Renato Portaluppi, enfim, voltou. Confesso que é com lágrimas nos olhos que o imagino novamente no Grêmio, o grande gremista a casa torna. Renato Portaluppi evoca em mim o gremismo mais puro, mais latente na memória. É o que leva pânico à lembrança amargo-ribeirinha, é o grande responsável pelo ar de superioridade que TODO gremista criança na década de 80 sempre apresentou ao discutir futebol. Raçudo, provocador, brigador, polêmico, irreverente. Ganhador acima de tudo. Um predestinado, um iluminado, um santo. Quem de nós não se emocionou porque ele existe? Somos quem somos devido ao que ele, mais do que ninguém, nos deu e isso é um fato concreto e absoluto.
Canonizamos Portaluppi em vida, o santo. Agora, todos de joelhos em reverência. Apoio não faltará jamais, que tenhas sabedoria e que tua estrela continue sempre a brilhar, sobretudo, no céu sempre azul de Porto Alegre!
É hora de todos juntos devolvermos o Grêmio ao lugar que é do Grêmio. O pioneiro, o desbravador, o inventor dos programas de milhagem, do caminhão de corpo de bombeiros, das batalhas campais, das vitórias impossíveis. Todos ao Monumental quinta-feira, temos mais uma copa pra começar a levantar!
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Será gaúcho, disso sabemos. Tite sepultou-se em vida ao decidir que gremistas declarados podem ser profissionais no lado amargo da força. Adilson Baptista e Felipão provaram que coração e gratidão podem e devem andar juntos, demostrando assim que Tite fez um péssimo negócio ao vender-se à Fernandinho, adeus ex-gremista, limbo à todos traidores, os pequenos precisam de bons exemplos. Renato Portaluppi, o maior ídolo do maior dos clubes está acima do bem e do mal. Era o nome certo pras semis da LA09, acho arriscado contratá-lo agora dada a fumaceira deixada pelos que se vão e o que fica. Rospide é meu nome preferido. É homem da casa, perfil baixo, conhece todos os buracos e os ratos que os habitam. Não acho que seja agora a hora mais propícia pra arriscar e, do meu ponto de vista, optar por Rospide seria uma decisão bastante pragmática a ser aplaudida e apoiada. Senão, vejamos, quem poderia treinar o Grêmio agora?
Já fostes tarde, Silas, mas espero que não tarde demais.
Preocupo-me ainda mais com o substituto do homem forte do futebol. É hora de sangue novo, quero voltar a confiar no meu presidente.
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Despedida derrotista.
Publicado em 08/ago/2010 por Charles Hansen.
Tags: 2010, demissão, meira, silas

Até que enfim o nosso clamor ecoou nos corredores do Olímpico. Silas se vai juntamente com quem lhe contratou, Meira. Numa tarde em que o futebol assinou a declaração de falência, o Presidente formalizou aquilo que já deveria ser comunicado. Surreal imaginar, ao que tudo indica, que jogamos a partida contra o Fluminense de decisão tomada: sem treinador e sem diretor de futebol. Como último ato do drama gremista, os que deixam justificam sua partida com mais uma derrota.
Derrota esta construída com uma atuação medíocre. Ausência coletiva, time sem alma e doação. Inadmissível o descompromisso de alguns atletas, liderado pelo afronte de Douglas. Fatalmente quem assumirá a casamata terá que enquadrar alguns boleiros muito bem pagos que não dignificam a camisa tricolor.
O momento inspira cuidados. Situação dura, delicada e que urge uma pronta resposta.
Campeonato passa e não podemos continuar nessa mesmice. Renovo a crença de um Grêmio mais Grêmio condizente com a sua grandeza. Em meio a avalanche de especulações, aguardo com desconfiança o nome de quem assumirá. Independente quem for, meu compromisso é com a retomada tricolor.
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Ontem foi um dia atípico, triste. Se algumas pessoas que estão no Grêmio honrassem as calças que vestem pediriam desculpas e licença. Mas de forma absurda mantém uma situação que por si só não se sustenta, menos ainda quando apoiada por discursos risíveis. Escolheram pra técnico do Grêmio um pseudo treinador que o máximo que fez foi manter o Avaí na Série A. Esse foi o mérito. Esse foi o mérito? Pois é. Depois, quando as trevas se aproximam e permancem ninguém consegue explicação razoável e preferem apontar algum tipo de castigo divino ou qualquer bobagem do gênero. Apontem o dedo, os culpados serão sempre os que podem decidir. O Grêmio naufragou e permanece submerso há quase 10 anos. Precisamos, sócios, correr com tanta gente pra tão longe do Olímpico que a maior vitória do clube na década será essa.
Por que insistem no Silas sendo o Silas um nada em comparação aos técnicos vitoriosos do Grêmio? Por que insistem no Silas quando o esquema de jogo não serve nem pra rascunho infantil de um time do Grêmio? Por que insistem no Silas depois de perder a Copa do Brasil mais ganhada da história dentro do Olímpico tomando 3 gols em partida de ida de mata-mata – acaso não era o Grêmio um especialista, o mais copero?, custa respeitar as tradições e ter um mínimo de apego à história? Por que insistir no Silas mesmo que a defesa sofra gols em todos os jogos? Por que insistir no Silas? Por que insistir no Meira? Por que aceitar que mais um ano terminará sem que devesse haver começado? Por que se portar como guri mimado ensaiando discursinho feliz? Por que não tomam a atitude de escutar os clamores da torcida? Por que não entregam a cabeça pedida aos leões? O que mais precisa acontecer em Porto Alegre pra que o Grêmio volte a ser Grêmio e a ser dirigido por gente capaz? Apoiados onde encontram forças para seguir esvaziando a paciência da torcida? Até quando suportar decisões que não decidem nada, que não resolvem nada, que não acalmem a ninguém que entende um pouquinho só de Grêmio? Até Flávio Obino sabe que Silas não serve, que Meira não serve, que Duda não serve. Cada um na sua função, não servem! Um treinador que não tem perfil de treinador do Grêmio, um vice de futebol que não tem perfil de vice de futebol, um presidente (pausa pra suspiro) que permite tudo isso. De onde tiram tanta força pra seguir esvaziando nossa paciência?
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NULIDADE COLETIVA. Desta forma defino o momento vivido pelo Grêmio representado por seus expoentes. Nada mudou. Empate, discursos vazios tal qual o espirito dos seus representantes. Lamento, mas esse não é o meu Grêmio. Lamento, mas não sinto representada a grandeza deste clube e tudo aquilo que acredito. Numa inércia de atitudes o clube caminha a passos largos para mais um ano perdido tal qual feito nesta última década. Diferente de outras, gastando milhões numa folha salarial que não vale um terço deste investimento.
Como mudar isso? Irracionalidade as vezes pesa, mas respiro fundo e busco um ponto de fuga para me abraçar na razão. Desta forma, cabe ao associado gremista estar atuante a partir de 11 de setembro quando votaremos a renovação do conselho deliberativo. Faça jus ao seu voto, participe e elimine movimentos sangue-sugas que não tem projeto, cultura e visão de Grêmio. Desde já largo e afirmo, voto na RENOVAÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO. Acho que só assim, ao menos renovo as esperanças por um Grêmio mais Grêmio.
Em tempo. Pra putaquepariu valorizar o empate contra o time varzeano do Góias.
Mentalidade perdedora e derrotista. Tem treinador e dirigente que precisam pendurar suas chuteiras.
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Um grenal para ser esquecido. Foto de Richard Ducker
O clássico 382 será mais um, dentre inúmeros clássicos, a ser esquecido pelo torcedor. Ninguém lembrará que apesar do equilíbrio fomos mais agudos, que houve ao menos um pênalti não marcado e que apesar da superioridade deixamos de vencê-los. Com o passar do tempo a história desta partida será esquecida ofuscada por um empate sem gols.
Nessa ciranda de pontos perdidos, mais uma vez deixamos de vencer agravando a situação crítica em que se encontra o futebol gremista. Questiono-me recorrentemente até quando toleramos os sucessíveis fracassos. Se não bastasse a pressão pelos resultados, começo acreditar que está na hora cobrarmos de forma diferente (…) Pior que este fracasso, pouca importava jogar bem, é ter que ouvir o Luiz Onofre Meira dizer ao término da partida que:
“A própria imprensa tem que zelar pelo futebol do Rio Grande do Sul. A pressão é canalizada por ela. As manifestações de ex-dirigentes ou de outros setores são contumazes. Os mesmos torcedores que pedem nossa saída são que estiveram aqui e gritavam nosso nome quando decidíamos o Gauchão. São oportunistas e isto pode continuar porque não vai afetar em nada o trabalho que está sendo feito”,
DECLARAÇÕES COMO ESSA ME DEIXA NAUSEADO.
O Meira demonstrou mais uma vez inabilidade para gerir momentos de crise. Empata um clássico vencível findando na zona do descenso, e vem meter pau na imprensa e no torcedor. Postura amadora coerente com a posição da tabela. Evidente que planejador ao invés de dar um jeito de botar em prática o eterno planejamento, optou por justificar e transferir responsabilidades. Desta forma, evidentemente, fica difícil de seguir.
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Desejos conflitantes.
Publicado em 30/jul/2010 por Charles Hansen.
Tags: clássico, grenal, triunfo., vitoria

Acima de homens e desejos, um clube e uma tradição. Por Ducker.
Todos sem excessão que frequentam esse espaço pactuam com saída do Meira e do Silas. Cai de maduro, está na cara e somente nosso diretivo não percebe, ou não quer perceber, que essa medida é, ao menos no entendimento do torcedor, a mais coerente para o momento do Grêmio. Caso não seja, faltam argumentos válidos para desfazer o entendimento. Por oras, mantemos nossas convicções.
Nessa ânsia da mudança alguns pregam e até torcem por resultados adversos. Inconcebível. Repúdio total. Apesar dos resultados serem fatores de forte influência – viva a máxima que futebol é resultado – é impossível torcer contra, ainda mais em clássico. Domingo rumo ao Beira Rio, levo meu alento, as manifestações de contrariedade ficam para antes e depois da partida. Precisamos vencer de qualquer forma, se possível por alguns gols de diferenças, que se foda que é time reserva dos amargos, é clássico e por tanto VITÓRIA É A ÚNICO RESULTADO ACEITÁVEL.
Pelo bem do Grêmio, pelo bem do futebol.









