Goalkeepers – Sergio Moacir – A Majestade do Arco
Publicado em 11/set/2009 por Charles Hansen.
Tags: goalkeepers, sergio moacir
Coluna do NELSON RAMÃO
“A Majestade do Arco”,assim ficou conhecido, pela crônica esportiva gaúcha da época, o goleiro gremista Sérgio Moacir Torres Nunes. Sérgio nasceu em Taquara, Rio Grande do Sul, no dia 14 de junho de 1926. Iniciou sua carreira de atleta no então Floriano, hoje Novo Hamburgo. Transferiu-se para o Grêmio em 1947, onde permaneceu até 1956. Como goleiro, foi campeão gaúcho em 1949 e 1956. Também em 1956, integrou a Seleção Gaúcha que conquistou o título Pan-Americano, quando a mesma representou o Brasil na competição.
Sérgio Moacir Torres Nunes chegou ao Tricolor quando este ainda mandava seus jogos no lendário “Fortim da Baixada”. Foi ele, no entanto, o primeiro goleiro gremista (titular) a atuar na nova casa do Grêmio, por ocasião da inauguração do Estádio Olímpico, em 19 de setembro de 1954. Na época, o Olímpico era o maior estádio privado do Brasil o que, por si só, já era motivo suficiente para aumentar a ira daqueles que habitavam o Estádio dos Eucaliptos. As festividades de inauguração da nova casa do Grêmio marcaram na história do Tricolor por duas grandes vitórias. No jogo inaugural, o Grêmio bateu o Nacional de Montevidéo pelo escore de 2 x 0. No jogo seguinte, o adversário foi o Liverpool do Uruguai, com vitória gremista por 4 x 0.
Um grande feito gremista na história esportiva gaúcha teve o grande Sérgio Moacir defendendo a cidadela do Tricolor. Foi a conquista do Campeonato Gaúcho de 1956 que abriu uma seqüência de cinco títulos regionais que culminaria com o Pentacampeonato Gaúcho em 1960 e, mais do que isto, com a retomada da hegemonia em 1962, o Grêmio chegaria ao Heptacampeonato Gaúcho em 1968, estabelecendo um período de supremacia que entrou para a história como “Doze Títulos em Treze Anos”. Na conquista gremista do Gauchão de 1956, o Tricolor formava com Sérgio, Aírton Pavilhão e Altino; Figuieró, Calvet e Ênio Rodrigues, Hrecílio, Gessy, Juarez, Milton e Vieira. O técnico gremista era o inesquecível Oswaldo Rolla (Foguinho). No jogo final, o Tricolor bateu o Pelotas no Estádio da Boca do Lobo pelo escore de 3 a 1, com dois gols de Gessy e um de Vieira.
A grande atuação de Sérgio no Gauchão de 1956 fez “crescer o olho” dos invejosos que o tiraram do Olímpico. Como não conseguiu repetir suas boas atuações vestindo outra camiseta que não a do Grêmio, Sérgio acabou abandonando a carreira de atleta logo em seguida, para iniciar, então, carreira como técnico. Iniciou-a dirigindo o Flamengo de Caxias do Sul, teve passagens pelo Colorado (PR), Remo (PA), Caxias (RS), Cruzeiro (RS), Avaí (SC), Vitória (BA), só para citar os mais importantes… Porém, foi comandando justamente o Grêmio que chegou ao ápice na carreira esportiva como técnico. Conquistou os Campeonatos Gaúchos de 1962, 1963 e 1968.
Depois de definitivamente abandonar os gramados, Sérgio Moacir Torres Nunes viveu muitos anos como aposentado da função de inspetor de polícia, residindo quase toda a sua aposentadoria em Tramandaí, no litoral gaúcho. Por ocasião das comemorações do Centenário do Grêmio, Sérgio Moacir, “A Magestade do Arco”, foi homenageado pelo Tricolor, sendo imortalizado na “Calçada da Fama” do Estádio Olímpico no dia 18 de setembro de 2003. Quatro anos depois, no dia 23 de junho de 2007, Sérgio faleceu em Viamão, vítima de um infarto fulminante, aos 81 anos de idade. O ex-goleiro e ex-técnico deixou apenas uma filha e tinha em Luiz Felipe Scolari, um de seus grandes amigos e admiradores.
fontes:
Gre-nal – História – José Ney – 1977 – Editora Grafosul
A História dos Grenais – 2ª Edição – 2004 – Editora Artes e Ofícios
David Coimbra – Nico Noronha – Mário Marcos de Souza
Gauchão – A História Ilustrada de Uma Tradição – 2001 – Zero Hora Editora Jornalística S. A.
Site do Milton Neves
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Esse texto faz parta da coluna GOALKEEPRS – MURALHAS DA AZENHA de Nelson Ramão.











FRONTERA
13. set, 2009
Enaltecer os ídolos do passado é honrar a história TRICOLOR, vou buscar mais informações a cerca de Sergio Moacir, quanta gente já vestiu o manto sagrado que coisa “loca”.
Ontem escutava na Gaúcha o Oberdan falar, show de bola, baita gremista.
leandro
13. set, 2009
bacana este resgate dos grandes goleiros, história pura e verdadeira, mas vou fugir um pouco do assunto e fazer uma pergunta, qual a maior torçida do rio grande do sul? eu peço para entrar em gremio/futebol-clic esportes e ver a goleada do tricolor imortal vejam. saudaçoes.
babica
06. jun, 2010
Meu Rei Sergio ! Grande Amor da minha vida ! Foi o melhor goleiro da época e querido e nunca seras esquecido por mim que te amei muito. Amor que nasceu na nossa juventude e nos acompanhou por toda a vida. Saudade das tardes de domingo na sociedade juventude no bairro Auxiliadora…Quando tudo começou…mas a vida nos separou … a eternidade nos espera para assim selarmos com chave de ouro esse grande AMOR!