Arquivo para 'Memórias e histórias'
Muito antes de Tesourinha.
Publicado em 27/abr/2009 por Charles Hansen.
Tags: historia, Tesourinha
No post anterior referenciei Tesourinha como sendo o primeiro atleta negro que jogou (1952) com a camiseta do Grêmio. Por muitos anos gremistas e os próprios livros contaram assim esta passagem da história do Grêmio. De forma muito oportuna Leonardo Fernandes, leitor do blog, chama atenção para a necessidade retificação.
Olá Charles esta referência sobre o Tesourinha e equivocada no próprio site do Grêmio na parte curiosidades refere-se sobre outros negros que jogaram pelo Grêmio já tinha conhecimento desta informação que e pouco divulgada abaixo o link no site do Grêmio que faz tal referencia e mais abaixo o link dos poster com os jogadores Antunes e Adão uma era meio parecido com o Lucio e outro parece o Somalia ambos jogaram no Grêmio muito antes de Tesourinha e de qualquer outro negro em qualquer outro time no Rio Grande do Sul na própria equipe em que tesorinha jogava. Jogaram ainda Torres e Vitor só que o Tesourinha por ter jogado no Inter depois foi ao Vasco e depois retornou ganhou um destaque pela impresa vermelha que virou uma falacia o fato de ter sido o primeiro negro a jogar no Grêmio ou o primeiro da raça negra veja as fotos e conclua-se que Antunes e Adão desmente tais falacias no mais o post esta muito bom, continue assim com pesquisa abraço
No site do Grêmio:
Ao contrário do que se imagina, Osmar Fortes Barcellos, o “Tesourinha”, não foi o primeiro atleta de cor negra a vestir a camisa do Grêmio. Ele foi sim o primeiro atleta negro de destaque na era profissional em 1952. Antes dele, brilharam nomes como Antunes (1913/14), Adão (1926/35), Laxixa (1937/40), Mário Carioca, Hélio, Prego (anos 40) e Hermes (1948/50).
Formações das equipes:
- 1915 – http://www.torcedor.gremista.nom.br/equipes/Equipe%20Gremio%201915.jpg
- 1926 - http://www.torcedor.gremista.nom.br/equipes/Equipe%20Gremio%201926.jpg
- 1953 – http://www.torcedor.gremista.nom.br/equipes/Equipe%20Gremio%201953.jpg
Muito obrigado Leonardo. Tenha certeza que este post é mérito teu, e aqui será mais uma fonte de consulta para a verdadeira história do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense.
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Por que sou gremista – Lupicínio Rodrigues
Publicado em 26/abr/2009 por Charles Hansen.
Que Lupicínio Rodrigues compôs o hino do Grêmio, isso não é novidade. Muito mais que o hino do clube, é uma declaração de devoção, comprometimento e zelo por parte dos torcedores para com o Tricolor. Talvez passe por aí o fato de ser um dos mais belos do país e um dos poucos FEITO PARA O CLUBE. Para mim, o “até a pé nos iremos / para o que der vier” é La Marseillaise para gremista entoar. É a marcha em busca do triunfo e da glória.
Numa andança pela Internet encontrei o texto que abaixo transcrevo, escrito pelo próprio Lupicínio, explicando por que era torcedor fervoroso do Grêmio. Podemos também entender os motivos que fizeram o Grêmio levar meio século até aceitar atletas negros (Tesourinha foi o precursor Retificado no post acima) . De quebra o texto permite colocar em cheque a veracidade sobre a existência de um clube do povo.
Desejo boa leitura e espero que apreciem o material.
PORQUE SOU GREMISTA
Domingo, estive em um churrasco na Sociedade Satélite Prontidão, onde se reúne a ‘gema’ dos mulatos de porto Alegre. Lá houve tudo de bom, bom churrasco, boa música e boa palestra. Mas como nestas festas nunca falta uma discussão quando a cerveja sobe, lá também houve uma, e foi a seguinte:
Uma turma de amigos quis saber por que, sendo eu um homem do povo e de origem humilde, sou um torcedor tão fanático do Grêmio.Por sorte lá estava também o senhor Orlando Ferreira da Silva, velho funcionário da Biblioteca Pública, que me ajudou a explicar o que meu pai já havia me contado. Em 1907, uma turma de mulatinhos, que naquela época já sonhava com a evolução das pessoas de cor, resolveu formar um time de futebol. Entre estes mulatinhos estava o senhor Júlio Silveira, pai do nosso querido Antoninho Onofre da Silveira, o senhor Francisco Rodrigues, meu querido pai, o senhor Otacílio Conceição, pai do nosso amigo Marceli Conceição, o senhor Orlando Ferreira da Silva, o senhor José Gomes e outros. O time foi formado. Deram o nome de Rio-Grandense, e ficou sob a presidência do saudoso Julio Silveira. Foram grandes os trabalhos para ecolher as cores, o fardamento, fazer estatutos e tudo que fosse necessário para um clube se legalizar, pois os mulatinhos sonhavam em participar da Liga, que era, naquele tempo, formada pelo Fuss-Ball, que é o Grêmio de hoje, o Ruy Barbosa, o Internacional e outros.
Este sonho durou anos, mas no dia em que o Rio-Grandense pediu inscrição na Liga, não foi aceito por que justamente o Internacional, que havia sido criado pelo ‘Zé Povo’, votou contra, e o Rio-Grandense não foi aceito. Isso magoou profundamente os mulatinhos, que resolveram torcer contra o Internacional, e o Grêmio, sendo seu maior rival, foi escolhido para tal.
Fundou-se, por isso, uma nova Liga, que mais tarde foi chamada de Canela Preta, e quando estes moços casaram, procuraram desviar os seus filhos do clube que hoje é chamado o ‘Clube do Povo’, apesar de não ter sido ele o primeiro a modificar seus estatutos, para aceitar pessoas de cor, pois esta iniciativa coube ao Esporte Clube Americano, e vou explicar como:
A Liga dos Canela Preta durou muitos anos, até quando o Esporte Clube Ruy Barbosa, precisando de dinheiro, desafiou os pretinhos para uma partida amistosa, que foi vencida pelos desafiados, ou seja, os pretinhos. O segundo adversário dos moços de cor foi o Grêmio, que jogou com o título de ‘Escrete Branco’. Isso despertou a atenção dos outros clubes que viram nos Canelas Pretas um grande celeiro de jogadores e trataram de mudar seus estatutos para aceitarem os mesmos em suas fileiras, conseguindo levar assim os melhores jogadores, e a Liga teve que terminar.
O Grêmio foi o último time a aceitar a raça, porque em seus estatutos constava uma cláusula que dizia que ele perderia seu campo, doado por uns alemães, caso aceitasse pessoas de cor em seus quadros. Felizmente essa cláusula já foi abolida, e hoje tenho a honra de ser sócio-honorário do Grêmio e ter composto seu hino que publico ao pé desta coluna.
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Meu Grenal inesquecível
Publicado em 07/fev/2009 por Aline Cardias.
Tags: dale grêmio, grenal, vitoria

Lembro com certo saudosismo daquela tarde de sábado, 26 de outubro de 2002. Naquele dia, pela primeira vez, ao vivo e a cores, acompanhei um Grenal. Foi uma experiência tão louca quanto especial. Não é por acaso que dizem que a primeira vez a gente nunca esquece. Mesmo que já tivesse decidido, no dia anterior, que seria apenas mais um clássico do radinho, minha vontade de assistir a um Grenal foi infinitamente maior a tudo que conspirava contra. Sem avisar a família que iria sozinha, saí de casa ainda não acreditando na decisão que tomara. Detalhe um: o jogo era naquele estádio ali da beira do lago. O deslocamento até o aterro foi um misto de alegria e apreensão. Minha barriga doía e o coração, por vezes, quase saltou pela boca. No centro, um princípio de tumulto quase me fez desistir do sonho. Resisti bravamente. Já agia mais com o coração que com a razão. A paixão pelo tricolor era minha maior motivação. Totalmente sem identificação, ainda assim, durante todo o trajeto, fui alvo de piadinhas. Será que minha cara estampava algo além que pavor? Chegando ao local do jogo e passado aquele medo inicial, percebi a ficha caindo lentamente. Nada mais me faria voltar atrás. Não fosse um pequeno mas importantíssimo detalhe: o ingresso. Faltando em torno de duas horas para o início do jogo, ingresso para gremista era artigo de luxo e só na mão de cambistas a valores exorbitantes. Relutei. Quando finalmente decido que o investimento era necessário, nem cambista mais tinha a entrada. Entrei em desespero. Não acreditava que ficaria de fora. (mais…)
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15/12/1996 – Grêmio Bi Campeão Brasileiro
Publicado em 15/dez/2008 por Aline Cardias.
Tags: 1996, Campeão Brasileiro, Imortal Tricolor
Já se passaram 12 anos, mas lembro perfeitamente daquela tarde escaldante de domingo, 15 de dezembro de 1996. Um Olímpico Monumental entupido viu o Tricolor sagrar-se bi campeão Brasileiro com uma vitória por 2 a 0 sobre a Lusa, ao melhor estilo Grêmio. Aquele jogo é mais uma entre tantas provas de que com o Tricolor gaúcho o assunto é outro. Enquanto a imprensa do país inteiro consagrava a Portuguesa como campeã (eles adoram fazer isso!) especialmente após a vitória paulista na primeira partida da final, o Grêmio entra em campo com onze guerreiros e dá uma chapuletada nas pretensões de todo o Brasil.
Parece que não se cansam de provocar, de menosprezar, de rebaixar…enquanto isso, não nos cansamos de chegar, de lutar e triunfar. Assim foi o Tricolor de Felipão e Cia. Um time que transpirava raça, pura garra.
E não nos entregamos…e fomos para cima…e aos cinco minutos marcamos o primeiro com Paulo Nunes…e seguimos acreditando, até quando tudo parecia perdido…o valente Dinho cansou, mas não desistimos…Aílton entrou para marcar, aos 39, para calar e para colocar seu nome na história Tricolor. Gol da glória, reservado somente àqueles que representam uma imortalidade.
Isso é o Grêmio. Pra sempre campeão!
Fica aqui nossa lembrança e homenagem.
Parabéns aos jogadores, dirigentes, comissão técnica.
Parabéns ao torcedor gremista por sempre acreditar.
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Grêmio Campeão do Mundo – 25 anos
Publicado em 11/dez/2008 por Charles Hansen.
Tags: 1983, campeao do mundo, o primeiro de todos os reis, renato portaluppi
Somos obcecados pelo triunfo máximo, busca recorrente por ser o primeiro do mundo. Esse fervor que perdura ao longo das décadas começou há exatos 25 anos. A data 11.12, o ano 1983, com dois gols de Renato o Grêmio conquistou o Mundo, e fez o Mundo se curvar ao Grêmio. A partir de então passamos a compreender porque carregamos no hino a imortalidade. A nossa razão desde então é ser CAMPEÃO MUNDIAL.
Eterno agradecimento ao presidente Koff, Ithon, Espinosa, Mazaropi, Paulo Roberto, Baidek, De León , Paulo César Magalhães, China, Osvaldo, Bonamigo, Mário Sérgio, Tarciso, Paulo César Caju, Caio.
Salve o santo Renato Portaluppi, o homem gol, santo canonizado em vida por nós do Grêmio Copero.
O PRIMEIRO DE TODOS OS REIS
Excelente material narrado por Paulo Santanna a partir da sua coleção de textos escritos naquele período. Emocionante e bem posto. Sintetiza perfeitamente nosso sentimento para este dia.
Link: mms://200.226.189.240/RBS_STR_02/24713.wmv?channel=48
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