmio de Porto Alegre, como é conhecido por muitos de lá, é um clube fortemente respeitado pelos hinchas argentinos. Muito fruto de nossas memoráveis e costumeiras participações nas copas continentais e estilo aguerrido de se jogar futebol.
Passei por La Bombonera e o Monumental de Nuñez. Cada qual com a sua representatividade, histórias e mitos. Aliás, o argentino sabe como poucos valorizar seus ídolos, passado e sua história. Herança portenha muito bem assimilada por nós gremistas. Em cada feito uma lenda.
Estive também em uma escondida loja da barrabrava que para minha surpresa sustentava em meio as suas vitrines adesivos da Geral do Grêmio e do clube. Em rápida conversa com o vendedor, disse-me que há um intercâmbio entre torcedores gremistas e argentinos, fato já constamos através do texto sobre o Almagro.
Nesta viagem, além cunho turístico, houve a missão entregar pessoalmente para Leonardo a camisa original de 77 do imortal tricolor. Que ela seja sua companheira durante as jornadas solitárias via rádios-onlines acompanhando o clube.
Gracias Buenos Aires. Cinco dias de trégua para a realidade crua e dura que assola Azenha. Precisamos disso às vezes, sair um pouco para respirar e clarear as idéias.









