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Grêmio do Monumental
Publicado em 12/nov/2012 por Aline Cardias.
Tags: gremio, monumental

Vai lá, Entregão, buscar a bola no gol. Cada vez mais entendo quando te consideras amarguinho desde pequeno. Baita foto do Charles.
É difícil traduzir em palavras o sentimento que tem tomado conta de mim nesta reta final de Brasileirão, de ano e de Monumental. Cada jogo ganha contornos emocionais tão distintos impossíveis de mensurar. Não é disputa de título, não é faixa no peito e taça no armário. Mas é um negócio tão maluco e tão impensável que não sei como explicar. Para alguns até pode soar como um exagero tanta comoção, um afronte diante das incontáveis glórias que o Monumental já foi palco. Também acho que uma despedida completa se daria com mais uma Volta Olímpica. Mas particularmente, não consigo ficar indiferente a este momento único.
O baita segundo tempo ante o São Paulo parece um daqueles que os deuses do futebol guardam para marcarem determinados momentos. Ao Tricolor de Porto Alegre, no penúltimo rolar de bola do gramado Monumental em Campeonatos Nacionais, a necessidade da vitória para encerrar o BR na vice-liderança e afastar o adversário da tarde do seu encalço. (Aí lamento a falta de ambição e de qualificação do grupo para conquistar um pouco mais. Enfim, mais uma das tantas lições). Ao Tricolor Paulista uma rotina indigesta esta de chegar todo serelepe se achando, tentar estragar a festa e ir embora novamente com o rabinho no meio das pernas (ui).
A significante vitória ante um freguês forte, mas freguês, parece que estava escrita. Batemos um oponente até então superior, mas que não contava – e provavelmente nunca contará – com a força de um Olímpico Monumental embriagado de saudosismo. Suplantamos juntos – o time, a arquibancada, as cadeiras, a social, a casamata – um primeiro tempo que de bonito não teve nada. Mesmo com toda a atmosfera “positiva” de 45 mil gremistas, o Grêmio parecia desmotivado, embaralhado, sem força. Veio o pênalti, a conversão, os erros de passe, a inoperância ofensiva, o nervosismo, a impaciência do torcedor. Veio o intervalo para acalmar os ânimos, para revigorar um time que podia render mais, veio a magia de um vestiário que já tinha presenciado – e resolvido – outros tantos centenas de momentos como aquele. O Grêmio precisava voltar diferente. E voltou. E o torcedor sentiu que aquela tarde seria mesmo azul, preta e branca. E o time sentiu que poderia. Precisávamos de mais força na frente. Moreno sozinho, assim como a andorinha, não fez verão. Ah, os deuses… André Lima ganha novamente sua chance, se junta a Moreno no ataque, ganha uma bola espetacular do incansável Zé Roberto, e não decepciona. Com o gol de empate o Grêmio cresce, se agiganta. E o Grêmio vai pra cima, se supera e vira. Agora com a andorinha Moreno que não estava mais sozinha. E o Monumental infla, explode, como muitas vezes já acontecera, mas tão diferente de tantas outras.
Foi a penúltima crônica (ou não) que o nosso Velho Casarão contou.
E assim como no gol que garantiu a vitória, eu agora preciso dar um jeito de conter as lágrimas ao pensar que o cheiro daquele cimento não mais fará parte das minhas tardes de domingo. A Arena está lá, linda, esperando para começarmos a contar uma nova história. Mas até que seus braços se abram exuberantes, sou 100% Monumental.
O dia dois de dezembro nos reserva uma tarde que jamais sairá de nossas mentes e corações.
Preparem-se gremistas!
Dale!
ps: nestes últimos jogos não esperem de mim manifestações muito racionais. emoção à flor da pele
ps1: e o São Paulo achando que já se “livrou” do Monumental…
“Venho do bairro da Azenha. Bairro, do Monumental. Grêmio é puro sentimento…”
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Um ponto que pode valer bem mais
Publicado em 17/set/2012 por Aline Cardias.
Tags: brasileirão, Rumo à Liderança, vamos grêmio
Sabíamos que seria uma partida “chata”, como foi. Logo após o encerramento do jogo manifestei-me no twitter dizendo que jogamos dois pontos no lixo. Sentimento imediato considerado todo o contexto: time do Flamengo, nossa vantagem no placar, a qualidade da nossa equipe, etc.
Obviamente a – possível – vitória seria o luxo do gaúcho (pra não dizer que não falei em Semana Farroupilha). Nos colocaria numa condição altamente favorável na tabela no que diz respeito à pontuação e aproximação dos líderes. Mas não dá pra menosprezar ou desconsiderar o ponto ganho quando os nossos adversários diretos marcaram passo e não avançaram.
Não nos ajudamos na rodada? Ok. Mas pra mim o jogo chave passa a ser este próximo, de seis pontos, ante o Galo. É vencer ou vencer. Fazer valer muito mais este um ponto conquistado no Rio. Aí sim o bafo na nuca que já incomoda, começará a tontear, especialmente o Flu, outro próximo adversário direto e atual líder. Duas partidaças que provavelmente decidirão nosso futuro no campeonato.
Confesso que não desfruto, ainda, da ânsia desenfreada de assumir imediatamente a liderança do BR. Temo que a conquistemos agora e não tenhamos cacife para segurá-la. Quando chegarmos lá tem que ser pra valer, alcançar o topo e não sair mais. Estar líder ao final da 38ª rodada é o que realmente importa. Assim como importa permanecer grudado em Atlético-MG e Fluminense, ir pensando e trabalhando jogo a jogo, cozinhá-los em banho-maria até que os superemos.
Da atuação em si, a esta altura do campeonato não vou me ater a avaliações de desempenho deste ou daquele jogador. Me preocupa, sim, termos abdicado da vitória tão cedo no jogo. E esse relaxamento do Grêmio – especialmente no segundo tempo com o resultado a favor – vem acontecendo rotineiramente também nos jogos em casa.
Quanto ao time/grupo, é o que temos até o final: os diferenciados, os medianos e os…bom, deixa pra lá. Importa é o conjunto Grêmio estar forte. O coletivo, agora mais do que nunca é o que tem que falar mais alto. E é com este time, com o Luxa, que eu vou até o fim.
Mas pra seguir despontando até a ponta e nos distanciando de quem vem nas posições abaixo, temos que, inevitavelmente, mesmo fora de casa, bater adversários fracos como o Flamengo.
Nada de achar que não dá mais.
Chegaremos!
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Sim, nós podemos
Publicado em 30/ago/2012 por Aline Cardias.
Tags: Avante Tricolor, Brasileirão 2012, Yes We Can
Jogo pedreira. Carne de pescoço. Facilidade daqui pra frente? Não esperemos Tricolores. Galo e Flu já nos enxergam mais de perto no retrovisor. O bafo quente na nuca dos até então únicos postulantes ao título nos coloca, agora, também na condição de time a ser batido no BR. Correremos atrás dos líderes assim como correrão para nos alcançar aqueles que apenas miram – e olhe lá – as vagas à Libertadores.
Com a vitória ante o Vaixco marcamos, definitivamente, o “x” na opção TÍTULO. Esvazia o discurso de pensar somente na vaga e dá confiança para seguirmo firmes na labuta. A mim, desde o começo do campeonato, quando surgimos ainda claudicantes, garantir presença na competição continental teria que ser, obrigatoriamente, consequência de uma conquista maior. Cansei de somente comemorar vaga. E espero que assim o seja.
Nosso time não é um suprassumo de qualidade. Mas lembremos que, mesmo os que estão à nossa frente também não o são. As carências são lembradas e até sentidas a cada jogo. E será assim até o final. Mas o conjunto tem dado conta e suprido as necessidades mais básicas. Acredito que a partida desta quarta, das últimas, tenha sido a que mais evidenciou isso.
Mesmo com o jogo “em mãos”, temos que evitar o relaxamento como aconteceu em momentos do segundo tempo. Recuamos além do que deveríamos e, inevitavelmente, fomos pressionados. Felizmente não o suficiente para ameaçar a vitória. Méritos do Luxa que tem conseguido manter a coesão da equipe mesmo sem suas peças-chave, e dos jogadores que suplantam as dificuldades e se esforçam para desempenhar em campo os comandos.
Este Grêmio que engrena bons resultados, mesmo com alguns percalços, e alcança a terceira colocação na tabela é outro em postura e espírito. O time apático que presenciamos pós desclassificação na CB dá lugar a um grupo vibrante, empenhado, brigador, que valoriza e sabe o peso que uma vitória – e também derrota – tem na trajetória. É compensador enfrentar uma noite fria e um horário esdrúxulo de futebol pra ver em campo um Grêmio que não tendo medo de ser o Grêmio.
Espero que esta terceira colocação não ganhe uma proporção além daquela que deva ganhar. O caminho é ainda longo e as dificuldades serão imensas. Temos que manter o time fechado, focado no objetivo único. Esquecer projeções, resultados paralelos. Pensar e executar jogo a jogo. Fazer sempre a nossa parte. O que importa, ao fim e ao cabo, é sermos o primeiro no encerramento da última rodada.
Ps1: Satisfeita com a recuperação do Pico. Se mantiver essa regularidade positiva pode até surpreender. Ontem jogou a altura da camiseta que veste. Mas calma gente, não é, ainda, o salvador da pátria na lateral esquerda.
Ps2: Bom ver o Moreno desempenhando bem, obrigado, o papel que a ele fora confiado.
Ps3: Tem que fazer mais o que o Kleber fez ontem, arriscar mais de fora da área em direção ao gol. Sempre tem um que outro Prass por aí.
Ps4: Entendo que pra ontem outros fatores podem ter pesado pra que o público do Olímpico não tenha sido o esperado (tempo, horário, grana). Mas galera tem que se ligar que restam APENAS NOVE jogos de Brasileirão a serem disputados no Monumental.
Nós podemos e chegaremos!
Dale!
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Grenal dos Escombros
Publicado em 26/ago/2012 por Charles Hansen.
Tags: 2012, Aterro, elano, grenal, vitoria

A cólera da uma nação!
26.08.12 será conhecido na história dos clássicos como o GRENAL DO ESCOMBROS. Vitória gremista indiscutível. Cirúrgico no ataque, sólido na defesa. Não há o que ser contestado na jornada tricolor.
Parabéns Grêmio que foi grandioso desde Marcelo até o último atacante.
Elano inconstestável. No Coliseu da rainha de Roma (Falcão), os mil gremistas que arriscaram a vida calaram aos pouco mais de 8 mil colorados.
Dos 37 pontos cumpridos para a ponta da tabela.
É isso que queremos, é isso que buscaremos.
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Entre moral e obrigações
Publicado em 31/out/2011 por Charles Hansen.
Uma derrota normal do Flamengo de Ronaldinho. Uma derrota moral do Ronaldinho do Flamengo. O Olímpico que pulsou levando o Tricolor para uma virada espetacular, também foi o mesmo que em coros, vaias e faixas pregou desprezo ao mais ingrato dos jogadores que fardou as três cores. Marca que o Pilantra levará na paleta para o resto de sua trajetória como jogador e “homem”.
30.10.2011 está marcado para sempre na historia do futebol.
Já o citamos neste blog inúmeras vezes, mas hoje se torna novamente necessário. Albert Camus (1913-1960), nobel de literatura em 1957 e amante do futebol escreveu: “tudo que aprendi sobre moral e obrigações do homem, aprendi com o futebol”. Assim posto, tarde justa para que os valores da MORAL e das OBRIGAÇÕES se fizessem presentes.
Na bola, o Grêmio foi grandioso revertendo um revés de 0 a 2. O time que passou por dificuldades na primeira etapa foi totalmente diferente na segunda. Venceu quem mereceu. Venceu quem estava determinado a vencer. E que golaços! Quisera podermos encontrar esse time em todas as rodadas do campeonato; quisera encontrar o Estádio cheio e presente também. O Grêmio que vence é o Grêmio dos atletas e da torcida, a comunhão recentemente desfeita pela mal condução dos dirigentes.
Que ronaldinho gaúcho passe a entender que nesta vida a ética, o MORAL e as OBRIGAÇÕES, ao menos para o nosso povo, ainda falam mais alto que cifras milionárias. Até porque, verme pilantra, respeito, apreço e dignidade são valores impossíveis de se comprar.









