Arquivo para 'Abordagens contemporâneas'
Reencontro com Roth
Publicado em 12/ago/2011 por Charles Hansen.
Tags: celso roth, promoção, vitoria
Domingo próximo o Grêmio encaminha a primeira vitória sob o recomando de Roth. Reencontro com o Juarez na casamata.
Cobrem-me. Semana de trabalho intenso em dois turnos e a linha dura colocará nos eixos um time que estava “solto”. Frouxo. Recomendo todos irem ao Monumental, mesmo que a meteorologia aponte tempo não convidativo, a recuperação no campeonato tem data marcada.
E nesse credo de positivismo, o Grêmio Copero premiará quem acertar o placar da partida. Promoção no mesmo esquema de sempre, deixe o placar do jogo, autores dos gols e minutos de cada. Nessa ordem em critério de desempate. Se for goleada o premio é uma camiseta do Saint Portaluppi ´s Days, caso contrário vamos de Comedores de Carne Vermelha.
ex: Gremio 2 x 1 (Andre Lima 28′, Rochemback 13”)
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CRER, TORCER E DISTORCER.
Publicado em 09/ago/2011 por Charles Hansen.
Tags: livro, reflexão, torcer
Alguns fragmentos oportunos do excelente livro A DANÇA DOS DEUSES. Nesta passagem, trata de explicar e fundamentar essa nossa crença. Como Gremistas de GREMISMO ORTODOXO buscamos na cancha subverter a história desde sempre. E conseguimos na maioria das vezes.
“Seguir determinado clube é acreditar, mesmo contra evidencias racionais, que ele vá vencer. Como o futebol é jogo de muitos erros (sessenta passes errados numa partida é algo comum no Brasil) e pouca pontuação (mais de três gols em uma partida nao é frequente), mantém o torcedor em constante expectativa. Impotente na arquibancada, o adepto de um clube cre que sua fé e seu estimulo possam colaborar para que seus ídolos levem a divindade comum à vitória. É significativo em português o uso da palavra “torcer” para designar o ato de manifestar adesão entusiasmada à trajetória esportiva de um clube. (…)
Uma acepção dicionarizada de “torcer” é “desvirtuar o significado ou a proporção real de algo”. No mundo do futebol, é interpretar os fatos segundo a emoção. Torcer é sempre distorcer, portanto. E nao apenas o presente, a partida que se tem diante os olhos, no estádio ou na televisão. É também adulterar o passado.
Acima de tudo, torcer é tentar DISTORCER O FUTURO, interferir nele. É a esperança de “alterar o destino”, sentido que a palavra tem na língua portuguesa desde o século XIII. (…)Torcer contra ou a favor é enerome dispêndio de energia psíquica, é ato de fé que consome o sujeito. Nao por acaso, a etimologia de “torcer” vem do latim torqueo, torquere, “torturar”, “atormentar”, e também “sustentar”, “suportar”. É este o último sentindo que prevalece em francês (supporter) e inglês (to support), vindos do baixo latim supportare, “sofrer”, “ajudar”, “sustentar”. Em italiano, o verbo tifare deriva de tifo, “entusiasmo”, “paixão”, “fanatismo”, todos vocábulos de sentido essencialmente religioso e com forte conotação emotiva, vinda do original grego thyós, “furor”. Como tifo designa também doença infecto-contagiosa do mesmo nome, disseminada na Itália dos anos 1920, o termo estava muito associado ao sentido de sofrimento. Em espanhol, aficionar decorre de afición (por sua vez do latim affectionis, “afeto”), palavra indicada ao mesmo tempo “amor a alguma coisa ou pessoa” e “torcida”. Em alemão, o termo escolhido para aficionado oscila entre o laço social e laço afetivo: Anhänger, “partidário”, “adepto”, pertence à família lexical do verbo anhängen (“ser ligado por afeto” “estar preso a”), dos substantivos anhang (“apêndice”, “séquito”, “família”) e anhänglichkeit (“afeição”, “lealdade”), dos adjetivos anhäglich (“fiel”) e anhägan (“afeiçoado a”).
Enfim, é possível transcrever o significado do futebol para cada povo por meio das palavras que expressam o ato de apoiar o time escolhido. Analise que pode ensinar muita coisa, desde que nao se esqueça que a intensidade do sentimento religioso é muito pessoal, e no caso do futebol é proporcional a paixão clubistica. Para o fanático Nelson Rodrigues, “o que procuramos no futebol é o sofrimento. As partidas que ficam, que se tornam históricas, são as que mais doem na carne, na alma”. (…)”
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Blasé
Publicado em 07/ago/2011 por Charles Hansen.
A frente do computador com uma lauda em branco para falar de Grêmio. Nada em mente, nada inspira. Preocupante. Conversando com outros gremistas ao longo da semana e mesmo depois da partida de ontem, o sentimento é observação.
O Grêmio do ultimo período é um Grêmio blasé. Representado por dirigentes que cheios de si e por um time de futebol apático que não representa os valores desta nação. E desta forma, sob a postura de quem observa mais um recomeço (ou continuidade como tem sido) transfiro para esse mesmo horário daqui 7 dias o compromisso de emitir opinião sobre o GREMIO de ROTH+PELAIPE+ODONE. Até porque a gestão do Mandatário começou agora.
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Nove meses.
Publicado em 04/ago/2011 por Charles Hansen.
Tags: antonini, celso roth, paulo odone, pelaipe

Esse foi o tempo necessário para que as mudanças fossem concluídas. Odone conduziu com a maestria para chegar hoje, com o advento Celso Roth, nos nomes que desde sempre quis ao seu lado. Antonini na Arena, Pelaipe no Futebol e Roth na casamata. Resta alguma dúvida a respeito disso?
Odone chegou tendo que bancar pelo clamor da torcida o inquestionável Portaluppi. Memorável campanha e Libertadores da América. Como político, mesmo contra gosto, não iria contra esse fato. Seria impopular. Assim como foi quando deu as caras no minuto final dando um basta na contratação falida de R10.
Com o passar dos tempos, escorado por uma equipe questionável, eliminou Portaluppi mesmo contra gosto de Antônio Vicente Martins. No seu lugar Julinho Camargo, que sem estofo para o momento, sucumbiu no dia hoje sem antes ter levado, após críticas públicas, através do fiel Antonini, o vice de futebol.
Assumiu Pelaipe, assume Celso Roth. Assumiu a turma do Odone.
E nesse jogo politico e de vaidades quem sai perdendo é o Grêmio.
PS: Fala aqui quem votou em Odone.
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Stuart Braithwaite anuncia volta ao Mogwai.
Publicado em 04/ago/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: black francis, brathwaite, mogwai, roth
Ou, Black Francis reativará os Pixies, decida tu.
Em noite inspirada, Grêmio heróico oferece duplo empate em troca da manutenção do técnico… adversário.
Em noite fria, gremistas estúpidos decidem apanhar da Brigada Militar após protesto – a culpa é sempre nossa, saibam.
Precisamente, tivemos como testemunhas:
Público Pagante: 9.022 – Público Não Pagante: 1.703 – Público Total: 10.725
Aparentemente, a auto-proclamada, torcida que mais apóia abandonou o time em campo. Fato.
Sábado próximo, após derrota contra o Palmeiras de Felipão, veremos às cenas repetidas dos mesmos capítulos de ultimamente.
Bom, não será necessário esperar o sábado chegar, volta Roth, terminou-se a aposta. Cenas de um velho capítulo, reitero. O Julinho não tem culpa de nada, ele é o que sempre foi, se o Grêmio o quis trazer sabia o que buscava e o que encontraria. Mais uma lição dos dias: aposta em técnico deve vir acompanhada de pré temporada.
O Roth já dará cara de time aos 11 titulares no próximo jogo, o talento é inegável para perder campeonatos, mas também para ajustar em tempo curto times desnorteados.
Se é o que temos, torço por TODOS eles sem sequer considerar abdicar do quadro social do Imortal. Na próxima eleiçao o sócio, e somente ele, poderá fazer algo.
“Where is my mind”?
@fleckleonardo






