Arquivo para 'Abordagens contemporâneas'
20 de Setembro
Publicado em 20/set/2011 por Anderson Kegler.

Vivemos o mês o mais importante das tradições do Rio Grande do Sul. Comemoramos a independência de nosso “país” em relação ao Brasil Imperial. Mas e hoje, somos nós o que? Essa luta que tanto nos honra nos deixou marcados por um orgulho que não fazemos mais jus. Não somos mais o povo cujas façanhas sirvam de modelo a toda terra, e faz tempo.
O povo do Rio Grande do Sul deixou de ser GAÚCHO há muito tempo e tornou-se um arremedo do que diz que é. Somos tão brasileiros, no pior sentido da palavra, quanto qualquer carioca e pior ainda somos auditório das piadas e desmandos deles sobre nossas vidas. Não preciso citar os infinitos exemplos musicais, televisivos e governamentais que baseiam minha tese, pois, eles são tão evidentes quanto nossa arrogância sem sentido.
Vivemos num estado de eterno dizer que somos e de pouco sermos. Precisamos urgentemente mudar isso. Chega de dizer quem éramos, chega de cantarmos que fizemos! Está na hora de fazer e ser. Isso vale para todos nós. O Rio Grande do Sul não pode se resumir a um grupo de pessoas vestidas a caráter dentro de piquetes no Parque Harmonia. Há muito para mudar.
Vejam o nosso GRÊMIO! Há quanto tempo somos apenas coadjuvantes e/ou sparrings nos campeonatos e copas que participamos? Vivemos de nossa história, que é a mais gloriosa e mítica de todas e da qual eu me orgulho de participar. Mas urge uma mudança nas nossas atitudes. Precisamos nos organizar administrativa e mentalmente para o futuro. Chega de medidas emergenciais e paliativas serem a regra. Não podemos mais achar que a culpa de estarmos indo sempre de mal a pior é dos outros. Quem muito aponta o dedo, deve procurar um espelho. O GRÊMIO assim como o Rio Grande do Sul pode muito mais do que faz atualmente, mas é preciso coragem para enfrentar a nós mesmos e sairmos desse emaranhado de ilusões em que nos colocamos.
Tenho um infinito orgulho de minhas tradições, raízes e cultura e sei que não estou sozinho. Amo minhas bandeiras e por elas sempre lutarei, inclusive aqui mesmo, defendendo-as dos que se dizem GAÚCHOS, dos que se dizem GREMISTAS. Porque não é possível que sejamos hoje administrados por pessoas que amem esse rincão e nosso clube e os deixem a mercê de quem nos despreza e nos prejudica. Precisamos resgatar nosso espírito antes que seja tarde demais.
Viva a honra dos que acreditam que podemos mudar e realmente sermos o que queremos e podemos ser. Que 20 de setembro seja mais que uma festa, seja uma data de reflexão e o inicio de uma nova era.
É o meu Rio Grande do Sul
Sol, céu, sul
Terra e cor
Onde tudo que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor
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Parabéns, Grêmio querido.
Publicado em 15/set/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: instituto desejo azul
Mais informações sobre o Instituto Desejo Azul (IDA), aqui.
Desafio os corações a não amolecerem, por mais duro que alguns deles possam ser, ao ver esse vídeo, ao ver esse pequeno gremistão, sorrir. O peso de cada minuto vencido em tão desigual duelo vale mais que gol da vitória em final de campeonato.
Oportunidade em que nos cabe olhar para dentro, redimencionar o valor de cada momento e agradecer o instante único de cada mágico respiro.
O futebol é só mais um entre tantos outros esportes, mas o Grêmio não é só mais um entre outros tantos clubes, não para nós.
Parabéns, Grêmio querido.
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São sinais da realidade.
Publicado em 09/set/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: conselho deliberativo, sócios
Evidente que se uma equipe joga bem, mais próxima estará de vencer, entretanto, jogar bem não é sinônimo de vitória, importante é vencer. Aliás, o que é jogar bem? Um título de Champions League da Internazzionale dirigida pelo Mourinho vale exatamente o mesmo que um título de Champions League vencido pelo Barcelona dirigido pelo Guardiola, ou não?
A Aline foi cirúrgica na análise, é até melhor ganhar sofrendo do que mascarar que tudo está bem. São sinais da realidade, do momento.
(…)
Estive ausente por cansaço. Tem sido difícil torcer para o clube cujo conselho afaga, cujo poder o apequena, escrever sobre ele então… Mesmo dentro desses 10 anos de absoluta estiagem, hoje está mais difícil torcer para o Grêmio. Já tivemos no passado momentos tenebrosos, sombrios, mas nos aferramos ao clube e juntos saímos adiante num impulso que nos levou a glórias. Hoje não sei se tenho mais essa força e penso que muitos poderão ficar pelo caminho. É como se pensássemos: se a única forma de limpeza for o afogamento total, abram os diques. Das cinzas ao fogo.
O que haverá mudado, já que as três cores são eternas? Foi-se o tempo da economia interna? Imprensa a soldo? Sabotagem? A abertura do voto aos sócios não obrigou o rei a conceder benesses aos grupos aliados, mas assim ocorreu. Multiplicaram-se esses. Resultado do resultado, para onde quer que se olhe, é o mesmo que veremos: movimentos políticos prontos e aptos ao aluguel – em constante estado de alerta. Todos “amam” ao Grêmio e todos acham que o seu amor pode salvá-lo. O rei eleito deve, como pactado no acordo do aluguel, lotear o clube para satisfazer a base. Aristocratas do patrimônio alheio. Perfil técnico nas escolhas? Não, mero detalhe se comparado a, digamos, governabilidade. Ao leitor mais desatento, ou mal intencionado, devo passar a impressão de que a democracia fez mal ao clube. Alto lá, democracia é o melhor que pode haver, precisamos é de mais democracia. O Odone não é o culpado pela derrocada do Grêmio, culpada é a velha forma de gerir um clube trasladada aos tempos atuais – já não funciona, nenê, culpados são os sócios que não votam, os movimentos de situação que apóiam (com apoio alugado) e aos de oposição (esperando sua vez com passe fixado), reparta esse mesmo cenário às gestões anteriores retrocedendo até 2000, pelo menos, e aí sim, entregue a fatura. Absolutamente ninguém pode tirar o corpo fora. Se o cara se diz de tal movimento, diretamente está implicado. Quando um movimento se diz em favor de candidato A ou de candidato B, o que diz, sem dizer, é que está em contra do candidato que não apóia. Lamento pelos que “amam” demais ao Grêmio, amem de menos. Lamento aos que Amam demais ao Grêmio, não baixemos os braços.
Quantos sócios aptos se apresentam a votar? Dez, vinte por cento? Desses, quantos são mobilizados e/ou estão vinculados por/a algum desses movimentos? A instituição precisa sair fortalecida após um processo eleitoral, nunca o contrário.
Sócios: votar é um direito, exerça-o, mas saiba que não é o único, ser sócio te permite fiscalizar, através de ferramentas institucionais específicas, a atuação do conselho deliberativo que é onde muitos desvios de rota podem ser corrigidos, incendios controlados, e propostas benéficas apresentadas. Ninguém aqui está a pedir confrontação, nem quebra-quebras, menos ainda que se reflita dentro do estádio, com vaias que só prejudicam aos que, bem ou mal, vestem nossa camiseta.
Conselheiros: se amar ao Grêmio for cooptar e ser cooptado, trocar apoio por cargo, disputar vaidades, pavonear-se, oferecer-se por amor sincero e só amor sincero ter a oferecer, melhor é cair fora. Amem menos ao Grêmio, trabalhando melhor por ele. Ofereçam capacidade profissional ou, ao menos, rigor ético em prol do estatuto, ou limitem-se a manter a matrícula em dia. Chega.
(…)
Feliz aniversário, Renato Portaluppi.
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Bom, Grêmio
Publicado em 09/set/2011 por Aline Cardias.
Tags: dale grêmio, fora de casa, seis pontos, vitoria
Vencer o Bahia era preciso e assim o Grêmio fez. Independente do passeio no primeiro tempo e da bobeira na etapa final, fica, acima de tudo, o resultado mais que necessário e que, mais dia menos dia, teria de acontecer. Não dá pra passar um campeonato inteiro contando nos dedos as vitórias fora de casa. A competição, mais adiante, bem ou mal cobra seu preço. Vitória de seis pontos que nos afasta ainda mais do breu e nos dá tranquilidade pra ir com tudo pra cima do São Paulo.
Obviamente que uma goleada, oriunda dos excelentes primeiros 43 minutos, pelo primeiro tempo, não seria demasia. Mas, tirando aquela estagnada na volta do intervalo – e que precisa ser avaliada – não vejo com maus olhos este resultado apertado. Um escore acachapante poderia mascarar o que ainda precisamos melhorar, tirar o foco, a seriedade. Domingo temos mais um jogo chave e manter os pés no chão neste momento é essencial.
Não vi o jogo, mas pelo que pude acompanhar, apesar dos pênaltis (o não convertido pelo Douglas e o igualmente não ocorrido, mas anotado para o Bahia) e de todos os sustos do segundo tempo, merecemos sim a vitória. Pelas redes bem balançadas pelo Brandão e Escudero, mas muito, também, porque podemos contar com o nosso bom e velho Victor.
Uma pena a ausência do Rochemback pra domingo. Se o alemão Adílson surge como a opção imediata, que entre e quebre tudo.
Que a torcida siga comparecendo. O Olímpico merece um bom público e o Tricolor, o nosso apoio.
Pra cima deles, Grêmio!
Dale.
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Domingo espetacular de Grêmio
Publicado em 05/set/2011 por Aline Cardias.
Tags: futebol, goleada, torcida, vitoria
Se a posição na tabela infelizmente ainda reflete quão péssimo foi o Grêmio no primeiro turno do Brasileirão, as três últimas atuações, especialmente, podem justificar um possível* novo momento da equipe gremista. Porém, mais que apresentar um futebol consistente e convincente, PONTUAR – de preferência acumulando vitórias – agora passa a ser o OBJETIVO. Sabemos que apenas jogar bem, sem resultado prático, não basta quando se trata de pontos corridos.
No Olímpico, ao que tudo indica, finalmente reassumimos nossa condição de mandante, e com o apoio da torcida – da geral, da social, das cadeiras – sem banda, trapos ou barras – as vitórias voltam ao natural. Ontem, além da maravilhosa tarde de sol e calor, os 18 mil torcedores foram agraciados com uma baita partida do Tricolor. Goleada fundamentada com futebol objetivo, pra frente, de marcação forte, explorando as laterais, e com um meio de campo e ataque inspiradíssimos. Dá gosto ver a troca de passes do primeiro e segundo gols. Bom futebol que vem na esteira da recuperação daqueles jogadores importantes pro time – e que por isso, justamente, são sempre os mais cobrados, – bem como na confirmação de outros, como o zagueiro Saimon, El Loco e Julio Cesar nas laterais. Posição carente por tanto tempo, o recém chegado lateral esquerdo não precisou de muito pra dar outra cara pro setor. E como num passe de mágica, Juarez parece ter achado um lugar para Marquinhos e Escudero. Rochemback e Fernando incansáveis na volância, assim como Douglas que, entre altos e baixos, vê sua moral e seu futebol novamente na crescente.
Habemus centroavante? Mais que guerreiro imortal e o escambau, André Lima tem que seguir justificando sua permanência entre os titulares. Torçamos pra que os três gols de ontem sejam uma constante, não necessariamente em quantidade, mas que façam valer, a cada partida, o nove duplo que carrega às costas.
*possível porque precisamos confirmar, agora além Mampituba, e com resultado positivo, esta boa fase no campo. E que comece logo na quinta-feira, contra o Bahia.
Parabéns torcedor de fé que também deu goleada fora de campo.
Dale!







