Arquivo para 'Opiniões e percepções'
Pela tradição.
Publicado em 17/nov/2009 por Leonardo Fleck.
Se o valor que o Vidarte publicou no blog dele estiver correto, e deve estar, Victor e Réver deveriam ter um reajuste salarial de 100%. Já escrevi aqui que o Víctor deveria ser chamado pelo presidente e ser convencido a permanecer no Grêmio por 10 anos, ao menos, com compensações financeiras óbvias. O Grêmio precisa manter seus emblemas e a torcida ter seus ídolos mantidos pelo maior tempo possível. Também no blog do Vidarte sai a público a informação de que Mário Fernandes e Maxi López serão adquiridos e deverão permanecer no Grêmio. Réver disse que quer ficar ao menos por mais um ano, quer um título. O mesmo diz Tcheco pra quem quiser ouvir. Muita gente torce o nariz pra ele, muita gente gosta dele. Eu sou um dos que está no segundo grupo. Sempre o defendi e sempre o defenderei. É gremista de coração e não me importa que não tenha ganhado nada de expressão com o Grêmio. Não ganhou ainda. É um jogador fundamental nas bolas alçadas, estabiliza o meio de campo, vibra muito. Basta ter a cabeça no lugar.
Em comparação com os demais times brasileiros, estou convicto de que o time do Grêmio é um baita time, estou convicto de que o Grêmio só não está disputando o título porque faltou gremismo ao Grêmio de Autuori. Autuori foi um erro compreensível de avaliação e sua incompreensível manutenção insistente foi o desespero da direção em justificar tanta espera. Autuori fracassou. Autuori passou. 2009 passará. O primeiro jogo pós-ele já motivou a recepção do time no aeroporto. Não foram recepcioná-lo devido ao EMPATE que beneficiou por tabela o SC2006. Não foram recepcioná-lo devido a classificação à Libertadores. Não foram recepcioná-lo para agradecer pela campanha pífia nesse campeonato e nos outros. Foram recepcioná-los, senhores, para demonstrar à todos vocês que estávamos com saudades do Grêmio. Para demostrar à todos vocês, no Grêmio, como queremos que sejam as coisas.
“O Grêmio voltou”, comentaram alguns aqui no blog. Terminou a pasmaceira, a conversa-mole, a lenga-lenga, a ponderação na prática do esporte. Grêmio é loucura, é destemor, é entrega, é combate, são os dizeres estampados nos trapos de arquibancada: “não ao fair play”, “treino é jogo e jogo é guerra”. Grêmio é honra, é jogar pela camiseta, é exigir-se o máximo, ao máximo, é beneficiar o rival, se assim suceder, mas jamais abrir mão dos códigos, do amor próprio. Grêmio é tradição vencedora, combativa, de imposição física. Grêmio é pela força, pela raça, pela entrega, pelo brío. Peço discursos condizentes com essa tradição e com esse estilo de praticar o tal de futebol. É cansativo ouvir desculpas que não tenham esse norte, tentando justificar sem haver entendido que é porque nos afastamos da nossa essência. O problema sempre foi o afastamento da essência. Não à toa sempre pedimos um Grêmio mais Grêmio.
Perdemos, por erro de avaliação e “perfil”, ótimos dois reforços. Gilberto e Marcelinho Paraúcho. Bem, acho que quem avalia é um tanto míope para o tal de futebol e adota discursos por demais pouco refletidos. Se forem os mesmos que avaliaram e insistiram com o técnico, espero, apenas, que não permaneçam avaliando para o ano próximo. Hugo serve, Gilberto não. Curioso. Gosto dos dois, entretanto.
Dos jogadores que estão, Víctor, Réver, Mário, Souza, Maxi, Tcheco, Leo, Adílson, Rockembach, Rafa Marques, Lúcio, Jonas, Douglas Costa. É um belo time e com ótimas opções. Deveriam ser mantidos todos.
Perea, Herrera, Túlio, Thiego, (acrescente o teu) so long, até logo, adiós. Rechear o grupo com a gurizada da base, trazer um xerifão uruguaio de nome Lugano, um 5 blindado e… nada mais. Apostar na base MESMO. Leandro, Borges, Hugo? Ahmm, se dobrarem o salário dos dois referidos no começo do texto sim, se não, que sejam valorizados os que merecem ser e que a gurizada tenha chance.
Que tratem o Grêmio com a grandeza do Grêmio e com devoção à tradição da escola tricolor. Sem invencionismos, sem ideias muito além das fronteiras. Queremos o penta.
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Ordem natural das coisas.
Publicado em 14/nov/2009 por Leonardo Fleck.
Expulsão por agressão, inferioridade numérica, juíz peitado, empate peleado buscado além do tempo regulamentar (com gol de argentino), torcida adversária silenciada. Fim de papo.
É o Grêmio que cala! É o Grêmio que ensina, com o exemplo do irmão maior, o que é honra. Ordem natural das coisas.
Welcome back, Rospide. Por mim, a casamata é tua.
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Adilson na casamata
Publicado em 12/nov/2009 por Charles Hansen.
Tags: adílson, comando técnico, temporada 2010

Silas não, por favor. Se não tem como trazer Felipão, que fique entre Espinosa, Portaluppi e Adilson. Este último acredito ser hoje o mais talhado para assumir o comando técnico gremista. Identificado e multicampeão pelo clube, o capitão América está em ascensão na carreira e soma experiências em campanhas significativas (vice América, duas libertadores, títulos regionais).
Adilson já teve duas passagens pelo Grêmio, por coincidência nos tempos mais negros do tricolor – 2003 e 2004. Ter boas campanhas nesse período era praticamente impossível, a missão era apenas de salvação. Mesmo assim, quero destacar que Adilson conseguiu em 2003, numa campanha de recuperação, salvar o clube do descenso.
Ele assumiu o Grêmio na 28ª de 46 rodadas, período em que o clube tinha apenas seis vitórias na competição nacional e aproveitamento até então de 28%. Comandou o clube em 19 partidas com sete vitórias, seis empates e seis derrotas, aproveitamento de 47%. Demorou um pouco para reorganizar o time, com um início um tanto dificultoso. O impressionante foi que nas últimas 13 rodadas o Grêmio obteve sete vitórias, três empates e três derrotas, aproveitamento de 61%. Considerável se tratando do momento vivido pelo clube.
Por que não oportunizar ao Adilson iniciar a temporada do zero? Para julgarmos passagens devemos ser cientes das circunstâncias de cada uma delas. Acredito que ele pode resgatar o espírito aguerrido e bravo que por motivos diversos o Grêmio deixou de lado. Quero alguém realmente identificado com o Imortal Tricolor. Quero alguém que me represente à frente da casamata.
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Autuori custou caro demais
Publicado em 10/nov/2009 por Charles Hansen.
Tags: direcao, fábio koff, paulo autuori, renato portaluppi
Se poucos meses atrás tivessem dado ouvidos para Fábio “El Padrinho” Koff e lido atentamente o Grêmio Copero quando clamávamos juntos por Renato Portaluppi na casamata gremista, provavelmente hoje o Grêmio estaria ocupado em acertar os detalhes da viagem para Dubai ao invés de se deparar com a busca por um treinador.
Acabou o encantamento. Conceitos rasgados e discursos falidos. Autuori parte sem justificar porque veio. Fracassou. Teoria que seduziu e prática que decepcionou. Custou muito caro, pelo menos uma Libertadores. Que sirva de lição. Fica esta marca na paleta desta direção.
Proposta chega em boa hora para o Grêmio. Oportunidade de o clube corrigir o erro e resgatar a tradição de apostar em treinadores da aldeia e/ou identificados com a escola gremista.
Mudanças que vêm para o bem.
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Apresentando Cícero Souza
Publicado em 09/nov/2009 por Aline Cardias.
Tags: cícero souza, departamento de futebol

Sobre a saída do Mauro Galvão, há tempos vinha notando o sumiço do diretor de futebol. Ele estava mais para figura decorativa que propriamente para um dirigente que estivesse realmente à frente do futebol gremista. Praticamente inexistente.
O Cícero Souza, seu substituto, certamente ganha sua grande chance na carreira. E, se depender de seu profissionalismo e competência, acredito que fará um belo trabalho.
Convivi com este profissional durante dois anos no Grêmio. Chegou em 2006 para supervisionar o infantil e, aos poucos, foi conquistando seu espaço. Ainda que não tenha ganho notoriedade, desenvolveu um excelente trabalho na base gremista ao lado do Rodrigo Caetano. Tem bom trânsito com a gurizada e o respeito daqueles que formam o futebol profissional, uma vez que participou da fase de integração dos departamentos (base e profissional). Conhece bem o Grêmio e a responsabilidade de representar um clube de tamanha grandeza, além de possuir uma qualidade que prezo nesse meio: humildade.
Não me surpreendo que tenha sido o escolhido para assumir o departamento de futebol gremista. Tarefa e tanto. Espero que ele cresça com o Grêmio e que não seja engolido pelas vaidades que, inevitavelmente, se farão presentes.
O sucesso dele é o sucesso do Grêmio. Boa sorte!






