Arquivo para 'Copero e libertador'

Enfim, uma segunda em paz

Publicado em 26/abr/2010 por .
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O tempo ruim persiste, mas até isso lembra a feliz e grandiosa tarde deste domingo…imagens que até o próximo embate ficarão na cabeça tal qual replay de uma partida que só teve melhores momentos e que marcam a retomada de um Grêmio mais Grêmio, como há tempo vínhamos clamando por aqui.

Que partida do Tricolor!

Permitam-me, dessa vez, “iludir-me” com o resultado e atuação ante a amargura rubra. Eu mereço, tu merece que a volta do nosso Grêmio peleador seja comemorada. E que ocasião mais oportuna…

Torcida e time formaram uma unidade imbatível, digna da inveja alheia. A vitória foi mais que desejada: ela foi construída com alma e coração. Jogamos com a autoridade que nossa história exige, focados desde o primeiro minuto, mas embuídos do espírito copero que pairava no Aterro Fifa mesmo antes da bola rolar.

A reciprocidade veio através de um futebol com cara de Grêmio: de jogadas consistentes, dos balões conscientes e da inconformidade. Foi como se cada jogador encarnasse um mosqueteiro e levasse à risca o “um por todos e todos pelo Grêmio”. Se nossa zaga teve um El Loco “meia-boca”, o Rodrigo tratou de compensar e foi além. Na esquerda o Neuton jogou futebol de gente grande, Edílson, na direita, dançou a mesma música que o time. Nossa meia cancha disposta e afinada, ataque querendo estufar as redes do adversário (e estufando) enquanto o Victor, maestralmente, evitava que do nosso lado isso acontecesse.

Vitória do Grêmio torcida, do Grêmio equipe, do Grêmio comissão técnica.

Estamos todos de parabéns!

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Foto Daniel Marenco – Clicrbs

Hoje, apenas desejando que o Grêmio de ontem seja o Grêmio de sempre.

Dale!

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Grêmio por Vitor Ramil

Publicado em 16/abr/2010 por .
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vitor ramil Grêmio por Vitor Ramil

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Por Leonardo Fleck

Vitor Ramil de Satolep. Antes de nada te conto que, mesmo estando ao sul do sul e tendo erva-mate ao alcance das mãos, quando a saudade das nossas coisas bate recorro muitas vezes às tuas músicas e ali me refugio uns instantes, em silêncio. Obrigado, velho.

Aqui neste espaço definimos que o futebol do Grêmio é rugby para os brasileiros e arte para gremista ver. Isso posto, pergunto:

Fleck – A falta de rigor formal que constatastes na música urbana do Rio Grande do Sul na brilhante “estética do frio” é completamente oposta quando o objeto de análise passa a ser o futebol praticado pelo Grêmio? Em outras palavras e, exemplificando com uma imagem mental, uma noite gelada, um campo encharcado e um volante que desliza horizontalmente sobre ele com os dois pés decididos e projetados para frente, imparáveis, na direção do alvo, seja o alvo, bola, canela ou o que for.
Vitor Ramil – Tá divertida essa tua comparação, parabéns. Mas não posso puxar a estética do frio pro futebol sem levar a coisa na brincadeira, embora a expressão venha sendo usada de maneira bem generalizante, pelos mais variados motivos. Já é um conceito polêmico ainda que restrito ao contexto da música popular, imagina no do futebol. De todo modo, acho que no coração do futebol-arte bate sempre o rigor, a concisão, a clareza… Excetuando a “canela” como alvo, sonho tudo isso para o nosso querido Grêmio.

lo06 Grêmio por Vitor Ramil….

Fleck - Como defines a estética Grêmio de praticar o esporte?
Vitor Ramil – A estética da raça futebolistica. Por mais que mudem os jogadores, que uma formação de uma época seja muito superior a de outra, a raça está sempre lá.

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Fleck - Existe alguma relação especial entre as composições de Vitor Ramil e o seu clube do coração?
Vitor Ramil – Gosto do Grêmio quando seu futebol flui: não gosto de canções na retranca.

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Fleck – Por que o Grêmio, Vitor?
Vitor Ramil - Sei lá, coisa de família. Com exceção de dois irmãos problemáticos, sempre fomos gremistas lá em casa. Acho que minha tia Dadá, gremista fanática, foi nossa inspiradora.

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Aline – Diante de um sentimento quase que explícito da maioria dos gaúchos, de negarmos uma condição de “estado brasileiro”, concordas com o “conceito” de que o Grêmio é o menos brasileiro dos clubes?
Vitor Ramil - Não concordo que os gaúchos neguem sua condição de estado brasileiro. Não é correto dizer isso, a não que haja algum estudo que eu desconheça. Já a imagem do Grêmio como um time “argentino” é bastante forte, sim, no país. Mas o Grêmio é um timão porque é brasileiro.

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Aline – Quando afirmas que o Rio Grande do Sul não está à margem do centro do Brasil, mas sim no centro de uma outra história consegues visualizar o Tricolor neste contexto? Por quê?
Vitor Ramil – Bem, aí acho que as marcas platinas que costumam ser vistas no Grêmio se justificam um pouco, não? Temos um longo histórico de jogadores uruguaios e argentinos qualificando o nosso futebol, assim como temos muitos pais e avós uruguaios ou argentinos entre os torcedores…

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vitor ramil gremio Grêmio por Vitor RamilAline – Qual a sensação de ouvir, na tua voz, o hino imortalizado pelo saudoso Lupicínio? Como foi gravar esta obra para o Cd da Revista Placar, em 96?
Vitor Ramil – Foi uma emoção fazer essa versão, por ser o Grêmio e por ser o Lupi. Acho o nosso hino o mais bonito do país. Acho que fui respeitoso e consegui inseri-lo no contexto atual da canção popular. Pena que o clube nunca use essa versão para nada.

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Aline - O Grêmio traduzido na tua música….
Vitor Ramil - Vem, anda, comigo pelo planeta…!

Charles, Leonardo e Aline, abraço grande pra vocês, e obrigado pela entrevista.

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Canção preferida do Grêmio Copero
Em tempos de saudades, pra quem está desgarrado do pago, fala por si.

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A VOLTA VEM

Publicado em 12/abr/2010 por .

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Coluna de Nelson Ramão

Ontem à noite, logo após o término de Grêmio 1 x 2 Pelotas, tomei a decisão. Vou torcer para que o Pelotas vença a Taça Fábio Koff. Quero o Pelotas na final do Gauchão 2010! O motivo? Vieram-me à lembrança velhas histórias sobre personagens que não conheci pessoalmente e fatos que li nos muitos livros que tratam da gloriosa história gremista. Lá, perdidos nas brumas do tempo, estão fatos que, depois de 80 anos, voltam a se repetir… Então vejamos o que aconteceu nos Campeonatos Gaúchos de 1930, 31 e 32:

A temporada de 1930 começou bem para Lara e para o Grêmio. A conquista do título de Campeão Metropolitano colocou, outra vez, o Tricolor na competição mais importante que era o Campeonato Gaúcho, mas o título veio sem que a competição pudesse ser concluída.

A Revolução de 1930 eclodiu no Rio Grande do Sul quando o Campeonato Metropolitano estava em sua 11ª rodada de um total de 14 rodadas que determinava o carnê da competição. Sem condições de prosseguimento do Campeonato e com o Grêmio muito à frente na tabela, a AMGEA (Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Athleticos) houve por bem proclamá-lo Campeão. No entanto, o conflito não prejudicou apenas o andamento do Campeonato Metropolitano acarretando, também, o atraso no início do Campeonato Gaúcho. Além do mais, o tenente Eurico Lara novamente afastou-se das atividades no Tricolor para desempenhar o seu papel de militar no conflito.

O Campeonato Gaúcho de 1930, além de somente ser concluído em março de 1931, ainda traria surpresas desagradáveis para o time da Baixada. A final entre Grêmio e Pelotas aconteceu em 29 de março de 1931 e o jogo foi no Estádio dos Eucalíptos, a nova casa do rival, inaugurado 14 dias antes. E, ao que os registros indicam, estava tudo “armado” para que o Tricolor não conquistasse o título estadual… O Grêmio encaminhava-se para a vitória com um placar de 2 x 0 sobre o Pelotas, gols de Nenê. De forma surpreendente, o árbitro da partida assinalou dois pênaltis para o Pelotas, em seqüência e que foram convertidos por João Pedro e Marcial, decretando o empate. Depois de algum protesto dos jogadores gremistas, a partida teve prosseguimento e o Grêmio voltou a ter vantagem no marcador através de Foguinho. Faltando apenas 15 minutos para o término da partida, um terceiro pênalti foi assinalado pelo árbitro contra o Grêmio. Foguinho se revoltou, acabou brigando e foi expulso. Em protesto, a equipe gremista retirou-se do campo e o juiz mandou cobrar o pênalti com o gol vazio. Marcial cobrou a penalidade e empatou a partida. Como não houve vencedor, em reunião na noite de 30 de março de 1931 o Pelotas foi declarado Campeão Gaúcho de 1930 e o Grêmio foi multado por ter se retirado de campo. O jogador Foguinho também foi multado devido a confusão armada quando foi assinalado o terceiro pênalti em favor do Pelotas. E assim, de uma forma no mínimo “muito estranha”, o Pelotas conquistou aquele título, em circunstâncias que jamais ficaram bem esclarecidas…

Quando a temporada de 1931 começou, o Grêmio mantinha, praticamente, o mesmo time já há duas temporadas. Equipe e direção firmaram um pacto de forma a não deixar escapar os títulos daquele ano. Assim, o Tricolor chegou ao Bicampeonato Metropolitano e assegurou sua participação em mais uma edição do Campeonato Gaúcho. Eurico Lara, ao lado de Foguinho e Luiz Carvalho, foram os baluartes das conquistas gremistas. Nos dois jogos decisivos, pelo Campeonato Gaúcho, o Tricolor marcou dez gols e sofreu apenas um.

Na partida final, contra Guarany de Alegrete (Fronteira), realizada em 27 de dezembro, o Grêmio venceu por 3 x 0, com gols de Artigas, Laci e Luiz Carvalho. Os outros participantes da competição foram o Riograndense de Santa Maria (Serra) e o Brasil de Pelotas (Sul).

O ano de 1932 começou, para o Tricolor, com o mesmo espírito que encerrou a temporada anterior. O pacto pela vitória foi refeito porque havia algo a ser concretizado e que a temporada de 1931, apesar do amplo sucesso obtido, não havia oportunizado que se concretizasse. Assim, o Grêmio chegou ao Tricampeonato Metropolitano e, com a mesma determinação de vencer, partiu para a disputa do Campeonato Gaúcho onde poderia, finalmente, vingar a final inacabada de 1930, que ainda estava “atravessada na garganta”.

Na partida final do Campeonato Gaúcho de 1932, realizada no dia 25 de dezembro, no mesmo palco da final de 1930, o Tricolor recebeu como “presente de Natal” o Pelotas como adversário. Era tudo que Lara, Luiz Carvalho e Foguinho queriam. E não deixaram por menos! Tocaram uma sonora goleada de 5 x 1 no Pelotas com gols de Foguinho, Artigas (2), Nenê e Lacy. A goleada foi uma vingança à altura, mas tinha que terminar com uma bela briga entre Foguinho e Faeco do Pelotas em que ambos, conseqüentemente, foram expulsos.

A história é algo muito, muito interessante… Cíclica, sempre pode nos colocar na condição de reverter revezes ungidos pela glória de um trabalho bem feito. Se for a vontade dos “deuses do futebol” que, quando menos esperamos nos colocam em provação, desejo, de coração, que seja o Pelotas nosso adversário na final…

Que assim seja!

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Para também fazer história

Publicado em 06/abr/2010 por .
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Desde que veio à tona a suposta negociação do Victor, isso há umas duas, três semanas, e ainda que tenha sido tratada pela direção como especulação, de lá pra cá sinto cada defesa do nosso arqueiro como aproximação de uma despedida, mas desejada que pelos próximos muitos anos não acontecesse.

Compartilhando do mesmo sentimento, a torcida gremista começou a se mobilizar através da Campanha Ficavictor, iniciativa que ganha força e, ao que tudo indica, será usada pelo diretivo gremista como grande trunfo (emocional, especialmente) na tentativa de permanência do goleiro no Olímpico.  E pra ver como são as coisas: este “projeto” de mantê-lo e que a direção começa a colocar em prática,  já havia sido sugerido pelo Leo, aqui no Grêmio Copero, lá em agosto, destacando a vontade de vê-lo escrever sua história no Tricolor.

Ontem à noite, dando seguimento à leitura do mais recente livro dos Blues Brothers – já referenciado pelo Charles – por coincidência ou o que quer lá que seja ingressei na página que narra exatamente a trajetória do lendário Eurico Lara. Tudo que se lê a respeito do goleiro que defendeu sanguineamente as cores do Grêmio sempre emociona, mas esta passagem do livro é literalmente de chorar. E não tem como dissociar o nome do Lara dos inesquecíveis goleiros que também ficaram marcados na nossa gloriosa história, assim como do Victor que tem tudo para fazer parte deste grupo.

Tomara que o Victor queira (e que o Grêmio faça força para tanto) que a mística dos grandes goleiros gremistas seja perpetuada por ele, defendendo as cores do manto sagrado e levantando taças.  Abençoado, como sempre, pelo eterno craque imortal.

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Sobrenome imponente

Publicado em 26/mar/2010 por .
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vista aerea porto alegre leonelalbuquerque.com .br  Sobrenome imponente

Foto de Leonel Albuquerque

Diariamente vivo o calvário da BR-116. Em média, duas horas diárias entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, via laçador. O aniversário da cidade – 238 anos – foi mote para quebra do automatismo. Era necessário mudar, ver POA com outros olhos. Enquanto as rádios AM transmitiam seus programas dos mais diversos pontos da cidade, adentrei na capital costeando o Guaíba (o rio que não é rio), avistando a ponte móvel (cartão postal), os armazéns portuários e afins. Quem conhece o trajeto sabe que estamos falando da porta de entrada. Mesmo voando, chegar em Porto Alegre sobrevoando o Guaíba é acolhedor, enche o peito de orgulho do gaúcho que retorna ao pago.

Confesso que quando avistei aquela placa azul, que a anos saúda quem chega, com os dizeres “bem vindo a Terra do Campeão do Mundo”, me pus a pensar sobre a vocação do Grêmio. Somos GREMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE, uma agremiação que nasceu da bola, para a bola, pro futebol e que carrega no nome o orgulho e a identificação com a sua cidade. Mais que isso, é no nosso nome que começa um dos principais atributos do gremismo: a valorização das raízes, gente, ídolos e histórias. Identidade é isso, ao contrário de outros que nasceram sob o sentimento de desgosto e se intitulando “foras daqui”, internacionais. Esta valendo esta reflexão.

Somos gremistas orgulhosos do Fortim da Baixada do Moinhos de Vento, do Olímpico Monumental da Azenha e em poucos anos da Arena do Humaitá. Somos PORTO ALEGRENSE que leva o progresso, que cresce com a cidade e que se orgulha de tê-la como sobrenome. Escrevemos nossa história em cada canto, mas nunca, jamais, te deixaremos. Parabéns Porto Alegre pelo teu aniversário.

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