Time que vence com Renan no arco merece ser campeão.
Publicado em 15/mai/2011 por Leonardo Fleck.
Time que vence com Renan no arco merece ser campeão. Sem ironia.
O partida foi mais uma fotografia perfeita do Grêmio dos últimos 10 anos, instituição que desaprendeu a jogar com o regulamento embaixo do braço e isso, gremistas e colorados que nos seguem, explica o MUNDO de hoje.
Quando li ontem à noite o que saiu da boca de um jogador do meu time, principalmente um dos que mais aposto, temi pelo que todos confirmamos hoje.
Reitero o pedido feito nesse texto anterior.
Parabéns aos amargos.
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Bonecas chiliquentas vs torcida de verdade.
Publicado em 13/mai/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: gauchão, humildade, orgulho, seriedade
O Olímpico Monumental lotará sem a necessidade de esforço extra. Casa cheia para empurrar o time a mais um título de Gauchão, o primeiro de Renato Portaluppi em sua volta ao lar.
Respeitar sempre o adversário mantendo os pés no chão, demonstrar a seriedade, o orgulho ferido e a humildade que demonstramos na última partida – dentro de campo – é o que o Grêmio, nós, precisamos fazer. E isso sim requer um monumental esforço. O Grêmio sabe que, somando todos os elementos citados à enorme vantagem CONQUISTADA na partida anterior terá garantido, também, a permanência do título em casa.
Do outro lado estarão os amargos. E eles podem bradar nas TVs, jornais e rádios os impropérios mais vis, mais desmedidos do menor dos seus torcedores, dessa vez também dirigente, que conseguirem bradar. Podem bradar até através de seus avatares jornalistas. Eles podem tentar condicionar, interferir, manipular a SEMPRE suscetível imprensa e a SEMPRE parcial arbitragem gaúcha. Eles sempre tentam. Eles até contarão em campo com o assistente que tripudiou a grave lesão de um dos nossos atletas. Agumas coisas fazem parte do jogo. Mas o que não faz parte dele precisa acabar. Essa cultura da bobagem a soldo que essa gente alimenta e que a essa gente interessa manter precisa acabar. Que se virem com seu remendão de aluguel, com seus curto-circuito e bate cabeças, com suas disputas de vaidade, com suas práticas rasteiras de exercer a rivalidade, com suas bonecas chiliquentas dentro e fora do campo. Que a imprensa, então, ocupe-se disso. Que seja, afinal de contas, imprensa.
Precisa acabar e é com o que eles não têm, nem jamais terão, que começaremos a sepultar com pás de cal e terra. Alma, força de empurre que nasce dentro de cada um, corre elétrica pelo corpo e descarrega em grito pela garganta nas arquibancadas sem a necessidade de saber se no vizinho fizeram também. Do lado de cá não há espelhismos, não há mamonas, não há necessidade de se inventar uma torcida pra rivalizar, fabricar pra só depois responder. O que nos diferencia é o peso histórico de existir pela camiseta, brote espontâneo legitimado pelo ineditismo e confirmado pela imitação que se seguiu. “Olha a festa…”.
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Mérito vs calendário.
Publicado em 12/mai/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: calendário, europa, merito
O Real Madrid faz festa em Madrid, pois levantou em um jogo duríssimo, contra o Barça, a Copa do Rei. A Internazionale faz festa, pois classificou-se a final da Copa da Itália. O Ceará e o Coxa estão em chamas na Copa do Brasil. Parece réplica de notícias com mudança geográfica, mas não é. Os brasileiros dessa turma merecem e muito a felicidade que sentem agora, mas seria ainda mais estrondosa, digamos, caso Grêmio, Inter, Cruzeiro, Corínthians e Santos tivessem também ficado, na bola, pelo caminho.
As equipes brasileiras que se classificam a Libertadores da América são punidas duplamente com a não participação na Copa do Brasil e com a não participação na Sul-americana. Cortesia da CBF, claro. Há algum tempo questiono a participação no Gauchão, torneio talhado ao amadorismo, à lesão de atletas e ao deterioro do calendário útil dos clubes grandes. Entretanto, não acredito que seja necessário eliminá-lo, mas repensá-lo para beneficiar a todos. Pensemos juntos.
Que mal haveria se a disputa fosse com sua reta final dividida em dois triangulares cada um deles encabeçados pela dupla Grenal? Como? Com a seguinte formatação. Mantem-se a forma de disputa adotada nos últimos anos com dois grupos em turno e returno – porém sem a dupla. Classificam-se campeão e vice de cada grupo para a disputa do triangular. Suponhamos que campeão e vice do grupo 1 sejam Novo Hamburgo e Juventude. E do grupo 2, São Jose e Cruzeiro, respectivamente. Campeão do grupo 1 e vice do grupo 2 enfrentam (definição por sorteio uma vez finalizada a fase classificatória) ao Grêmio, e o campeão do grupo 2 e vice do grupo 1 (definição por sorteio uma vez finalizada a fase classificatória) ao Inter. A dupla joga fora de casa seus dois confrontos no triangular, os campeões do grupo 1 e 2 jogam de local aos seus, e os dois vices enfrentam em seus domínios a dupla e saem a visitar os campeões. Os vencedores de cada triangular se enfrentam em final de ida e volta. Decidirá de local quem somou mais pontos na classificação geral no triangular (mesmo esquema adotado na Libertadores). Em todos os casos o primeiro colocado é premiado pelo mérito de ter sido primeiro. Desta forma o Gauchão da dupla terá de dois a quatro jogos, sobrando tempo para a eventual Libertadores e tempo de sobra para a Copa do Brasil. Sem falar do benéfico período de férias e pré-temporada que atletas e clubes terão.
Quanto a Sul-americana, disputá-la deixaria de ser prêmio consolação para os que fracassarem em classificar a grande Copa. Que o premio ao mérito seja aos quatro melhores classificados no Campeonato Brasileiro, e que estes ocupem seu segundo semestre também com uma competição internacional. Na Europa há sentido em dividir pela ordem de classificação os participantes nas duas principais competições daquele continente, por uma simples e obvia razão, são disputadas AO MESMO TEMPO, algo naturalmente interpretável sem a necessidade de desenhos, correto? Apenas para ilustrar, na Argentina quem classifica-se a Libertadores, classificou-se a Sul-americana. Não há consolo internacional e não há prêmio ao mérito de chegar em quinto. Sem falar que hoje os clubes brasileiros que jogam a Sul-americana também jogam a Copa do Brasil, é premiar demais a incompetência, ao quase.
Outra opção, essa sim, simplíssima, que a CBF passe a Copa do Brasil para o segundo semestre, premiando duplamente o mérito dos do G4. Quem ficou pra trás que dispute a Copa do Brasil, ora bolas. Ninguém se esforça para classificar para a Sul-americana, sejamos honestos, a briga que dá pontos no Ibope é a que leva ao título ou a degola.
Na Europa, modelo de todas as coisas, os clubes disputam ao mesmo tempo as Ligas (campeonato nacional) as copas nacionais, e as competições internacionais. Sem exceção, Madrid, Barcelona, Milan, Inter, Chelsea, Manchester, Arsenal… Jogam, jogam e… jogam.
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VITÓRIA MAIÚSCULA!
Publicado em 09/mai/2011 por Charles Hansen.
Tags: 2011, Aterro, Campeonato Gaucho, chiqueiro, finais, grenal, Leandro, viçosa, vitoria

Dominante e imponente. Amargura vermelha pelo corrupio na bola tomado em seus domínios. O Grêmio que vence, e desta vez convence, faz do regional a copa que lhe restou. Portaluppi postou o time a sua feição, dois volantes e dois meias de criação, apostou naqueles que estão afim de jogo. Apostou naqueles que estão afim de Grêmio. Correu todos os riscos, surpreendeu, mereceu. Vitória maiúscula de um time quer a taça, mesmo que essa não tenha tanto valor, mas por ser em cima do rival se faz obrigação.
De tudo que se viu, louvo veemente esse espírito de jogar sério, focado e compromissado com a vitória. Esse Grêmio do clássico me remeteu ao Grêmio do final de 2010, o do Renato. Não falo de qualidade, porque sabemos que carecemos delas, mas trato da postura que jamais possa ser abdicada por quem veste as três cores.
Hoje, meus caros, o Grêmio foi Grêmio. Bicuda na defesa, balão pra afastar, marcação constante e uma verticalidade que a tempos não via nesse time. Pelas laterais, como os velhos ponteiros, e por um centroavante tosco e brigador, o Grêmio construiu uma baita vitória. Escore altamente atrativo para o contexto da decisão.
Reverências ao maestro Douglas, ESCUDERO, ao capitão Rochemback, (sic) Grohe, Leandro e Viçosa. Que partidassa!Aos demais, todos acima da media, sem exceção, frente aquilo que podem apresentar. Ao menos hoje, o Grêmio se fez Grêmio.
PS1: Pra @#$%!! o juiz com aquela expulsão do Escudero. Localista!
PS2: Nada muda em termos de reforços e gestão. Combinado?
PS3: Renato Roeu a Roupa do Rei da Rainha de Roma?
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O grupo juntou os cacos e decidiu render. Tenho a grandeza de reconhecer que tiveram vergonha na cara, que sentiram a pressão da eliminação e decidiram dentro de campo (único lugar possível) dar a resposta. Tristeza não havermos podido contar com alguns desses titulares no Chile. Demos um passo fundamental, não só rumo ao título, mas para afastar a má fase. Semana que vem é dever confirmar dentro do Monumental o que foi iniciado no Aterro no dia de hoje: sepultar a crise.
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Quem desconhece esses caminhos sujos de barro.
Publicado em 05/mai/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: libertadores, odone
Quando mais precisávamos de destemor, de coragem, de força, de rebeldia, de entrega, de gremismo, menos tivemos, menor ficamos. Na noite em que os Libertadores da América decidiram fechar a porta a todos, repito, a todos os que falam português, fomos covardes demais para sequer chutar a gol. Um Grêmio com cara de brasileiro, como nunca antes na história, não ficaria impune, não seria exceção. Pagamos, pois merecíamos pagar. Fomos somente mais um deles. Vergonha. Vergonhoso cair tão pequenos e tão entregues. Não existe lição aqui, quem desconhece esses caminhos sujos de barro não te pertence, Libertadores, não te merece, Grêmio.
Dez anos de fila deveriam bastar, mas o gigante continua a se apequenar, continuam a defender a Imortalidade que não levanta copas e esta, senhores, não me serve, nem sequer existe. Continuem a fazer dano ao Grêmio, senhores, e muito em breve perderemos para sempre a memória. Sumam antes que seja tarde demais!
Aos bravos e pobres diabos que hoje fardaram, tratem de dormir. Odone, ou tu faz essa turma suar sangue e levantar o Gaúcho ou pede teu boné, presidente.
E não venham a nivelar-nos por baixo, não ousem alegrarem-se porque a derrota também é alheia. Não aqui.
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Mais do que interpretar, entender.
Publicado em 01/mai/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: 2011, Campeonato Gaucho, grenal
Então se fez final. Criatura elaborada na validação de um gol ilegal. Qual a novidade? Quem duvidava de que a resposta perpétua para “e em caso de dúvida?” será, marque contra o Grêmio? Quem duvidava? Qual a novidade de que o Grêmio jogou um péssimo futebol? Qual o novidade de que as avenidas continuam? Qual a novidade de que o pobre do Gilson não serve? Qual parte de “o contrato do Borges deve ser rescindido” não consegue ser compreendida? Quem compreende e quem não pune o reserva que assume a cobrança de uma falta decisiva tomando a frente do capitão e do melhor jogador do time? Contanto de ajudar, não atrapalhe. Regra geral de sistema.
Determinadas horas do dia indicam que um evento estranho se aproxima, anoitecerá. Determinados ventos trazem o cheiro de terra molhada indicando que a chuva já chegou perto dali. Mais do que interpretar, entender. O Grêmio bateu fundo numa dívida consigo sem parâmetros, sem pressupostos, sem ecos na própria história. É emblemático que nosso maior ídolo seja, paradoxalmente, instrumento de tamanha incompatibilidade entre ser e estar. Somo maiores, estamos menores. É cansativo escrever reiteradamente que não serve de NADA ter a torcida que temos. São favas contadas que o que importa é quem farda. Portaluppi faz o que pode com o que possui. Mas eu não gosto do esquema tático, eu não gosto da estética do “sinto frio”. Gosto sim das defesas sólidas, protegidas, dos meios de campo combativos, dos times compactados, dos ferrolhos defensivos, dos cruzamentos vindos da linha de fundo mais extrema. Principalmente da extrema direita dessa linha. Sempre resultou das nossas muralhas coletivas o surgimento das nossas maiores individualidades, não o contrário.
Perdemos como poderíamos ter ganhado. Eis o fato. Incomodo-me como temos jogado se ganhamos ou se perdemos, eis outro fato. E já não é de hoje. Já vem de antes de Renato. O Santo não tem culpa, eis o terceiro fato. Temos que apontar sempre para a direção, essa e as anteriores. Ali reside a culpa. São dez anos de fila senhores, enquanto vocês, surdos, discutem entre si quem tem a culpa ou quem colherá o fruto. Já não passou da hora de ELIMINAR MOVIMENTOS POLÍTICOS como se partidos políticos fossem e tratar de uma puta vez de pensar na instituição, no bem maior? Chega de conchavos, de amiguismo, de vaidade. De emperrar, de impedir, de mal falar. Não me serve uma boa campanha, não me serve uma boa partida. Serve só o que for título.
E antes que eu esqueça, errou contra o Gremio? Moído deve ser! Chega de cordialidade e de troca de camisas.







