Arquivo para 'Opiniões e percepções'

Envoltos em reflexões

Publicado em 18/mai/2011 por .
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8629464 e1305745872573 Envoltos em reflexões

Discurso surrado e vazio.

Reflexão, esse é o momento.  Anderson Kegler, colaborador do blog, compartilhou a sua leitura sobre o momento, sobre os problemas vividos, sobre a realidade gremista. Em seu texto, que nos remete ao penso, cabe questionarmos a inversão dos valores que caracterizou essa máldita década.

Após alguma análise, percebi qual é o problema do GRÊMIO. Pelo menos o que, na minha opinião, desencadeia todos os outros.
O GRÊMIO vive um momento em que é dirigido por pessoas que vivem em função do TA (tradicional adversário). É isso!
Nos últimos anos somos representados no TRICOLOR por pessoas que tem como objetivo maior “tirar onda” com o “nal”, dar satisfação para um clube (ou para as pessoas) que surgiram em função do nosso. Trocaram de lugar na história. Até o letreiro no Olímpico agora é corneta? Ah façam o favor!
O que eu tenho com o t.a (tradicional adversário)? NADA, absolutamente nada. Não sei escalação, não sei das reformas, não sei nome de dirigente, não sei nome de torcida, não me interessa em nada. Só penso em “nal” quando tem GREnal.
Mas nos salões do GRÊMIO não… lá até em discurso de posse anda se falando neles. Isso virou um câncer!
O GRÊMIO existe por si só. Não dependeu de outro clube nem para nascer, muito menos para ser grande. Vivemos de nossa própria força. Essa conversa de “um precisa do outro” foi coisa criada pela “ymprenssa” vermelha. O GRÊMIO NÃO PRECISA DE NINGUÉM PARA SER O GRÊMIO!
Estamos a mais de 10 anos nessa fila de espera por títulos.
No GRÊMIO banalizaram até nossa imortalidade. Eu que tanto escrevi sobre essas coisas; sobre nossa mística, sobre nosso manto, agora fico constrangido de usar esses termos para não cair no ridículo.
Tudo no GRÊMIO hoje é em função de outrem.
Estão difamando a nossa história, as nossas lendas.
Acho que a vida é feita de ciclos. E quando um clube como o GRÊMIO passa a ser dirigido por pessoas que pensam mais nos outros que no próprio clube está na hora de mudar tudo.
Precisamos romper! Nos desligar dessas pessoas que eu chamo de “fãs da çellessão de 82”. São azarados, para dizer o mínimo.

Precisamos buscar nossa cultura de volta, precisamos de pessoas que pensem somente no GRÊMIO. A questão do IMORTAL é institucional, está nas entranhas do clube. E para nos livrarmos disso é preciso romper com esse passado recente que nos prende a algo que nada tem a ver com o GRÊMIO.
Precisamos acordar e ver que enquanto não retirarmos do GRÊMIO esse discurso rançoso e derrotista nunca voltaremos a ser o que somos no nosso âmago.

Somos o GRÊMIO, somos quem lidera, quem existe, quem cria, quem desbrava, o resto e que vem no reboque.
Podem dizer que estão brabos comigo, podem achar brechas no texto, podem me acusar de não ser “gremista verdadeiro” mas no fundo todos vocês sabem que eu tenho razão.
Não podemos permitir que nosso lugar de protagonistas da história seja ocupado por mais ninguém além de nós mesmos.

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Time que vence com Renan no arco merece ser campeão.

Publicado em 15/mai/2011 por .

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Time que vence com Renan no arco merece ser campeão. Sem ironia.

O partida foi mais uma fotografia perfeita do Grêmio dos últimos 10 anos, instituição que desaprendeu a jogar com o regulamento embaixo do braço e isso, gremistas e colorados que nos seguem, explica o MUNDO de hoje.

Quando li ontem à noite o que saiu da boca de um jogador do meu time, principalmente um dos que mais aposto, temi pelo que todos confirmamos hoje.

Reitero o pedido feito nesse texto anterior.

Parabéns aos amargos.

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Bonecas chiliquentas vs torcida de verdade.

Publicado em 13/mai/2011 por .
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alentaco2 300x140 Bonecas chiliquentas vs torcida de verdade.

O Olímpico Monumental lotará sem a necessidade de esforço extra. Casa cheia para empurrar o time a mais um título de Gauchão, o primeiro de Renato Portaluppi em sua volta ao lar.

Respeitar sempre o adversário mantendo os pés no chão, demonstrar a seriedade, o orgulho ferido e a humildade que demonstramos na última partida – dentro de campo – é o que o Grêmio, nós, precisamos fazer. E isso sim requer um monumental esforço. O Grêmio sabe que, somando todos os elementos citados à enorme vantagem CONQUISTADA na partida anterior terá garantido, também, a permanência do título em casa.

Do outro lado estarão os amargos. E eles podem bradar nas TVs, jornais e rádios os impropérios mais vis, mais desmedidos do menor dos seus torcedores, dessa vez também dirigente, que conseguirem bradar. Podem bradar até através de seus avatares jornalistas. Eles podem tentar condicionar, interferir, manipular a SEMPRE suscetível imprensa e a SEMPRE parcial arbitragem gaúcha. Eles sempre tentam. Eles até contarão em campo com o assistente que tripudiou a grave lesão de um dos nossos atletas. Agumas coisas fazem parte do jogo. Mas o que não faz parte dele precisa acabar. Essa cultura da bobagem a soldo que essa gente alimenta e que a essa gente interessa manter precisa acabar. Que se virem com seu remendão de aluguel, com seus curto-circuito e bate cabeças, com suas disputas de vaidade, com suas práticas rasteiras de exercer a rivalidade, com suas bonecas chiliquentas dentro e fora do campo. Que a imprensa, então, ocupe-se disso. Que seja, afinal de contas, imprensa.

Precisa acabar e é com o que eles não têm, nem jamais terão, que começaremos a sepultar com pás de cal e terra. Alma, força de empurre que nasce dentro de cada um, corre elétrica pelo corpo e descarrega em grito pela garganta nas arquibancadas sem a necessidade de saber se no vizinho fizeram também. Do lado de cá não há espelhismos, não há mamonas, não há necessidade de se inventar uma torcida pra rivalizar, fabricar pra só depois responder. O que nos diferencia é o peso histórico de existir pela camiseta, brote espontâneo legitimado pelo ineditismo e confirmado pela imitação que se seguiu. “Olha a festa…”.

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Mérito vs calendário.

Publicado em 12/mai/2011 por .
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O Real Madrid faz festa em Madrid, pois levantou em um jogo duríssimo, contra o Barça, a Copa do Rei. A Internazionale faz festa, pois classificou-se a final da Copa da Itália. O Ceará e o Coxa estão em chamas na Copa do Brasil. Parece réplica de notícias com mudança geográfica, mas não é. Os brasileiros dessa turma merecem e muito a felicidade que sentem agora, mas seria ainda mais estrondosa, digamos, caso Grêmio, Inter, Cruzeiro, Corínthians e Santos tivessem também ficado, na bola, pelo caminho.

As equipes brasileiras que se classificam a Libertadores da América são punidas duplamente com a não participação na Copa do Brasil e com a não participação na Sul-americana. Cortesia da CBF, claro. Há algum tempo questiono a participação no Gauchão, torneio talhado ao amadorismo, à lesão de atletas e ao deterioro do calendário útil dos clubes grandes. Entretanto, não acredito que seja necessário eliminá-lo, mas repensá-lo para beneficiar a todos. Pensemos juntos.

Que mal haveria se a disputa fosse com sua reta final dividida em dois triangulares cada um deles encabeçados pela dupla Grenal? Como? Com a seguinte formatação. Mantem-se a forma de disputa adotada nos últimos anos com dois grupos em turno e returno – porém sem a dupla. Classificam-se campeão e vice de cada grupo para a disputa do triangular. Suponhamos que campeão e vice do grupo 1 sejam Novo Hamburgo e Juventude. E do grupo 2, São Jose e Cruzeiro, respectivamente. Campeão do grupo 1 e vice do grupo 2 enfrentam (definição por sorteio uma vez finalizada a fase classificatória) ao Grêmio, e o campeão do grupo 2 e vice do grupo 1 (definição por sorteio uma vez finalizada a fase classificatória) ao Inter. A dupla joga fora de casa seus dois confrontos no triangular, os campeões do grupo 1 e 2 jogam de local aos seus, e os dois vices enfrentam em seus domínios a dupla e saem a visitar os campeões. Os vencedores de cada triangular se enfrentam em final de ida e volta. Decidirá de local quem somou mais pontos na classificação geral no triangular (mesmo esquema adotado na Libertadores). Em todos os casos o primeiro colocado é premiado pelo mérito de ter sido primeiro. Desta forma o Gauchão da dupla terá de dois a quatro jogos, sobrando tempo para a eventual Libertadores e tempo de sobra para a Copa do Brasil. Sem falar do benéfico período de férias e pré-temporada que atletas e clubes terão.

Quanto a Sul-americana, disputá-la deixaria de ser prêmio consolação para os que fracassarem em classificar a grande Copa. Que o premio ao mérito seja aos quatro melhores classificados no Campeonato Brasileiro, e que estes ocupem seu segundo semestre também com uma competição internacional. Na Europa há sentido em dividir pela ordem de classificação os participantes nas duas principais competições daquele continente, por uma simples e obvia razão, são disputadas AO MESMO TEMPO, algo naturalmente interpretável sem a necessidade de desenhos, correto? Apenas para ilustrar, na Argentina quem classifica-se a Libertadores, classificou-se a Sul-americana. Não há consolo internacional e não há prêmio ao mérito de chegar em quinto. Sem falar que hoje os clubes brasileiros que jogam a Sul-americana também jogam a Copa do Brasil, é premiar demais a incompetência, ao quase.

Outra opção, essa sim, simplíssima, que a CBF passe a Copa do Brasil para o segundo semestre, premiando duplamente o mérito dos do G4. Quem ficou pra trás que dispute a Copa do Brasil, ora bolas. Ninguém se esforça para classificar para a Sul-americana, sejamos honestos, a briga que dá pontos no Ibope é a que leva ao título ou a degola.

Na Europa, modelo de todas as coisas, os clubes disputam ao mesmo tempo as Ligas (campeonato nacional) as copas nacionais, e as competições internacionais. Sem exceção, Madrid, Barcelona, Milan, Inter, Chelsea, Manchester, Arsenal… Jogam, jogam e… jogam.

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Era imperativo ganhar.

Publicado em 08/mai/2011 por .
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O grupo juntou os cacos e decidiu render. Tenho a grandeza de reconhecer que tiveram vergonha na cara, que sentiram a pressão da eliminação e decidiram dentro de campo (único lugar possível) dar a resposta. Tristeza não havermos podido contar com alguns desses titulares no Chile. Demos um passo fundamental, não só rumo ao título, mas para afastar a má fase. Semana que vem é dever confirmar dentro do Monumental o que foi iniciado no Aterro no dia de hoje: sepultar a crise.

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