Tag: categorias de base
Categoria de Base: uma nova perspectiva
Publicado em 21/out/2009 por Charles Hansen.
Tags: categorias de base, encontro com a direção

Os sócios que tiveram a oportunidade de acompanhar, neste último sábado, o “Encontros com a Direção”, foram privilegiados por uma bela palestra – que poderia perfeitamente denominá-la como AULA – sobre como está constituída a Categoria de Base do clube.
Faltou tempo. Durante duas horas e meia o assessor de futebol responsável pelas categorias, Paulo Deitos, o coordenador administrativo da base, Mauro Rocha, e o coordenador técnico da base, Edson Aguiar, se revezaram para expor de forma didática e altamente elucidativa o projeto “Categoria de Base: uma nova perspectiva”, que norteará, a partir de agora, o trabalho de lapidação e formação de novos talentos para o Tricolor.
Se não tiveres paciência para continuar lendo este texto, quero deixar logo a mensagem final. Profissionalismo e Credibilidade. Essas duas palavras expressam meu sentimento. O Grêmio, que já revelava bons jogadores, demonstrou ter uma base de dar inveja a muitas estruturas profissionais. Acredito, sem dúvida, que esse projeto, em médio prazo, irá render muitos frutos, seja na descoberta de atletas para o time principal ou nos milhares de reais que entrarão nos cofres do clube.
Alguns tópicos que achei relevantes e compartilho:
DO DEPARTAMENTO
• Categoria de base tem seu trabalho alinhado com planejamento estratégico do clube aprovado em 2003 – que está sendo revisitado. Todo o projeto estratégico-técnico-científico está galgado na tradição do clube, benchmark internacionais e conceitos claros de futebol. Há políticas, metas e indicadores estabelecidos tanto para o desempenho do departamento quanto para avaliação dos atletas;
• O orçamento anual é superior a R$ 8 milhões de reais. Considerável, não? Superior a de muitos municípios do Brasil. A categoria adota o modelo de controle orçamentário base zero. Forte gestão e controle;
• Atualmente, 44% do elenco profissional é formado por atletas oriundos da base. Para 2010 objetiva-se chegar a 55% e em 2014 a 70%. Números muito expressivos. Se observarmos os pôsteres campeões, em toda a história do Grêmio vemos forte presença de jogadores formados no clube;
• O Grêmio tem uma meta estabelecida de promoção e venda de atletas. Há uma estratégia clara para dar visibilidade e potencializar transferência de garotos. O clube não forma apenas para o profissional, entende a base como sendo potencial fonte de recursos financeiros;
• O CT Presidente Helio Dourado é considerado um dos mais bem estruturados do país. O clube arrecada fundos para a sua conclusão. As categorias de bases já treinam no CT por questões estruturais (melhor infra-estrutura) e para privar a atuação de empresários atravessadores. Isso demonstra a forte preocupação em minimizar a pirataria de atletas;
• A estrutura de fisiologia do clube é a mais moderna do país. O Grêmio só aceita atletas para teste com as bases financeiras previamente acertadas, sendo impostos alguns tetos máximos dependendo se o jogador vem de um clube ou trazido por empresário;
• O departamento tem políticas muito bem definidas. Como exemplo pode-se citar que atletas só serão promovidos para o time principal ou B com contrato de cinco anos assinado. Isso demonstra clareza e maturidade do departamento.
DA FORMAÇÃO
• O chamado projeto de Verticalização partiu de um princípio do clube Grêmio, que encontrou em Paulo Autuori o perfil de treinador para aplicar este processo. Todas as categorias utilizam o mesmo esquema de jogo do time principal, exatamente para que os jogadores das categorias de base se habituem ao esquema de jogo e possam, quando necessário, suprir posições específicas. NÃO SE TRATA DE ROBOTIZAÇÃO DOS JOGADORES, mas a criação de atletas que conheçam o sistema de jogo e, dentro de sua individualidade (habilidade), busquem soluções para aplicarem na partida. Mas, acima de tudo, valorizar e respeitar a identidade e tradição do clube;
• Em principio o clube adotará o conceito tático de 4-4-2 para desenvolver os atletas. Há uma leitura que se forem formados neste conceito, por ser mais puro e completo, tende-se a ter mais facilidade em migrar para outros. Também ajudará a formar posições específicas tão carentes, vide nossos laterais atuais;
• Houve a diminuição consciente do número de atletas de algumas categorias para maior qualificação do grupo (a captação de jogadores nas escolinhas tende a aumentar, porém, os critérios de avaliação para o ingresso nas categorias de base será mais rigoroso). As dispensas obedeceram critérios técnicos de avaliação e opinião favorável de cinco pessoas da comissão técnica;
• O Grêmio tem hoje 76 vagas para atletas que vivem no clube. 85 atletas da base têm contrato profissional, os demais possuem contrato de aprendizagem;
• O Grêmio avalia sistematicamente cada atleta em diversos critérios e aspectos. Todas as informações são armazenadas em um banco de dados (softwares) que permite acompanhamento do histórico do atleta, suas carências e pontos que necessitam evolução. Informações comportamentais, fisiológicas, scouts e demais são catalogadas e avaliadas periodicamente pelos profissionais;
• Recursos multimídias e software são utilizados como ferramentas de apoio na formação tática dos atletas. O clube tem mapeados princípios comportamentais, técnicos e táticos indispensáveis para um jogador de futebol e persegue o desenvolvimento destes.
Poderia listar um conjunto maior de pontos tamanho são os aspectos positivos encontrados. O que se propõem com a chegada de Paulo Deitos é dar continuidade ao que foi feito por gestões passadas (muito elogiadas na palestra) e aplicar o conceito de verticalização como alicerce estruturante das categorias de base.
Cabe lembrar que atletas são seres humanos e, por si só, são passíveis de falhas. Como numa ciência, o Grêmio trabalha para prover o suporte técnico, cientifico e estrutural necessário para potencializar o sucesso.
Parabéns!
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Uma base profissional
Publicado em 21/dez/2008 por Charles Hansen.
Tags: categorias de base

O Grêmio faz correto quando trata das suas categorias de base. O titulo brasileiro sub-20 coroa, positivamente, o resgate promovido pela última gestão. O clube mergulhado em problemas financeiros faz certo em investir profissionalmente na garimpagem e formação de novos atletas.
Os últimos anos apresentaram Lucas, Anderson, Leo, Rafael Carioca, Carlos Eduardo e outros. Todos estes jogaram bola, geraram receita e permitem ao Grêmio, mesmo com dificuldades, continuar.
Não devemos estranhar se para 2009 o time profissional aparecer com um Paulinho, Wagner, Bruno ou Mithyue (que nomezinho, hein – ô!). Claro que esses nomes não devem ser encarados como soluções, mas são bons nomes para formação do próximo plantel. Antes oportunizar a eles do que perder tempo com inúmeros jogadores refugados.
Cabe ressaltar que as carências continuam e devemos buscar os reforços em nível de titularidade. O trabalho de Krieger/Duda ficou nem um pouco mais fácil. Porém, é fato dizer que temos uma base vencedora que permitirá ao Grêmio continuar se reinventando. Parabéns gurizada! Em breve uma nova safra.
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Trabalho de base
Publicado em 07/out/2008 por Aline Cardias.
Tags: categorias de base, futebol

Durante dois anos pude acompanhar de perto as categorias de base do Grêmio – que há anos estavam jogadas às traças – e sua evolução. Ainda que tenha minhas restrições com relação ao presidente Paulo Odone, não posso deixar de creditar a ele boa parte desta recuperação. Respaldado por profissionais que estavam mesmo a fim de dar um novo rumo ao departamento, apostou em Rodrigo Caetano, então coordenador das categorias, que mostrou serviço e o resultado começou a aparecer. Penso que o mais importante aconteceu: a mudança de filosofia sobre a importância de investir nos guris, ainda que o retorno seja a longo prazo. A valorização da base como formadora de profissionais e, por isso, a necessidade de um trabalho multidisciplinar e integrado com o departamento profissional, possibilitando um melhor acompanhamento em todas as áreas.
Aprimorar e focar o futebol, mas também cuidar da cabeça dos garotos que, desde cedo, aprendem a conviver com responsabilidades e cobranças, mas que nem sempre conseguem assimilar a ponto de fazer do limão uma limonada. Isso pesa e, assim como presenciei o crescimento de muitos desses garotos que hoje estão entre os profissionais, nesses dois anos também vi muitas “promessas” sucumbirem à pressão e à falta de preparo.
Foi legal ver os meninos jogando no sábado e dando conta do recado quando o time mais precisava. Eles foram valentes e não tremeram diante da obrigação da vitória. Mas agora precisam de uma continuidade. Não podem simplesmente ser esquecidos e chamados somente quando o cinto aperta. Não que passem obrigatoriamente à condição de titulares imediatos, ou que sejam vistos como solução momentânea, mas se tiverem realmente condições, que passem a ser aproveitados com maior freqüência.






