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Em defesa do Grêmio
Publicado em 21/nov/2008 por Charles Hansen.
Tags: ducker, em defesa do gremio, jorge bettiol
Os leitores do blog GremioCopero devem estar se questionando o motivo em que as atualizações ficaram um pouco paradas. Em momento polêmico, decorrência do incidente pós-jogo, comecei a buscar informações para formar uma opinião sobre o ocorrido. Dezenas de materiais publicados em veículos de imprensa, ventilam os mais diversos motivos que levaram “o disparo de tiros”.
Pois bem, eis que hoje acessando o site do DUCKER (parabéns pelos 3 anos!) encontro um texto de capa escrito pelo Jorge Betiol, que de forma bem articulada e clara consegue expressar o meu sentimento. Me sinto muito representado. Reproduzo, abaixo:
Em defesa do Grêmio
O repudiável episódio envolvendo torcedores gremistas e que para infortúnio da Grande Nação Tricolor está sendo noticiado nacionalmente segue com interrogações. Talvez só mesmo seus infelizes protagonistas possam esclarecer os detalhes e os bastidores (a esta altura perante a polícia e o judiciário) que culminaram nesta rixa resolvida à bala . É público e notório que ocorrem desentendimentos entre facções de torcedores no Olímpico. Não é de hoje, aliás. Seja por simples rivalidade ou por interesses escusos, três antigas organizadas do Grêmio viviam as turras. Freqüentemente entravam em confronto. Hoje, com novas composições e surgimento de outros grupos, prosseguem os embates. Só que com mais ferocidade e completo desatino.
Um parêntese: chama atenção, neste momento delicado, à postura do Sr. Paulo Odone. Nos processos eleitorais recentes do Grêmio, o presidente deputado fez questão de procurar lideranças de torcedores para buscar apoio: fez reuniões, posou em fotos e utilizou tais adesões fartamente. Inclusive em apedidos nos jornais. Agora, oportunisticamente, furta-se de um pronunciamento sobre tudo que está acontecendo e que envolve o nome da instituição. Prefere o conforto da omissão.
Sobre o episódio: alegou-se, por parte de um dos segmentos da contenda, que o motivo teria sido uma bandeira com a imagem do ex-jogador e orgulho gremista Everaldo. Será este o fundamento de toda irracionalidade que ocorreu? A propósito, será que não vão tentar atacar também a bandeira oficial do clube (clique aqui) que, há 38 anos, ostenta uma estrela de ouro em justa homenagem e este mesmo Everaldo? Qual outro clube de futebol no mundo fez honraria semelhante? Toda esta estória está muito nebulosa e esperamos, sinceramente, que toda verdade apareça. Desconhecemos que possam existir nos domínios gremistas (até pelo fato objetivo de não ter nenhum terreno fértil para tal mentalidade retrógrada e repugnante prosperar) retardados motivados por sandices de cunho racial. Evidente que multidões tornam mais fácil o exercício do anonimato pelos covardes. Mesmo assim (e partindo da presunção que exista um grupelho que aglutine estes boçais), se possuem todo este ímpeto de intimidar os que não concordam com sua ideologia de vaso sanitário, por qual razão não se apresentam perante a massa gremista que congrega e freqüenta a Geral? Afinal, sabemos que neste local estão centenas de negros (e também gente de todo tipo, meu irmão) e ali são expostos trapos com imagens de jogadores negros! Sem absolutamente nenhum problema, óbvio! Por qual razão, então, atravessariam o Olímpico (dirigindo-se a goleira da Carlos Barbosa) para reclamar de uma bandeira e fazer ameaças? Aliás, a bandeira com o rosto de Lupicínio é estendida naquele lado do estádio e há bom período!
Agora, voltemos ao portão 10. Nesta última partida contra o Coritiba, por exemplo, alentamos o Grêmio debaixo de um enorme trapo estampado com o ídolo e garoto Anderson (clique aqui), um dos heróis da batalha dos aflitos. E este pano meu amigo, assim como outros é estendido com altivez e reverência pelo povo gremista que reconhece seus ídolos, suas legendas. Independente de serem atletas brancos, negros, charruas, castelhanos. Pelo simples fato, incontestável, do Grêmio ser composto por uma legião de torcedores de todas às origens, etnias, credos, convicções políticas. Não é a toa que ultrapassou o rival e, antes mesmo da virada deste novo século, já possuía a maior torcida do RS (diga-se de passagem, em todos os segmentos sociais). É um clube profundamente enraizado nas periferias, nas camadas humildes e trabalhadoras da população e com forte e majoritária presença na juventude. Tem uma história bonita de enfrentamento e superação de barreiras raciais que remonta quase seis décadas. Do início dos anos oitenta até o presente, por uma trajetória repleta de triunfos inesquecíveis, não parou de ganhar simpatizantes e de angariar mais torcedores. Na quantidade (resultado justamente da sua pluralidade) e na qualidade dos seus fanáticos apoiadores, prossegue o Grêmio no rumo de novas conquistas. Para nós, que lutamos por um Grêmio cada vez mais democrático e que seja a cara da sua grandiosa massa torcedora, estes últimos acontecimentos prestam um enorme desserviço ao clube. Entretanto, não podemos admitir que seja maculada a imagem do Imortal Tricolor e do seu exemplar torcedor! Estamos fartos e enojados desta tentativa de rotular todo o universo gremista como discriminatório. O racismo é uma chaga do conjunto da sociedade e desgraçadamente acompanha os povos do planeta (sem exceções). Pode ser explícito, ou velado, pode ser praticado tanto por brancos, como por negros, por árabes, judeus, cristãos. Pode ser ato isolado ou coletivo, pode ser contido ou explicitado por qualquer cor de camisa. Inclusive as clubísticas. O que não pode é ser aceito e por isso precisa ser combatido.
Mas, sem hipocrisias e rótulos. O clube e a torcida do Grêmio não merecem alcunha de nenhuma espécie e não aceitamos, mais uma vez, a campanha sórdida que veículos da imprensa e comunicadores venais aproveitam para realizar. Os fariseus de pele clara, rodeados de colegas brancos nas suas redações, não cansam de destilar seu ódio. Rechaçamos esta amargura. Mas, até entendemos tamanho desespero: nada (nem ninguém) vai abalar a auto-estima desta valorosa Nação Gremista. E, muito menos, calar o sentimento pelo amado tricolor. A mais vibrante torcida do país prosseguirá com a sua força e presença.
Vamos GRÊMIO!!!
Jorge Bettiol
ducker.com.br
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Los gringos del Grêmio
Publicado em 14/nov/2008 por Aline Cardias.
Tags: campeão, castelhano, futebol, libertadores, raça
Por ser caracterizado, desde outrora, como um time mais de força castelhana que de técnica brasileira, não é de se admirar a identificação do Grêmio com muitos dos gringos que passaram pelo estádio Olímpico. Foram muitos estrangeiros com trajetórias vitoriosas, consagradas na maioria das vezes, por grandes títulos.
Neste domingo, reforçando a torcida tricolor, estarão Hugo de Leon, Arce e Rivarola, três ícones de gloriosas conquistas. Estrangeiros que vestiram e honraram o manto como poucos e que hoje são referência da raça, bravura e futebol peleador.
Antes do jogo contra o Coritiba, a partir das 17h, eles e outros gringos gremistas como Ancheta, Oberti, Astengo, Chamaco Rodriguez, Trasante, Cardaccio e o ex-treinador Juan Mugica atenderão a torcida gremista no Memorial Hermínio Bitencourt e, após, darão a tradicional volta pela pista atlética do Olímpico onde, com certeza, serão reverenciados e receberão toda a gratidão e carinho do torcedor.
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Caminhando em brasas
Publicado em 05/nov/2008 por Aline Cardias.
Tags: torcida, vergonha na cara
Deixaram chegar no limite. Quando parte de torcedores – o que deveria partir do vestiário – a iniciativa de uma cobrança mais forte, enérgica é porque a coisa ta degringolando. Não sei até que ponto este tipo de manifestação – não considero como uma invasão porque foi permitido o acesso desses ao espaço restrito – possa dar resultado. Talvez tenham sido motivados pelo episódio semelhante do ano passado, quando chegaram junto e o Tricolor conseguiu reverter uma desvantagem para o Caxias, na semifinal do gauchão.
Mas considero legítimo o descontentamento da torcida. Também estou descontente, indignada e perplexa com a acomodação. E da mesma forma que o Sr. Celso Juarez Roth não gostou da “cobrança”, me sinto no direito de também não gostar de ver o Grêmio perder a liderança e ,agora, correr o risco de ficar fora até da Libertadores. Não gostei de ver o Grêmio perder a vantagem de 12 pontos que tinha para o 4º colocado. Não gostei das invencionices do treinador que, por muitas vezes, nos empurraram a resultados desastrosos. Não gostei de tomar 4 do Inter, 3 do Cruzeiro, de perder para a fraca Lusa, empatar com o Figuera em casa. Não gostei da falta de convicção e coerência que culminaram em escalações e formações estapafúrdias. Assim como não gostei de acreditar durante boa parte do campeonato no título e ter que agora ouvir um discursinho derrotista de que está sendo feito o melhor trabalho.
Mas talvez Roth prefira caminhar sobre brasas, como a ação motivacional promovida pelo renomado psiquiatra Roberto Shinyashiki, em 99, quando da sua primeira passagem pelo vestiário gremista. E não é que chamaram o cara novamente?! Aí me pergunto qual deverá ter sido a ação desta vez? Tiro ao alvo, arremesso de facas, círculo de fogo…
Nem vou me ater ao assunto motivação. É um absurdo. Penso exatamente o que escreveu o Charles no post abaixo.
E respondendo a Roth que “queria saber o que eles fizeram quando o Grêmio estava em uma situação pior (…)”, eu respondo: quando estávamos em uma situação pior, senhor Roth, a torcida abraçou o clube e o time como nunca. Carregou o Tricolor nos braços na série B. Esteve ao lado o tempo todo, incentivou, lotou estádio, se associou em massa. Apoio nunca faltou e nunca faltará, independente de quem esteja na casamata.
Era o momento do Roth trazer o torcedor para perto dele, mostrar que deixou seu retrospecto como treinador para trás e entrar para a história do Tricolor.
A gente não pede muito, queremos apenas ver aquele Grêmio da raça, da luta, da vibração e da superação, em campo novamente.
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Lançamento – Evento 2: America aos nossos pés
Publicado em 14/out/2008 por Charles Hansen.
Tags: eduardo bueno, hugo de leon, livro
Gremistas, o Eduardo Bueno encaminhou um e-mail informando que nesta quinta-feira (16/10) a partir das 19 horas haverá um segundo evento para comemorar o lançamento do livro A América aos nossos pés – Uma libertadores de verdade. Será no Praia de Belas Shopping na Saraiva Megastore e contará com a presença do capitão HUGO DE LEON! Imperdível.
Nos já lemos o livro e assinamos em embaixo. Se quiseresm saber um pouco mais do livre, veja o resumo que a Aline fez para o site.
Forte abraço e contamos contigo.
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Fora das quatro linhas
Publicado em 13/out/2008 por Charles Hansen.
Tags: eleições 2008, stjd
JULGAMENTOS INFUNDADOS
Incrivelmente custo a acreditar. Tcheco suspenso por duas partidas e Edinho absolvido. Agora para arrematar a roubalheira falta suspender os demais envolvidos em julgamentos nesta semana. O STJD esta priorizando a retirada do título do Grêmio ao invés de lutar pra evitar o rebaixamento do Patético/PR, clube o mal intensionado Paulo Schmitt.
Os caras perderam a vergonha nada cara. Descaradamente!
ASSOCIADO DECIDE O PRESIDENTE
Ficou para o dia 18 no voto do associado a decisão de quem será o novo presidente do Grêmio. Junto aos conslheiros, ficou 63% (177 votos) para Duda Kroeff e 36% (102 votos) para Antonio Vicente Martins. Devemos chamar a atenção para abstenção de 21conselheiros, que são conselheiros apenas para figurar com suas carteirinhas pretas.
Estão aptos quase 19 mil socios estão habilitados. Quero ver o numero de sócios que vão estar presente para votar. Eu estarei lá!






