Atípicos momentos.
Publicado em 17/out/2011 por Charles Hansen.
Tags: 2011, escudeiro, vila belmiro, vitoria
No rebote de um pênalti. Um dos gols mais atípicos do futebol, daqueles que não vemos todas as semanas. Tão atípico quanto o gol, foi a vitória gremista na Vila Belmiro. Inédita em tempos de Campeonato Brasileiro.
Depois do fracasso contra o Figueirense, que nos deixou longe da vaga da Libertadores, a vitória deste domingo reforça uma certeza: o Grêmio é um time imprevisível, sem constância e de futebol oscilante. Esse Grêmio está onde o seu futebol é capaz de colocá-lo: no meio da tabela. Nem tão ruim para cair – há times muito pornográficos, como os mineiros – nem com cancha de pontear a tabela. Lastimável ano perdido, que se olharmos atentamente, faz anos que os desfechos são similares a este.
Dá pra pleitear uma vaga na Libertadores uma vez que o título ficou pelo primeiro turno? Até dá. Mas sejamos francos, é de se pontuar o necessário para subir e se assegurar na primeira divisão e, aos nossos dirigentes, que montem um time decente para 2012. Por favor!
Antes que alguém me acuse de alguma coisa, fiquei muito satisfeito com a vitória. Porém, comemorar uma vitória é de uma pequenice ímpar. E assim posto, já deveríamos ter vencido naquele estádio varzeano há muitos anos…
Comentários (15)
- Eta time bem perna de pau.
Sempre que o Grêmio apronta das suas, como ontem, me imagino ouvindo a sentença proferida pelo meu pai. Exageros do velho à parte, na maioria das vezes não respondo por simplesmente acreditar que não vale a pena levar adiante, de cabeça quente, uma discussão que não chegará a lugar algum. Ontem, meio que concordando com ele, não respondi porque realmente não tive o que dizer.
Confesso que não lembro, neste ano, de um jogo ter me deixado tão fula da vida (pra não dizer outra coisa e acabar ofendendo quem não mereça) como este ante o Figuera. Sei que não foi a primeira vez, mas me desanima e entristece demais o arremedo de time que viramos. Como uma mesma equipe pode mudar tanto de ânimo, de postura, de vontade? Jogar tão diferente e tão igual? Respostas neste guichê.
Em casa, apresentar um futebolzinho de dar dó…faça-me o favor…
Quem acompanha o blog sabe que, mesmo quando a coisa tá feia, sem cegarmos ante os acontecimentos, procuramos o caminho inverso ao da corneta. Ainda longe deste estigma, não dá mais pra ser condescendente (se é que este é o termo mais adequado) com esta maldita fase que há uma década – entre altos e baixos – vive o Tricolor.
O conjunto da obra do jogo de ontem me fez ter vontade – juro – de conhecer o jecrim do Olímpico tamanha minha revolta com o resultado desastroso. E não somente pelo placar ridículo, em um jogo em casa, cheio de expectativa e boas perspectivas, mas também porque em momento algum da partida fizemos por merecer coisa melhor. Morno, insosso. Um Grêmio sem indignação, batendo cabeça contra o Figueirense. Uma tarde que, além da falta de futebol, contou com agravantes já vistos em outros momentos neste mesmo 2011. Atuação recorrente que me fez cair na real e perceber que partidas como o Grenal, São Paulo, Santos, e um que outro onde tivemos uma apresentação decente de time, foram nada mais que exceções em um ano que se encaminha pra terminar como este time: sem brilho, sem graça.
Cansei de ficar falando das qualidades e defeitos deste ou daquele jogador. De achar que o problema realmente é só da zaga quando nossos atacantes são incapazes de mandar a bola pra rede. De dar moral pra jogador que joga quando quer. Cansada de comentar as atuações de um técnico que eu já conheço de outros carnavais. De ouvir muitas baboseiras e pouca prática do nosso presidente, e de saber que as coisas, infelizmente, podem ficar piores. Das tentativas desesperadas de arrumar uma cara pro Grêmio quando, na verdade, lhe falta muito mais que isso.
Ah vá!
Não adianta começar a pensar 2012 sem saber O QUE SE QUER na próxima temporada. Chega de iniciar um ano sem uma ambição concreta e, acima de tudo, preparação para alcançá-la.
De bom mesmo nesta temporada, o surgimento do Instituto Desejo Azul que tem levado felicidade a muitos gremistinhas (no melhor dos sentidos) que como todos nós gremistas, não perdem a esperança.
PS: sim, dia 30, contra o Flamengo, na cancha, pela Camiseta, como sempre.
Dale!
Comentários (11)

Roth tem todos méritos. Pegou o time num momento difícil e arrumou a casa. Deu disciplina, focou no trabalho, arrumou a defesa e colheu os furtos. Ocorre que o mesmo, na derrota de ontem, tem muitos deméritos. Acabar a partida com 5 volantes foi a pior das decisões. Quisera talvez, desde o começo da partida e considerando os diversos desfalques de um plantel limitado, o empate em Curitiba. Errou! Assim com nas substituições realizadas. O Grêmio foi pífio contra o Coxa. O Juarez pecou na escalação e nas decisões ao longo do jogo. Ponto final.
Hoje entrei num debate com a amigos sobre o plantel do Grêmio. Defendi a bandeira de que esse é um dos piores dos últimos anos. Na ultima década tivemos grupos desastrosos, longe deste, mas o que temos hoje pra colocar em campo não inspira confiança. É de se começar já o trabalho de montagem de um grupo forte capaz de devolver títulos expressos. Vagas para a Libertadores, ao menos pra mim, não podem salvar os anos. É preciso devolver o Grêmio ao patamar que sempre foi dele, de títulos nacionais e internacionais.
Estamos em OUTUBRO!
Comentários (19)
Chegando, despacito
Publicado em 06/out/2011 por Aline Cardias.
Tags: brasileirão11, chegando, gremio, vitoria
A cada boa vitória como esta sobre o Santos involuntariamente me torno repetitiva. Não dá pra deixar de saudar a conquista de mais três pontos, da recuperação, da entrega, de um Grêmio que colocou em campo acima de tudo a vontade de vencer. Mas também estou longe de integrar o grupo dos eufóricos de carteirinha. O que importa além da vitória? Estamos chegando, olha no retrovisor, tu aí…
Momento de afirmação da equipe? Quem sabe. Abre parêntese: estranho falar nisso faltando dois meses para terminar o ano. Fecha parêntese. O “muro” justifica-se no próprio Grêmio de bem pouquíssimo tempo, engatando boas sequências de resultados, mas sucumbindo na hora de transformar a afirmação em confirmação. É o Tricolor de mais um paradoxo, como falou o Charles no texto anterior.
A “goleada” evidenciou que fazer o simples dá certo, sim. O Grêmio não foi brilhante, mas foi eficiente no seu propósito. Me serve. Eficiência que faltou na hora de balançar a rede. O um a zero foi suficiente, ontem…pra mim Brandão não é mais jogador que André Lima (que sejamos justos, penou bom tempo com a escassez de bola no ataque), até se equiparam (e não morro de amores por ambos), mas se para o Juarez o momento mostra-se favorável ao camisa 9, que este justifique a escolha fazendo gols. Meio campo cumpridor de seu dever. Rochemback e Fernando surgindo como incontestáveis na volância e a engrenagem Marquinhos-Douglas-Escudero segue dando resultado. Mas o que mais tem me agrado neste “time do Roth” é o bom aproveitamento das laterais, muito facilitado pela qualidade do Julio Cesar e do El Loco. Segundo jogo consecutivo sem levar gol, mesmo com o rodízio pelo qual vem passando a zaga. Oxalá!
Não quero ficar projetando daqui pra frente. Quero ver o Grêmio repetindo jogo a jogo a pegada que tem dado resultado, em casa especialmente. E…quem sabe, em onze rodadas muita coisa possa acontecer…
PS1 – Torcida voltando a fazer o que sabe de melhor…bonito quando o Olímpico entoa um coro único.
PS2 – Cada vez mais lamentável a postura do sr. presidente Paulo Odone frente aos microfones. Não ouví-lo torna-se cada vez mais um dever.
……….
Ao mesmo tempo em que saio do Monumental saltitante de alegria com a vitória, fico p. da vida pensando que o momento poderia/deveria estar bem melhor se as direções pautassem seus “planejamentos” na mesma proporção que a grandeza do Grêmio exige. Porque diabos temos que, ano após ano, suportar temporadas fragmentadas? Até quando o ano do Grêmio vai começar em setembro?
Comentários (11)
Paradoxos gremistas. Segunda melhor campanha do segundo turno e o segundo pior ataque da competição. Coisas que só acontecem conosco. A leitura permitida é que estamos reencontrando o caminho das vitórias, o que nos afasta em passos largos do descenso e nos permite ao menos … respirar!
O Grêmio que vence o Cruzeiro foi dono das ações, do jogo. A vitória veio ao natural, o gol logo no inicio facilitou as coisas, e a reposta do time foi no mínimo satisfatória. Nossa ataque continua problema, inoperante, mas a dinâmica coletiva está resolvendo problemas como esse.
Campeonato é longo, ainda tem muita m***** para acontecer, mas creio num Gremio que findará o ano num crescente, que não colocorá taça do armário, mas que pode ser considerado um alento frente a realidade poucos meses atrás. Num cenário positivo, quarta-feira é dia chave. Noite pra assumir a 9a posição e ficar 6 pontos da vaga para Libertadores. 2010, dejavu. Quero crer (..)
Comentários (12)

Entre altos e baixos, vitória. O Grêmio que vence o Avaí é o mesmo que perde para o Botafogo. A escassez de gols, no meu entendimento, é o fiel da balança para a campanha irregular. Hoje fomos as redes, hoje saímos vitoriosos.
O Grêmio foi dono das ações do jogo, dominou a partida e ponteou o placar por seus méritos. Ainda assim, sinto falta de um segundo homem de ataque, mesmo que o trio Marquinhos, Douglas e Escudeiro funcione na maioria das vezes.
Independente disso, se pegarmos o Grêmio do começo do campeonato, fato é que há melhoras no coletivo, e isso é meio caminho andando para as vitórias. Repetir o modelo são méritos do Celso Roth e nessa linha, acredito que temos como postular melhor sorte no campeonato.
PS: Que o Avai caia para 2a divisão!
Comentários (14)

Vivemos o mês o mais importante das tradições do Rio Grande do Sul. Comemoramos a independência de nosso “país” em relação ao Brasil Imperial. Mas e hoje, somos nós o que? Essa luta que tanto nos honra nos deixou marcados por um orgulho que não fazemos mais jus. Não somos mais o povo cujas façanhas sirvam de modelo a toda terra, e faz tempo.
O povo do Rio Grande do Sul deixou de ser GAÚCHO há muito tempo e tornou-se um arremedo do que diz que é. Somos tão brasileiros, no pior sentido da palavra, quanto qualquer carioca e pior ainda somos auditório das piadas e desmandos deles sobre nossas vidas. Não preciso citar os infinitos exemplos musicais, televisivos e governamentais que baseiam minha tese, pois, eles são tão evidentes quanto nossa arrogância sem sentido.
Vivemos num estado de eterno dizer que somos e de pouco sermos. Precisamos urgentemente mudar isso. Chega de dizer quem éramos, chega de cantarmos que fizemos! Está na hora de fazer e ser. Isso vale para todos nós. O Rio Grande do Sul não pode se resumir a um grupo de pessoas vestidas a caráter dentro de piquetes no Parque Harmonia. Há muito para mudar.
Vejam o nosso GRÊMIO! Há quanto tempo somos apenas coadjuvantes e/ou sparrings nos campeonatos e copas que participamos? Vivemos de nossa história, que é a mais gloriosa e mítica de todas e da qual eu me orgulho de participar. Mas urge uma mudança nas nossas atitudes. Precisamos nos organizar administrativa e mentalmente para o futuro. Chega de medidas emergenciais e paliativas serem a regra. Não podemos mais achar que a culpa de estarmos indo sempre de mal a pior é dos outros. Quem muito aponta o dedo, deve procurar um espelho. O GRÊMIO assim como o Rio Grande do Sul pode muito mais do que faz atualmente, mas é preciso coragem para enfrentar a nós mesmos e sairmos desse emaranhado de ilusões em que nos colocamos.
Tenho um infinito orgulho de minhas tradições, raízes e cultura e sei que não estou sozinho. Amo minhas bandeiras e por elas sempre lutarei, inclusive aqui mesmo, defendendo-as dos que se dizem GAÚCHOS, dos que se dizem GREMISTAS. Porque não é possível que sejamos hoje administrados por pessoas que amem esse rincão e nosso clube e os deixem a mercê de quem nos despreza e nos prejudica. Precisamos resgatar nosso espírito antes que seja tarde demais.
Viva a honra dos que acreditam que podemos mudar e realmente sermos o que queremos e podemos ser. Que 20 de setembro seja mais que uma festa, seja uma data de reflexão e o inicio de uma nova era.
É o meu Rio Grande do Sul
Sol, céu, sul
Terra e cor
Onde tudo que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor






