Arquivo para 'Abordagens contemporâneas'

“Si hay que elegir una manera de perder, sería muy parecida a ésta”.

Publicado em 06/jul/2010 por Leonardo Fleck.

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Reproduzo aqui, em castellano mesmo, a matéria do argentino La Nación depois da conferência de imprensa do técnico, brilhante, da seleção uruguaya, Oscar Tabárez.

CIUDAD DEL CABO.- Dolido por la derrota, orgulloso por sus dirigidos. Satisfecho por el trabajo, consciente de lo cerca que estuvo la hazaña. Conforme por el rendimiento, rendido ante las individualidades holandesas.

Estas fueron las sensaciones de Oscar Tabárez en la conferencia de prensa posterior a la caída en las semifinales. El DT lamentó esos cuatro minutos fatídicos -entre los 24 y los 28 del complemento- en que su hasta entonces efectivo plan se derrumbó por completo.

“Salimos a jugarle de igual a igual. Controlamos el partido, en algún momento hasta la impusimos determinadas cosas… después, con algún espacio, estos jugadores son muy buenos”, analizó el maestro, que aceptó noblemente la derrota y no quiso polemizar por el offside de Van Persie en el gol clave de Sneijder (“puede pasar en cualquier torneo, no es momento de buscar excusas”, dijo).

Su mejor lectura de la caída fue la siguiente: “Si hay que elegir una manera de perder, sería muy parecida a ésta.” Los mayores elogios, además de destacar las individualidades naranjas, fueron para sus dirigidos. “Estoy totalmente conforme con lo que dieron mis jugadores. Para nosotros es satisfactorio pese a la derrota”, cerró el ex entrenador de Boca.

Dignidade! Que exemplo de como jogar vocês deram, uruguayos! Que sirvam aos demais que vestem celeste.

PS. Gargano, o camiseta 5 é ele, Kroeff!

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Nem D10s, nem seu Messias, mas Silas.

Publicado em 06/jul/2010 por Leonardo Fleck.

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Silas deve ter acordado serelepe hoje, pois satisfeito e amendoim nosso ainda treinador somou mais um (na nossa conta) pra sua coleção de papelões. Nosso herói desafiou a lógica e… perdeu. O sempre favorito AVAÍ enfiou três na guela e não decepcionou nosso ainda treinador, que jamais se conforma em sair de campo sem sofrer gol, preferencialmente mais de um. Os números comprovam! Um time sem esquema, sem formação definida, frouxo na defesa, sem qualquer luz, naturalmente entra em campo pra sair derrotado. Permanecemos nas trevas. O Grêmio de outrora desafiava o impossível e vencia, o de hoje também, mas o de antes nos trazia à glória redentora, o de hoje nos deixa na lanterna de (entre suspiros e com os olhos fechados de vergonha): Avaí, Coritiba e Vasco da Gama.

Que bom que hoje joga a Celeste, alegria pra alma ver Homens que honram as calças defendendo essas cores. Mesmo que caiam, serão recebidos como heróis que são.

Acorda, Grêmio!

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O incrível gosto de viver perigosamente

Publicado em 06/jul/2010 por Aline Cardias.

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De todo modo, amistoso ou não, torneio “preparatório” ou não, com time descaracterizado ou não, muito ruim esta passagem do Grêmio pelas bandas de Floripa. Não tem desculpa, explicação. Não dá mesmo pra assimilar, racionalmente, esta ridícula última colocação, sucumbindo à “potências do futebol brasileiro”.

Preocupante. Me tira o sono pensar que daqui uma semana entraremos em campo novamente, agora à valer, e que nada mudou. Há quase trinta dias as coisas transcorrem na mais imperfeita normalidade. Iniciamos a parada pra Copa com a esperança que o álbum de figurinha tricolor fosse sofrer alterações significativas. Claro, esquecemos de combinar com o homem forte (?) do futebol gremista. Aliás, Meira e Silas bem que poderiam ser as primeiras figuras de troca.

Dentro das nossas necessidades imediatas e prioridades, muito pouco foi feito pra que, de fato, este segundo semestre se apresente melhor que o anterior. Recesso este que, ao contrário do que se esperava, serviu apenas para aumentar a desconfiança.

Será que somente nós enxergamos o que está acontecendo com o Grêmio? Não é possível que uma viva alma desta direção não tenha autocrítica suficiente para admitir os equívocos e dar novo rumo às coisas. O ano ainda não terminou.

Acorda, Grêmio!

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Por los caídos en batalla!

Publicado em 02/jul/2010 por Leonardo Fleck.

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O capitão e símbolo, Lugano, saiu lesionado ainda no primeiro tempo. O centroavante Suárez, herói nas oitavas de final, defendeu como zagueiro, defendeu como goleiro e fez do seu reflexo abençoado o último sopro de esperança para uma nação inteira! O resto do que se viu foi a história sendo escrita, não faz falta mais palavra.

Que brava la Celeste! Que lindo ver-te no topo outra vez.

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O contumaz apequenamento de um gigante.

Publicado em 01/jul/2010 por Leonardo Fleck.

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O Grêmio foi goleado pelo rebaixado Coritiba, qual a novidade, Silas? As bonecas estavam desgastadas, parece. Seguimos.

Amanhã a gestão Kroeff celebrará um ano da caída ante o Cruzeiro em pleno Olímpico. Amanhã a gestão Kroeff celebrará um ano da vergonhosa surra à cavalo proporcionada pela outrora nobre e respeitada Brigada Militar contra gremistas dentro do pátio do Olímpico. A lei em farda precisa atuar, mas para defender a LEI, senhores. Sou defensor de que a polícia MOA a pau o cidadão que for, se esse estiver descumprindo leis ou não acatar ordens legais, mas o que se viu e ouviu no Olímpico naquela noite não se aplica ao caso. Eram sócios, eram torcedores com INGRESSOS NA MÃO tentando tão somente exercer um direito assegurado. No entanto, serviram eles de sparring pra cavalo. O truculento 2 de julho de 2009 não será esquecido, assim como não será esquecido o atrapalhado manejo da situação Roth e a lamentável espera pelo desastrado Autuori, treinador que conseguiu a enorme façanha de vencer UM jogo longe do Monumental em todo o campeonato brasileiro e que só foi mantido no cargo para justificar tamanha espera. No final das contas o próprio loiro pediu o boné a cambio de alguns milhões de petro-dólares, abandonando assim o famigerado “projeto” que diziam eles todos, haver. Ahm entendo… O truculento 2 de julho de 2009 não será esquecido porque marcou o fim do que nem bem havia começado, escancarando a falta de critérios, falta de domínio de vestiário, falta de clareza nas idéias de futebol sobre como querem ver o Grêmio jogando, pois ignoram solenemente a consagrada escola tricolor de jogar futebol. O fiasco do atual técnico a frente do comando é um expemplo claro desse desapego à história. Que paralelo pode-se traçar entre Roth, Autuori e Silas? Que estilo de futebol une essas três figuras? NENHUM. E dessas três figuras sabem qual foi a de melhor desempenho a frente do comando? Rospide. O interino que deveria ter sido mantido, o interino que conhece a casa, o interino que arma como deve-se armar e que obteve resultados dignos do tamanho do clube. O momento dele passou? Naquela libertadores sim. Assim como teria sido a chance pra Portaluppi, o Santo. O homem que uniria verdadeiramente massa, jogadores e dirigentes em torno de um só objetivo. Mas não, também por ele faltou coragem. Milhões e milhões não compram tradição, nem amor à camiseta, no máximo, angariam tentativas que já sabemos frustradas.

O truculento e triste 2 de julho de 2009 não será esquecido, sobretudo, porque de lá pra cá nada mudou. Souza, entre outros jogadores, nos prometeu – sem cumprir – a classificação pra Libertadores de 2010. O técnico que está, assim como todos outros depois do Mano Meneses, não serve. O estilo de jogo do Grêmio nem de longe faz sombra ao do Grêmio vencedor, combativo, comedor de carne vermelha. Há muito, mas muito tempo mesmo insisto e peço mais Grêmio ao Grêmio, temos como slogan que nosso gremismo é ortodoxo, pois apegado à tradição. Valorizo sem concessões a taça no armário, seja como for. O Grêmio não precisa jogar “bonito”, pra nós bonita é a glória, é a conquista, é o nosso futebol “feio” e aguerrido derrotando o deles. Foi assim, com sangue nos olhos, que nos elevamos a condição de gigantes. Jamais o toque toque, o tique tique, ou o blablabla do discurso derrotado do “vencedor moral”, dessa miséria indigente do que apregoa que perdemos jogando melhor. Isso não serve, pois isso não existe! Somos vencedores na bola, na garra, no suor, no sangue, na faixa que cruza nosso peito.

Precisamos buscar na história o rumo perdido. Nas lições de Foguinho aplicadas em tantos times vencedores depois dele. Treinadores gaúchos, desconhecidos, torcedores. Sei que Felipão seria muito caro, mais caro que a sanidade permite mas, ao menos, foi tentado? Porque não recomeçar em 2011 com Marcelo Rospide?

Queremos a vaga propiciada pelo título da Sulamericana. Queremos o tri da grande Copa. Queremos voltar aos títulos relevantes depois de dez anos de lamentável fila. Queremos, pra começo de conversa, ganhar fora de casa, não tomar 3 gols dentro dela em ida de mata-mata e conseguir voltar a segurar um mísero resultado. Pra começo de conversa!

O dia 2 de julho de 2009 não será esquecido. Desperta, Grêmio

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