Abre Aspas – ed.7

Publicado em 23/jul/2009 por .
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Inusitado desabafo de Herrera sobre a péssima arbitragem de Felipe Gomes da Silva na partida Avaí e Grêmio.
Árbitro estreiante e localista que deu simplesmente 9 amarelos e 1 vermelho – recorde do BR09.

“Com uma arbitragem desse jeito está virando palhaçada. Está virando futebol de marica. Se trouxer uma arbitragem de fora melhora”

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Olímpico-dependentes ou ressaca pós-batizado?

Publicado em 22/jul/2009 por .

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É difícil explicar o que acontece com o Grêmio fora de Porto Alegre. Desta vez, a desculpa de que estava longe da torcida não serve. Tampouco a de que uma expulsão infantil prejudicou o time. Desta vez, sim, serve dizer que aquilo ali não seria marcado se fosse dentro da área e, que em países onde o futebol masculino é arbitrado por machos, sequer falta seria. Mas, enfim, cobrada está. A Olímpico-dependência nos levou à final da Libertadores de 2007, mas não nos classificou pra edição seguinte da mesma Copa, lembrem-se.

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Souza, homem número 500

Publicado em 20/jul/2009 por .

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Caro Souza, não sei se chegará até ti este texto, mas vamos lá.

Quando recebestes a falta em frente a área fui remetido à lembrança do treino de sábado (18.7) - minutos antes de lhe entregar a camiseta dos 100 anos - quando ficastes treinando as cobranças de falta e sendo o último sair do suplementar.  Enquanto os vermelhos preparavam a barreira disse a um amigo do meu lado: “- COB, é gol. Souza vai guardar essa. Treinou para isso.”. Não era nenhum presságio, aliás, sou péssimo em adivinhações.  Era, na verdade, a certeza de que o trabalho seria recompensado. Depois do teu chute, avalanche. 

Parabéns, o 500º gol do Grêmio em Grenais é teu.

Bah, que vitória, hein? O verdadeiro GRENAL DO SÉCULO foi vencido por nós.  Tenha certeza, conforme te disse em meio a entrega da camiseta que, ao vencermos esse Grenal, os demais de 2009 seriam deixados para trás.  Daqui prá frente a história do GRENAL 377 lembrará de Souza e Máxi Lopez. Nada mais.

Já eu lembrarei também da grata surpresa, enquanto dirigia de volta prá casa, ao ouvir pela rádio a tua entrevista coletiva onde dissestes: “- É uma camisa comemorativa que um torcedor me deu. Prometi que se fizesse um gol e vencesse, iria vestir”.   Me dei por conta que a camiseta que se referia era a que lhe dera de presente.  Não fazes ideia o quão representativo pra mim é esse ato.  Contarei para amigos, filhos e netos que o Souza, autor do gol 500 no Grenal do Século usou uma camiseta criada por este site.  De certa forma, também participei deste Grenal. icon smile Souza, homem número 500

*pensativo, muito pensativo*

Tenho certeza que, assim como você,  os demais presenteados com esse pedaço de pano impresso com os dizeres “10×0 ANOS DO PRIMEIRO GRENAL”, tão representativo para nós gremistas, será muito bem guardada por todos.
Novamente parabéns.  Entrastes para a história do Grêmio juntamente com esse time.

Forte abraço,
Charles Hansen
charleshansen@gremiocopero.com

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Depois do batismo, a confirmação.

Publicado em 19/jul/2009 por .

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A casa é nossa. A festa é nossa. O filho é nosso!
E de virada é tão, mas tão melhor. Mostramos, mais uma vez, como é que se faz.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez!!! Cem anos de batismo, comemora gremista!!!!

Obrigado jogadores por essa imensa alegria.

16 Depois do batismo, a confirmação.
Maximiliano Lópes, com a mística 16, apoia-se na asa de algum imortal tricolor, a minutos de fazer história..

foto: Diego Vara.

Atualizando: Souza exibe uma das crias do gremiocopero.com. Grande Kaiser Hansen, que entregou as peças pra alguns jogadores; ver post abaixo.

12h42 do dia 18 de julho. Toca o telefone, é o Charles. Che, o Souza ficou treinando falta, foi o último a sair.

Atualizando novamente: vídeo do Souza com a camiseta do batismo.

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Treino centenário

Publicado em 19/jul/2009 por .
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Contagiado pela comemoração do centenário do Grenal,  o Grêmio Copero, representado pelo Charles, marcou presença no treino da manhã deste sábado no Monumental e fez a entrega da camiseta comemorativa, criada pelo site,  ao técnico Paulo Autuori, aos meias Tcheco e Souza, ao zagueiro Réver e ao diretor Meira. Se pudéssemos presenteariamos a todos, mas acreditamos estar bem representado com estes expoentes.

FORÇA GRÊMIO! ESTAMOS CONTIGO EM TODAS A HORAS!

PS: Obrigado ao Grêmio e seus dirigentes pelo carinho da acolhida.
Em nome dos gremistas espalhados por esse mundo, nosso muito obrigado.

100anos tcheco 150x150 Treino centenário 100anos souza 150x150 Treino centenário

100anos rever 150x150 Treino centenário100anos autuori 150x150 Treino centenário

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100 anos no Memorial do Grêmio

Publicado em 18/jul/2009 por .
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Baita honra! Ao entrar no Memorial do Grêmio, hoje pela manhã, eis que me deparo com uma grata surpresa.
Junto às camisetas vestidas por grandes nomes que fizeram a história do Tricolor e que venceram inúmeros grenais, emcontro a camiseta criada por este blog. Ela ficará neste final de semana comemorativo para quem for ao Estádio.  É a homenagem do Grêmio Copero ao centenário do maior clássico do Brasil. Viva a rivalidade Grenal. E obrigado Both, Grünewald e Moreira pelos preciosos 10 a 0. Aposto que não imaginaram que hoje, milhões de torcedores tricolores festejariam esta data.

memorial camiseta100anosgrenal 1 150x150 100 anos no Memorial do Grêmio memorial camiseta100anosgrenal 2 150x150 100 anos no Memorial do Grêmio

PS: Dona Ema e sua equipe, o nosso muito obrigado pelo carinho e atenção.

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Um desafio centenário

Publicado em 18/jul/2009 por .
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Texto escrito e imagem criada por NELSON LUIZ RAMÃO.  Amigo,  gremista fervoroso, leitor deste blog.  Baita homenagem aos 100 anos do primeiro Grenal.  Muito obrigado Nelson, nós do Grêmio Copero ficamos envaidecidos.

Um Desafio Centenário

grenal 1 253x300 Um desafio centenário

Fiquei sabendo do desafio meio que por acaso. Como de hábito, no horário combinado, entrei na alfaiataria do Seu Augusto, meu freguês de caderninho, para engraxar-lhe os sapatos. Naquele dia ele estava um tanto contrariado e resmungava coisas do tipo: “O que esses camaradas estão pensando?” “Um bando de moleques que não tem respeito, mesmo…” Não me sofri e perguntei o que estava acontecendo e ele me contou de uns forasteiros que “apareceram do nada” para desafiar o Grêmio… Quando terminei, seus sapatos brilhavam e o meu espírito também. Já sabia o que faria naquele 18 de julho de 1909…

Cheguei à Baixada cedo. Assim, enquanto todos esperavam pelo início do prélio, aproveitei para faturar algum, engraxando os sapatos dos cavalheiros que costumavam freqüentar o estádio em dia de jogo. Era unir o útil ao agradável. Naquela época não se cobrava ingresso para assistir aos matchs do Grêmio e, por uma sugestão do meu cliente e amigo, o major Augusto Kock, eu transitava livremente e acabava assistindo ao jogo do lado do caramanchão, empoleirado na minha caixa de engraxate para não perder nenhum lance.

Não tinha como esquecer do compromisso. Sempre que o Grêmio entrava em campo, eu estava lá. Mas aquele jogo, em especial, foi amplamente alardeado na cidade. O programa havia sido afixado nos postes para que ninguém perdesse o espetáculo. Não fiquei surpreso com o público, tão numeroso quanto nos jogos pela Wanderpreis, contra o FussBall, nosso tradicional adversário. Fiz dinheiro naquele dia…

Quando a partida estava por começar, encaminhei-me para o lado do caramanchão. Mas tinha muita gente… Mesmo equilibrando-me na ponta dos pés sobre a minha caixa de engraxate, não conseguia ver o ground… Foi com surpresa que ouvi o Seu Augusto me chamar: “Ô guri, sobe aqui e assiste comigo!” Era um convite que nunca havia recebido… E fiquei ali, exprimido entre o major e outras pessoas da sociedade de Porto Alegre, seus convidados. Lembro-me, também, que foi nessa ocasião que eu conheci o Dr. José Montaury, o intendente municipal. Já o conhecia de vista e, depois desse dia, ele se tornaria meu cliente, também…

Eram mais ou menos 3 horas da tarde quando os teams adentraram ao ground da baixada antecedidos pela banda da Brigada Militar. Uma ansiedade incomum se apoderava de mim ao ver aquele uniforme, metade anil, metade negro, que tão distintamente trajava meus ídolos de infância. Os players desafiantes vestiam camisas listradas de vermelho e branco. A partida seria arbitrada pelo Sr. Waldemar Bromberg, auxiliado pelos senhores Castro Silva e Sommes (juízes de linha) que se posicionaram às margens do ground e pelos senhores Theobaldo Foernges e Theodoro Bugs (juízes de gol) que se posicionaram junto às traves das goleiras, já que naquela época não se usava redes.

A saída de bola foi dada pelo Grêmio que, alguns minutos depois, já percebia o quanto o adversário estava despreparado para o enfrentamento… Assim, logo aos 10 minutos, o center-forward gremista Booth fazia “as honras da casa” e marcava o primeiro tento enquanto o goalkeeper do desafiante, Poppe II, parecia antever o tamanho da besteira que haviam feito… Mas agora era tarde demais… Aos 20 ele tomava o segundo gol. Ainda tomaria um terceiro que seria anulado por off-side (impedimento). O primeiro tempo terminou com um placar normal: 2 x 0.

Dez minutos depois, o match era retomado. Novamente aos 10 minutos de jogo vinha o terceiro gol gremista e os desafiantes (nada humildes, já se intitulavam como “Internacional”, enquanto que o Grêmio era, apenas, o Porto-Alegrense) começavam a “tropeçar na gravata”. Extenuados, tomaram mais quatro gols nos 20 minutos seguintes. Ainda lembro-me dos backs gremistas Deppermann e Becker conversando com os torcedores à beira do ground com o jogo andando, tamanha a inoperância do ataque adversário. Foi trágico e hilário, ao mesmo tempo… O jogo acabou com o absurdo placar de 10 x 0 e a torcida gremista invadindo o gramado da Baixada. O goalkeeper gremista Callfelz, sequer havia sujado o uniforme…

Findo o match, torcedores, dirigentes e convidados foram para a sede dos Atiradores Alemães, comemorar. Eu ainda ganhei algum dinheiro limpando os calçados, sujos pela lama de mais um típico inverno gaúcho. Depois, voltei para casa com uma alegria incomum. Lembro de ter descolado de um poste o programa daquele match que guardei como relíquia durante anos, até deixá-lo como legado a meu filho. Afinal, para mim, o Grêmio era o melhor time do mundo… Afinal, até então, nunca havia presenciado uma match com placar tão elástico… Meu filho passou a relíquia para um de meus netos que 75 anos depois, no dia 11 de dezembro de 1983, no meio da madrugada, veio me abraçar trazendo o velho proclamo nas mãos e dizendo: “Vô! Eu sei que tu já sabias há muito tempo, mas agora ninguém mais duvida: o Grêmio é o melhor do mundo!” Ao meu filho, tudo o que pude dar foi educação e a herança de ser gremista. Valores que passou aos meus netos como se fosse tradição de família… E agora, que o match entre gremistas e colorados, torna-se um clássico centenário, vou assisti-lo de camarote. Quem me convidou? Um amigo que fiz lá na década de 1920: o Lara. É… Vai ser daqui, sobre a marquise do Olímpico, que assistiremos a mais um match que o Ivo dos Santos Martins batizou de Gre-nal. Aliás, parece que é ele quem vai cobrir o centenário do clássico para o pessoal do “andar de cima”… É… Não assisti ao nascimento do colorado, mas estava lá no batizado e posso afirmar que foi uma festa e tanto…

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