Arquivo para 'Além das quatro linhas'

Boleiros

Publicado em 31/jan/2012 por .

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Não há jogador brasileiro que valha 500 ou mais milhares de reais ao mês. Aliás, poucos são aqueles que justificam (se tratando de futebol) os valores investidos em qualquer patamar salarial.  Isso, meu caros, também deve ser estendido à categoria treinadores. Nesta máfia onde todos ganham – dirigentes, empresários, atravessadores e até atletas – o que se paga pela qualidade apresentada é de uma surrealidade sem precedentes. Mandaram de volta da recessiva Europa uma penca de brasileiros, e com eles vieram seus salários estratosféricos.  E o pior, nós acatamos.

Tão absurdo quanto os salários, é dar-se conta de como os clubes tornaram-se reféns dos caprichos dos atletas.  O que aconteceu no caso D´Alessandro é um bom exemplo que o amor está nas cifras.  É inegável, até mesmo para um gremista, a qualidade do jogador. Mas vale o amplo questionamento se essa qualidade vale tanto quanto está sendo pago.

Perderam-se os critérios do quanto vale o futebol brasileiro.  Há uma hipervalorizarão que não condiz com a realidade e, assim como a bolha imobiliária americana, logo ali na frente irá estourar.

douglas2 Boleiros

Foto Richard Ducker

O Grêmio tem  hoje um baita problema a ser resolvido.  Douglas.  Vale o quanto está pedindo? Joga o suficiente para justificar investimentos?  Douglas é expoente por seu grande futebol ou pela escassez de soluções no elenco gremista?  No meu entender joga muito, mas quando quer.  E quando quer, num futebol milionário, não é cabível e nem aceitável.  A investida por Giuliano, que fracassou, era um alento e agora deixa mais fragilizada a condição da diretoria na negociação. Sem alternativas e com o futebol em curso, o Grêmio precisa, além dos resultados, resolver este imbróglio.

 
Até quando? Qual a tua opinião a respeito do tema?

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Sorondo

Publicado em 09/jan/2012 por .
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sorondo Sorondo Nem a imortalidade foi capaz de intervir sobre os convalescentes joelhos de Sorondo.   O contrato era de risco, cada parte   assumiu sua parcela, infelizmente como era esperado, por mais que quiséssemos relutar contra, LESÃO. Triste, mas cedo ou tarde aconteceria.  Seis lesões em quatro anos no Internacional, não seria no Olímpico que estaria livre delas.  O futebol – a grande metáfora da vida – é duro com grandes homens.  Revoltante se pensarmos que muito livres do DM desperdiçam suas carreias na noite com trago e mulheres.  Mas, enfim, quem sou eu para condenar, são escolhas.

E sobre escolhas, resta ao Grêmio cumprir com sua parte e buscar urgente no mercado um zagueiro que seja cativo nas escalações de 2012.  A vida segue  e o Grêmio precisa, neste momento, muito mais da razão do que a emoção.

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Ano paradoxal

Publicado em 27/dez/2011 por .
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Retrospectiva? Dispensável. Os poucos feitos de 2011 se perdem num oceano de equívocos.
Expectativa paira sobre 2012, o ano do paradoxo gremista.  Seremos marcados por uma temporada inteira de despedidas do Monumental – de tantas glórias e memórias – para uma cancha da imponência deste clube.  Somente por isso já será um ano para jamais ser esquecido, igual aquele vivido nos idos de 1954.
Sabedor da importância e ciente da vida que tenho a ser vivida na Arena, dedicarei o próximo ano ao Grêmio da Azenha.  A cada jogo, a cada visita, uma recordação.  Me farei presente em todas as partidas (e gostaria que tu faça o mesmo).  Depois disso, meu amigo, serão fotos, vídeos e memórias.  Depois disso, o recomeço de mais um ciclo de glórias.
Desde sempre dizemos isso nesse blog. O Grêmio voltará a triunfar a partir do Moedor.

Transposição
Novamente resgatamos a proposta feita.  Queremos, gremistas ortodoxos, realizar a transposição das goleiras.  Num ato de “religiosidade” levaremos – ATÉ A PÉ NÓS IREMOS – carregando sobre os ombros, os arcos do Monumental para a nova casa. Pouco mais de 10km de devoção e despedida de uma nação. Lindo e de repercussão mundial!

Que 2012 seja um baita ano para todos nós!

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A primeira vez

Publicado em 21/dez/2011 por .
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Imagem 053 e1324492729891 A primeira vez

Espaço destinado à Geral

Tenho vagas lembranças do que creio, tenha sido meu primeiro contato com o Monumental. Recordo de, ainda bem criança – meados de 85/86 – minha irmã e eu correndo pela arquibancada, subindo e descendo os degraus bem serelepes da vida. Era um jogo de gauchão, eu acho. Apesar de já gremista obviamente, não tinha, ainda, a noção do que representava o Olímpico e do significado que mais tarde aquele Templo teria pra mim.

Lembrei desse sentimento hoje, no meu primeiro contato físico com as obras da Arena do Grêmio, na visita junto aos amigos do BLoGrêmio. Me senti, por alguns momentos, a guriazinha de 26 anos atrás, igualmente impactada, mas desta vez sabedora da grandiosidade à frente dos olhos. Indescritível a sensação de andar por lacunas ainda de concreto, mas que aos poucos vão se transformando para receber a Geral do Grêmio – fiquei até imaginando em que lugarzinho criaria novas raízes -, a festa e a paixão de uma torcida que merece o lugar destinado a ela. Assim como merece a Arena TODA a torcida gremista. Sensacional a imponência estrutural da obra. Nosso novo estádio tá ficando foda!

Imagem 050 e1324492894861 A primeira vez

Grêmio Copero representado por mim e pelo COB

De fora, passando diariamente pela free-way, não tinha a noção de quão monstruosa é a construção, num todo. Organização e cuidados de todas as esferas fora de série. Dá gosto de ver o grosso da obra ser tocado com tamanho apreço. Números de impressionar. Resultado prático de muitas teorias discutidas à exaustão. Parceria entre clube e construtora alinhadas. Conclusão de que nossa nova casa estará a altura de seus residentes.

O mesmo orgulho que dispenso àqueles que fizeram história na transição do inesquecível  Fortim da Baixada para o Velho Casarão, me sinto agora igualmente honrada em fazer parte de mais uma passagem gloriosa na trajetória do Grêmio, e particularmente na minha como torcedora.

A Arena é uma realidade! Teremos, senhores, o maior MOEDOR DE CARNE  do mundo!

Que venham, pobres adversários!

Dale!

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Lições que vêm de Januário

Publicado em 11/nov/2011 por .
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O que podemos aprender com o Vasco da Gama?

a) Planejamento Estratégico tem muito a ver com futebol. O gerente executivo Rodrigo Caetano executa um trabalho muito bom que iniciou desde o descenso do clube carioca.
b) Velhos bastiões são, muitas vezes, canceres nos clubes. Eurico se foi, assumiu Dinamite que deu outra abordagem e direcionamento diretivo ao clube.
c) É possível fazer grandes times sendo ousado nas contratações, conhecedor do mercado e mantendo um proposta consistente de trabalho. É preciso conhecer a história dos jogadores e saber, que mesmo mal em clube atual, se tem qualidade dá a volta por cima usando a camisa do “nosso clube”.
d) Em campo pra ganhar sempre. Essa é a batida que o clube carioca impõe em todas as competições. Ganhou a Copa do Brasil, por muito tempo disputou o título do Brasileiro e quer a Sul Americana. Vocação para vencer. Pensamento de vencedor.

Que sirva de exemplo pra nós gremistas.
Reflexões.

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