Arquivo para 'Opiniões e percepções'
A arrogância corrói.
Publicado em 31/jul/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: arrogancia, herança
Na cultura onde o problema está sempre no outro e eximir-se é via de regra, naturalmente, foi falta no Víctor. Assim como a herança foi maldida, estar classificado para a Libertadores foi nefasto e ter 99% da torcida em lua-de-mel com o clube, time e comissão técnica foi algo nauseante, abominável, desprezível. Lide-se com tudo isso e tente dormir, quero ver pra crer.
Julinho não foi uma má aposta, vamos todos esperar saltitantes até que triunfe. Sentados. Ao menos avariaram o comando no aterro, dirão alguns, mas vibrar com isso é tão pequeno quanto o espírito do quem assim pensa.
O Grêmio pode levantar-se e mostrar a força que já soube ter? Pode, esse grupo está longe de ser ruim, o problema é os fazer entender que jogar bem também pode ser chutar pro mato, fazer o simples, rolar pro companheiro livre na hora de concluir… aceitaremos tudo o que vier acompanhado de vitória.
Pelo que leio e pelo que sei, o buraco é muito embaixo. Ingênuo pergunto, vale a pena
colocar-se acima do clube acreditando assim que ao clube favorece? Não se deram conta,
sem desenhos, sozinhos, de que a resposta é, e será sempre, o rotundo não?
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Não basta a cor do uniforme.
Publicado em 25/jul/2011 por Leonardo Fleck.
Tags: celeste, felipão, maestro tabaréz, uruguay
Inegavelmente o Grêmio é um clube gaúcho, situado naquele pedaço de terra que determina que os nascidos ali assim possam ser chamados. Para alguns, ser gaúcho é algo “bom”, algo “positivo”. Para alguns.
Mas, o que isso significa, exatamente, para um clube de futebol? Um grande e rotundo, nada! Oras.
Nos acostumamos, como cães adestrados, a responder comandos. “O futebol do RS se parece ao platino”. Patas levantadas. “O futebol do RS é embarrado pela mesma chuva e embalado pelo mesmo frio”. Senta! “A garra está por encima da técnica”. Deita e rola!!! Os clichês encerram verdades, mas é necessário ir aos fatos para entendê-los.
O Santos de Neymar foi campeão da Libertadores ganhando-lhe ao Campeón del Siglo, Peñarol. Prova geral de sistema, fracasso de qualquer teoria cisplatina. Preciso repetir?
O que significa isso, que pretendo acabar com toda reivindicação gremista de que a similitude com os charruas é menos celeste do queremos acreditar? Lógico que não, já que o 12 de outubro é logo ali, apenas desejo informá-los de que foco e vontade independem do local de nascimento. Certo, Dinho?
Lições coperas deixadas grátis pelo “gremista” Uruguai. Darko, not Cunningham, por favor.
. Toda bola parada pode ser mortal. O batedor que se prepare com atenção e cuidado de cirurgião. Os jogadores que se posicionem conforme ordens e jogadas, exaustivamente, ensaiadas.
. Reconheça suas limitações e explore suas virtudes.
. Todos, sem exceção, marcam.
. Humildade é a regra.
. Um grupo unido faz a individualidade brilhar em benefício comum, valendo a pena ou, se preferirem, não sendo à toa.
Jogasse o Peñarol, com seus próprios jogadores, ao estilo do Santos, teriam eles chegado tão longe? Lógico que não, pareceriam ao Grêmio dos últimos anos. Desmemoriado, comum…
Se, à aplicação tática, somarmos entrega desmedida e talento individual, teremos ao Uruguai. Se, à aplicação tática, somarmos talento individual, teremos ao Santos. E, se à aplicação tática, somarmos entrega desmedida, teremos ao Peñarol. Resumindo, se nos falta talento, compensemos com entrega desmedida. Na falta desta, que nos sobre talento. E, se somarmos a ambos, teremos um campeão ou, ao menos, um derrotado aplaudido de pé e celebrado com o hino. Aplicação tática é o denominador comum, e é o mínimo, mas que não basta para ir além.
O que entendo por entrega desmedida? Que Luis Suáres e Diego Forlán, melhor jogador da Copa América e melhor jogador do Mundial e goleador deste, respectivamente, marquem como zagueiros desde o ataque. Por exemplo.
Não basta a cor do uniforme.
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Na mesma
Publicado em 21/jul/2011 por Aline Cardias.
Tags: brasileirão, empate, gremio, marcelo grohe
Buenas,
Obviamente não usarei este espaço para desancar o pau na atuação do Grêmio nesta quarta. Corneta nunca foi nem será o propósito pelo qual viemos aqui dar nossos pitacos. Mas também não esperem de mim omissão com relação ao que me desagrada, como foi a partida ante o Figuera.
Não assisti todos os jogos do Tricolor no Brasileirão, mas confesso que daqueles que pude ver, não senti, ainda – mesmo com as mudanças de comando e de acréscimo dos reforços – uma melhora que me tranquilize. Na onda do Grêmio-Uruguaio apregoado pelo Charles no post abaixo, me deu um desânimo ver que ainda estamos longe de chegarmos – ou retornarmos – a um status que por muito tempo foi nossa característica.
Uma coisa é jogar fechadinho e saindo no conta-golpe. Outra é, contra o Figueirense, ficar “inzoneando” sem saber o que fazer com a bola. Muitas vezes vi o Grêmio assim ontem. Lentidão na saída, recorrência no excesso de passos errados, a quase inexistência de chutes a gol…jogadas de linha de fundo, cruzamentos, nem pensar.
Ainda com o “um ponto ganho” e nenhum gol levado, não gostei do resultado. A justificativa do Figueirense se destacar quando joga em casa não me serve. Achei este um time limitado do qual poderíamos sim ter vencido. Perdemos boa oportunidade de começar a virar o jogo no campeonato. Nossa equipe é boa -com jogadores que podem e devem fazer a diferença -, mas que precisa se achar e voltar a querer jogar pra valer. Trabalho a mais para Julinho.
A saudar novamente mais uma atuação do Grohe que o credencia a ser goleiro do Grêmio. Por muito tempo desacreditei do potencial do guri. Mas ele tem aproveitado muito bem a oportunidade. Mostra maturidade e notório crescimento técnico. Destaque pra qualidade dos nossos goleiros, mas também pro excelente trabalho do preparador Chiquinho.
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Derrota de derrubar direção
Publicado em 30/jun/2011 por Charles Hansen.
Tags: 2011, antonio vicente martins, campeonato brasileiro, derrota, direcao, odene, portaluppi

Te dou reforços e um jogo para mudar o todo. Transferindo o instraferível
Tu podes alegar que foi empate. O resultado é sabido, mas do que importa. Contra o último colocado em casa nada além da vitória era aceitável. A derrota que me refiro está além das quatro linhas, além da casamata, está nos gabinetes e corredores do Monumental. A lamentar a forma como a gélida noite se desenvolveu, pelo silêncio sepulcral pré-coletiva quebrado por um conjunto de idéias em rota de colisão que denotam uma crise de dimensão presidencial.
Momento de aguardar pelas mudanças “de cabeça fria” prometidas por Odone – o mandatário-populista – para que possamos ver o desfecho desse primeiro quarto de mandato. De concreto até agora somente o cimento que levanta a Arena, enquanto o futebol que movimenta a razão de ser respira de forma coadjuvante nesta gestão. É possível levar os dois projetos juntos até porque nenhum é excludente do outro. Enquanto a Arena vai bem obrigado (e comemoramos, sério!), do outro lado aguardo empenho presidencial de mesma dimensão no futebol. Teríamos um Grêmio grande!
Há mais coisas no Olímpico que a nossa capacidade de assimilação.
Muitas perguntas, poucas repostas. Quem vive os bastidores sabem e não revelam.
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Engolindo dentes.
Publicado em 30/jun/2011 por Leonardo Fleck.
O Renato, por cabeça dura e adepto do bruxismo, têm sim culpa na deplorável situação que atravessamos, mas de forma alguma deve ser ele a ser pregado na cruz. De confirmarem sua saída, assinam, em decorrência dela, uma sentença tão pesada quanto a sua história no clube. As peças de reposição são ruins, e os titulares que chegam ou retornam recém o fazem.
O Odone esperou demais, aceitou demais, cobrou de menos e cobrou errado – fazendo público o que era interno – e agora, decido está a amputar. Terá a maioria da torcida que pensa contra si, saiba, a hora não é agora.






