Arquivo para 'Copero e libertador'
Coparemos o cinema
Publicado em 19/mai/2009 por Aline Cardias.
Tags: 1983 - ano azul, campeao do mundo, nada pode ser maior
Sem legendas…sem maiores apresentações
1983 -- O Ano Azul
ATUALIZAÇÃO: Conforme o site oficial do Grêmio, a pré-estreia acontece no dia 1º de Junho, às 20h, no GNC Cinemas do Iguatemi.
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Moedor de Carne
Publicado em 05/mai/2009 por Charles Hansen.
Tags: arena
Ao que tudo indica, ou pelo menos se veicula no site oficial do clube, o MOEDOR DE CARNE (apelido dado pelo Gremio Copero à Arena) está acontecendo. Por enquanto correm os trâmites burocráticos dentro das expectativas estabelecidas pelo clube e a OAS. Tudo no seu tempo visando minimizar riscos. Empreendimentos desta magnitude devem respeitar esta etapa.
Segundo o diretor comercial da OAS, Louziaval Mascarenhas: “o terreno está comprado. Entre o período de junho/julho estaremos efetivando a ocupação do local. A ideia é tapumar a área e criar uma espécie de estande de disposição apresentando o projeto como um todo e não só a Arena.”
Tapumes de pé, enquanto as máquinas não invadirem o terreno, devemos pelo menos estender um gigante mastro com a bandeira tricolor demarcando o local onde será erguido o novo Monumental. Agora não tem mais volta, queremos o MOEDOR de pé.
Apresentação oficial disponível no site do clube.
Parte 1 – Apresentação
Parte 2 – A Arena
Parte 3 – Modelos de Negócios/Localização
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Grêmio Campeão Brasileiro
Publicado em 03/mai/2009 por Aline Cardias.
Tags: brasileiro 1981, grêmio campeão
Há 28 anos, se alguém no Brasil ainda não conhecia o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, este lhe foi apresentado naquele Campeonato Brasileiro.
Um Morumbi entupido de são-paulinos soberbos viu o Tricolor dos Pampas mandar no país do futebol com um golaço de Baltazar Maria de Moraes Júnior ou, simplesmente, Baltazar “o artilheiro de Deus”.
Naquele 03 de maio de 1981 o Grêmio deixava, definitivamente, sua marca para o Brasil abrindo, também, as portas para o mundo. Começava um novo momento para o Tricolor. Era o início de uma nova e gloriosa era.
Acredito que não exista um gremista sequer neste planeta azul, preto e branco que já não tenha se deleitado, inúmeras vezes, com o chute magistral de Baltazar, estufando a rede são-paulina e consagrando, de uma vez por todas, o clube no cenário nacional.
GRÊMIO: Leão, Paulo Roberto Costa, Newmar, De Leon e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei (Jurandir); Tarciso, Baltazar e Odair (Renato Sá). Técnico: Ênio Andrade.
SÃO PAULO 0 X 1 GRÊMIO
CAMPEÃO BRASILEIRO 1981
Parabéns Nação Gremista!
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Muito antes de Tesourinha.
Publicado em 27/abr/2009 por Charles Hansen.
Tags: historia, Tesourinha
No post anterior referenciei Tesourinha como sendo o primeiro atleta negro que jogou (1952) com a camiseta do Grêmio. Por muitos anos gremistas e os próprios livros contaram assim esta passagem da história do Grêmio. De forma muito oportuna Leonardo Fernandes, leitor do blog, chama atenção para a necessidade retificação.
Olá Charles esta referência sobre o Tesourinha e equivocada no próprio site do Grêmio na parte curiosidades refere-se sobre outros negros que jogaram pelo Grêmio já tinha conhecimento desta informação que e pouco divulgada abaixo o link no site do Grêmio que faz tal referencia e mais abaixo o link dos poster com os jogadores Antunes e Adão uma era meio parecido com o Lucio e outro parece o Somalia ambos jogaram no Grêmio muito antes de Tesourinha e de qualquer outro negro em qualquer outro time no Rio Grande do Sul na própria equipe em que tesorinha jogava. Jogaram ainda Torres e Vitor só que o Tesourinha por ter jogado no Inter depois foi ao Vasco e depois retornou ganhou um destaque pela impresa vermelha que virou uma falacia o fato de ter sido o primeiro negro a jogar no Grêmio ou o primeiro da raça negra veja as fotos e conclua-se que Antunes e Adão desmente tais falacias no mais o post esta muito bom, continue assim com pesquisa abraço
No site do Grêmio:
Ao contrário do que se imagina, Osmar Fortes Barcellos, o “Tesourinha”, não foi o primeiro atleta de cor negra a vestir a camisa do Grêmio. Ele foi sim o primeiro atleta negro de destaque na era profissional em 1952. Antes dele, brilharam nomes como Antunes (1913/14), Adão (1926/35), Laxixa (1937/40), Mário Carioca, Hélio, Prego (anos 40) e Hermes (1948/50).
Formações das equipes:
- 1915 – http://www.torcedor.gremista.nom.br/equipes/Equipe%20Gremio%201915.jpg
- 1926 - http://www.torcedor.gremista.nom.br/equipes/Equipe%20Gremio%201926.jpg
- 1953 – http://www.torcedor.gremista.nom.br/equipes/Equipe%20Gremio%201953.jpg
Muito obrigado Leonardo. Tenha certeza que este post é mérito teu, e aqui será mais uma fonte de consulta para a verdadeira história do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense.
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Por que sou gremista – Lupicínio Rodrigues
Publicado em 26/abr/2009 por Charles Hansen.
Que Lupicínio Rodrigues compôs o hino do Grêmio, isso não é novidade. Muito mais que o hino do clube, é uma declaração de devoção, comprometimento e zelo por parte dos torcedores para com o Tricolor. Talvez passe por aí o fato de ser um dos mais belos do país e um dos poucos FEITO PARA O CLUBE. Para mim, o “até a pé nos iremos / para o que der vier” é La Marseillaise para gremista entoar. É a marcha em busca do triunfo e da glória.
Numa andança pela Internet encontrei o texto que abaixo transcrevo, escrito pelo próprio Lupicínio, explicando por que era torcedor fervoroso do Grêmio. Podemos também entender os motivos que fizeram o Grêmio levar meio século até aceitar atletas negros (Tesourinha foi o precursor Retificado no post acima) . De quebra o texto permite colocar em cheque a veracidade sobre a existência de um clube do povo.
Desejo boa leitura e espero que apreciem o material.
PORQUE SOU GREMISTA
Domingo, estive em um churrasco na Sociedade Satélite Prontidão, onde se reúne a ‘gema’ dos mulatos de porto Alegre. Lá houve tudo de bom, bom churrasco, boa música e boa palestra. Mas como nestas festas nunca falta uma discussão quando a cerveja sobe, lá também houve uma, e foi a seguinte:
Uma turma de amigos quis saber por que, sendo eu um homem do povo e de origem humilde, sou um torcedor tão fanático do Grêmio.Por sorte lá estava também o senhor Orlando Ferreira da Silva, velho funcionário da Biblioteca Pública, que me ajudou a explicar o que meu pai já havia me contado. Em 1907, uma turma de mulatinhos, que naquela época já sonhava com a evolução das pessoas de cor, resolveu formar um time de futebol. Entre estes mulatinhos estava o senhor Júlio Silveira, pai do nosso querido Antoninho Onofre da Silveira, o senhor Francisco Rodrigues, meu querido pai, o senhor Otacílio Conceição, pai do nosso amigo Marceli Conceição, o senhor Orlando Ferreira da Silva, o senhor José Gomes e outros. O time foi formado. Deram o nome de Rio-Grandense, e ficou sob a presidência do saudoso Julio Silveira. Foram grandes os trabalhos para ecolher as cores, o fardamento, fazer estatutos e tudo que fosse necessário para um clube se legalizar, pois os mulatinhos sonhavam em participar da Liga, que era, naquele tempo, formada pelo Fuss-Ball, que é o Grêmio de hoje, o Ruy Barbosa, o Internacional e outros.
Este sonho durou anos, mas no dia em que o Rio-Grandense pediu inscrição na Liga, não foi aceito por que justamente o Internacional, que havia sido criado pelo ‘Zé Povo’, votou contra, e o Rio-Grandense não foi aceito. Isso magoou profundamente os mulatinhos, que resolveram torcer contra o Internacional, e o Grêmio, sendo seu maior rival, foi escolhido para tal.
Fundou-se, por isso, uma nova Liga, que mais tarde foi chamada de Canela Preta, e quando estes moços casaram, procuraram desviar os seus filhos do clube que hoje é chamado o ‘Clube do Povo’, apesar de não ter sido ele o primeiro a modificar seus estatutos, para aceitar pessoas de cor, pois esta iniciativa coube ao Esporte Clube Americano, e vou explicar como:
A Liga dos Canela Preta durou muitos anos, até quando o Esporte Clube Ruy Barbosa, precisando de dinheiro, desafiou os pretinhos para uma partida amistosa, que foi vencida pelos desafiados, ou seja, os pretinhos. O segundo adversário dos moços de cor foi o Grêmio, que jogou com o título de ‘Escrete Branco’. Isso despertou a atenção dos outros clubes que viram nos Canelas Pretas um grande celeiro de jogadores e trataram de mudar seus estatutos para aceitarem os mesmos em suas fileiras, conseguindo levar assim os melhores jogadores, e a Liga teve que terminar.
O Grêmio foi o último time a aceitar a raça, porque em seus estatutos constava uma cláusula que dizia que ele perderia seu campo, doado por uns alemães, caso aceitasse pessoas de cor em seus quadros. Felizmente essa cláusula já foi abolida, e hoje tenho a honra de ser sócio-honorário do Grêmio e ter composto seu hino que publico ao pé desta coluna.










