Arquivo para 'Opiniões e percepções'
Potência Máxima!
Publicado em 06/jul/2009 por Leonardo Fleck.
¿Querem classificar pra Copa novamente? Entonces, ¡dale Grêmio!
Um maxi-conselho, bem didático, pra diretoria: quando as críticas partem da torcida, elas são contra algumas decisões e algumas não-decisões de vocês, jamais contra o Grêmio, estamos combinados? Estaremos sempre apoiando o time, sempre.
Eller no Grêmio? Me agrada. Somando também um incontestável lateral direito, o Émerson e uma troca de volantes castellanos. Já que Orteman não joga, que tal Cubero, do Vélez? Ou la Bruja Verón? Mais a necessária incorporação da gurizada da base… sinto cheiro de protagonismo tricolor, mais uma vez, nesse brasileiro.
Domingo todos à cancha pra saudar o Mano Menezes, carimbar a faixa deles, somar mais três pontinhos e começar a pisar nos calcanhares do G4.
Foto: globoesporte.globo.com
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Um tempo depois.
Publicado em 04/jul/2009 por Leonardo Fleck.
A revolta da torcida ainda é muito grande e não diminuirá, saibam. Não, a menos que haja oxigenação nos discursos e, principalmente, nas decisões práticas. O Krieger saiu e, é coerente que saia, porque foi o cara que, junto com o Odone, e depois, junto com o Kroeff, bancou o Roth, claramente colocando-se em contra da torcida. Aqui cabe uma comparação histórica: quando o Dr. Koff bancou ao Felipão em 93, era o Koff campeão de tudo que bancava e era o ainda desconhecido e gremista Felipão o técnico bancado. São coisas muito diferentes.
Quando a massa se fez ouvir e quando os erros de planejamento fizeram com que o Grêmio caisse feio num gauchão em que nunca se soube claramente se disputaríamos a sério pra ganhar ou pra passar vergonha, tamanho o desencontro entre discurso e prática, resultando numa eliminação vexatória. Dos males o menor, ano de Copa e um período importante pra preparar o elenco com o novo treinador, correto? Errado. Optaram por um treinador não disponível, fizeram-se surdos – mais uma vez – pra torcida e dessa vez também pro Dr. Koff. Todos pediam, inclusive o próprio Portaluppi, pra que ele treinasse o Grêmio. Bancaram um competente interino enquanto Autuori não vinha. Ninguém pode contestar o curriculum do Autuori, mas sim se pode contestar a decisão de uma direção que permite o time jogar sem técnico uma Libertadores de América, sim se pode contestar a decisão de uma direção que não considera a tradição histórica de um Grêmio multi-campeão em mãos de técnicos gremistas, que não considera a necessidade orgânica do contato dia-a-dia entre comandante e comandados. Renato esteve ali o tempo todo, pronto pra trazer a massa pro lado da direção (ao lado do time sempre estivemos), pronto pra incendiar o time e encher de gremismo… o Grêmio. Enquanto isso, Autuori disputava mais outro jogo lá, bem longe dos ares de Porto Alegre. Ao fim e ao cabo, o competente Autuori chegou, com um tom educado que em muito o diferencia do nosso ex-treinador, mas que mudou muita coisa e ainda não teve tempo, sorte, capacidade ou material humano pra mudar nada. Pior pra nós, gremistas, que temos que tragar esse gosto amargo da eliminação, vendo o time cair por cometer os mesmos estúpidos erros, os mesmos atos falhos em bolas alçadas, as mesmas constrangedoras linhas de impedimento, os mesmos arremates que não resultam em gol, cair pros mesmos erros históricos de arbitragem e, novamente, prum time que não é melhor, apenas mais eficiente.
É duro tomar os três gols que tomamos no Mineirão. Evitáveis. É duro ver o Kléber girar encima de um profissional, mas que parecia um piá amador, e tocar prum jogador (que estava pronto pra jogar no Grêmio no início do ano) marcar seu terceiro, repito, terceiro gol contra o Grêmio em dois jogos numa semi-final de Copa. É duro. É duro saber que até o mais ausente dos gremistas sabe, que o Grêmio sempre teve e sempre precisará ter um patrão dentro ou na frente da área, de preferência nas duas posições, de preferência que um deles seja patrón. Alguém que incorpore a alma do clube e hable a língua da competição. É duro ter um cara como Émerson, gremistão como o Émerson, multi-campeão como o Émerson, vingador como o Émerson, experiente e respeitado como o Émerson oferencendo-se pro Grêmio sem ser contratado. É duro que teus amigos te liguem, antes de um jogo, sorridentes e confiantes pra dividir contigo a alegria de estar lá, presentes, e que meia-hora depois essa alegria e confiança se transforme numa ligação aos gritos, com choro, raiva, e sons de relinchos por culpa de uma direção e polícia despreparadas e desrespeitosas, manchando mais uma vez o que deveria ter sido outra página épica do clube, mas que não chegou a ser escrita. É duro que uma direção não tenha força para se impôr e permitir que entrem elementos básicos e inofensivos de uma torcida na NOSSA casa, proibidos pela mesma polícia despreparada que proíbe a entrada dos próprios sócios do clube nas nossas dependências? Acaso não entenderam eles, diretivos, ser essa uma punição contra o próprio clube?
De que adianta, Kroeff, simpaticamente discursar em español aporteñado pras câmeras da FoxSports antes do jogo, se ante a própria torcida um simples discurso na língua madre, na língua da torcida não consegue cair bem praticamente nunca? Acaso não entendem vocês, diretivos, que sem laterais não se chega? Que sem alçar dos flancos não se chega? Que sem patrão não se chega? Que sem fuzilar aos gritos a cara de mais um árbitro que nos rouba, não se chega? Que sem ter a massa do lado não se consegue ter paz? Que sem buscar harmonia, conciliação, nem se deve? Acaso não entendem vocês o que é o Grêmio, o que é o gremismo e, como somos nós, gremistas? Pra quê tanta confrontação, pra quê tanta resistência? Custava muito ter escutado a massa?
Sou contra pedir a cabeça do presidente. Eleito foi, no cargo deve estar. Peço é diálogo, sensibilidade, decisões fundamentadas na tradição do clube.
Força Grêmio! Um campeonato sim, mas antes dele, a vaga na Copa.
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Isso não é o Grêmio
Publicado em 03/jul/2009 por Aline Cardias.
Tags: cadê a direção?, Fora BM, respeitem a torcida
(policiais a cavalo e espada na mão tratando gente como se fossem bandidos)
Tão dolorida quanto a desclassificação na Copa foi a maneira que nós, TORCEDORES QUE ESTÂO SEMPRE COM O GRÊMIO, fomos (des)tratados na noite desta quinta-feira, no Olímpico (para muitos, a segunda casa). Tiraram de mim e de tantos outros torcedores apaixonados o direito de apoiar o Tricolor. Além de toda a truculência desta instituição falida que é a Brigada, me senti abandonada e desrespeitada pelo clube que eu tanto amo, aquele pelo qual eu faço das tripas coração para estar ao lado. E justamente na noite em que o Grêmio precisou de mim, eu não estive junto dele.
Sim Leo, o Olímpico Monumental É NOSSO, mas em dias de jogos, incrivelmente, somos quem menos manda nele.
Absurda a atitude da BM de fechar os portões quando ainda havia espaço dentro do estádio e um mar azul do lado de fora querendo entrar. Que poder eles têm para tanto? Isso sem falar nos totais abusos de “autoridade” e violência.
Inadmissível a omissão da direção gremista em permitir que aquela mesma torcida que atendeu ao seu apelo, fosse humilhada desse jeito.
Inaceitável o jogo de empurra entre administração-direção e Brigada quanto à responsabilidade do que aconteceu.
Lamentável a declaração do senhor presidente Duda Kroeff dizendo que ainda não sabia certo o que havia acontecido, mas que acreditava e confiava na BM. Por supuesto, Duda, foram os integrantes desta que madrugaram nas filas pelo ingresso, assim como são eles os sócios que contribuem mensalmente com o clube.
O dinheiro que investi é o que menos importa. A única coisa que eu queria era estar lá, no portão 10, junto aos meus amigos, cantando para o meu Tricolor. Queria estar apoiando na hora dos gols sofridos e comemorando as redes que o Rever e o Souza balançaram a nosso favor. Ao invés daquela mãozinha ridícula que foi distribuída antes do jogo, gostaria que fosse dada a todos os torcedores que ficaram de fora, uma mão de verdade.
Chega de torcida apanhando de brigadiano, chega de despreparo e amadorismo da direção
Estaremos sempre com o Grêmio. Tá na hora do Grêmio também estar com sua torcida.
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Onde está Duda Kroeff???
Publicado em 02/jul/2009 por Leonardo Fleck.
Olímpico lotado berrando por classificação e MILHARES de SÓCIOS fora do campo com ingresso na mão sendo humilhados pela BRIGADA que não permite a entrada ao campo da nossa torcida, entre eles a Aline e o Charles do gremiocopero.
Barbaridade che. Lá se vão 35 minutos de jogo e o Cruzeiro acaba de marcar o segundo gol. Não antes sem o Grêmio ter um penal não marcado, só pra variar.
Onde está Duda Kroeff?
Adeus Fábio Santos, meu querido, tu não ataca e não defende.
Parabéns TORCIDA tricolor. Comovente o amor próprio, a entrega, um sentimento que me faz amar!
Esperamos uma resposta Duda Kroeff. Onde está Duda Kroeff?
Lembrando SEMPRE que o Olímpico é PRIVADO, é NOSSO! Somos SÓCIOS do clube, pra quê? Segurança privada, adeus brigada!
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Ninguém ganha do Grêmio sem passar por Porto Alegre!
Publicado em 01/jul/2009 por Leonardo Fleck.
Senhoras, senhores. Irmãos nas três cores, quinta-feira chegará em poucas horas. É dia de Batalha.
Amanhã, quando sair a campo o Grêmio, sairá a campo O Grêmio. Inteiro. O Grêmio das causas impossíveis diante de uma causa possível. O Grêmio e suas três cores sagradas. O Grêmio e sua fanática torcida berrando por classificação, famintos de copa. O Grêmio de hoje, o de amanhã e, sobre todos eles, o Grêmio de desde sempre. Místico, barreiro, encardido, peleador, comedor de grama. O Grêmio com sangue no olho, o Grêmio cão que já provou gosto de carne vermelha. O Grêmio gaúcho. O Grêmio terra de fronteira. O Grêmio grosso, tosco, destemido. O Grêmio do frio, do inverno, da guerra por liberdade. O Grêmio Farroupilha. O Grêmio da Azenha, do Olímpico Monumental, de Porto Alegre, do Rio Grande. O Grêmio Portaluppi, Grêmio Lara, Grêmio Dinho. O Grêmio-sangue de De León. O Grêmio cisplatino. O Grêmio Felipão. O Grêmio futebol-arte pra gremista ver. O Grêmio-rugbier pro Brasil odiar pela tevê. O Grêmio que desafia a lógica e vence. Que se impõe na dificuldade, na adversidade, que se impõe com futebol mas, que se preciso for, que se impõe pela força, que problema há? O Grêmio de nossos amores, o Grêmio objeto da nossa maior constância nessa vida, ser gremista.

Se não for pra cantar, veja pela tevê, entregue teu ingresso prum amigo. Se não for com o espírito enxarcado de confiança, veja pela tevê, entregue teu ingresso prum amigo. Se não for pra vencer, assuma-se vermelho.
Vá em paz. Que a guerra se faça dentro de campo! Ninguém vence o Grêmio sem passar por Porto Alegre.







