Arquivo para 'Imortais tricolores'
Goalkeepers – Ruben Salvador Germinaro
Publicado em 02/out/2009 por Charles Hansen.
Tags: germinaro, goalkeepers
Coluna do NELSON RAMÃO
“O Argentino Voador”
Quando, no final de 1956, o goleiro Sérgio deixou o Olímpico, a direção gremista tratou de buscar imediatamente um substituto à altura. O escolhido foi o argentino Ruben Salvador Germinaro. A tradicional e conceituada escola argentina de goleiros, por si só, era suficiente “carta de recomendação”. Germinaro começou a carreira jogando no Club Atlético Platense. Transferiu-se, depois, para o tradicional Vélez Sarsfield e, de lá, veio para o Grêmio. O Tricolor da Azenha começou o ano de 1957 defendendo os títulos de Campeão Metropolitano e Campeão Gaúcho. Na meta gremista, Germinaro fazia sua estréia e surpreendia a todos com sua mística “camisa amarela” que, ao lado de ótimas atuações, se tornaria “marca registrada” do grande goleiro. Até então, o fardamento totalmente preto para goleiros era como que um “padrão estabelecido”. Suas defesas, sempre muito seguras, principalmente nas bolas aéreas, logo lhe valeram o apelido de “Argentino Voador”.
Ruben Germinaro defendeu as traves gremistas por três anos: 1957, 58 e 59. Garantiu, com sua habilidade e técnica apurada, a continuidade do bom trabalho de seu antecessor. Levantou os títulos de Bicampeão Metropolitano e Bicampeão Gaúcho em 1957. No ano seguinte, 1958, vieram o Tricampeonato Metropolitano e o Tricampeonato Gaúcho. Ainda em 1958, no dia 25 de setembro, o Grêmio realizou uma partida amistosa no Estádio Olímpico contra o grande Santos de Pelé e Pepe. Na ocasião, a torcida gremista foi brindada com uma grande exibição e uma histórica goleada: vitória tricolor por 4 x 0 e lá estava o “Argentino Voador” para “fechar” a cidadela gremista.
Em 1959, vieram outros três grandes feitos do Grêmio. O primeiro foi a conquista do Tetracampeonato Metropolitano e do Tetracampeonato Estadual, que confirmava a supremacia inquestionável sobre os “amargos”. O Gauchão era o quarto título regional em seqüência de uma série de conquistas que entrou para a história do futebol gaúcho como a dos “Doze Títulos em Treze Anos”. O segundo grande feito foi a memorável goleada sobre o grande Boca Juniors, em pleno Estádio da Bombonera, pelo placar de 4 x 1, com quatro gols do inesquecível Gessy Lima. O terceiro grande feito de 1959 foi o empate em 1 x 1 com a respeitadíssima Seleção do Uruguai em jogo preparatório da mesma para o Campeonato Sul-Americano realizado em Buenos Aires.
Germinaro deixou a Azenha em 1959 e, também, boas lembranças na memória daqueles torcedores que tiveram a felicidade de presenciar suas brilhantes atuações com a camisa do Tricolor gaúcho. Pelo que se pode apurar, depois de passar pelo Grêmio, Germinaro retornou à Argentina e atuou pelo Huracán, onde teria encerrado sua carreira. Apenas para registro, vale lembrarmos quem era o time do Grêmio no final da década de 1950: Germinaro, Orlando, Aírton Pavilhão e Ortunho; Elton e Ênio Rodrigues; Giovanni, Gessy, Rudimar, Milton e Vieira. No comando da equipe, ninguém mais, ninguém menos do que Oswaldo Rolla, o “Foguinho”.
fontes:
Sites dos clubes Vélez Sarsfield e Huracán da Argentina.
Grêmio, Nada Pode Ser Maior – Eduardo Bueno - Ed. Ediouro 2005
Grenal – História – José Ney – Ed. Grafosul 1977
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Esse texto faz parta da coluna GOALKEEPERS – MURALHAS DA AZENHA de Nelson Ramão.
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Eurico Lara – O craque imortal
Publicado em 17/set/2009 por Charles Hansen.
Tags: eurico lara, livreto, nelson luiz ramao, nomes da história tricolor
Eis que sou surpreendido ao chegar no meu lar por um sedex de Nelson Ramão. No seu interior três exemplares de um ensaio do livreto denominado EURICO LARA – O CRAQUE IMORTAL.
Que grata surpresa. Nelson – grande amigo e colunista deste blog – está pondo em prática o sonho de escrever livros sobre nosso clube e nossos ídolos. Parabéns tchê. O livreto é de uma leitura agradável – li num tapa – conta de forma pragmática a história do maior de todos os arqueiros.
Prefácio de Eurico Lara – O craque imortal.
Dentre os grandes ídolos que, ao longo da centenária história gremista, encantaram a torcida, um foi tão surpreendente que virou lenda. Seus feitos, atitudes, personalidade e desprendimento, tornaram-no um referencial do que seja o amor de um atleta pelo um clube onde atua. Amador, jamais alguém dirá que o fazia por um polpudo salário, algo que nunca conheceu.
Jogou futebol pelo amor que sentia pelo Grêmio. O mesmo amor que fez com que se afatasse do clube por um breve período para, depois, retornar com a mesma garra e determinação que fizeram dele o titular da cidadela gremista por 16 anos. Um recorde até hoje!
De forma simples e fartamente ilustrada, este volume relata a trajetória de Eurico Lara com a camisa do Grêmio. Fala de seus feitos e dos tributos a ele prestados após sua morte. Fala de um ídolo que encantou multidões e virou estrofe do Hino Oficial do Grêmio, pela genialidade de um torcedor tão especial quanto ele: o compositor Lupicinio Rodrigues. Fala de um goleiro que transpôs a vida, para eternizar-se na história.
Queres ganhar um livreto? Deixe uma mensagem neste post. Pedi para 3 unidades pro Nelson para que no dia 22 de setembro – aniversário do Campeonato Farroupilha e último jogo de Eurico Lara.
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Danrlei e Cesar
Publicado em 14/set/2009 por Charles Hansen.
Tags: calçada da fama, cesar, danrlei

Justas homenagens.
Cesar cabeceou o cruzamento mágico de Portaluppi e colocou a América aos nossos pés.
Danrlei símbolo de uma década. Multicampeão. Herói-bandido. Simplesmente gremista.
A grandeza de um clube se mensura por sua história e pela capacidade de valorizar seus ídolos.
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Goalkeepers – Sergio Moacir – A Majestade do Arco
Publicado em 11/set/2009 por Charles Hansen.
Tags: goalkeepers, sergio moacir
Coluna do NELSON RAMÃO
“A Majestade do Arco”,assim ficou conhecido, pela crônica esportiva gaúcha da época, o goleiro gremista Sérgio Moacir Torres Nunes. Sérgio nasceu em Taquara, Rio Grande do Sul, no dia 14 de junho de 1926. Iniciou sua carreira de atleta no então Floriano, hoje Novo Hamburgo. Transferiu-se para o Grêmio em 1947, onde permaneceu até 1956. Como goleiro, foi campeão gaúcho em 1949 e 1956. Também em 1956, integrou a Seleção Gaúcha que conquistou o título Pan-Americano, quando a mesma representou o Brasil na competição.
Sérgio Moacir Torres Nunes chegou ao Tricolor quando este ainda mandava seus jogos no lendário “Fortim da Baixada”. Foi ele, no entanto, o primeiro goleiro gremista (titular) a atuar na nova casa do Grêmio, por ocasião da inauguração do Estádio Olímpico, em 19 de setembro de 1954. Na época, o Olímpico era o maior estádio privado do Brasil o que, por si só, já era motivo suficiente para aumentar a ira daqueles que habitavam o Estádio dos Eucaliptos. As festividades de inauguração da nova casa do Grêmio marcaram na história do Tricolor por duas grandes vitórias. No jogo inaugural, o Grêmio bateu o Nacional de Montevidéo pelo escore de 2 x 0. No jogo seguinte, o adversário foi o Liverpool do Uruguai, com vitória gremista por 4 x 0.
Um grande feito gremista na história esportiva gaúcha teve o grande Sérgio Moacir defendendo a cidadela do Tricolor. Foi a conquista do Campeonato Gaúcho de 1956 que abriu uma seqüência de cinco títulos regionais que culminaria com o Pentacampeonato Gaúcho em 1960 e, mais do que isto, com a retomada da hegemonia em 1962, o Grêmio chegaria ao Heptacampeonato Gaúcho em 1968, estabelecendo um período de supremacia que entrou para a história como “Doze Títulos em Treze Anos”. Na conquista gremista do Gauchão de 1956, o Tricolor formava com Sérgio, Aírton Pavilhão e Altino; Figuieró, Calvet e Ênio Rodrigues, Hrecílio, Gessy, Juarez, Milton e Vieira. O técnico gremista era o inesquecível Oswaldo Rolla (Foguinho). No jogo final, o Tricolor bateu o Pelotas no Estádio da Boca do Lobo pelo escore de 3 a 1, com dois gols de Gessy e um de Vieira.
A grande atuação de Sérgio no Gauchão de 1956 fez “crescer o olho” dos invejosos que o tiraram do Olímpico. Como não conseguiu repetir suas boas atuações vestindo outra camiseta que não a do Grêmio, Sérgio acabou abandonando a carreira de atleta logo em seguida, para iniciar, então, carreira como técnico. Iniciou-a dirigindo o Flamengo de Caxias do Sul, teve passagens pelo Colorado (PR), Remo (PA), Caxias (RS), Cruzeiro (RS), Avaí (SC), Vitória (BA), só para citar os mais importantes… Porém, foi comandando justamente o Grêmio que chegou ao ápice na carreira esportiva como técnico. Conquistou os Campeonatos Gaúchos de 1962, 1963 e 1968.
Depois de definitivamente abandonar os gramados, Sérgio Moacir Torres Nunes viveu muitos anos como aposentado da função de inspetor de polícia, residindo quase toda a sua aposentadoria em Tramandaí, no litoral gaúcho. Por ocasião das comemorações do Centenário do Grêmio, Sérgio Moacir, “A Magestade do Arco”, foi homenageado pelo Tricolor, sendo imortalizado na “Calçada da Fama” do Estádio Olímpico no dia 18 de setembro de 2003. Quatro anos depois, no dia 23 de junho de 2007, Sérgio faleceu em Viamão, vítima de um infarto fulminante, aos 81 anos de idade. O ex-goleiro e ex-técnico deixou apenas uma filha e tinha em Luiz Felipe Scolari, um de seus grandes amigos e admiradores.
fontes:
Gre-nal – História – José Ney – 1977 – Editora Grafosul
A História dos Grenais – 2ª Edição – 2004 – Editora Artes e Ofícios
David Coimbra – Nico Noronha – Mário Marcos de Souza
Gauchão – A História Ilustrada de Uma Tradição – 2001 – Zero Hora Editora Jornalística S. A.
Site do Milton Neves
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Esse texto faz parta da coluna GOALKEEPRS – MURALHAS DA AZENHA de Nelson Ramão.
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Baita foto: Hugo de Léon em 1981
Publicado em 30/jul/2009 por Charles Hansen.
Recebi do Irineu Staub esse material por e-mail. Não resiti, tive que publicá-lo. Hugo de Léon levantando a taça da Copa Ouro de 1981 – sediada no Uruguai - com a camiseta Tricolor. Salve Hugo De Léon, nosso comandante da primeira libertação da América.
La Cele, La cele, La Celeste!
Campanha uruguaia e, ao final, dois segundos da comemoração










