Tag: 100 anos do primeiro grenal

Obrigado, Seu Petry!

Publicado em 30/mar/2011 por .
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seupetry Obrigado, Seu Petry!

Poucas figuras destes 107 anos do Grêmio são detentoras de tamanho – e merecido – prestígio como o já saudoso Rudi Armin Petry. De uma safra de dirigentes que, como costumamos dizer, não se produz mais, deixa um legado invejável de “serviços prestados”, mas acima de tudo, de muita dedicação e amor ao Tricolor.

Como presidente e homem do futebol, um gremista mais que vitorioso. Sorte daqueles que tiveram a honra de beber direto da fonte de sabedoria e gremismo que foi o Seu Petry. Sorte nossa termos sido representados, por tantas décadas, por este ilustre gremista.

Lamentamos a morte que nos tira a presença, mas orgulhosos lembramos seus incontáveis ensinamentos que estarão para todo o sempre imortalizados na nossa gloriosa história.

O Grêmio perde um dos seus grandes nomes. Nós, torcedores, perdemos um baita exemplo.

O Grêmio Copero agradece  por tudo, Seu Petry!

 

 

 

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Um desafio centenário

Publicado em 18/jul/2009 por .
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Texto escrito e imagem criada por NELSON LUIZ RAMÃO.  Amigo,  gremista fervoroso, leitor deste blog.  Baita homenagem aos 100 anos do primeiro Grenal.  Muito obrigado Nelson, nós do Grêmio Copero ficamos envaidecidos.

Um Desafio Centenário

grenal 1 253x300 Um desafio centenário

Fiquei sabendo do desafio meio que por acaso. Como de hábito, no horário combinado, entrei na alfaiataria do Seu Augusto, meu freguês de caderninho, para engraxar-lhe os sapatos. Naquele dia ele estava um tanto contrariado e resmungava coisas do tipo: “O que esses camaradas estão pensando?” “Um bando de moleques que não tem respeito, mesmo…” Não me sofri e perguntei o que estava acontecendo e ele me contou de uns forasteiros que “apareceram do nada” para desafiar o Grêmio… Quando terminei, seus sapatos brilhavam e o meu espírito também. Já sabia o que faria naquele 18 de julho de 1909…

Cheguei à Baixada cedo. Assim, enquanto todos esperavam pelo início do prélio, aproveitei para faturar algum, engraxando os sapatos dos cavalheiros que costumavam freqüentar o estádio em dia de jogo. Era unir o útil ao agradável. Naquela época não se cobrava ingresso para assistir aos matchs do Grêmio e, por uma sugestão do meu cliente e amigo, o major Augusto Kock, eu transitava livremente e acabava assistindo ao jogo do lado do caramanchão, empoleirado na minha caixa de engraxate para não perder nenhum lance.

Não tinha como esquecer do compromisso. Sempre que o Grêmio entrava em campo, eu estava lá. Mas aquele jogo, em especial, foi amplamente alardeado na cidade. O programa havia sido afixado nos postes para que ninguém perdesse o espetáculo. Não fiquei surpreso com o público, tão numeroso quanto nos jogos pela Wanderpreis, contra o FussBall, nosso tradicional adversário. Fiz dinheiro naquele dia…

Quando a partida estava por começar, encaminhei-me para o lado do caramanchão. Mas tinha muita gente… Mesmo equilibrando-me na ponta dos pés sobre a minha caixa de engraxate, não conseguia ver o ground… Foi com surpresa que ouvi o Seu Augusto me chamar: “Ô guri, sobe aqui e assiste comigo!” Era um convite que nunca havia recebido… E fiquei ali, exprimido entre o major e outras pessoas da sociedade de Porto Alegre, seus convidados. Lembro-me, também, que foi nessa ocasião que eu conheci o Dr. José Montaury, o intendente municipal. Já o conhecia de vista e, depois desse dia, ele se tornaria meu cliente, também…

Eram mais ou menos 3 horas da tarde quando os teams adentraram ao ground da baixada antecedidos pela banda da Brigada Militar. Uma ansiedade incomum se apoderava de mim ao ver aquele uniforme, metade anil, metade negro, que tão distintamente trajava meus ídolos de infância. Os players desafiantes vestiam camisas listradas de vermelho e branco. A partida seria arbitrada pelo Sr. Waldemar Bromberg, auxiliado pelos senhores Castro Silva e Sommes (juízes de linha) que se posicionaram às margens do ground e pelos senhores Theobaldo Foernges e Theodoro Bugs (juízes de gol) que se posicionaram junto às traves das goleiras, já que naquela época não se usava redes.

A saída de bola foi dada pelo Grêmio que, alguns minutos depois, já percebia o quanto o adversário estava despreparado para o enfrentamento… Assim, logo aos 10 minutos, o center-forward gremista Booth fazia “as honras da casa” e marcava o primeiro tento enquanto o goalkeeper do desafiante, Poppe II, parecia antever o tamanho da besteira que haviam feito… Mas agora era tarde demais… Aos 20 ele tomava o segundo gol. Ainda tomaria um terceiro que seria anulado por off-side (impedimento). O primeiro tempo terminou com um placar normal: 2 x 0.

Dez minutos depois, o match era retomado. Novamente aos 10 minutos de jogo vinha o terceiro gol gremista e os desafiantes (nada humildes, já se intitulavam como “Internacional”, enquanto que o Grêmio era, apenas, o Porto-Alegrense) começavam a “tropeçar na gravata”. Extenuados, tomaram mais quatro gols nos 20 minutos seguintes. Ainda lembro-me dos backs gremistas Deppermann e Becker conversando com os torcedores à beira do ground com o jogo andando, tamanha a inoperância do ataque adversário. Foi trágico e hilário, ao mesmo tempo… O jogo acabou com o absurdo placar de 10 x 0 e a torcida gremista invadindo o gramado da Baixada. O goalkeeper gremista Callfelz, sequer havia sujado o uniforme…

Findo o match, torcedores, dirigentes e convidados foram para a sede dos Atiradores Alemães, comemorar. Eu ainda ganhei algum dinheiro limpando os calçados, sujos pela lama de mais um típico inverno gaúcho. Depois, voltei para casa com uma alegria incomum. Lembro de ter descolado de um poste o programa daquele match que guardei como relíquia durante anos, até deixá-lo como legado a meu filho. Afinal, para mim, o Grêmio era o melhor time do mundo… Afinal, até então, nunca havia presenciado uma match com placar tão elástico… Meu filho passou a relíquia para um de meus netos que 75 anos depois, no dia 11 de dezembro de 1983, no meio da madrugada, veio me abraçar trazendo o velho proclamo nas mãos e dizendo: “Vô! Eu sei que tu já sabias há muito tempo, mas agora ninguém mais duvida: o Grêmio é o melhor do mundo!” Ao meu filho, tudo o que pude dar foi educação e a herança de ser gremista. Valores que passou aos meus netos como se fosse tradição de família… E agora, que o match entre gremistas e colorados, torna-se um clássico centenário, vou assisti-lo de camarote. Quem me convidou? Um amigo que fiz lá na década de 1920: o Lara. É… Vai ser daqui, sobre a marquise do Olímpico, que assistiremos a mais um match que o Ivo dos Santos Martins batizou de Gre-nal. Aliás, parece que é ele quem vai cobrir o centenário do clássico para o pessoal do “andar de cima”… É… Não assisti ao nascimento do colorado, mas estava lá no batizado e posso afirmar que foi uma festa e tanto…

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TOP 10 GRENAL – Parte II – Quinto ao primeiro

Publicado em 18/jul/2009 por .
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Posição 5 – GOLAÇO E IRONIA

O Grêmio da década de noventa foi um time que empilhava vitórias, patrolava adversários: multi-campeão. O Grenal em questão fez parte da campanha do título brasileiro de 1996 e foi realizado no estádio Beira Rio, ao qual estive presente, sob chuva torrencial. O Tricolor era um time temível, já os amargos eram sofríveis.

A partida vencida pelo Grêmio teve, se não o mais, um dos mais belos gols de todos os grenais. No primeiro tempo da partida, Paulo Nunes acertou uma bicicleta para estufar as redes coloradas. Na comemoração foi em direção à torcida advesária imitando um saci – perneta-mascote vermelho. Um gol que merece destaque pela plástica e irona.

Abaixo os gols da partida:

GREMIO 2 x 1 AMARGOS
Estádio Beira Rio – 22/set/1996

Posição 4 – FARROUPILHA

carta primeiro grenal 173x300 TOP 10 GRENAL   Parte II   Quinto ao primeiroEsse é o verdadeiro Grenal do século. Disputado em 22 de sembro de 1935 marca as festividades dos 100 anos da Revolução Farroupilha. Esse grenal, que já tem um post neste blog, foi vencido pelo Grêmio com os gols de Foguinho e Laci.

O jogo marcou também a última partida de Eurico Lara – o craque imortal. Debilitado por problemas de saúde, ele atuou durante todo o primeiro tempo, vindo a falecer meses depois de tuberculose.
Por ter sido este o Grenal mais GAÚCHO DE TODOS, contam que após a partida o técnico gremista sugeriu que a vitória fosse lembrada pelos próximos cem anos. E assim se faz até hoje.

Os heróis da conquista foram: Lara (Chico), Dario e Luiz Luz; Jorge, Mascharenhas e Sardinha II; Laci, Russinho, Artigas, Foguinho e Divino.

GRÊMIO 2 X 0 AMARGOS
Estádio da Baixada – 22/set/1935

Posição 3 – BATISMO, MASSACRE – O PRIMEIRO GRENAL

Há exatos cem anos aconteceu o primeiro GRENAL. À época o Internacional era um clube recém fundado e escolheu o Grêmio como o seu primeiro adversário. A diretoria do Grêmio chegou a propor o confronto entre seu segundo quadro contra o primeiro quadro deles – o que não foi aceito pela diretoria vermelha. No final DEZ a ZERO, sendo que no primeiro tempo o Grêmio marcou apenas dois gols. Um massacre, um batismo para jamais ser esquecido. Os gols do Grêmio foram marcados por Booth (5), Grünewald (4) e Moreira (1).

GREMIO 10 x 0 INTERNACIONAL
Estádio da Baixada – 18/jul/1909

Posição 2 – 1977 – O ANO DA RETOMADA

Depois de um longo período de jejum de títulos, o Grêmio formou um time capaz de quebrar a hegemonia colorada da década de 70. A vitória de 1×0 que representou a primeira grande retomada tricolor.

Mais precisamente, aos 42 minutos do segundo tempo daquele Gre-Nal no dia 25 de setembro de 77. Tarciso bateu falta da direita, Tadeu Ricci desviou e André Catimba mandou para o gol. O Olímpico explodiu na maior festa que vira até então. Na comemoração, o herói deu um salto mortal que não conseguiu concluir. Ele desabou de cara no chão. Com uma lesão, teve que deixar o jogo. A torcida logo invadiu o gramado, eufórica com a quebra de uma dolorosa hegemonia de oito anos do rival.

E desde então a torcida gremista viu ressurgir o Grêmio.
Grêmio este que não demorou em ganhar o Brasil, a America e Mundo.

GREMIO 1 x 0 INTERNACIONAL
Estádio Olímpico – 25/set/1977


Posição 1 – CAMPEÃO MUNDIAL REVERENCIADO

mariosergio faixa 247x300 TOP 10 GRENAL   Parte II   Quinto ao primeiroChegamos a posição número 1. O Grêmio havia se sagrado campeão do mundial em 1983 derrotando o Hamburgo por 2 a 1, já o colorado havia ganho o regional. Mauro Galvão, em início de carreira (antes de descobrir o que é clube de verdade), soltou pela imprensa a frase “O mundo pode ser azul, mas o Rio Grande é vermelho” . Descontente com tal ousadia, Renato Portaluppi solicitou que Fábio Koff marcasse um grenal para os clubes medirem forças. Pedido realizado.

Esse Grenal, que de amistoso nada teve, foi realizado no Monumental em janeiro/1984 e vencido pelo Grêmio pelo placar de 4 a 2, com gols de Renato, Osvaldo, Caio e Paulo Cesar. O Internacional, num ato de reverência entregou as FAIXAS DE CAMPEÃO DO MUNDO ao Grêmio e de quebra sentiu novamente o poderiu das três cores.

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Parabéns, co-irmão

Publicado em 04/abr/2009 por .
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blue brothers 150x150 Parabéns, co irmãoOs fervorosos Blue Brothers, Eduardo “Peninha” Bueno e o seu irmão Fernando Bueno, encaminharam para o Grêmio Copero uma homenagem  sobre o aniversário do co-irmão. Abaixo transcrevemos o texto recebido a poucos minutos. Faço das deles as nossas palavras para esta corrente data. Obrigado Eduardo e Fernando e um forte abraço.

Parabéns, co-irmão

Segue em busca de teu sonho centenário

Faz cem anos, mas parece que foi hoje.
Um século exato se passou desde que apareceste de surpresa e logo foste bater pela primeira vez à nossa porta. Como toda a visita inesperada, causaste certo desassossego, assim como o desembarque de recém-nascido em família constituída provoca alvoroço. Além do mais, chegaste com boa dose de empáfia. Teu tom desafiador era direto e explícito. Mas acima de tudo, e disso nunca duvidamos, vieste com admiração e encanto. Estavas fascinado: querias ser como teu irmão mais velho e a forma que encontraste para chamar a atenção foi.. desafiá-lo.

Brioso como o mosqueteiro, o Grêmio sempre primou por travar batalhas com seus pares e aquele não era o caso: recém-saído das fraldas, tu ainda tropeçavas nas próprias pernas. Te oferecemos então nosso “segundo quadro” (afinal, já estávamos interessados em objetivos maiores). Te exaltaste, lembras bem? Tomaste nossa generosidade por desplante. Imberbe que eras, olhaste com desdém para a altiva barbicha de Augusto Koch, nosso presidente.

100x0 anos primeiro grenal Parabéns, co irmãoFingindo não ver as espinhas de teu presidente-adolescente, José Leopoldo Serefin, um menino de 18 anos, cheio de ilusões, Koch pensou em falar com os co-fundadores, os irmãos Poppe. Mas os irmãos Poppe, cáspite, eram… forasteiros: vindos de terras bandeirantes, estavam pouco afeitos às lides e aos lemas locais. E também eles se revelaram intransigentes: “O primeiro quadro!” bradaram, em uníssono. E Koch, magnânimo, assentiu, com uma advertência: o tradicional baile pós-jogo seria por conta do Grêmio. Dizem as más línguas que te indignaste com o fato de o baile ter sido antecipado e não gostaste de dançar antes da hora, dentro das quatro linhas. Tomaste 10 a 0, te recordas? Para Serefin foi demais, e o garoto desistiu.

Mas tu, encarnado nos Poppe e nos rubros brios dos irmãos Vinholes, tu não! Sacudiste a poeira e foste em frente – e, sabem os deuses, te admiramos por isso. Propuseste então um novo desafio – e levaste cinco.

Mas teu desejo incontido de emular o Grêmio também em sua imortalidade voltou a falar mais alto e insististe em um novo round. Levaste dez de novo, mas daquela vez, benza Deus, fizeste um “golo”. A proeza, nunca olvidaste, foi obra do persistente Vinholes, um dos irmãos-fundadores – o que jogava na ponta. Quando aquele balão de couro enfim estufou as redes imaginárias da meta tricolor – estabelecendo o placar de 25 x 1 em três jogos – , teus desejos se tornaram realidade: viste que teu sonho de equiparar-se ao Grêmio não era só fantasia obsessiva.

E assim obtiveste força para seguir em frente na cidade que pacientemente te acolheu e que assistiu teus primeiros passos, teus primeiros tombos, tua primeira aula, tuas primeiras dúvidas, primeiras dividas, primeiras divididas. Tuas primeiras surras. Teu primeiro gol!

Cem anos se passaram e, ao longo de todo esse século, em nenhum só minuto, em nenhum só jogo, em qualquer canto desse planeta azul, deixaste de estar decidido a imitar nossas façanhas, que aliás sempre serviram de modelo à toda a Terra. Teu fervor é comovente e só pode nos encher de orgulho. Continues tentando, caro Inter, e com a fibra típica do gaúcho que és – embalado pelo exemplo do incansável encarnado Vinholes, –, haverás um dia de chegar lá. Afinal, bem sabes hoje, cem anos passam num tapa.

Recebe nosso fraterno abraço, jovem co-irmão.
E também um tapinha nas costas, que ainda tens força para tanto e muito mais.

Os Blues Brothers
Fernando e Eduardo Bueno

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100 anos do primeiro grenal

Publicado em 05/fev/2009 por .
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Em 2008, nós do gremiocopero.com antecipamos, advertindo aos amargos e inspirando aos rapidinhos, que 2009 seria ano de celebração centenária. Agora, nas vésperas do primeiro Gre-nal do ano exibimos, orgulhosos, a aguardada camiseta comemorativa ao primeiro de todos eles. A camiseta do centenário massacre de 18 de julho de 1909.

Viva o batismo do clube ribeiro-centenário. Da-le Grêmio – prevendo a flauta com um século de antecedência.

www.gremiocopero.com – gremismo ortodoxo e comedor de carne vermelha since 1903.

Esgotadas

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