Arquivo do autor
Porta arrombada.
Publicado em 18/ago/2011 por Charles Hansen.

Cadeado em porta arrombada? A corrida contra o tempo.
Só não é mais lamentável porque nossos iguais, aqueles que disputam o campeonato do Grêmio, foram tão piores quanto. Falo tão somente de números e de classificação porque na bola provavelmente estamos iguais, senão piores, que os concorrentes.
- Atletico/PR 0 x 1 Grêmio ( 16o) – deméritos atleticanos.
- Gremio 2 x 2 Atletico/MG (18o)
- Gremio 1 x 1 América/MG (20o)
- Gremio 2 x 2 Avaí (19o)
Detalhe para os jogos em casa!
E agora saímos pra pegar um Atlético Goianiense e Santos.
Alguma dúvida é o campeonato é pra não cair?
LUZ VERMELHA – e não é de puteiro – acesa na Azenha.
O campeonato vai passando e o Grêmio se acomodando entre nos piores.
Somada a partida de hoje, a folha de 6 milhões (o que tem haver? dinheiro em demasia no ralo) e a declaração do Pelaipe que o elenco é esse, já sabemos. Vamos ter que evitar rebaixamento nos jogos em casa, estando presente empurrando esse elenco pra vitória.
O Grêmio precisa de nós!
Depois, é outra conversa (presidente)….
Comentários (26)
Reencontro com Roth
Publicado em 12/ago/2011 por Charles Hansen.
Tags: celso roth, promoção, vitoria
Domingo próximo o Grêmio encaminha a primeira vitória sob o recomando de Roth. Reencontro com o Juarez na casamata.
Cobrem-me. Semana de trabalho intenso em dois turnos e a linha dura colocará nos eixos um time que estava “solto”. Frouxo. Recomendo todos irem ao Monumental, mesmo que a meteorologia aponte tempo não convidativo, a recuperação no campeonato tem data marcada.
E nesse credo de positivismo, o Grêmio Copero premiará quem acertar o placar da partida. Promoção no mesmo esquema de sempre, deixe o placar do jogo, autores dos gols e minutos de cada. Nessa ordem em critério de desempate. Se for goleada o premio é uma camiseta do Saint Portaluppi ´s Days, caso contrário vamos de Comedores de Carne Vermelha.
ex: Gremio 2 x 1 (Andre Lima 28′, Rochemback 13”)
Comentários (57)
CRER, TORCER E DISTORCER.
Publicado em 09/ago/2011 por Charles Hansen.
Tags: livro, reflexão, torcer
Alguns fragmentos oportunos do excelente livro A DANÇA DOS DEUSES. Nesta passagem, trata de explicar e fundamentar essa nossa crença. Como Gremistas de GREMISMO ORTODOXO buscamos na cancha subverter a história desde sempre. E conseguimos na maioria das vezes.
“Seguir determinado clube é acreditar, mesmo contra evidencias racionais, que ele vá vencer. Como o futebol é jogo de muitos erros (sessenta passes errados numa partida é algo comum no Brasil) e pouca pontuação (mais de três gols em uma partida nao é frequente), mantém o torcedor em constante expectativa. Impotente na arquibancada, o adepto de um clube cre que sua fé e seu estimulo possam colaborar para que seus ídolos levem a divindade comum à vitória. É significativo em português o uso da palavra “torcer” para designar o ato de manifestar adesão entusiasmada à trajetória esportiva de um clube. (…)
Uma acepção dicionarizada de “torcer” é “desvirtuar o significado ou a proporção real de algo”. No mundo do futebol, é interpretar os fatos segundo a emoção. Torcer é sempre distorcer, portanto. E nao apenas o presente, a partida que se tem diante os olhos, no estádio ou na televisão. É também adulterar o passado.
Acima de tudo, torcer é tentar DISTORCER O FUTURO, interferir nele. É a esperança de “alterar o destino”, sentido que a palavra tem na língua portuguesa desde o século XIII. (…)Torcer contra ou a favor é enerome dispêndio de energia psíquica, é ato de fé que consome o sujeito. Nao por acaso, a etimologia de “torcer” vem do latim torqueo, torquere, “torturar”, “atormentar”, e também “sustentar”, “suportar”. É este o último sentindo que prevalece em francês (supporter) e inglês (to support), vindos do baixo latim supportare, “sofrer”, “ajudar”, “sustentar”. Em italiano, o verbo tifare deriva de tifo, “entusiasmo”, “paixão”, “fanatismo”, todos vocábulos de sentido essencialmente religioso e com forte conotação emotiva, vinda do original grego thyós, “furor”. Como tifo designa também doença infecto-contagiosa do mesmo nome, disseminada na Itália dos anos 1920, o termo estava muito associado ao sentido de sofrimento. Em espanhol, aficionar decorre de afición (por sua vez do latim affectionis, “afeto”), palavra indicada ao mesmo tempo “amor a alguma coisa ou pessoa” e “torcida”. Em alemão, o termo escolhido para aficionado oscila entre o laço social e laço afetivo: Anhänger, “partidário”, “adepto”, pertence à família lexical do verbo anhängen (“ser ligado por afeto” “estar preso a”), dos substantivos anhang (“apêndice”, “séquito”, “família”) e anhänglichkeit (“afeição”, “lealdade”), dos adjetivos anhäglich (“fiel”) e anhägan (“afeiçoado a”).
Enfim, é possível transcrever o significado do futebol para cada povo por meio das palavras que expressam o ato de apoiar o time escolhido. Analise que pode ensinar muita coisa, desde que nao se esqueça que a intensidade do sentimento religioso é muito pessoal, e no caso do futebol é proporcional a paixão clubistica. Para o fanático Nelson Rodrigues, “o que procuramos no futebol é o sofrimento. As partidas que ficam, que se tornam históricas, são as que mais doem na carne, na alma”. (…)”
Comentários (2)
Blasé
Publicado em 07/ago/2011 por Charles Hansen.
A frente do computador com uma lauda em branco para falar de Grêmio. Nada em mente, nada inspira. Preocupante. Conversando com outros gremistas ao longo da semana e mesmo depois da partida de ontem, o sentimento é observação.
O Grêmio do ultimo período é um Grêmio blasé. Representado por dirigentes que cheios de si e por um time de futebol apático que não representa os valores desta nação. E desta forma, sob a postura de quem observa mais um recomeço (ou continuidade como tem sido) transfiro para esse mesmo horário daqui 7 dias o compromisso de emitir opinião sobre o GREMIO de ROTH+PELAIPE+ODONE. Até porque a gestão do Mandatário começou agora.
Comentários (8)
Nove meses.
Publicado em 04/ago/2011 por Charles Hansen.
Tags: antonini, celso roth, paulo odone, pelaipe

Esse foi o tempo necessário para que as mudanças fossem concluídas. Odone conduziu com a maestria para chegar hoje, com o advento Celso Roth, nos nomes que desde sempre quis ao seu lado. Antonini na Arena, Pelaipe no Futebol e Roth na casamata. Resta alguma dúvida a respeito disso?
Odone chegou tendo que bancar pelo clamor da torcida o inquestionável Portaluppi. Memorável campanha e Libertadores da América. Como político, mesmo contra gosto, não iria contra esse fato. Seria impopular. Assim como foi quando deu as caras no minuto final dando um basta na contratação falida de R10.
Com o passar dos tempos, escorado por uma equipe questionável, eliminou Portaluppi mesmo contra gosto de Antônio Vicente Martins. No seu lugar Julinho Camargo, que sem estofo para o momento, sucumbiu no dia hoje sem antes ter levado, após críticas públicas, através do fiel Antonini, o vice de futebol.
Assumiu Pelaipe, assume Celso Roth. Assumiu a turma do Odone.
E nesse jogo politico e de vaidades quem sai perdendo é o Grêmio.
PS: Fala aqui quem votou em Odone.
Comentários (22)
Gremio-uruguaio me basta.
Publicado em 17/jul/2011 por Charles Hansen.
Tags: gremio, origens, uruguai

Brasil do futebol arte sucumbiu. Uruguai do futebol força, do coletivo, da bravura do homem a menos, da simplicidade, eliminou o anfitrião em partida memorável. A Argetina, de admirável escola futebolística, pagou o preço da crise de identidade e do desprendimento às origens. Derrota na frente da sua gente.
Antes que o extremista venha dizer-me que Uruguai é fraco, fraco mesmo é o Paraguai. Combinado?
O futebol GREMISTA é da escola uruguaia, que no seu auge já lembrou a portenha e quando tentou ser brasileiro não foi nada. Não adianta lutar contra as origens. 442. Um ótimo goleiro. Uma zaga compacta comandada por um xerife – Lugano. Volantes que não dão espaço para os expoentes rivais. Bafo na nuca e muito brio. Uma meia cancha habilidosa e pragmática. Um baita jogador – Forlan – e atacantes efetivos (como Suárez).
O Uruguai de ontem me lembrou o Grêmio de 1995. Solidez defensiva. Futebol sem frescura e orientado ao gol. Bola suspensa no miolo da zaga em todas as faltas ofensivas, como bem observou o Fleck. Sem badalação, focado e com objetivo claro. Força. Feio e sujo pra alguns, poético e plástico pra nós. Longe dessa putaria de futebol moderno ou estilo brasiliano.
É isso e ponto final. Pra que mais? Me digam…
O Grêmio precisa voltar a SER GREMIO e desistir de vez querer ser o que os outros são.
O Grêmio precisa fazer o que o Uruguai faz, olhar para dentro de si e resgatar os seus valores e suas origens.
Um Grêmio-uruguaio me bastava.
Comentários (41)
Os verdadeiros GREMISTAS e os GREMISTAS verdadeiros
Publicado em 12/jul/2011 por Charles Hansen.
Texto do Anderson Kegler para o Gremio Copero.
…………..
Buenas! Contarei uma breve história.
Em algum lugar, em algum tempo…
Existia um clube de futebol com a torcida mais apaixonada que se teve notícia até então. Nesse clube havia um jovem torcedor. Depois de algum tempo morando na mesma cidade do clube que tanto amava, o jovem consegui um emprego e isso permitiu associar-se ao clube. Seus rendimentos permitiram apenas que ele tornasse-se sócio estudante, mas o que lhe alentava o coração era o fato de que em 5 anos seria promovido a Sócio Patrimonial/Proprietário.
Passaram-se os 5 anos, entre muitos jogos épicos e nenhum título, mas seu amor pelo clube jamais arrefeceu. Jamais atrasou sua mensalidade! Ele fez inúmeros amigos, participou da política do clube, visitou terras distantes acompanhando o time… Seus feitos foram muitos e honráveis.
Enfim, chegou o dia da troca do título de estudante para o de Patrimonial/Proprietário. Acordou cedo, era dia de jogo e havia um churrasco marcado. Dirigiu-se ao Estádio, foi ao departamento social e… Trocou o título! Sem problemas de burocracia, que são tão características de seu Clube.
Então o jovem torcedor dirige-se ao churrasco onde encontraria seus amigos. Está radiante com seu novo cartão de sócio. Mas ele não sabia de uma coisa, algo que realmente o deixaria pasmo: Os seus amigos ficaram mais felizes do que ele.
Sim! O jovem chegou ao churrasco e foi congratulado efusivamente por todos. Alguns que estavam mais distantes foram se chegando para dar parabéns ao nosso intrépido herói. Alguns mais chegados ficaram realmente emocionados ao ver o cartão onde dizia o nome e a nova titulação. Quanto orgulho sentiram. O fato foi comemorado e brindado o resto do dia. A frase mais comum era: “Um brinde ao mais novo sócio proprietário!”.
Como explicar isso? Como justificar esse contentamento, essa alegria? Não sei. Afinal descobri no ano corrente que todos aquele que ali estavam não eram GREMISTAS VERDADEIROS, segundo os mais altos signatários do clube que tanto veneram. Pertencem a uma corja de grupos com “lideranças identificas” que insistem em criticar o que está errado, insistem em lutar contra egos e estrelismos pueris dentro do clube.
Descobri esse fim de semana e também outro dia desses lendo uma carta do Sr. Excelentíssimo Presidente do Conselho Deliberativo do GRÊMIO que para ser um GREMISTA verdadeiro não basta amar e me dedicar completamente ao GRÊMIO. É, preciso acima de tudo, ser conivente, ser submisso e ser fantoche nas mãos de algumas divas que acreditam que eles são a personificação do GRÊMIO.
Então, vos digo meus amigos: Jamais serei um GREMISTA verdadeiro. Prefiro continuar sendo um VERDADEIRO GREMISTA.
E tenho dito!
Anderson Kegler
Porto Alegre, ano 108.






