Publicado por Aline Cardias em 25/nov/2008
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Deixamos escapar o título mais ganho dos últimos tempos e de uma maneira bem frustrante. Ainda desanimada pelo rumo que as coisas tomaram, tento não ficar remoendo a trajetória do Tricolor durante a competição e os fatores que nos tiraram o foco na reta final. Só espero que o grupo, direção de futebol e o técnico Celso Roth tenham seriedade bastante para saber o quanto a vaga à Libertadores é importante, não como prêmio de consolação, mas como uma obsessão seguida desde sempre. Não confirmá-la será desastroso.
Tenho ouvido aqui e ali que nós, torcedores, deveríamos estar muito satisfeitos pelo Grêmio ainda estar na briga da Copa já que, pelas perspectivas aventadas lá no início do Brasileiro, o time jogaria para fugir das últimas colocações. Este discurso, sinceramente, não me serve. Mesmo considerando as fragilidades da equipe, como eu posso estar satisfeita? Passei grande parte do campeonato acreditando em um título que esta mesma equipe mostrou ser possível conquistar. Afinal, não foi por obra do acaso que alcançamos a liderança e nos mantivemos lá por tanto tempo. Não vou, agora, simplesmente aceitar a desculpa que estar entre os quatro já é um grande feito. NÃO! Depois de tudo, figurar entre o segundo e quarto lugar é atestado da falta de competência.
Não posso deixar de creditar a campanha do primeiro turno ao técnico gremista, mas, na mesma proporção não devo eximi-lo, agora, da responsabilidade de não ter feito com que o time, mesmo com limitações, mantivesse o desempenho no returno no mínimo para ser campeão. Perdemos o título também por causa do Roth que não soube segurar o rojão na hora da pressão, que abusou das invencionices, que viu o rendimento da equipe despencar e não fez nada, que insistiu em jogadores que há tempos não vinham correspondendo. Ele sucumbiu ao seu histórico derrotista. Celso Juarez Roth não é um técnico desprezível, mas não é o comandante que eu quero para 2009.
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