Tag: coletivo
Com a máxima franqueza.
Publicado em 07/jul/2011 por Charles Hansen.
Tags: 2011, 2012, arena, coletivo, Julio Camargo, odone
Sejamos francos e desprovidos de demagogias. Ninguém em sã consciência poderia esperar progressos drásticos da equipe logo na estréia do novo treinador. Mesmo se tratando de futebol, esporte onde o imponderável tem vez, ou do gremismo mais intenso que muitas vezes nos cega, aqueles que entram em campo estão longe de formar uma equipe de verdade. Quando a qualidade é aquém da esperada (e até requerida) nos abraçamos no coletivo para transpor dificuldades. Quem não tem coletivo, como nosso caso, está fadado aos revezes. Cabe ao Julio Camargo dar aquilo que até agora não temos: cara de time.
O Grêmio paga caro pelos enganos e armadilhas que o primeiro semestre reservou. Apesar de algumas putas velhas, como Odone, o Grêmio acorda tardiamente para a realidade, que dura, compromete mais uma temporada. Enquanto tentam corrigir os enganos para que 2012 seja mais digno da grandeza deste clube, resta a nos torcedores cumprir com o papel de gremistas na boa e na ruim.
Desabafo. Desta gestão espero ao menos que ergam a Arena com a devida qualidade. Apressar a obra para entrar pra história pode ser um erro irreparável. Caro Odone e Antonini, se na cancha o Grêmio não o entrega o que merecemos, que façam isso em forma de patrimônio. Obrigado.
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Todo o carnaval tem seu fim.
Publicado em 16/fev/2010 por Charles Hansen.
Tags: 2010, coletivo, contratações, entrosamento, torcida

Dizem que o ano começa após o carnaval. Pois bem, então sejamos bem vindos a 2010. Jargão brasileiro, que não me serve, para o “deixar pra depois”, protelando o improtelável. Fato é que agora não tem mais desculpas, as coisas precisam acontecer. Isso vale pro Grêmio.
Nada mais convidativo para o “primeiro dia” do calendário biológico brasileiro que um jogo valendo eliminação. Treino secreto, time não revelado e armado de acordo com o adversário. Seja lá como for, cai de maduro um Grêmio melhor postado e com entrosamento mais digno. Não tem desculpas, Silas.
Outra coisa que não tem mais desculpas é quase findar fevereiro sem o elenco totalmente fechado. Não consigo conceber um clube da grandeza do Grêmio sem ninguém indiscutível na lateral direita, carente desde início desta gestão. Nem as lacunas deixada pelas vendas na defesa, agora amplamente vazada e justificada nos microfones pela ausência de experiência. William, Borges e Jonas são poucos para um temporada de muitas competições, mesmo que o segundo nome esteja resolvendo a maior parte dos nossos problemas. Não tem desculpas, Meira.
Já para o torcedor não tem desculpas para não ir ao Olímpico. Esta na hora de voltarmos a freqüentar as quase sexagenárias arquibancadas do Monumental. Depois das chuvas que marcaram o carnaval, o termômetro já não serve mais de justificativa para o mau futebol e o estádio vazio.
Nos encontramos na cancha para saudarmos o regresso a normalidade, já que todo o carnaval tem seu fim.
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Olímpico em ebulição
Publicado em 04/fev/2010 por Charles Hansen.
Tags: Campeonato Gaucho, coletivo, direcao, silas

Comparecer ao Olímpico na tarde de hoje foi um ato de coragem. Segundo o borderô, pouco mais de quatro mil gremistas encararam duas horas sob uma atmosfera de 40 graus. Sensação só não foi pior que atuação do Grêmio. Mesmo descontando aspectos atmosféricos, o sol castigou para os dois lados, considero insatisfatório o desempenho da equipe. Soma-se o mormaço, a derrota no clássico e o futebol apresentado; ingredientes para um clima tenso de cobranças em cima da direção e do treinador.
Tecnicamente está difícil evidenciar evoluções, conforme afirma Silas e os dirigentes. É notório que o treinador está experimentando diversos jogadores e esquemas táticos ao longo das partidas, a medida em que as dificuldades são vivenciadas. É a busca por soluções com a bola rolando. Sem esquema de jogo definido fica difícil progredir. Penso que Silas deve terminar de vez com essa proposição de 3x5x2 e definir o 4x4x2 como esquema, botar a equipe para cumprí-lo em treinos e partidas de forma a assimilar um padrão de jogo. São os adversários que devem se adaptar a nós, e não o contrário. Estamos a uma semana do pontapé inicial na Copa do Brasil e preocupa contexto.
Sobre individualidades, Mario está demais. Se todos jogassem com a disposição do guri certamente o time renderia muito mais. Borges está afirmado no ataque gremista, baita contratação. Victor dispensa palavras. Lucio pede passagem e deve ser firmado como titular. Por mais que muitos torçam o nariz, Rochemback deu acréscimo ofensivo na meia cancha. Armou jogadas e foi o único que ousou algo diferente para quebrar a retranca do São Luiz. É uma questão de colocar o cara para jogar, visto que o Ferdinando está deixando a desejar. E ao Jonas, está na hora dele pensar menos no contrato e jogar mais para o time.
Silas pediu a cumplicidade da imprensa. Achei um pouco demais. Poderia ter usado a palavra compreensão. Concordo com ele que estamos no início de trabalho e que o time irá evoluir naturalmente. Por outro lado, esperava algo mais rápido ou pelo menos evidenciar uma curva crescente. Agora, pedir a saída do treinador é muita inconseqüência do torcedor. Sou contra. Quem tem que ser cobrado nesse momento é o presidente Duda Kroeff e vice de futebol Luiz Onofre Meira. Aliás, questiono esse último se tem domínio do vestiário gremista. Todos os times vencedores do Grêmio tiveram um homem forte do futebol. Pensem nisso.
PS1: Cadê as contratações? Contratarão DE VERDADE, ficarão no discurso do elenco qualificado ou desembarcarão atletas meia boca? O futuro do gremista na temporada passa pelos gabinetes do Olímpico.
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Goleada do coletivo
Publicado em 12/jul/2009 por Charles Hansen.
Tags: Autuori, brasileirão 2009, coletivo, esquema, goleada, ronaldo viuvo, tática

Vitória maiúscula. Grêmio foi soberano e dominou o Corinthians integralmente. Ronaldo, o viúvo, não viu a cor da bola. Goleada onde prevaleceu a coletividade e os novos conceitos táticos da equipe. Diferente de outrora, o time se postou compacto em todos os setores, permitindo que o futebol apresentado fosse qualificado tanto na destruição quanto na criação.
Lá atrás se viu um time que marcou firme, encurtou os espaços e fez do pragmatismo ao melhor estilo “bola pro mato que o jogo é de campeonato”, a forma de jogar. Do meio prá frente os volantes, meias e homens de finalização aliaram aproximação com movimentação. Nem um pouco burocrático o time tocou a bola com agilidade por todos os setores ofensivos e buscou nas jogadas agudas de flancos o caminho da construção da vitória. Quando o coletivo funciona as individualidades se sobressaem. Prova disso são os gols marcados pelos então preteridos Alex Mineiro (meses sem marcar), Jonas (artilheiro da temporada) e Rafael Marques.
O Grêmio foi senhor do jogo e encheu os olhos de seu torcedor. Se é nesse caminho que Autuori constrói o time do Grêmio, tem meu apoio pleno. Me serve um Grêmio do coletivo, do entrosamento…
Por outro lado, a atuação de hoje não pode prorrogar em nada a necessidade de qualificação do time em nível de titularidade. Quando Meira afirma que é a vitória do grupo forte, inteligente é valorizando os que por hora aqui estão. Assim quero crer.
PS1: Rezo para que Victor pudesse não ter que fazer maravilhosa defesas. Baita goleiro.
PS2: Ando levando muita fé que a grande relevação do ano se chamará Adilson.
PS3: “Mano Menezes. E Dale Mano Menezes”. Uma torcida que sabe valorizar seus ídolos.
PS4: Começa a semana Grenal dos 100 anos.






