Arquivo para 'Imortais tricolores'
Imortal Eurico Lara
Publicado em 06/nov/2007 por Charles Hansen.
Tags: eterno, eurico lara, hino do gremio, imortal goleiro
No momento em que rogamos mais uma vez por nossa imortalidade, nada mais justo que prestar homenagem ao mais imortal de todos. Hoje, 6/11 faz 72 anos que nosso lendário goleiro acordou para o tempo, para a eternidade. O único atleta da história do futebol brasileiro (não duvido que mundial) a ser imortalizado no hino do clube em que jogou.
Obrigado Lara pelo campeonato Farroupilha 1935.
Obrigado Lara por ser a referência para formadora escola gremista de goleiros.
E que do infinito tu abençoe nosso clube neste árduo final de campanha.
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1977 – Andre Catimba e a retomada gremista
Publicado em 25/set/2007 por Charles Hansen.
Tags: 1977, andre catimba, campeao gaucho, retomada
O post de hoje é curto, mas necessário. Há trinta anos foi jogada a final do Campeonato Gaúcho de 1977. Depois de um longo período de jejum de títulos o Grêmio formou um time capaz de quebrar a hegemonia colorada. Uma vitoria de 1x0 que representou a primeira grande retomada tricolor.
Mais precisamente, aos 42 minutos do segundo tempo daquele Gre-Nal no dia 25 de setembro de 77. Tarciso bateu falta da direita, Tadeu Ricci desviou e André Catimba mandou para o gol. O Olímpico explodiu na maior festa que vira até então. Na comemoração, o herói deu um salto mortal que não conseguiu concluir. Ele desabou de cara no chão. Com uma lesão, teve que deixar o jogo. A torcida logo invadiu o gramado, eufórica com a quebra de uma dolorosa hegemonia de oito anos do rival.
E desde então a torcida gremista viu ressurgir o Grêmio.
Grêmio este que não demorou em ganhar o Brasil, a America e Mundo.
Gremistas de todos os pagos. Lembremos com orgulho desta data.
O GOL DE ANDRE CATIMBA
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Heróis – Renato Portaluppi
Publicado em 18/set/2007 por Charles Hansen.
Tags: renato portaluppi
“Nos íamos viajar naquela noite para a serra e eu disse que não ia viajar. Então o Verardi mandou eu ir falar com o presidente. Ai eu disse que ia para a serra, mas não ia para Tóquio. Então eu fui para a serra e treinei. Ai voltamos, descemos para Porto Alegre, chegamos e eu falei:
- Seu Verardi, se o senhor não falar com o presidente, não vou viajar não.
No dia seguinte era a nossa viagem. Nos fizemos um jogo amistoso em Porto Alegre e eu insisti que não ia viajar se o presidente não tirasse aquela multa. Ai o Verardi sugeriu que nos fossemos na sala dele. Então nos fomos. Só que eu disse que eu queria uma testemunha. Levamos o Espinosa. Entramos. Eu me lembro ate hoje do presidente. Ele era meu pai. Então falou:
- O que houve, Renato?
- Não vou viajar
E o Espinosa apavorado. E o Koff:
- Não vai viajar, você esta maluco? Não vou tirar a multa.
Virou e mexeu, continuamos a discutir e fechou o seguinte: eu fiz um trato com ele.
Eu sugeri:
- Eu viajo e o senhor deixa a multa. Se nos formos campeões, o senhor tira a multa. Se eu meter um gol, o senhor me dá um reajuste, mas sendo campeão.
Ai ele disse:
- Ta legal.
Então falei:
- Tem mais uma coisinha: se eu meter dois gols, o senhor dá o meu reajuste e dobra meu salário. E o Koff disse:
- Você esta maluco?
Ai ele deu o reajuste e dobrou o meu salário com o maior prazer.
Quando terminou o jogo, eu perguntei: cadê o presidente? “Eu olhava para ele e ele fugia de mim, ai eu ria e ele também”
Por Renato Portaluppi no livro Até a Pé Nós Iremos, página 180.
GREMIO CAMPEAO MUNDIAL 1983









