A frente do computador com uma lauda em branco para falar de Grêmio. Nada em mente, nada inspira. Preocupante. Conversando com outros gremistas ao longo da semana e mesmo depois da partida de ontem, o sentimento é observação.
O Grêmio do ultimo período é um Grêmio blasé. Representado por dirigentes que cheios de si e por um time de futebol apático que não representa os valores desta nação. E desta forma, sob a postura de quem observa mais um recomeço (ou continuidade como tem sido) transfiro para esse mesmo horário daqui 7 dias o compromisso de emitir opinião sobre o GREMIO de ROTH+PELAIPE+ODONE. Até porque a gestão do Mandatário começou agora.
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Nove meses.
Publicado em 04/ago/2011 por Charles Hansen.
Tags: antonini, celso roth, paulo odone, pelaipe

Esse foi o tempo necessário para que as mudanças fossem concluídas. Odone conduziu com a maestria para chegar hoje, com o advento Celso Roth, nos nomes que desde sempre quis ao seu lado. Antonini na Arena, Pelaipe no Futebol e Roth na casamata. Resta alguma dúvida a respeito disso?
Odone chegou tendo que bancar pelo clamor da torcida o inquestionável Portaluppi. Memorável campanha e Libertadores da América. Como político, mesmo contra gosto, não iria contra esse fato. Seria impopular. Assim como foi quando deu as caras no minuto final dando um basta na contratação falida de R10.
Com o passar dos tempos, escorado por uma equipe questionável, eliminou Portaluppi mesmo contra gosto de Antônio Vicente Martins. No seu lugar Julinho Camargo, que sem estofo para o momento, sucumbiu no dia hoje sem antes ter levado, após críticas públicas, através do fiel Antonini, o vice de futebol.
Assumiu Pelaipe, assume Celso Roth. Assumiu a turma do Odone.
E nesse jogo politico e de vaidades quem sai perdendo é o Grêmio.
PS: Fala aqui quem votou em Odone.
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Stuart Braithwaite anuncia volta ao Mogwai.
Publicado em 04/ago/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: black francis, brathwaite, mogwai, roth
Ou, Black Francis reativará os Pixies, decida tu.
Em noite inspirada, Grêmio heróico oferece duplo empate em troca da manutenção do técnico… adversário.
Em noite fria, gremistas estúpidos decidem apanhar da Brigada Militar após protesto – a culpa é sempre nossa, saibam.
Precisamente, tivemos como testemunhas:
Público Pagante: 9.022 – Público Não Pagante: 1.703 – Público Total: 10.725
Aparentemente, a auto-proclamada, torcida que mais apóia abandonou o time em campo. Fato.
Sábado próximo, após derrota contra o Palmeiras de Felipão, veremos às cenas repetidas dos mesmos capítulos de ultimamente.
Bom, não será necessário esperar o sábado chegar, volta Roth, terminou-se a aposta. Cenas de um velho capítulo, reitero. O Julinho não tem culpa de nada, ele é o que sempre foi, se o Grêmio o quis trazer sabia o que buscava e o que encontraria. Mais uma lição dos dias: aposta em técnico deve vir acompanhada de pré temporada.
O Roth já dará cara de time aos 11 titulares no próximo jogo, o talento é inegável para perder campeonatos, mas também para ajustar em tempo curto times desnorteados.
Se é o que temos, torço por TODOS eles sem sequer considerar abdicar do quadro social do Imortal. Na próxima eleiçao o sócio, e somente ele, poderá fazer algo.
“Where is my mind”?
@fleckleonardo
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Em nome do Grêmio
Publicado em 02/ago/2011 por Aline Cardias.
Tags: BloGrêmio, manifesto, pelo bem do grêmio
O BloGrêmio vem expressar sua profunda preocupação com o atual momento vivido pelo Grêmio, tanto dentro de campo quanto fora das quatro linhas. Ele exige muita cautela e ponderação nas ações de todos os gremistas que tenham verdadeiro amor pelo Clube e pelo menos um pouco de boa fé.
Acreditamos que o grupo atual de jogadores tem qualidade suficiente para obter desempenho que nos coloque longe das últimas posições da tabela. Porém, o desenrolar de uma crise nos bastidores e que se tornou pública, pode ter consequências gravíssimas. Cabe a cada um dos envolvidos parcelas de responsabilidade que, mais do que não serem esquecidas, precisam ser assumidas para enfrentar e resolver a crise com rapidez, para o bem do Grêmio.
A direção do clube deve fazer uma profunda reflexão sobre as causas que levaram o time e também o clube à situação atual. A autocrítica e a mea máxima culpa é um exercício saudável para encaminhar soluções adequadas. Já se perdeu muito tempo e energia com discussões infrutíferas e brigas de facções, que afastam o torcedor do Olímpico e prejudicam o desempenho do time em campo. É função primordial da Direção pensar no Grêmio e neutralizar projetos pessoais que causam danos ao clube.
A oposição também precisa ter senso do momento e entender que nenhum gremista poderá sentir-se vencedor, com o clube enfraquecido. O momento impõe que ninguém se arvore salvador da pátria e tumultue ainda mais o ambiente, visando tão-somente colher dividendos políticos.
Ao Conselho Deliberativo cabe estar atento e vigilante aos assuntos do clube. Todos os Conselheiros têm obrigação de conhecer os problemas do Grêmio e auxiliar na busca de soluções. Chega de picuinhas, chega de vazamentos de assuntos internos para a imprensa.
Por fim, o torcedor, o ente que sente mais direta e intensamente o desgosto dos resultados de campo, este tem o direito de protestar. Porém, durante os jogos, precisa estar ao lado do time, apoiando, emprestando garra aos jogadores e voltando a ser protagonista em jogos no Olímpico.
Nós, torcedores integrantes do BloGrêmio, daremos a nossa contribuição conclamando a torcida para apoiar o time mais do que nunca nesta hora delicada. Esta quarta-feira é o dia para voltarmos a fazer do Olímpico uma cidadela invencível. Mas estaremos vigilantes sobre a atuação da Direção, do Conselho e dos movimentos políticos que gravitam em torno do nosso Grêmio. Manteremos uma posição crítica e os sócios informados sobre ações oportunistas e de promoção pessoal.
Já há muito tempo a situação tornou-se insuportável. Já passou da hora dos gremistas abraçarem o Clube. Basta de politicagem! Basta de brigas de beleza! Basta! Pelo bem do Grêmio!
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Este é um manifesto conjunto dos participantes do BloGrêmio.
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Na cultura onde o problema está sempre no outro e eximir-se é via de regra, naturalmente, foi falta no Víctor. Assim como a herança foi maldida, estar classificado para a Libertadores foi nefasto e ter 99% da torcida em lua-de-mel com o clube, time e comissão técnica foi algo nauseante, abominável, desprezível. Lide-se com tudo isso e tente dormir, quero ver pra crer.
Julinho não foi uma má aposta, vamos todos esperar saltitantes até que triunfe. Sentados. Ao menos avariaram o comando no aterro, dirão alguns, mas vibrar com isso é tão pequeno quanto o espírito do quem assim pensa.
O Grêmio pode levantar-se e mostrar a força que já soube ter? Pode, esse grupo está longe de ser ruim, o problema é os fazer entender que jogar bem também pode ser chutar pro mato, fazer o simples, rolar pro companheiro livre na hora de concluir… aceitaremos tudo o que vier acompanhado de vitória.
Pelo que leio e pelo que sei, o buraco é muito embaixo. Ingênuo pergunto, vale a pena
colocar-se acima do clube acreditando assim que ao clube favorece? Não se deram conta,
sem desenhos, sozinhos, de que a resposta é, e será sempre, o rotundo não?
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Não basta a cor do uniforme.
Publicado em 25/jul/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: celeste, felipão, maestro tabaréz, uruguay
Inegavelmente o Grêmio é um clube gaúcho, situado naquele pedaço de terra que determina que os nascidos ali assim possam ser chamados. Para alguns, ser gaúcho é algo “bom”, algo “positivo”. Para alguns.
Mas, o que isso significa, exatamente, para um clube de futebol? Um grande e rotundo, nada! Oras.
Nos acostumamos, como cães adestrados, a responder comandos. “O futebol do RS se parece ao platino”. Patas levantadas. “O futebol do RS é embarrado pela mesma chuva e embalado pelo mesmo frio”. Senta! “A garra está por encima da técnica”. Deita e rola!!! Os clichês encerram verdades, mas é necessário ir aos fatos para entendê-los.
O Santos de Neymar foi campeão da Libertadores ganhando-lhe ao Campeón del Siglo, Peñarol. Prova geral de sistema, fracasso de qualquer teoria cisplatina. Preciso repetir?
O que significa isso, que pretendo acabar com toda reivindicação gremista de que a similitude com os charruas é menos celeste do queremos acreditar? Lógico que não, já que o 12 de outubro é logo ali, apenas desejo informá-los de que foco e vontade independem do local de nascimento. Certo, Dinho?
Lições coperas deixadas grátis pelo “gremista” Uruguai. Darko, not Cunningham, por favor.
. Toda bola parada pode ser mortal. O batedor que se prepare com atenção e cuidado de cirurgião. Os jogadores que se posicionem conforme ordens e jogadas, exaustivamente, ensaiadas.
. Reconheça suas limitações e explore suas virtudes.
. Todos, sem exceção, marcam.
. Humildade é a regra.
. Um grupo unido faz a individualidade brilhar em benefício comum, valendo a pena ou, se preferirem, não sendo à toa.
Jogasse o Peñarol, com seus próprios jogadores, ao estilo do Santos, teriam eles chegado tão longe? Lógico que não, pareceriam ao Grêmio dos últimos anos. Desmemoriado, comum…
Se, à aplicação tática, somarmos entrega desmedida e talento individual, teremos ao Uruguai. Se, à aplicação tática, somarmos talento individual, teremos ao Santos. E, se à aplicação tática, somarmos entrega desmedida, teremos ao Peñarol. Resumindo, se nos falta talento, compensemos com entrega desmedida. Na falta desta, que nos sobre talento. E, se somarmos a ambos, teremos um campeão ou, ao menos, um derrotado aplaudido de pé e celebrado com o hino. Aplicação tática é o denominador comum, e é o mínimo, mas que não basta para ir além.
O que entendo por entrega desmedida? Que Luis Suáres e Diego Forlán, melhor jogador da Copa América e melhor jogador do Mundial e goleador deste, respectivamente, marquem como zagueiros desde o ataque. Por exemplo.
Não basta a cor do uniforme.
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Na mesma
Publicado em 21/jul/2011 por Aline Cardias.
Tags: brasileirão, empate, gremio, marcelo grohe
Buenas,
Obviamente não usarei este espaço para desancar o pau na atuação do Grêmio nesta quarta. Corneta nunca foi nem será o propósito pelo qual viemos aqui dar nossos pitacos. Mas também não esperem de mim omissão com relação ao que me desagrada, como foi a partida ante o Figuera.
Não assisti todos os jogos do Tricolor no Brasileirão, mas confesso que daqueles que pude ver, não senti, ainda – mesmo com as mudanças de comando e de acréscimo dos reforços – uma melhora que me tranquilize. Na onda do Grêmio-Uruguaio apregoado pelo Charles no post abaixo, me deu um desânimo ver que ainda estamos longe de chegarmos – ou retornarmos – a um status que por muito tempo foi nossa característica.
Uma coisa é jogar fechadinho e saindo no conta-golpe. Outra é, contra o Figueirense, ficar “inzoneando” sem saber o que fazer com a bola. Muitas vezes vi o Grêmio assim ontem. Lentidão na saída, recorrência no excesso de passos errados, a quase inexistência de chutes a gol…jogadas de linha de fundo, cruzamentos, nem pensar.
Ainda com o “um ponto ganho” e nenhum gol levado, não gostei do resultado. A justificativa do Figueirense se destacar quando joga em casa não me serve. Achei este um time limitado do qual poderíamos sim ter vencido. Perdemos boa oportunidade de começar a virar o jogo no campeonato. Nossa equipe é boa -com jogadores que podem e devem fazer a diferença -, mas que precisa se achar e voltar a querer jogar pra valer. Trabalho a mais para Julinho.
A saudar novamente mais uma atuação do Grohe que o credencia a ser goleiro do Grêmio. Por muito tempo desacreditei do potencial do guri. Mas ele tem aproveitado muito bem a oportunidade. Mostra maturidade e notório crescimento técnico. Destaque pra qualidade dos nossos goleiros, mas também pro excelente trabalho do preparador Chiquinho.






