Arquivo para 'Opiniões e percepções'
Trankilo, trankilo
Publicado em 04/ago/2009 por Aline Cardias.
Tags: brasileirão 2009, campanha 2010, El Tanque, reforços
Não bastasse as especulações em torno das saídas de Victor, Réver (ao meu ver indispensáveis no momento), Leo e Doulgas Costa, agora a bola da vez é o nosso centroavante. Não sei até que ponto não passa disso: especulação. Mas vindo neste momento, fase de vacas magricelas pelas bandas do Monumental, me deixa um tanto quanto preocupada o interesse por Maxi. Primeiro, porque depois de muito tempo a carência da centroavância gremista parece estar sendo muito bem suprida. Temos novamente um 16! Outra, estamos praticamente na metade do Brasileiro, pretendendo novamente uma das vagas à Copa. Se as coisas com o Maxi em boa fase são difíceis e as chances de reforços à altura são mínimas, abdicar da sua permanência é quase que desistir do nosso objetivo na competição. E, ao contrário das outras possíveis saídas na janela de transferência, que renderiam algum $$, nesta – corrijam-me se estiver enganada - o Grêmio perderia duas vezes.
Só espero que o presidente Kroeff e Cia cumpram o que prometeram: nosso reforço maior será a manutenção, pelo menos, do time dito “titular”.
Além de futebol, Maxi incorporou o espírito peleador do Tricolor que nós gremistas cobramos tanto de quem veste o manto. Está com a cara do Grêmio, tem a torcida a seu favor e o desejo de ficar.
– Estou bem aqui. A diretoria confia em mim e no projeto até dezembro. A torcida tem um carinho muito importante. Quero seguir pensando no Brasileirão com o Grêmio –
Tomara que esta suposta sondagem não passe mesmo de especulação. Mas não custa ao Grêmio ficar atento.
Apesar da situação financeira delicada pela qual passa o Tricolor, acredito que tá valendo o investimento!
Dale El Tanque! Te queremos em 2010!
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Sobre a proposta de redução.
Publicado em 04/ago/2009 por Leonardo Fleck.
A proposta de redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários precisa ser aprovada. Mais democracia à democracia do clube.
Pra quem não sabe, explico um pouquinho. O sócio do Grêmio, por ser sócio, tem direito a votar nas eleições do clube. Porém, para que uma chapa chegue a essa instância, precisa aprovação prévia do Conselho com percentual mínimo de 30%. Resumindo a ópera: hoje, o sócio do Grêmio poderá escolher, no máximo e na melhor e mais otimista das hipóteses, entre três chapas. Se for aprovada a redução, e mantendo o cenário otimista, poderíamos poder escolher entre cinco chapas, o que considero, pessoalmente, mais correto.
Abaixo segue o EDITAL DE CONVOCAÇÃO aos conselheiros do clube, publicado ontem.
CONSELHO DELIBERATIVO
03.08.2009
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Na forma do Estatuto Social, artigos 65, XVII, e 69, II, letra “b”, e § 8º, letra “c”, são convocados os Senhores Conselheiros do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense a reunirem-se em sessão extraordinária, no Salão Nobre Patrono Fernando Kroeff, no dia 12 de agosto de 2009, às 19h30min (dezenove horas e trinta minutos) em primeira chamada, e às 20h (vinte horas) em segunda, subordinada à seguinte
ORDEM DO DIA
1) Apreciar e deliberar sobre proposta de redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários, na Assembléia Geral, para eleição proporcional de uma chapa para o Conselho Deliberativo do GRÊMIO, nos termos do art.57, § 3º, do Estatuto;
2) Apreciar e deliberar sobre proposta de redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários no Conselho Deliberativo, para aprovação prévia de uma chapa para concorrer ao Conselho de Administração do GRÊMIO, nos termos do art.57, § 2º, I, letra “c”, do Estatuto;
3) Tomar ciência da explanação sobre o andamento do Projeto Arena pela Grêmio Empreendimentos S/A.
Porto Alegre, 03 de agosto de 2009.
Raul Regis de Freitas Lima
Presidente do Conselho Deliberativo
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Coluna do Nelson Ramão – Goalkeepers, muralhas da azenha.
Publicado em 03/ago/2009 por Charles Hansen.
A partir de hoje, nosso site inaugura a coluna chamada GOALKEEPERS – Muralhas da Azenha, como se fosse um álbum de figurinhas que vai sendo preenchido. Nosso objetivo é prestar um tributo aos arqueiros que defenderam o Grêmio na era Olímpico. À frente deste projeto está Nelson Ramão – gremista, amigo, leitor deste site – que terá a incumbência de resgatar a trajetória de cada um deles.
Nossa barra lateral terá um banner de acesso para a coluna.
Sempre que atualizada faremos uma chamada no corpo do site.
Esperamos que apreciem o trabalho. Seja bem-vindo Nelson.
Um grande time começa por um grande goleiro. Não poderíamos começar essa coluna sem falar de LARA – o craque imortal – que apesar de não ter jogado no Olímpico é, sem dúvida, o maior de todos os goleiros.
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Tópicos de um pequeno massacre.
Publicado em 02/ago/2009 por Leonardo Fleck.
Péssima a arbitragem. Não merecia ter sido expulso o Thiago Ribeiro. Não houve falta do Tcheco no penalty assim como não houve falta do Maxi López naquela jogada em que rouba a bola na ponta da área e parte pro gol. Menos mal que a pressão imposta pelo Grêmio foi tamanha que, apesar do árbitro, seus erros não foram preponderantes pra vitória de um nem pra derrota do outro. Aconteceria de qualquer maneira, talvez apenas com um placar menos gordo.
Nosso técnico foi Técnico, mesmo. A entrada do Douglas Costa aos 25 do primeiro tempo e a saída do Fábio Santos pra entrada do Jadíson (aleluia) foram, pra mim, prova disso.
Maxi é um delanterazo e deve, imperativamente, ser comprado pelo Grêmio. Objetivo número dois. Objetivo número um é a manutenção dos grandes Víctor e Réver.
Voltaram as faltas e a pegada, espero que permaneçam. Charles, deixo aqui, em pauta aberta, a sugestão de que tenhamos na página um segundo placar. O das faltas cometidas.
Tcheco, grande Tcheco. Aqui não haverá injustiças, nem corneta. Que partidaça, capitão.
Olímpico Monumental, impressionante tua força.
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Treino é jogo e jogo é guerra – Uma visão do futebol baseada na história.
Publicado em 01/ago/2009 por Charles Hansen.
Nelson Ramão – colaborador do blog – insatisfeito com a performance e apatia do Grêmio no último jogo encaminhou um texto que trata da sua interpretação sobre a razão de ser do futebol: por que ele nos seduz e como deve ser encarado. O Grêmio precisa deixar os floreios de lado e voltar a ser combativo e brioso.

Foto: Gustavo Silent
Tudo começou com uma faixa estendida no Estádio Olímpico lá por 2007 que dizia: “TREINO É JOGO E JOGO É GUERRA”. A dita faixa foi veementemente contestada por um cronista gaúcho que a interpretou como “incitação à violência”. Grande equívoco! O dito cronista ficou por semanas batendo na mesma tecla, incomodado que estava. Para mim, o que conseguiu fazer, foi assinar um atestado de profunda ignorância sobre o que seja o futebol. Então vejamos…
O futebol evoluiu muito. Longe vai o tempo em que o esquema tático, pasmem, era o 2-3-5 (dois zagueiros, três meias e cinco atacantes). Mas, apesar da aparência digamos “festiva”, era extremamente ofensivo, temos que convir. Essa ofensividade extremada, quase absurda, no entanto, tem lá suas razões e estas residem na natureza dos inventores do futebol moderno. Não que os ingleses sejam um povo belicoso, mas também não levam ninguém “pra compadre”. Tanto é verdade que lá, na metade do século XIX, a Inglaterra era uma nação colonialista e tinha a maior Marinha de Guerra do mundo (e isso significava ocupar a posição de maior potência militar). Associado a esse domínio dos sete mares, foi o berço da Revolução Industrial, o que tornou o Império Britânico uma potência econômica, também. O surgimento do futebol na Inglaterra está intimamente associado a todos esses fatores e veio como alternativa de lazer para o proletariado. Um lazer popular, barato, eficiente e competitivo como era e ainda é o espírito inglês. Assim como o xadrez, o futebol nasceu como jogo de estratégia e, por incrível que pareça, essa essência belicosa acompanha a prática futebolística até os dias de hoje.
Quem não lembra que há alguns anos o termo “esquadrão” era sinônimo de time. Esquadrão, no entanto, é uma subunidade de um regimento de cavalaria. Ambos comandados por um “capitão”. Também se usou como sinônimo de time (de team na língua inglesa) o termo “esquadra”. Aí, também, combina perfeitamente o termo “capitão” e, talvez, até seja a interpretação mais adequada, já que a Inglaterra era uma potência marítima. No entanto, muito longe do flagelo que é a guerra, o futebol é, tão somente, um jogo de estratégia que simula o conflito. Daí a justificativa para as expressões “embate” e “refrega”, tão comumente utilizadas como sinônimo de jogo. No futebol, o objetivo é colocar a bola no gol adversário, como todos nós sabemos desde sempre. Assim como o objetivo militar era conquistar a “cidadela” do inimigo. E quantas vezes ouvimos velhos narradores referirem-se às goleiras como “cidadelas” (ex: Haroldo Souza – http://www.youtube.com/watch?v=XdNrgPCMsqA) …
Aquele a quem chamamos hoje de goleiro era, originalmente, o goalkeeper (detentor do gol ou defensor do gol). Porém, na Inglaterra medieval, os defensores das cidadelas eram os arqueiros (archer – arch = braço) que, assim como os goleiros, utilizavam mãos e braços para lançar suas flechas. Estas, curiosamente, descreviam um arco até encontrar seus alvos, assim como a bola reposta em jogo. Enfim, o arqueiro era o último defensor das cidadelas e lançava suas flechas do alto das muralhas porque era praticamente vulnerável no combate a curta distância. A linha de defesa, logo à frente dos arqueiros, tinha por finalidade defendê-los e, comumente, estavam armados de lanças curtas ou “azagaias” para mais fácil manuseio no combate a curta distância. É de “azagaia” que deriva o termo zagueiro.
Geralmente eram soldados robustos, assim como o são os zagueiros, originalmente chamados de “bachs” (significando retaguarda ou a defesa da retaguarda). Por isso chamamos a área de trabalho dos zagueiros de defesa. Aqueles a quem acostumamos chamar de laterais e na linguagem atual do futebol são os alas, representam, além da defesa lateral, a possibilidade de ataque pelos flancos, estratégia muito usada na cavalaria para atingir mais duramente o inimigo, já que a principal defesa está sempre postada na frente do objetivo e não nos lados.
Curiosamente, até hoje, o ataque pelos flancos continua sendo uma arma mortal para qualquer time e isso vem desde o tempo em que se usavam ponteiros. Os meias (winger) são os “articuladores e municiadores” do “ataque”. Funcionam como uma linha de “suprimento” para os “atacantes” (forward). E estes, por fim, funcionam como a “infantaria”, causando baixas ao inimigo e, no futebol, assinalando gols no adversário. Por fim, a figura do técnico, que surgiu no nosso futebol somente na década de 1930, mais ou menos, é o grande estrategista. Como um general, fica observando o “campo de batalha” (ground), sempre à margem do mesmo, sem interferir fisicamente sobre as ações levadas a termo pelo esquadrão sob seu comando. Faz do “capitão” do time, seu representante no “embate”. Bem, nem vou fazer menção ao uso de “uniformes” para distiguir um time de outro (ou um exército de outro) e, muito menos, das antigas “botinas”, hoje substituídas pelas chuteiras…
De qualquer modo, o futebol é apenas uma simulação de uma batalha. Esta estreita relação de similaridade fica mais evidente quando comentaristas esportivos, diante de uma derrota de um time em uma competição, utilizam-se do chavão: “Perdeu a batalha, mas não perdeu a guerra”, no sentido de que no contexto amplo do campeonato, outros confrontos virão e o “revés” momentâneo poderá ser compensado com “vitórias” futuras.
Para nós, gaúchos, o esporte bretão caiu nas graças como uma luva. Nosso histórico espírito guerreiro, para defender nossas fronteiras, nos fez de natureza beligerante. Assim o futebol tornou-se uma paixão. No entanto, isso não significa violência, é apenas uma forma de extravasar nossos mais profundos sentimentos de luta de uma forma civilizada. Tudo muito diferente da violência gratuita que vez por outra se manifesta em confrontos entre torcidas. Algo que, aliás, tem mesmo que acabar.
“TREINO É JOGO E JOGO É GUERRA”, sim! Ou alguém ainda duvida disso?







