Arquivo para 'Abordagens contemporâneas'

Em nome do Grêmio

Publicado em 02/ago/2011 por .
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O BloGrêmio vem expressar sua profunda preocupação com o atual momento vivido pelo Grêmio, tanto dentro de campo quanto fora das quatro linhas. Ele exige muita cautela e ponderação nas ações de todos os gremistas que tenham verdadeiro amor pelo Clube e pelo menos um pouco de boa fé.

Acreditamos que o grupo atual de jogadores tem qualidade suficiente para obter desempenho que nos coloque longe das últimas posições da tabela. Porém, o desenrolar de uma crise nos bastidores e que se tornou pública, pode ter consequências gravíssimas. Cabe a cada um dos envolvidos parcelas de responsabilidade que, mais do que não serem esquecidas, precisam ser assumidas para enfrentar e resolver a crise com rapidez, para o bem do Grêmio.

A direção do clube deve fazer uma profunda reflexão sobre as causas que levaram o time e também o clube à situação atual. A autocrítica e a mea máxima culpa é um exercício saudável para encaminhar soluções adequadas. Já se perdeu muito tempo e energia com discussões infrutíferas e brigas de facções, que afastam o torcedor do Olímpico e prejudicam o desempenho do time em campo. É função primordial da Direção pensar no Grêmio e neutralizar projetos pessoais que causam danos ao clube.

A oposição também precisa ter senso do momento e entender que nenhum gremista poderá sentir-se vencedor, com o clube enfraquecido. O momento impõe que ninguém se arvore salvador da pátria e tumultue ainda mais o ambiente, visando tão-somente colher dividendos políticos.

Ao Conselho Deliberativo cabe estar atento e vigilante aos assuntos do clube. Todos os Conselheiros têm obrigação de conhecer os problemas do Grêmio e auxiliar na busca de soluções. Chega de picuinhas, chega de vazamentos de assuntos internos para a imprensa.

Por fim, o torcedor, o ente que sente mais direta e intensamente o desgosto dos resultados de campo, este tem o direito de protestar. Porém, durante os jogos, precisa estar ao lado do time, apoiando, emprestando garra aos jogadores e voltando a ser protagonista em jogos no Olímpico.

Nós, torcedores integrantes do BloGrêmio, daremos a nossa contribuição conclamando a torcida para apoiar o time mais do que nunca nesta hora delicada. Esta quarta-feira é o dia para voltarmos a fazer do Olímpico uma cidadela invencível. Mas estaremos vigilantes sobre a atuação da Direção, do Conselho e dos movimentos políticos que gravitam em torno do nosso Grêmio. Manteremos uma posição crítica e os sócios informados sobre ações oportunistas e de promoção pessoal.

Já há muito tempo a situação tornou-se insuportável. Já passou da hora dos gremistas abraçarem o Clube. Basta de politicagem! Basta de brigas de beleza! Basta! Pelo bem do Grêmio!
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Este é um manifesto conjunto dos participantes do BloGrêmio.

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A arrogância corrói.

Publicado em 31/jul/2011 por .
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Na cultura onde o problema está sempre no outro e eximir-se é via de regra, naturalmente, foi falta no Víctor. Assim como a herança foi maldida, estar classificado para a Libertadores foi nefasto e ter 99% da torcida em lua-de-mel com o clube, time e comissão técnica foi algo nauseante, abominável, desprezível. Lide-se com tudo isso e tente dormir, quero ver pra crer.

Julinho não foi uma má aposta, vamos todos esperar saltitantes até que triunfe. Sentados. Ao menos avariaram o comando no aterro, dirão alguns, mas vibrar com isso é tão pequeno quanto o espírito do quem assim pensa.

O Grêmio pode levantar-se e mostrar a força que já soube ter? Pode, esse grupo está longe de ser ruim, o problema é os fazer entender que jogar bem também pode ser chutar pro mato, fazer o simples, rolar pro companheiro livre na hora de concluir… aceitaremos tudo o que vier acompanhado de vitória.

Pelo que leio e pelo que sei, o buraco é muito embaixo. Ingênuo pergunto, vale a pena
colocar-se acima do clube acreditando assim que ao clube favorece? Não se deram conta,
sem desenhos, sozinhos, de que a resposta é, e será sempre, o rotundo não?

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Não basta a cor do uniforme.

Publicado em 25/jul/2011 por .
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Inegavelmente o Grêmio é um clube gaúcho, situado naquele pedaço de terra que determina que os nascidos ali assim possam ser chamados. Para alguns, ser gaúcho é algo “bom”, algo “positivo”. Para alguns.

Mas, o que isso significa, exatamente, para um clube de futebol? Um grande e rotundo, nada! Oras.

Nos acostumamos, como cães adestrados, a responder comandos. “O futebol do RS se parece ao platino”. Patas levantadas. “O futebol do RS é embarrado pela mesma chuva e embalado pelo mesmo frio”. Senta! “A garra está por encima da técnica”. Deita e rola!!! Os clichês encerram verdades, mas é necessário ir aos fatos para entendê-los.

O Santos de Neymar foi campeão da Libertadores ganhando-lhe ao Campeón del Siglo, Peñarol. Prova geral de sistema, fracasso de qualquer teoria cisplatina. Preciso repetir?

O que significa isso, que pretendo acabar com toda reivindicação gremista de que a similitude com os charruas é menos celeste do queremos acreditar? Lógico que não, já que o 12 de outubro é logo ali, apenas desejo informá-los de que foco e vontade independem do local de nascimento. Certo, Dinho?

Lições coperas deixadas grátis pelo “gremista” Uruguai. Darko, not Cunningham, por favor.

. Toda bola parada pode ser mortal. O batedor que se prepare com atenção e cuidado de cirurgião. Os jogadores que se posicionem conforme ordens e jogadas, exaustivamente, ensaiadas.
. Reconheça suas limitações e explore suas virtudes.
. Todos, sem exceção, marcam.
. Humildade é a regra.
. Um grupo unido faz a individualidade brilhar em benefício comum, valendo a pena ou, se preferirem, não sendo à toa.

Jogasse o Peñarol, com seus próprios jogadores, ao estilo do Santos, teriam eles chegado tão longe? Lógico que não, pareceriam ao Grêmio dos últimos anos. Desmemoriado, comum…

Se, à aplicação tática, somarmos entrega desmedida e talento individual, teremos ao Uruguai. Se, à aplicação tática, somarmos talento individual, teremos ao Santos. E, se à aplicação tática, somarmos entrega desmedida, teremos ao Peñarol. Resumindo, se nos falta talento, compensemos com entrega desmedida. Na falta desta, que nos sobre talento. E, se somarmos a ambos, teremos um campeão ou, ao menos, um derrotado aplaudido de pé e celebrado com o hino. Aplicação tática é o denominador comum, e é o mínimo, mas que não basta para ir além.

O que entendo por entrega desmedida? Que Luis Suáres e Diego Forlán, melhor jogador da Copa América e melhor jogador do Mundial e goleador deste, respectivamente, marquem como zagueiros desde o ataque. Por exemplo.

Não basta a cor do uniforme.

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Na mesma

Publicado em 21/jul/2011 por .
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Buenas,
Obviamente não usarei este espaço para desancar o pau na atuação do Grêmio nesta quarta. Corneta nunca foi nem será o propósito pelo qual viemos aqui dar nossos pitacos. Mas também não esperem de mim omissão com relação ao que me desagrada, como foi a partida ante o Figuera.

Não assisti todos os jogos do Tricolor no Brasileirão, mas confesso que daqueles que pude ver, não senti, ainda – mesmo com as mudanças de comando e de acréscimo dos reforços – uma melhora que me tranquilize. Na onda do Grêmio-Uruguaio apregoado pelo Charles no post abaixo, me deu um desânimo ver que ainda estamos longe de chegarmos – ou retornarmos – a um status que por muito tempo foi nossa característica.
Uma coisa é jogar fechadinho e saindo no conta-golpe. Outra é, contra o Figueirense, ficar “inzoneando” sem saber o que fazer com a bola. Muitas vezes vi o Grêmio assim ontem. Lentidão na saída, recorrência no excesso de passos errados, a quase inexistência de chutes a gol…jogadas de linha de fundo, cruzamentos, nem pensar.

Ainda com o “um ponto ganho” e nenhum gol levado, não gostei do resultado. A justificativa do Figueirense se destacar quando joga em casa não me serve. Achei este um time limitado do qual poderíamos sim ter vencido. Perdemos boa oportunidade de começar a virar o jogo no campeonato. Nossa equipe é boa -com jogadores que podem e devem fazer a diferença -, mas que precisa se achar e voltar a querer jogar pra valer. Trabalho a mais para Julinho.

A saudar novamente mais uma atuação do Grohe que o credencia a ser goleiro do Grêmio. Por muito tempo desacreditei do potencial do guri.  Mas ele tem aproveitado muito bem a oportunidade. Mostra maturidade e notório crescimento técnico. Destaque pra qualidade dos nossos goleiros, mas também pro excelente trabalho do preparador Chiquinho.

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Gremio-uruguaio me basta.

Publicado em 17/jul/2011 por .
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uruguai reu62 Gremio uruguaio me basta.

Brasil do futebol arte sucumbiu. Uruguai do futebol força, do coletivo, da bravura do homem a menos, da simplicidade, eliminou o anfitrião em partida memorável. A Argetina, de admirável escola futebolística, pagou o preço da crise de identidade e do desprendimento às origens. Derrota na frente da sua gente.

Antes que o extremista venha dizer-me que Uruguai é fraco, fraco mesmo é o Paraguai. Combinado?

O futebol GREMISTA é da escola uruguaia, que no seu auge já lembrou a portenha e quando tentou ser brasileiro não foi nada. Não adianta lutar contra as origens. 442. Um ótimo goleiro. Uma zaga compacta comandada por um xerife – Lugano. Volantes que não dão espaço para os expoentes rivais. Bafo na nuca e muito brio. Uma meia cancha habilidosa e pragmática. Um baita jogador – Forlan – e atacantes efetivos (como Suárez).

O Uruguai de ontem me lembrou o Grêmio de 1995. Solidez defensiva. Futebol sem frescura e orientado ao gol. Bola suspensa no miolo da zaga em todas as faltas ofensivas, como bem observou o Fleck.  Sem badalação, focado e com objetivo claro.  Força.  Feio e sujo pra alguns, poético e plástico pra nós. Longe dessa putaria de futebol moderno ou estilo brasiliano.

É isso e ponto final. Pra que mais? Me digam…
O Grêmio precisa voltar a SER GREMIO e desistir de vez querer ser o que os outros são.
O Grêmio precisa fazer o que o Uruguai faz, olhar para dentro de si e resgatar os seus valores e suas origens.

Um Grêmio-uruguaio me bastava.

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