Arquivo para 'Memórias e histórias'

A primeira vez

Publicado em 21/dez/2011 por .
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Imagem 053 e1324492729891 A primeira vez

Espaço destinado à Geral

Tenho vagas lembranças do que creio, tenha sido meu primeiro contato com o Monumental. Recordo de, ainda bem criança – meados de 85/86 – minha irmã e eu correndo pela arquibancada, subindo e descendo os degraus bem serelepes da vida. Era um jogo de gauchão, eu acho. Apesar de já gremista obviamente, não tinha, ainda, a noção do que representava o Olímpico e do significado que mais tarde aquele Templo teria pra mim.

Lembrei desse sentimento hoje, no meu primeiro contato físico com as obras da Arena do Grêmio, na visita junto aos amigos do BLoGrêmio. Me senti, por alguns momentos, a guriazinha de 26 anos atrás, igualmente impactada, mas desta vez sabedora da grandiosidade à frente dos olhos. Indescritível a sensação de andar por lacunas ainda de concreto, mas que aos poucos vão se transformando para receber a Geral do Grêmio – fiquei até imaginando em que lugarzinho criaria novas raízes -, a festa e a paixão de uma torcida que merece o lugar destinado a ela. Assim como merece a Arena TODA a torcida gremista. Sensacional a imponência estrutural da obra. Nosso novo estádio tá ficando foda!

Imagem 050 e1324492894861 A primeira vez

Grêmio Copero representado por mim e pelo COB

De fora, passando diariamente pela free-way, não tinha a noção de quão monstruosa é a construção, num todo. Organização e cuidados de todas as esferas fora de série. Dá gosto de ver o grosso da obra ser tocado com tamanho apreço. Números de impressionar. Resultado prático de muitas teorias discutidas à exaustão. Parceria entre clube e construtora alinhadas. Conclusão de que nossa nova casa estará a altura de seus residentes.

O mesmo orgulho que dispenso àqueles que fizeram história na transição do inesquecível  Fortim da Baixada para o Velho Casarão, me sinto agora igualmente honrada em fazer parte de mais uma passagem gloriosa na trajetória do Grêmio, e particularmente na minha como torcedora.

A Arena é uma realidade! Teremos, senhores, o maior MOEDOR DE CARNE  do mundo!

Que venham, pobres adversários!

Dale!

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El Capitan, Hugo de Leon.

Publicado em 18/mai/2011 por .
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O capitão Hugo De León lembra da vitória na altitude contra o Bolívar e do fato de ter sido o único time com o qual venceu nestas condições em todas as vezes que jogou a Libertadores, fala sobre a tensão de jogar contra o Estudiantes no ”potreiro” de La Plata, da pressão sobre os árbitros em apitar a favor do time local, a dificuldade do torneio, a caracteristica do Grêmio de ser ”un típico equipo gaúcho” (em suas palavras) no que diz respeito a garra e do gosto de ter derrotado o Peñarol e contar com o apoio extra da torcida do Nacional (o aurinegro alem de ser rival havia eliminado o tricolor uruguaio) naquela decisão.

Dale Grêmio!
Abraço, Alfredo Alvarez Diaz

 

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Maestro Espinosa

Publicado em 03/mar/2011 por .
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valdir espinosa Maestro Espinosa

Gremismo ortodoxo correndo latente nas veias. Véspera de jogo de COPA. Acabo de chegar com elevado teor alcoólico depois de dividir uma mesa de bar com amigos e o COMANDANTE VALDIR ESPINOSA. Baita noite! Muitas histórias e confidência do maior de todos os comandantes da casamata gremista. Tenho certeza que milhares de gremistas gostariam desta oportunidade, sinto-me privilegiado e desta forma me portei.

De tudo que fica nessa noite é o sentimento de um grande ser humano. Espinosa demonstrou cortesia, dividiu garrafas de cerveja e nos embriagou com confidências de um Grêmio que conquistou a América e o Mundo. Estamos sedentos em viver tudo isso de novo.

Dentre inúmeras conversas, me chamou a atenção a relação quase fraternal entre Portaluppi e o Mestre. Espinosa quer que o Santo viva o mesmo ele viveu em 1983. Como tal, estará no Monumental nesta quinta em algum banco de concreto para simplesmente TORCER PELO GREMIO!

Poderia decorrer inúmeras passagens, mas quero findar esse breve post agradecendo ao VALDIR ATAHUALPA RAMIREZ ESPINOSA pela noite ímpar e por ser maestro desta rica história gremista. Somos o que somos pelas noites na longínqua 1983. Em nome da nação tricolor força nesse momento pessoal que estás passando. És homem forte, comandante e tens o eterno carinho nosso. Gracias.

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Saint Portaluppi’s Day

Publicado em 11/dez/2010 por .
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saint portaluppis day Saint Portaluppis Day

Reverências, gremistas do mundo, a Renato Portaluppi.

Orgulhosos, celebramos seus feitos sagrados, agradecemos sua existência e comemoramos seu retorno.

Hoje e sempre, bendito sejas, Santo Portaluppi!

Obrigado Grêmio e a todos que, há 27 anos, nos deram o Mundo!

Nada pode ser maior!

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Goalkeepers – Hemuty HENRIQUE Wendel

Publicado em 12/out/2010 por .
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Coluna do NELSON RAMÃO

Hemuty HENRIQUE Wendel

goalkeeper henrique gremio 1959 1963 Goalkeepers   Hemuty HENRIQUE Wendel

O goleiro Henrique nasceu em Santa Cruz do Sul, no dia 29 de julho de 1934. Surgiu para o futebol no Força e Luz e, depois, transferiu-se para o Renner. Chegou ao Grêmio no início de 1959 para ser reserva de Germinaro. Seu primeiro jogo pelo Tricolor foi contra a Seleção Argentina, em 13 de abril daquele ano. Na reserva de Germinaro, participou na conquista dos títulos Metropolitano e Gaúcho conquistados em 1959. Em 1960, com a contratação do goleiro Suli, continuou na reserva. Naquele ano, participou da conquista do Pentacampeonato Gaúcho. Em 1961, Suli deixou o Tricolor e veio Irno. Mais uma vez, Henrique foi para o banco, esperando pacientemente pela titularidade. Sua grande oportunidade no Grêmio chegou em 1962. Com a perda do título gaúcho no ano anterior, Irno foi para o banco e Henrique passou à titularidade. Sua estatura (era alto para os padrões da época) foi um dos fatores determinantes para a retomada do título Gaúcho de 1962. Vale ressaltar que Henrique foi o goleiro gremista no primeiro ano da seqüência do Heptacampeonato Gaúcho conquistado em 1968. Sua última atuação pelo Grêmio foi em 20 de abril de 1963. Como “goalkeeper” gremista titular, Henrique disputou nove Grenais, obtendo cinco vitórias, dois empates e duas derrotas. Deixou a Azenha e foi para o Corinthians Paulista. Algum tempo depois, retornou ao Rio Grande do Sul e defendeu as cores do Guarani de Bagé e do Cruzeiro de Porto Alegre, antes de encerrar a carreira.

Grêmio de 19621 Goalkeepers   Hemuty HENRIQUE Wendel

Vale a pena lembrar como foi o Gauchão de 1962, vencido pelo Grêmio. Depois da derrota de virada no Grenal final de 1961, o time amargo dispensou seu técnico. Ninguém mais, ninguém menos do que Sérgio Moacir Torres Nunes, um ex-goalkeeper gremista… Para seu lugar, veio Carlos Froner. No Grêmio, continuou Ênio Rodrigues. Com a conquista da Taça Legalidade pelo Tricolor, no início de 1962, Froner foi dispensado pelo pessoal dos Eucaliptos. Assumiu Pedro Figueiró, técnico das equipes de base do clube. O Tricolor, de sangue doce, resolveu excursionar pela Europa para, quando voltasse, disputar os jogos do Gauchão. Os amargos, com mais folga entre um jogo e outro, abriram uma boa vantagem de cinco pontos sobre o Tricolor. Para completar, em 11 de novembro, o Grêmio subiu a Montanha para enfrentar o Cruzeiro e apenas empatou em 2 a 2. Só que os amargos tomaram um 2 a 0 do Guarani de Bagé e a diferença entre ambos caiu para quatro pontos. Nas rodadas seguintes, ambos venceram e a vantagem se manteve. Em 9 de dezembro, o Tricolor jogaria em Pelotas precisando vencer e torcendo por um tropeço do adversário que enfrentaria o Aimoré nos Eucaliptos. O Grêmio derrotou o Pelotas por 4 a 0 e o Aimoré, comandado justamente por Froner, fez 3 a 1 nos amargos. O último jogo seria o Grenal. Nele, mais uma vez, o Grêmio precisaria vencer. O empate daria o Bicampeonato ao adversário. Foi em 16 de dezembro que a casa vermelha começou a ruir: vitória gremista nos Eucaliptos por 2 a 0. O campeonato estava empatado e seria decidido em um clássico extra. Assim, somente em 7 de fevereiro de 1963, no Estádio Olímpico, o Grêmio se tornaria o Super-Campeão Gaúcho de 1962, batendo o adversário por 4 a 2. Sob as traves tricolores, estava, em toda a competição, o goleiro Hemuty Henrique Wendel… Para os “bons em matemática” não custa lembrar que, na época, as vitórias valiam dois pontos e não três, como ocorre na atualidade.

Henrique faleceu no dia 12 de fevereiro de 1999, em um acidente de automóvel na BR 116, Rodovia Régis Bitencourt.

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Esse texto faz parta da coluna GOALKEEPERS – MURALHAS DA AZENHA de Nelson Ramão.

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