Gremio-uruguaio me basta.
Publicado em 17/jul/2011 por Charles Hansen.
Tags: gremio, origens, uruguai

Brasil do futebol arte sucumbiu. Uruguai do futebol força, do coletivo, da bravura do homem a menos, da simplicidade, eliminou o anfitrião em partida memorável. A Argetina, de admirável escola futebolística, pagou o preço da crise de identidade e do desprendimento às origens. Derrota na frente da sua gente.
Antes que o extremista venha dizer-me que Uruguai é fraco, fraco mesmo é o Paraguai. Combinado?
O futebol GREMISTA é da escola uruguaia, que no seu auge já lembrou a portenha e quando tentou ser brasileiro não foi nada. Não adianta lutar contra as origens. 442. Um ótimo goleiro. Uma zaga compacta comandada por um xerife – Lugano. Volantes que não dão espaço para os expoentes rivais. Bafo na nuca e muito brio. Uma meia cancha habilidosa e pragmática. Um baita jogador – Forlan – e atacantes efetivos (como Suárez).
O Uruguai de ontem me lembrou o Grêmio de 1995. Solidez defensiva. Futebol sem frescura e orientado ao gol. Bola suspensa no miolo da zaga em todas as faltas ofensivas, como bem observou o Fleck. Sem badalação, focado e com objetivo claro. Força. Feio e sujo pra alguns, poético e plástico pra nós. Longe dessa putaria de futebol moderno ou estilo brasiliano.
É isso e ponto final. Pra que mais? Me digam…
O Grêmio precisa voltar a SER GREMIO e desistir de vez querer ser o que os outros são.
O Grêmio precisa fazer o que o Uruguai faz, olhar para dentro de si e resgatar os seus valores e suas origens.
Um Grêmio-uruguaio me bastava.
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Texto do Anderson Kegler para o Gremio Copero.
…………..
Buenas! Contarei uma breve história.
Em algum lugar, em algum tempo…
Existia um clube de futebol com a torcida mais apaixonada que se teve notícia até então. Nesse clube havia um jovem torcedor. Depois de algum tempo morando na mesma cidade do clube que tanto amava, o jovem consegui um emprego e isso permitiu associar-se ao clube. Seus rendimentos permitiram apenas que ele tornasse-se sócio estudante, mas o que lhe alentava o coração era o fato de que em 5 anos seria promovido a Sócio Patrimonial/Proprietário.
Passaram-se os 5 anos, entre muitos jogos épicos e nenhum título, mas seu amor pelo clube jamais arrefeceu. Jamais atrasou sua mensalidade! Ele fez inúmeros amigos, participou da política do clube, visitou terras distantes acompanhando o time… Seus feitos foram muitos e honráveis.
Enfim, chegou o dia da troca do título de estudante para o de Patrimonial/Proprietário. Acordou cedo, era dia de jogo e havia um churrasco marcado. Dirigiu-se ao Estádio, foi ao departamento social e… Trocou o título! Sem problemas de burocracia, que são tão características de seu Clube.
Então o jovem torcedor dirige-se ao churrasco onde encontraria seus amigos. Está radiante com seu novo cartão de sócio. Mas ele não sabia de uma coisa, algo que realmente o deixaria pasmo: Os seus amigos ficaram mais felizes do que ele.
Sim! O jovem chegou ao churrasco e foi congratulado efusivamente por todos. Alguns que estavam mais distantes foram se chegando para dar parabéns ao nosso intrépido herói. Alguns mais chegados ficaram realmente emocionados ao ver o cartão onde dizia o nome e a nova titulação. Quanto orgulho sentiram. O fato foi comemorado e brindado o resto do dia. A frase mais comum era: “Um brinde ao mais novo sócio proprietário!”.
Como explicar isso? Como justificar esse contentamento, essa alegria? Não sei. Afinal descobri no ano corrente que todos aquele que ali estavam não eram GREMISTAS VERDADEIROS, segundo os mais altos signatários do clube que tanto veneram. Pertencem a uma corja de grupos com “lideranças identificas” que insistem em criticar o que está errado, insistem em lutar contra egos e estrelismos pueris dentro do clube.
Descobri esse fim de semana e também outro dia desses lendo uma carta do Sr. Excelentíssimo Presidente do Conselho Deliberativo do GRÊMIO que para ser um GREMISTA verdadeiro não basta amar e me dedicar completamente ao GRÊMIO. É, preciso acima de tudo, ser conivente, ser submisso e ser fantoche nas mãos de algumas divas que acreditam que eles são a personificação do GRÊMIO.
Então, vos digo meus amigos: Jamais serei um GREMISTA verdadeiro. Prefiro continuar sendo um VERDADEIRO GREMISTA.
E tenho dito!
Anderson Kegler
Porto Alegre, ano 108.
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Alívio momentâneo.
Publicado em 11/jul/2011 por Charles Hansen.
Tags: douglas, gilberto silva, Julio Camargo, marcelo grohe, tcheco, vitoria

Encontro dos camisas 10.
Dentro das quatro linhas alívio momentâneo. Reencontro com a vitória. Pouco importa se para tanto o esforço tenha sido além do necessário. Os três pontos aliviam, ao menos até a próxima partida, o ambiente para o Julio Camargo reconstruir o time sobre sua visão de futebol. Oxalá.
A partida árdua, como não poderia ser diferente, mesmo dono das ações o time esteve sempre no limite tênue entre sair na frente ou atrás do placar. Tanto que ao meu juízo Marcelo Grohe foi o expoente gremista na partida. Preciso em todas as intervenções, algumas delas de extrema dificuldade. Impecável.
E Gilberto Silva? Baita volante, hein? Preciso nos passes, onipresente na marcação e merecedor daquele testaço. Mesmo nos piores momentos do Grêmio, no pior do coletivo, Gilberto Silva conseguiu ser destaque. Indicação de Portaluppi está se justificando. Correto?
Como diz o meu velho, há muita água ainda pra passar de debaixo da ponte. Vencer o Coritiba não devolve certeza de nada. Mas sair do Monumental com uma vitória é alento, ao menos pra mim, pras noites mal dormidas e semanas gélidas neste inverno gaúcho.
Vamos Grêmio, precisamos recuperar o tempo perdido.
…
PS: Odone merece um capítulo a parte.
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Com a máxima franqueza.
Publicado em 07/jul/2011 por Charles Hansen.
Tags: 2011, 2012, arena, coletivo, Julio Camargo, odone
Sejamos francos e desprovidos de demagogias. Ninguém em sã consciência poderia esperar progressos drásticos da equipe logo na estréia do novo treinador. Mesmo se tratando de futebol, esporte onde o imponderável tem vez, ou do gremismo mais intenso que muitas vezes nos cega, aqueles que entram em campo estão longe de formar uma equipe de verdade. Quando a qualidade é aquém da esperada (e até requerida) nos abraçamos no coletivo para transpor dificuldades. Quem não tem coletivo, como nosso caso, está fadado aos revezes. Cabe ao Julio Camargo dar aquilo que até agora não temos: cara de time.
O Grêmio paga caro pelos enganos e armadilhas que o primeiro semestre reservou. Apesar de algumas putas velhas, como Odone, o Grêmio acorda tardiamente para a realidade, que dura, compromete mais uma temporada. Enquanto tentam corrigir os enganos para que 2012 seja mais digno da grandeza deste clube, resta a nos torcedores cumprir com o papel de gremistas na boa e na ruim.
Desabafo. Desta gestão espero ao menos que ergam a Arena com a devida qualidade. Apressar a obra para entrar pra história pode ser um erro irreparável. Caro Odone e Antonini, se na cancha o Grêmio não o entrega o que merecemos, que façam isso em forma de patrimônio. Obrigado.
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O GREMIO COPERO canonizou Portaluppi em VIDA!
Entregou a camisa santa ao maior de todos os ídolos gremistas.
Renato é máxima personificação do gremismo.
Autentico e compromissado com a grandeza deste Gremio.
NOSSO ETERNO MUITO OBRIGADO!
COM DOIS GOLAÇOS DE PORTALUPPI
GREMIO PRA SEMPRE CAMPEÃO MUNDIAL
…..
Deixe sua mensagem para Portaluppi. O teu muito obrigado!
Sortearemos para os participantes uma camiseta do Saint Portaluppi’s Day!
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Derrota de derrubar direção
Publicado em 30/jun/2011 por Charles Hansen.
Tags: 2011, antonio vicente martins, campeonato brasileiro, derrota, direcao, odene, portaluppi

Te dou reforços e um jogo para mudar o todo. Transferindo o instraferível
Tu podes alegar que foi empate. O resultado é sabido, mas do que importa. Contra o último colocado em casa nada além da vitória era aceitável. A derrota que me refiro está além das quatro linhas, além da casamata, está nos gabinetes e corredores do Monumental. A lamentar a forma como a gélida noite se desenvolveu, pelo silêncio sepulcral pré-coletiva quebrado por um conjunto de idéias em rota de colisão que denotam uma crise de dimensão presidencial.
Momento de aguardar pelas mudanças “de cabeça fria” prometidas por Odone – o mandatário-populista – para que possamos ver o desfecho desse primeiro quarto de mandato. De concreto até agora somente o cimento que levanta a Arena, enquanto o futebol que movimenta a razão de ser respira de forma coadjuvante nesta gestão. É possível levar os dois projetos juntos até porque nenhum é excludente do outro. Enquanto a Arena vai bem obrigado (e comemoramos, sério!), do outro lado aguardo empenho presidencial de mesma dimensão no futebol. Teríamos um Grêmio grande!
Há mais coisas no Olímpico que a nossa capacidade de assimilação.
Muitas perguntas, poucas repostas. Quem vive os bastidores sabem e não revelam.
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O Renato, por cabeça dura e adepto do bruxismo, têm sim culpa na deplorável situação que atravessamos, mas de forma alguma deve ser ele a ser pregado na cruz. De confirmarem sua saída, assinam, em decorrência dela, uma sentença tão pesada quanto a sua história no clube. As peças de reposição são ruins, e os titulares que chegam ou retornam recém o fazem.
O Odone esperou demais, aceitou demais, cobrou de menos e cobrou errado – fazendo público o que era interno – e agora, decido está a amputar. Terá a maioria da torcida que pensa contra si, saiba, a hora não é agora.






