Acessando o San Siro
Publicado em 10/jul/2009 por Charles Hansen.
Tags: acesso, arena, idéias, ingressos, olimpico, planejamento, san siro, segurança

Acreditem nas promoções, algumas delas são bem sérias. Afirmo isso porque uma colega de trabalho participou e venceu a promoção da ESPN, que teve como prêmio uma viagem de quatros dias, com acompanhante, para assistir Milan e Juventus no San Siro. Incrível não?
Ainda em voga os incidentes do último Grêmio x Cruzeiro, o Eduardo (marido da Debora que também trabalha comigo) me contou como foi a experiência para acessar o estádio italiano.
Para adentrar no San Siro são necessárias duas identificações, ambas realizadas rapidamente através da utilização de cartões magnéticos (ingressos ou credenciais).
A primeira é realizada junto aos portões que cercam o estádio e pode ser denominada como FILTRAGEM, onde somente pessoas autorizadas têm acesso ao pátio. Lá, os torcedores que desejarem, podem usufruir dos serviços (bares, lojas, etc…) até minutos antes do início da partida. A segunda etapa é junto às rampas de acesso e tem por objetivo DIRECIONAR, encaminhando os torcedores para os respectivos setores dos seus ingressos.
Comentou que o estádio de 80 mil lugares tem inúmeros portões de acesso que dão vazão à demanda de circulação dos torcedores e que para promover mais a partida havia já no estádio (campo) alguns atrativos pré-jogo.
Onde quero chegar com tudo isso?
A FIFA já tem uma prática similar em período de Copa que ocorre nas cercanias do estádio. O exemplo do San Siro pode ser uma idéia a ser adotada na Arena e talvez no Olímpico em situação de jogos com lotação máxima. Viável ou não, o que não dá pra aceitar é a falta de planejamento (ou negligência como preferirem), mesmo sabendo das limitações estruturais do quase sexagenário Olímpico Monumental e dos novos hábitos dos torcedores.
Curiosidade: Quando o Milan é mandante o estádio é chamado de San Siro e quando o mando é da Internazionale o estádio é chamado de Giuseppe Meazza.










Eduardo
10. jul, 2009
É exatamente isso, Charles. E complementando, no jogo em que fomos, havia 80.000 pessoas no estádio. Chegamos antes e participamos de uma recepção. Fomos acessar nossos lugares somente quando o juiz já estava apitando, e precisamos dar a volta no estádio.
Havia alguns atrasados, como nós, entrando ainda. Mas era muito rápido passar pelos portões e chegar aos lugares. Que, por sinal, são numerados.
Quando chegamos em nossos assentos, havia pessoas ali. Mostramos os ingressos e elas se retiraram, devolvendo o nosso lugar de direito.
Enquanto isso, aqui a direção do clube e a brigada não conseguem nem organizar a chegada de 40.000 pessoas…
Alan
10. jul, 2009
Como são duas cabeças mandando em um único evento (Grêmio e BM), surgem os problemas e os conflitos de decisões tomadas. Se só o Grêmio tomasse as decisões e asumisse a organização e a segurança (JÁ QUE O ESTÁDIO É PRIVADO), tudo ficaria mais fácil. Não é muito caro a segurança privada só por alguns jogos por mês, até pq se bem administrada, o torcedor teria mais facilidades em comparecer ao estádio. Acho um gasto necessário.
Felipe
10. jul, 2009
Charles,
É fundamental renovar os conceitos de planejamento e adminsitração do futebol no país e faço votos de que mais uma vez sejamos pioneiros, mas desta vez com algo grande e valioso!
O Grêmio precisa acordar e notar que independente do valor da mensalidade ou resultados de cempo, somos clientes, com dinheiro no bolso e vontade de gastar com o produto azul, preto e branco.
No teu post tu perguntas sobre a possibilidade de fazer isso no Olímpico e eu respondo que com organização e diálogo se faz tudo!
Se o problema é superlotação ou então vazão de torcedores nos minutos que antecedem as partidas, precisamos de ações do tipo:
- estudo de melhoria do fluxo de trânsito em dias de jogo em conjunto com a prefeitura (que pode levar os louros depois, como campanha para COPA)
- atividades no campo para interagir com a torcida e fazer o torcedor querer estar dentro do estádio com antecedência (exemplo do telão e promoções do co-irmão)
- campanha de informações a torcida antes dos jogos
- treinamento dos policiais
- colocação de câmeras no entrono dos estádios, registrando a conduta de todos (polícia e torcedores)
Esse esforço tem que partir do clube, envolver o poder público e o torcedor!
Nos próximos dias, vai ao ar um blog dedicado a discussão do negócio ligado ao futebol – administração, planejamento, marketing, finanças e outros, exceto o esporte.
Informações: novotricolor.gmail.com
Abraços!
caldeira
10. jul, 2009
Domingo o portão 16 será fechado para que a torcida do tricolor não tenha contato com a tordcida do corinthias. Ou seja quem costuma ver o jogo na goleira oposta à geral terá que acessar o Olímpico pelo portão 13, que geralmente fica abarrotado (as pessoas entram e param perto da linha divisória do campo até mesmo bloqueando a entrada do portão. Como o jogo deverà ter um público de aproximadamente 35000, o bloqueio do 16 pode ser indício de nova confusão e corre corre.Espero que a direção prime pela organização e mostre que aprendeu algo com os erros do jogo contra o Cruzeiro. saudações e oremos…
Rodrigo Lorenzi
10. jul, 2009
Parabens Charles Hansen.
Procurarmos solucoes para a melhoria do acesso do torcedor, significa maior conforto, seguranca e garantia de maior procura dos torcedores por assistir os jogos e consequentemente maior numero de socios.
Charles tens informacoes detalhadas da formacao de jogadores. Existem centros de treinamento e formacao de jogadores do Gremio fora do Rio Grande do Sul. O time amargo tem ou tinha Projeto Genoma com centros em 3 ou 4 regioes distintas do Brasil. Temos bons olheros? Se nao me falha a memoria tinhamos um chamado Adao Preto descobridor do Marcelinho Paraiba no Nordeste.
Se nao temos CTs deveriamos ter um no Rio de Janeiro, um no interior de Sao Paulo, um na regiao Centro-Oeste e um no Nordeste.
Temos que ajudar o clube a estruturar a formacao de jogadores e incentivar a uniao dos clubes na alteracao da lei Pele: como ampliar a validade do primeiro contrato.
Precisamos levantar informacoes para buscar solucoes.
Charles Hansen Reply:
julho 10th, 2009 at 17:09
Rodrigo. Eu não tenho informações tão consistentes quanto voce está me solicitando. Mas eu sei que o clube mantem parcerias com inúmeras escolinhas de futebol no Brasil. Não sei quanto aos olheiros, mas acredito – pelo menos no tempo do Rodrigo Caetano – que existia uma rede de contatos pelo Brasil. Não é a toa que nos últimos anos relevamos bons nomes. Mas sempre há espaço para o aprimoramento do modelo. Atualmente carecemos de mais informações. Forte abraço.
Luiz
11. jul, 2009
Que tal a faixa para o jogo de amanha….. vejam o kibe loco…. http://kibeloco.com.br/kibeloco/