Arquivo para 'Copero e libertador'
Danrlei, querido!
Publicado em 10/dez/2009 por Aline Cardias.
Tags: danrlei, imortal goleiro

Falar da ligação quase sanguínea do Danrlei com o Grêmio é praticamente cometer uma redundância. São histórias que se confundem. Nosso inesquecível camisa 1 não marcou somente a geração de um time vitorioso. Danrlei conseguiu, como poucos, conquistar o carinho e a idolatria de uma torcida apaixonada que a ele só tem a agradecer.
“Obrigado por tudo, Danrlei”. Esta foi a frase que mais ouvi ontem, durante a sessão de autógrafos que marcou o lançamento do livro do goleiro – Danrlei: uma lenda gremista. Na espera de duas horas, observei, naqueles dezenas de torcedores que aguardavam por uma foto, um abraço, um contato, que ele não alcançou a condição de ídolo por acaso. Emocionante a reciprocidade de carinho. Danrlei atendeu a cada um com a mesma determinação que defendeu o gol gremista por uma década.
Por tudo que tenho acompanhando da divulgação do jogo de despedida, não tenho dúvida que este reserva não somente ao Danrlei, mas a todos que acompanharam a trajetória do goleiro e que no sábado poderão reviver momentos inesquecíveis, emoções certamente indefiníveis. Será, sem dúvida, o grande evento comemorativo aqui pelas bandas nos últimos tempos. Nenhuma apresentação centenária com baianos, pagodeiros e afins será comparada à emoção de rever um dos maiores times da história do Grêmio, e de homenagear um estupendo goleiro, mas, acima de tudo, um baita gremista.

Agradeço ao Danrlei que, após três horas recebendo torcedores, concedeu ao Grêmio Copero alguns minutos para um bate-papo breve, mas que valeu algumas palavras que apresentamos aqui.
Foi uma honra ao Grêmio Copero conversar com um dos mais copeiros jogadores da história do Grêmio.
Grêmio Copero– Sobre o jogo de sábado, o que te motivou a fazer, aqui no Olímpico, depois de seis anos de sua saída do Grêmio, esta despedida como jogador?
Danrlei – Bom, o que mais me motivou foi a possibilidade de dar a este nosso torcedor que sempre esteve com a gente, que sempre nos apoiou, um presente de todos poderem rever novamente, acredito que o maior time da história do Grêmio, o time mais vencedor da história do Grêmio, e ainda trazer outros amigos meus, outros atletas que também fizeram a história deste clube, atletas que fizeram história no Brasil e que bom que estou conseguindo fazer isso e espero que o torcedor venha e goste bastante desta festa.
Grêmio Copero– A sensação de passar pelo túnel mais uma vez, reviver tantos momentos, pisar novamente o gramado do Olímpico com a camiseta do Grêmio, como tu imaginas o coração na hora?
Danrlei – Ah, é difícil saber. Óbvio que o coração vai bater muito mais forte, né. Mas eu acho que o melhor de tudo é saber que estarei entrando em um lugar que as pessoas gostam de mim, num lugar onde eu sou querido e num lugar que eu sei que fiz tudo que eu pude pra fazer o melhor pra este clube.
GC – Esta tua identificação com o torcedor Danrlei, muito mais em função dos inúmeros títulos que conquistastes, tem a ver também com a forma em que tu sempre defendestes o Tricolor?
Danrlei – Pode ser. Eu acho que sempre fiz isso por ser gremista, né. Pelo meu coração estar sempre ligado ao Grêmio, desde que eu nasci. Então eu acho que não fiz nada demais, eu fiz o que qualquer gremista faria. Na minha cabeça eu apenas fiz a mesma coisa que os gremistas de verdade fariam.
GC – E o jogo que mais te marcou nestes 10 anos de Grêmio?
Danrlei – O que mais marcou não tem como ser diferente foi a final do Mundial tanto pelos dois lados: pela felicidade de estar jogando e pela tristeza de não ter vencido. Por isso foi um jogo que marcou bastante na minha vida.
GC – Acredito que pra ti o Grenal sempre foi um jogo especial por que sempre fostes destaque em praticamente todos os clássicos que disputastes. Mas de tantos, qual foi o Grenal inesquecível?
Danrlei – Eu acho que o mais marcante pra mim realmente foi o último, por ter sido o último e por ter sido o meu melhor Grenal. O Grenal que eu joguei e parecia que eu já sabia que seria meu último clássico. Eu sempre fui tão feliz, sempre fui tão bem, sempre ajudei tanto o Grêmio nos Grenais que aquele só podia ser o último, porque realmente foi o Grenal que pra mim foi um jogo perfeito.
*este Grenal foi realizado no estádio Olímpico pelo Brasileirão de 2003. O clássico terminou com empate em zero a zero.
GC – Os ídolos da torcida são jogadores que sempre brigaram muito pelo Grêmio, sempre demonstraram amor ao clube. Tu é um grande exemplo disso. A torcida gremista sempre te idolatrou, mas em 2002 a Geral do Grêmio começou a fazer uma espécie de campanha forte com relação ao teu nome, com cantos voltados a ti e que hoje toma conta do estádio. Qual a sensação quando a torcida canta pra ti?
Danrlei – Bom, pra mim é emocionante, eu me sinto realmente muito feliz, satisfeito. Pra mim vale mais que um título. Toda vez que essa torcida vem e grita meu nome eu me sinto como se estivesse ganhando outro título novo. Minha relação com a torcida é muito especial, é a minha torcida, a torcida do clube que eu amo.
GC – Tu está te preprando para seguir a carreira como dirigente de futebol e, posteriormente, tem o desejo de trabalhar no Grêmio. De que maneira a questão da tua paixão pode interferir neste trabalho?
Danrlei – Acedito que no momento em que tu te prepara tu faz as coisas com um pouco mais de, não é frieza, mas tu pensa um pouco mais nas coisas. Acho que tenho condições sim, caso resolva chegar a isso, de fazer um bom trabalho, de ajudar. Mas também tenho outros projetos na minha vida, a questão política que estou querendo entrar também, mas tudo pro ano que vem. Primeiro eu quero pensar no jogo, quero fazer um jogo bonito pra torcida e que seja inesquecível pra todos os gremistas.
GC – Então pra finalizar Danrlei manda um recado pros torcedores que acompanham o Grêmio Copero e pra torcida gremista.
Danrlei – Toda galera Tricolor, vamos lotar o estádio, vamos mostrar pra todos os atletas que estão com saudades desta torcida que a hora que quer a gente lota o Olímpico e vai fazer uma bela festa pra todos nós, um grande abraço a todos.
Comentários (12)
Visões da Arena
Publicado em 16/nov/2009 por Charles Hansen.
Tags: arena
Duas perspectivas interessantes sobre a Arena ou Moedor de Carne para nós do Grêmio Copero. Oficiais ou não, novas ou velhas, a ideia é aguçar o desejo e vislumbrar a imponência do projeto. Como sabemos, o Grêmio não contará mais com o shopping abaixo do estádio. A intenção é isolar o estádio dos demais empreendimentos da OAS. A saída de transformar em estacionamentos penso ser bastante válida e pontencializa a capacidade do mesmo.
Se já não ganham de nós no Olímpico, na Arena, com a torcida em cima do adversário, seremos quase que intransponíveis. Nosso canto atormentará a alma do adversário. O pior dos pesadelos amargos.
Comentários (18)
Goalkeepers – Suli Cabral Machado
Publicado em 10/nov/2009 por Charles Hansen.
Tags: goalkeepers, suli
Suli
O goleiro Suli Cabral Machado, ou apenas “Suli”, nasceu no dia 29 de outubro de 1938, em Pelotas – RS. Surgiu para o futebol atuando pela equipe juvenil do Brasil de Pelotas. Ainda em 1954, com apenas 16 anos de idade, já figurava no time profissional Campeão da cidade, como reserva do goleiro Caruccio. Nascia mais um grande nome do futebol pelotense! Com extrema rapidez, ainda garoto, já conquistava a admiração da torcida Xavante.
Em 1955, mais um título citadino para o rubro-negro da Região Sul e, no ano seguinte, aos 18 anos e na titularidade, Suli seguia com o primeiro clube Campeão Gaúcho para uma longa e gloriosa excursão pelas Américas. Voltou consagrado e foi contratado pelo Aimoré de São Leopoldo. A essa altura da carreira, seu nome já era referido nos bastidores das equipes da capital e, em 1959, com 20 anos de idade, foi contratado pelo Grêmio.
Chegou à Azenha para ser reserva de Germinaro. Com a saída do argentino, Suli venceu Henrique na disputa pela camisa um e assumiu a titularidade em 1960. Integrou, então, a equipe do Grêmio Pentacampeão Gaúcho, que tinha, além dele, Figueiró, Aírton e Ortunho; Elton e Ênio Rodrigues; Marino, Gessy, Juarez, Milton e Vieira.
Em clássicos, estreiou em um Grenal amistoso, realizado em 21 de abril de 1960 e vencido pelo Tricolor por 3 x 0. No Grenal seguinte, realizado no dia 21 de agosto do mesmo ano, o resultado foi ainda melhor: vitória gremista por 5 x 1. Suas boas atuações pela equipe gremista despertaram o interesse de grandes clubes do centro do País. Assim, na temporada seguinte, acabou deixando o Olímpico.
Em 1961, o goleiro Suli foi contratado pelo São Paulo. Assumiu a titularidade do tricolor paulista no ano seguinte e lá permaneceu até 1966, quando foi emprestado ao Botafogo de Ribeirão Preto. No clube do interior bandeirante, Suli permaneceu até 1968. Em 1969, voltou aos pagos e para os braços da torcida Xavante. Atuou pelo Brasil de Pelotas até 1973, quando deixou os gramados e mudou de profissão.
O grande goleiro Suli, teve três filhos e seis netos, é médico veterinário e mora em Rio Grande. Ao ser questionado sobre os animais que trata, salienta não gostar de visitar as granjas da região: “É que nunca gostei de frangos e perus”, brinca o ex-goleiro
…….
Esse texto faz parta da coluna GOALKEEPERS – MURALHAS DA AZENHA de Nelson Ramão.
Comentários (6)
Goalkeepers – Ruben Salvador Germinaro
Publicado em 02/out/2009 por Charles Hansen.
Tags: germinaro, goalkeepers
Coluna do NELSON RAMÃO
“O Argentino Voador”
Quando, no final de 1956, o goleiro Sérgio deixou o Olímpico, a direção gremista tratou de buscar imediatamente um substituto à altura. O escolhido foi o argentino Ruben Salvador Germinaro. A tradicional e conceituada escola argentina de goleiros, por si só, era suficiente “carta de recomendação”. Germinaro começou a carreira jogando no Club Atlético Platense. Transferiu-se, depois, para o tradicional Vélez Sarsfield e, de lá, veio para o Grêmio. O Tricolor da Azenha começou o ano de 1957 defendendo os títulos de Campeão Metropolitano e Campeão Gaúcho. Na meta gremista, Germinaro fazia sua estréia e surpreendia a todos com sua mística “camisa amarela” que, ao lado de ótimas atuações, se tornaria “marca registrada” do grande goleiro. Até então, o fardamento totalmente preto para goleiros era como que um “padrão estabelecido”. Suas defesas, sempre muito seguras, principalmente nas bolas aéreas, logo lhe valeram o apelido de “Argentino Voador”.
Ruben Germinaro defendeu as traves gremistas por três anos: 1957, 58 e 59. Garantiu, com sua habilidade e técnica apurada, a continuidade do bom trabalho de seu antecessor. Levantou os títulos de Bicampeão Metropolitano e Bicampeão Gaúcho em 1957. No ano seguinte, 1958, vieram o Tricampeonato Metropolitano e o Tricampeonato Gaúcho. Ainda em 1958, no dia 25 de setembro, o Grêmio realizou uma partida amistosa no Estádio Olímpico contra o grande Santos de Pelé e Pepe. Na ocasião, a torcida gremista foi brindada com uma grande exibição e uma histórica goleada: vitória tricolor por 4 x 0 e lá estava o “Argentino Voador” para “fechar” a cidadela gremista.
Em 1959, vieram outros três grandes feitos do Grêmio. O primeiro foi a conquista do Tetracampeonato Metropolitano e do Tetracampeonato Estadual, que confirmava a supremacia inquestionável sobre os “amargos”. O Gauchão era o quarto título regional em seqüência de uma série de conquistas que entrou para a história do futebol gaúcho como a dos “Doze Títulos em Treze Anos”. O segundo grande feito foi a memorável goleada sobre o grande Boca Juniors, em pleno Estádio da Bombonera, pelo placar de 4 x 1, com quatro gols do inesquecível Gessy Lima. O terceiro grande feito de 1959 foi o empate em 1 x 1 com a respeitadíssima Seleção do Uruguai em jogo preparatório da mesma para o Campeonato Sul-Americano realizado em Buenos Aires.
Germinaro deixou a Azenha em 1959 e, também, boas lembranças na memória daqueles torcedores que tiveram a felicidade de presenciar suas brilhantes atuações com a camisa do Tricolor gaúcho. Pelo que se pode apurar, depois de passar pelo Grêmio, Germinaro retornou à Argentina e atuou pelo Huracán, onde teria encerrado sua carreira. Apenas para registro, vale lembrarmos quem era o time do Grêmio no final da década de 1950: Germinaro, Orlando, Aírton Pavilhão e Ortunho; Elton e Ênio Rodrigues; Giovanni, Gessy, Rudimar, Milton e Vieira. No comando da equipe, ninguém mais, ninguém menos do que Oswaldo Rolla, o “Foguinho”.
fontes:
Sites dos clubes Vélez Sarsfield e Huracán da Argentina.
Grêmio, Nada Pode Ser Maior – Eduardo Bueno - Ed. Ediouro 2005
Grenal – História – José Ney – Ed. Grafosul 1977
…….
Esse texto faz parta da coluna GOALKEEPERS – MURALHAS DA AZENHA de Nelson Ramão.
Comentários (8)
Abre Aspas – ed.9 – Orando por Lara e Victor
Publicado em 25/set/2009 por Aline Cardias.
Tags: abre aspas, lara o craque imortal, memorial, victor
Aproveitando que o nosso glorioso Eurico Lara foi destaque aqui no Grêmio Copero uns dias atrás, olha que interessante esta declaração da D. Ema Coelho, diretora do Memorial Hermínio Bittencourt, sobre a máscara mortuária do goleiro que fica exposta no museu gremista:
“pra vocês verem a importância desse atleta que quando ele morreu foi feita uma máscara mortuária, depois ele consta no hino e tal (…) tem uma senhora que vem, e eu vi isso, ela reza para o Lara proteger o Victor, talvez por isso o Victor está tendo este destaque”
De arrepiar!











