Com a palavra, Peninha
Publicado em 13/abr/2009 por Aline Cardias.
Tags: carlos simon, eduardo bueno, livro, wianey carlet
Jamais o gremiocopero registrou tantos acessos de torcedores da cor vermelha como neste último final de semana. Acreditamos que, muitos destes, são fruto da referência a este blog feita pelo colunista Wianey Carlet no ultimo sábado, em seu espaço na Zero Hora, quando EDUARDO BUENO foi o tema.
O texto sobre o “parabéns ao co-irmão”, publicado aqui, repercutiu assim como o foco central da coluna Condenação, que abordou a decisão de uma indenização a ser paga por Peninha ao árbitro Carlos Simon por danos morais, e como provavelmente repercutirá sua réplica, igualmente destacada abaixo.
Importante salientar que a resposta foi devidamente enviada por Eduardo Bueno ao Wianey, mas publicada nesta segunda-feira no blog do jornalista David Coimbra com o título Peninha em Ação.
Segue
Meu caro Wianey:
É ainda sob forte impacto emocional e talvez até “distorcido pela paixão” que passo a responder tua comovedora coluna de sábado último, na qual me fizeste elogios tão generosos quanto desproporcionais, e que me levaram às lágrimas pois evocaste os belos momentos que compartilhamos em exíguos quartos de hotel de todo esse planeta-bola – atrás da qual tanto corremos. Mas, mesmo sob forte emoção, não posso deixar de fazer pequenas ressalvas ao que escreveste. Vamos a elas:
1) Não chamei Carlos Simon de “ladrão”. Escrevi, isso sim, que ele fazia parte da “infame extirpe dos juizes que surrupiaram o Grêmio” (Ih será que não podia repetir isso? Bom, foi só a título de exemplo). De qualquer sorte, independentemente da decisão da juíza, posso assegurar que essa é a opinião de 99,9% da torcida do Grêmio e que processo algum irá modificá-la. Pode abrir votação,
2) Não disse que “a paixão envolvida permite visões distorcidamente parciais”. Foram meus advogados que disseram. Os mesmos que solicitaram que eu não me manifestasse sobre o caso até seu desfecho. Tomada a decisão da juíza, embora ainda caiba recurso, julgo ter chegado a hora de falar e o faço através da tua coluna,
3) Não sou em quem terei que “desembolsar quase 15 mil”. Tal quantia será dividida entre mim e a Ediouro, que publicou a obra. A um pedido meu, creio que a editora arcaria sozinha com esse elevadíssimo custo. Mas não pretende fazê-lo. Faço questão de “desembolsar” o dinheiro já que, para mim, o próprio título de tua coluna, “Condenação”, soa quase como “Condecoração”, pois considero um galhardão, um prêmio, um presente ser processado por alguém da estatura de Carlos Simon.
Por vários motivos:
1) Porque tenho a esperança de que o referido profissional use o dinheiro para fazer cursinhos de atualização em arbitragem, de forma que passe a errar menos, em especial contra o Grêmio,
2) Porque me inspirou para escrever o livro “Os erros de Carlos Simon”, que será lançado em breve com a disposição altruísta de que a rememoração do extenso rol de suas falhas o leve aprimorar-se em sua profissão,
3) Porque descobri que Ricardo Teixeira e a Comissão de Arbitragem da CBF– que eu desconhecia serem letrados – leram meu livro Grêmio: Nada pode ser maior. Como costumo tratar bem meus leitores, vou enviar-lhes um exemplar da nova obra . Enviarei um também para a Confederação de Futebol de Gana,
4) Porque o caso me inspirou a criar um site, errosdesimon.com. aberto à atualizações do público em geral, já que o livro não conseguirá acompanhar a rapidez com que o panorama se modifica,
5) Porque vou reescrever o livro Grêmio: Nada pode ser maior, extraindo a frase capada pela justiça e, no lugar dela, acrescentar um apêndice com todos os erros do supracitado árbitro contra o Grêmio – sempre na tentativa de que ele se aprimore. O livro já vendeu 23 mil exemplares, mas sei que a torcida do Grêmio comprará muito mais da nova edição,
6) Porque disposto a ajudá-lo a se aprimorar também na profissão de jornalista – que diz exercer, embora eu nunca tenha lido nem mesmo a frase “Ivo viu a uva” escrita por ele -, venho lançar de público, através de tua prestigiosa coluna, um desafio: ele escreve um livro e eu apito um Grenal e veremos quem erra menos. (Desde criança, meu sonho sempre foi apitar um Grenal…). Se o desafio for considerado despropositado, sugiro então um debate público sobre o tema: “O que leva uma criança a decidir ser juiz de futebol?”
7) Por fim, porque tal processo com certeza unirá nossas trajetórias profissionais por um bom tempo e haverá de servir de estímulo para que nos aprimorarmos no exercício de nossas atividades – levando mais longe o nome do Rio Grande. E, se, por ventura, as obras que pretendo escrever sobre o referido árbitro – sempre, repito, no intuito de aprimorá-lo no exercício de sua dura faina – vierem, por algum motivo, a ser censuradas, os processos daí decorrentes certamente irão deflagrar estimulante debate sobre os limites da liberdade de expressão. Tenho certeza de que tu, caro Wianey, e a prestigiosa Zero Hora, na qual tanto labutei, não vão querer ficar fora dessa.
Atenciosamente,
EDUARDO BUENO
EDITADO: Recalque colorado. Peninha provoca ótimos sentimentos: http://www.finalsports.com.br/colunas_dupla/inter.php











Tiago Bernd
16. jun, 2009
Coloradagem ouriçada…..Simon, além de mau árbitro, várias vezes prejudicou o Grêmio. Peninha expressa a opinião da torcida tricolor…..ah e o LFV, além de petista, é colorado….daí tô fora….
Salve Peninha !!!! Dá-lhe Grêmio !!!
amargura mora no aterro………