As rodadas passam e a situação se agrava. O time pena para sair da zona de desconforto e quando esperávamos uma arrancada, novo revés. Independente da situação do Ceará na tabela, que não reflete o momento, também não vencia desde a retomada da Copa, o Ceará é o Ceará. Grêmio sempre, independente do mando, tem que vencer um clube de tão baixa expressão.
Ao contrário do desejado, o time foi frágil e de atuação constrangedora. Uma zaga de frouxos, diferente das gremistas que conhecíamos até pouco tempo – ano passado. Jornada em que goleiro pega penalti e nem isso é suficiente, é sério. Permito-me dizer que nada funcionou, e isso, a essa altura do campeonato é de extrema preocupação. Se em alguma coisa posso concordar com o presidente, é na frase expressão: “a situação é muito delicada”. Realmente nobres, vamos parir uma bigorna para se distanciar dos últimos colocados.
Time há, mas falta coletivo para estes. Confesso que será árdua a jornada de Portaluppi.
Sem pensamentos mágicos, espero algo melhor na quarta-feira. Boa semana.
Comentários (28)
Em muitas coisas a distância continuará infinita.
Comentários (19)
The answer, my friend, is blowin’ in the wind.
Publicado em 19/ago/2010 por Leonardo Fleck.
Tags: dylan, tricolor
A esmagadora maioria dos meus amigos é gremista, mas a esmagadora maioria é gremista, nem poderia ser diferente. Mas de quê, efetivamente, nos serve ser a maior torcida, senão, única e exclusivamente para reverter em renda para os cofres do clube? O que nos leva a ser maioria? O que nos faz torcer para o Grêmio? A resposta pulsa em cada um de nós e ali, em paz, descansará até a morte.
O Grêmio ensinou à todos que o que importa é Libertadores, o gremista ensinou a qualquer torcida que o que se deve desejar, obstinadamente, é Libertadores. Parece-nos que o próprio Grêmio esqueceu os ensinamentos? Não, de forma alguma. Os caminhos trilhados é que se tornaram transitáveis demais aos que antes não conseguiriam domá-la sem asfalto e, enquanto o mundo acontecia, o que ensinou a lição entrou sozinho num poço profundo. Não quero aqui desmerecer a turma ribeirinha, menos ainda os mexicanos que chegaram à essa final saberá lá a gripe do porco como. Que a caneta antidemocrática e a inscrição de jogadores talentosos em instâncias decisivas foram fundamentais, não tenho dúvidas, mas o título já era pedra cantada, pão comido, página virada. Meu amigo Koch, um dos poucos colorados, sabe que não minto. Tampouco pretendo explicar outra e outra vez que era mais duro classificar-se como campeão ou vice, que a sorte jogava menos e blábláblás. Nada muda os fatos que seguem.
Agora, desde ontem, somos iguais em tamanho, finalmente eles – vocês – chegaram ao nosso patamar. Parece-me que foi o Grêmio a perder um título, tamanha a audiência colorida que temos, comento.
Deixo aqui as únicas palavras que terão sobre o assunto, lembrando que este espaço é privado e gremista e que isso é inegociável.
Sobre o Imortal, que cada jogo seja uma final. Uma depois da outra até a última. Sem descanso!
Olhar pra dentro, Grêmio. Buscar na memória!
Te amo na boa e na ruim.
Comentários (53)
A maior torcida do Rio Grande do Sul
Publicado em 17/ago/2010 por Charles Hansen.
Tags: ibope, maior torcida
Pesquisa IBOPE 2010. Nenhuma novidade, apenas números aferidos.

Comentários (37)
Não há mal que dure para sempre
Publicado em 16/ago/2010 por Aline Cardias.
Tags: BR 2010, portaluppi, recuperação, vitoria
Alívio. Não encontro, no momento, sentimento que expresse com fidelidade o significado da vitória neste domingo. Pra mim, esta é, de fato, a primeira impressão que fica de Portaluppi no comando técnico do Tricolor. Aos poucos, sinto que começam a dissipar os vestígios de um Grêmio sem rumo, sem prumo. Da herança maldita que, na quinta-feira, ainda latente, nos fez sucumbir a este mesmo Goiás. Time e torcida passam, novamente, a trilhar o mesmo caminho.
Não foi um baita jogo. Mas independente do adversário que fora batido e, considerando todo o momento, me atrevo a dizer que foi uma excelente vitória. Precisávamos dela, custe o que custasse. Time com outro ânimo em campo, a fim de realmente reverter a situação. Resultado que não representa somente os três pontos na tabela e a saída da zona incômoda dos últimos colocados, mas que devolve ao grupo confiança, dá à nova comissão técnica tranquilidade e, à torcida, esperança. Não quero um novo Grêmio, quero apenas o Grêmio, aquele que não cansamos de clamar neste espaço.
Muito há de ser feito, recuperado. Sabemos disto e, ao contrário de outros que preferiam se enganar com discursos pra boi dormir, o Renato também sabe. Acredito na sua presença na casamata, não apenas como ídolo, como um gremista, mas como um técnico que tem se mostrado sabedor do enorme compromisso com o clube e com o torcedor. Lúcido quanto as reais condições e necessidades do Tricolor. Gosto desta postura de não esperar as coisas acontecerem. Sem pestanejar, tem decidido mudar o que julga ser mais coerente. Alterações imediatas, ainda incipientes, mas que já demonstram ao grupo que eles podem contar novamente com um comandante.
Salutar iniciativa de tirar de Victor a responsabilidade da braçadeira de capitão. De entender que a base de um time, no seu mais literal significado, deve ser uma zaga consistente – intransponível, como diz o Fleck. Filosofia esta que já rendeu os 90 minutos, após sei lá quantos jogos, sem levarmos gol.
Despasito nosso Grêmio vai incorporando o jeito do Portaluppi que, assim esperamos, seja o retrato mais fiél do Grêmio que sempre desejamos.
Dale!
Comentários (25)
A tarefa de Portaluppi será mais árdua do que qualquer um poderia sequer imaginar. O deserto cultivado por quem ali esteve antes dele é vigoroso. Lamento muito o primeiro jogo em Goiânia, ganhado, ter sido abandonado antes do apito final. O Grêmio decidiu que, afinal de contas, precisaria terminar o jogo com um gol em contra pra júbilo de todos os porcos que chafurdam na lama.
O antes intransponível Olímpico Monumental – o Velho Casarão – pouco a pouco começou a ensinar que, sozinho, não poderá.
Lí que o Leo não se adaptou no Palmeiras, até agora não entendí o que ele foi fazer lá, tragam-no de volta. Víctor, Mário Fernandes, Leo, um castelhano 3 e Neuton. Um castelhano 5, Adílson, Souza, Douglas e The Jonas Borges. Não me venham dizer, novamente, que falta elenco. Não falta. Elenco falta pro Goiás. Para o Grêmio falta liderança, banditismo experiente, experiência matrera, controle de vestiário.
Ficamos de fora de uma copa que sequer sabíamos como disputar, e nesse tocante, jogador nenhum tem culpa de nada. O Silas já é caixão fechado, enterrado está. O homem do futebol foi trocado. Nos resta esperar os próximos jogos que serão, verdadeiramente, os primeiros do técnico Portaluppi.
Comentários sobre a anulação criminosa do gol do Grêmio? O Grêmio de verdade teria terminado o jogo com 7 em campo, surrado o cabo da bandeira no esfíncter do juíz e sorrido pra mãe do mesmo com sangue entre as orelhas. Ninguém na casa-mata tinha sequer um radinho de pilhas velho no ouvido pra confirmar que o bandeira correu pro meio, que o gol foi legal e que o Goiás teve mais manha do que o outrora catimbero Grêmio? Sério mesmo que seremos roubados dentro de casa sem que ninguém sofra, fisicamente, por isso? Indignar-se na hora certa é uma arte que soubemos, alguma vez, dominar. Que voltemos a ter memória.
Força Portaluppi!
Comentários (44)
Renato, O PORTALUPPI.
Publicado em 12/ago/2010 por Charles Hansen.
Tags: renato portaluppi, retorno, saint portaluppi's day, tecnico

Valorizar seus ídolos, sua história e sua gente, isso é GREMISMO. Cremos e pregamos isso. Hoje, mais uma prova disso, não fomos receber no Salgado Filho um time campeão, muito mais que isso, fomos acolher um homem. O maior de todos os ídolos da história deste clube. Renato Portaluppi, o santo e homem gol. Bem vindo Renato, sinta-se em casa, tua nação te recebe de braços abertos e está contigo na boa e na ruim.










