De saída…pela porta dos fundos
Publicado em 26/jun/2009 por Aline Cardias.
Tags: contratações indecentes, já vão tarde
Minha irmã, que entende lhufas de futebol, sabia que o tal zagueiro Fábio Ferreira não daria certo no Tricolor, assim como o Ruy, que até se esforçou, mas convenhamos, teria que trilhar um longo e penoso caminho para alcançar nosso grau de exigência. Em especial por se tratar a lateral de uma posição da qual carecemos um longo tempo.
Não me espanto com a suposta saída de ambos. O Fábio Ferreira, confesso, nem lembrava mais que fazia parte do grupo tamanha credibilidade que o jogador tem. Sai de onde nem deveria ter colocado os pés. O Ruy, que é aquilo que nós conhecemos, certo que tá cocô pela preferência do Autuori por Thiego. Lá no início do Gauchão, o cabeção até que esboçou algum risco de “qualidade”. Mas tem aquela máxima: quem nasceu pra guizadinho nunca chegará a estrogonofe. Ainda que se olhe para o banco e as alternativas não se apresentem tão animadoras, já vai tarde.
O que me deixa mais indignada nesta história toda é a falta de conhecimento, competência, excesso de ingenuidade, ou o sei lá o quê (dinheiro? talvez) da direção gremista. Que planejamento de merda fizeram pro nosso TRI, hein? Era só se prestar a analisar o histórico dos dois pra tentar imaginar o resultado. Acredito até que tenham feito isso, o que torna a situação pior. Talvez foram acometidos por um pensamento mágico típico de início de temporada pós -95. Aquele que poderíamos estar diante de um novo zagueiro Rivarola ou novo lateral Arce. Jogadores que chegaram despercebidos e que viraram ídolos da torcida e renderam títulos ao clube.
Gastamos dinheiro, perdemos tempo, não qualificamos o grupo e colocamos em risco a nossa principal competição do ano. Quem queria uma equipe à altura da grandeza do Grêmio e me contrata essas duas criaturinhas, até que deve estar bem satisfeito com o resultado.
Esse negócio de errar e tentar consertar adiante, inevitavelmente, acaba tendo um preço bem alto lá na frente. Não é bem mais fácil se esforçar pra acertar?
Tem gente saindo, mas também tem chegando. Li hoje no Correio do Povo que o Grêmio estaria contratando uma “revelação” do Caxias, o meia Vinícius, de 19 anos. Alguém sabe de quem se trata?
Um dia eles aprendem…será?
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Racismo ou frescura?
Publicado em 25/jun/2009 por Charles Hansen.
Tags: frescura, polemica, racismo
O lamentável fato ocorrido na noite de ontem, lamentável pela rídicula polêmica sensacionalista do centro do país, fomentada pela rivaldidade galvanística Brasil x Argentina, me deixou no desejo de escrever sobre o suposto acontecido.
Depois de ter acesso à entrevista coletiva do MAXI me deparei com o texto publicado pelo cronista Emerson Gonçalves no seu blog Olhar Crônico Esportivo.
É fundamental, como abordado anterior, que o texto seja lido na íntegra e que cada um faça seu próprio juízo. Nós do Grêmio Copero, somos contra preconceitos desta natureza e fazemos deste texto a nossa manifestação. Pra nós, o caso de ontem é FRESCURA.
Estava no Morumbi na noite em que Grafite – personagem da semana no Boletim FIFA – acusou Desábato de racismo e acompanhei parte da pantomima mais ou menos próximo. O que muitos esquecem é que o próprio jogador nem estava muito interessado em levar o caso adiante, até que foi atropelado por um delegado de polícia, que assistia ao jogo em sua casa e se disse indignado com o episódio e com a ofensa racial de que o atleta do São Paulo fora vítima. No momento em que o tal delegado tirou o traseiro do sofazão de sua casa, começou a função.
Por função entenda-se, como antigamente, espetáculo circense.
Passado algum tempo, Grafite disse estar arrependido da confusão criada. Desábato, depois de uma noite em delegacia paulistana, seguiu sua vida sem maiores dores de cabeça e, certamente, nenhuma de consciência, pois nunca houve motivo para tal.
Não sei e ninguém sabe se Maxi Lopes ofendeu Elicarlos racialmente ou não. Tudo que sei é que no calor do jogo fala-se tudo e qualquer coisa que vem à língua. Diria que a adrenalina cria um canal de comunicação direta entre o fígado e a fala, não passando pelo cérebro e seus centros de controle.
Nunca vou esquecer um jogo em que do outro lado estava um de meus primos de quem sempre gostei muito, éramos como irmãos e nossas mães estavam mais para mães, de fato, do que para tias um do outro. Mesmo assim, pegamo-nos a nos chamar de filho disso e daquilo em altos brados, quase chegando às famosas e antigas vias de fato, não fosse a não menos famosa e antiga turma do deixa-disso. Um pequeno detalhe: o outro lado a que me refiro não era o time adversário, e sim o outro lado do campo. Estávamos, pasmem, no mesmo time.
Tenho certeza que todos já passaram por isso.
Quem joga bola passa por isto todo jogo, praticamente.
Por isso mesmo, sempre relevei o que era dito dentro do campo.
É como nos seriados americanos quando os protagonistas vão para o México: o que se faz no México, fica no México.
O que se fala em campo, fica no campo.
Se porventura Maxi chamou Elicarlos de macaco, há um fator atenuante, embora dele ninguém goste: é comum, ou pelo menos era, que argentinos da Província de Buenos Aires, porteños, principalmente, refiram-se a nosotros como macaquitos, independentemente de sermos loiros de olhos azuis ou pretos de olhos castanhos. Houve tempo que isso me deixava irritado, revoltado, pronto a escrever milhões de palavras contra isso.
Hoje relevo.
Aprendi com Luiz Inácio Lula da Silva que há racismo e racismo.
Explico melhor: na visão presidencial o racismo é uma coisa relativa. Assim, quando ele se refere aos “loiros de olhos azuis” como responsáveis pela crise atual, não é racismo, não é uma visão preconceituosa, é apenas uma forma divertida e didática de apontar quem ele considera culpados.
Ora, como o presidente da república costuma ser a autoridade máxima de um país e sua palavra é lei ou algo próximo disso, aprendi que há racismo e racismo, e sua aplicação fica ao gosto do freguês.
Essa questão é séria e deveria ser melhor discutida pela sociedade brasileira. Esse tratamento que estou dando ao tema é jocoso, sem dúvida, mas não significa que não o considere importante. Só que palavras proferidas dentro do campo devem ficar dentro do campo. Se alguém for levar a sério tudo que um zagueiro fala para um atacante, por exemplo, centenas de processos por calúnias e ofensas morais teriam que ser abertos a cada rodada de um campeonato.
Não pretendia escrever a respeito desse episódio, mas mudei de ideia ao ler as declarações de Alex, o meia do Fenerbahce, desejado por onze em cada dez clubes brasileiros, herói da tríplice coroa cruzeirense e ídolo eterno da torcida do Cruzeiro, e concordo plenamente com tudo que ele disse:
“-Para mim, isso é frescura. É algo que acontece o tempo todo dentro de campo. É totalmente normal. Não entendo como algo fora do comum… Aconteceu comigo várias vezes. E já fiz também. Eu não denunciaria.”
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Da forma AMADORA como tomamos os TRÊS gols e da forma bizonha como seguimos perdendo gols imperdíveis lhes digo, é possível sim, muito possível. Sobretudo, porque o Cruzeiro enrugou com o gol sofrido.
Inferno pra cima deles gremistada, inferno, loucura, destemor.
2×0 é muito possível!
UPDATE: importante dizer duas quatro coisas.
- Que a guerra prometida seja feita DENTRO de campo, 11 contra 11.
- Não sei se o Máxi chamou ou não chamou o rapaz de macaco. O que posso dizer em defesa dele é que aqui em Buenos Aires, onde vivo, a palavra macaco não existe e que uma das formas de elogiar uma mulher bonita é chamando-a de mona (macaca). São questões culturais. E se Máxi diz que não disse, eu acredito nele. Não é do tipo mal-carater que finge ter a mão pisada, que simula faltas procurando confusão, que entra pra dividir com o pé por cima da bola, que provoca desonestamente o adversário em qualquer oportunidade. Se o chapéu servir pra alguém, que o vista. Ante esses é que os olhares inquisidores devem ser postos.
- Um brasileiro jamais será discriminado na Argentina por ser brasileiro, diferentemente do que acontece com argentinos no Brasil.
- Fundamental que seja lido esse artigo/crônica do Emerson Gonçalves do globoesporte.com.
Que não impere a hipocrisia!
Ninguém ganha do Grêmio sem passar por Porto Alegre.
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Galera, falta pouco. E, como de costume, está disponível para “apostas” mais um bolão da Libertadores que premiará o palpiteiro vencedor com a camiseta do gremiocopero LIBERTADORES – RUMO AO TRI.
Para participar deixa teu comentário neste post com o resultado de Cruzeiro x Grêmio, autores dos gols do Grêmio e os respectivos minutos de cada gol.
Ex: Cruzeiro 0 x 1 Grêmio - (Maxi – 12 minutos 2° tempo)
Leva a camiseta quem acertar o placar da partida. Havendo mais de um acertador do placar o critério de desempate é os autores do gol do Grêmio. Se mesmo assim persistir o empate (placar/autores) utilizaremos aproximação dos minutos dos gols.
Participe e Boa sorte!
No último jogo da Copa, contra o Caracas, o João Paulo Fontana apostou seco no zero a zero e levou a camiseta.
PS: Apostas aceitas até 30 minutos antes do início do jogo.
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O Grêmio não apresentou um futebol convincente no ano de 2009 – é o que dizem por aí. Estamos a três jogos consecutivos sem vitória e viemos de um empate sofrido contra o Goiás dentro de casa. O time é cheio de pontos de interrogações, sem entrosamento necessário e apresentando carências no que tange a qualidade (é o que pregam muitos).
As estatísticas mostram que deixamos de ter a melhor campanha da LA´09 (mesmo sabendo que estatística não ganha jogo), e acrescente também o fato de não sermos mais vistos como favorito para esse confronto. Do outro lado um rival com baita TIME (segundo opinão pública) e que tem uma torcida que já canta de boca cheia TRI CAMPEÃO.
Prenúncio de fracasso? Naturalmente não. Bem pelo contrário, ingredientes adversos que seduzem a nós gremistas. Primeiramente somos o GRÊMIO – clube forjado por campanhas épicas – e jogamos FUTEBOL – esporte onde cada jogo tem a sua história e onde a superação na maioria das vezes prevalece. E que assim seja mais uma vez!
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Relação unilateral
Publicado em 22/jun/2009 por Charles Hansen.
Tags: ingratidão, ronaldinho gaúcho
Paralelo à rodada do final de semana eis que surge a informação de uma reunião realizada nas dependências do Monumental entre Assis e Duda Kroeff. Do que trataram poucos sabem, mas do jeito que anda a maré do mercado futebol mundial não duvido que tenha sido sobre um retorno de Ronadinho para o Brasil. Seria um ensaio de uma possível reaproximação entre Grêmio e Ronaldinho?
Jamais esqueço da forma como ele saiu do Olímpico. A incompetência de José Alberto Guerreiro somada a má fé do representate de Assis Moreira é umas das páginas mais lamentáveis da história administrativa do clube. Ele ficaria rico de qualquer forma, tem talento para isso. Ao Grêmio que formou um baita jogador restou apenas a fama.
O gremismo ortodoxo que me habita não permite cogitar que ele vista novamente a tricolor. Ronaldo está no hall de Luizões e Amorosos, agravado pelas patéticas declarações de amor e “de quero ficar” em tempos de encerramento de contrato.
Analisando friamente, o que ganharíamos com tal retorno? Um jogador que não consegue entrar em forma e jogar quatro partidas seguidas desde 2006 (lá se vão 3 anos)? Um profissional que encerra em litígio os vínculos pelos clubes que passa (Grêmio, Barcelona, e logo-logo o Milan, …).
Por outro lado é quase ufânico acreditar que seria uma baita jogada de marketing e que ganharíamos muito dinheiro com isso (porque é isso que interessa!). O Grêmio não tem competência, por hora, para angariar mais lucro que os reais desembolsados num contrato deste nível.
Como sou contra ao SE ISSO ou SE AQUILO, tenho apenas uma certeza. A relação Grêmio e Ronaldinho é unilateral. Ronaldinho é quem precisa do Grêmio para reparar um ERRO que mancha sua trajetória como atleta. Em pouco tempo se aposentará, retornando para Porto Alegre carregando no lombo a indiferança da grande maioria do RS – a parte azul.
Como numa ampulheta onde escorre a areia, o tempo vai passando, as pernas vão pesando e o rótulo de persona non grata se enraiza. Péssimo, não?
E AI TCHÊ? TOPARIAS TER RONALDINHO DE VOLTA NO TRICOLOR?
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Boa idéias nascem para enaltecer o Grêmio e fomentar o desejo do TRIUNFO!






