Entrevista com Humberto Gessinger
Publicado em 25/out/2008 por Aline Cardias.
Tags: engenheiros do hawaii, entrevista, humberto gessinger
Gessinger, baita gremista!
Tivestes uma bela sacada ao relacionar a nossa capital com o Imortal em
Anoiteceu em Porto Alegre . Tem tudo a ver (não fosse aquele beira de um rio que nunca existiu…rsrs). A música não canta somente a cidade que o Grêmio leva no nome. Ela eterniza duas de nossas grandes conquistas – a América e o Mundo. Realmente noites que não tiveram fim. Todos acreditaram e, há 25 anos, nossa primeira Libertadores aconteceu, em Porto Alegre. Não só a final contra o Peñarol, mas toda a trajetória que levou ao título. Jogos memoráveis no Olímpico…já se passaram 25 anos, mas a conquista e tudo o que representa aquele feito, continuam muito vivos para todos nós.
Nós do site Gremio Copero agradecemos por representares tão bem o nosso Glorioso Tricolor pelas tuas andanças.
Bom, mas vamos ao que também interessa:
Aline – Gessinger, na trajetória do Engenheiros especialmente longe do pago, sempre fostes como um embaixador das causas imortais, escancarando tua paixão no palco e até nas músicas. Quanto dessa postura é deliberadamente provocadora? Quais as distintas reações do público?
Gessinger – Acho que na época do Felipão o ruído era maior, principalmente em São Paulo. Hoje, grande parte do estranhamento virou admiração. É impressionante o número de camisas do Grêmio que pintam nos shows fora do RS. Antes era mais no oeste catarinense e interior do Paraná.
Agora é Brasil inteiro. E já dá pra sentir influência do jeito gremista de ser em vários outros clubes.
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Aline – Nós do gremiocopero consideramos o estilo de jogo do Grêmio futebol-rugbier. Que opinas dessa definição e do nosso tradicional estilo de jogo?
Gessinger – Sempre achei isso. Mas acho que a gente tem que ter mais “manha” na comunicação. Sempre que falo sobre o Grêmio, tento não ser provocador para não dar força ao preconceito de time e torcida violentos. Eles acabam colando isso na gente depois usam pra nos prejudicar.
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Aline – Em 1997 concedestes uma entrevista ao Canal do Grêmio onde falas que depois de morar um tempo no RJ, ficastes mais gremista e, também, menos anticolorado. Tu acreditas mesmo que a maior rivalidade do país permite, ainda que por uma causa bairrista, quase provinciana, que isto seja possível?
Gessinger - No Rio, fosse Grêmio ou Inter que perdesse, eu sempre levava flauta pois era o único gaucho. Um dia o porteiro do meu prédio ficou se deitando por que o Figueirense tinha perdido! Para ele, Rio Grande do Sul ou Santa Catarina, era tudo a mesma coisa. Mas devo confessar que depois que voltei a morar em PoA, esta elegância aos poucos foi se perdendo e a secação voltou.
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Aline – Após a Batalha dos Aflitos dissestes que ‘ser gremista é acreditar que dá’. Partindo desta afirmação, acreditas, então, que o Tri do Brasileiro está próximo. Fale sobre esta certeza.
Gessinger – Acho que sim. Como sempre, vai ser mais difícil do que seria necessário, mas vai dar.
E será um título importantíssimo pela fórmula do campeonato, que dizem não favorecer um time como o nosso. Tão importante quanto o primeiro campeonato brasileiro, que nos colocou em outro patamar.
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Aline – No teu livro “Meu Pequeno Gremista”, destinado a gurisada, defendes o Grêmio como o time pelo qual se deve torcer. Agora fala pros leitores adultos do gremiocopero porque a história do tricolor dos pampas se confunde com a do Humberto Gessinger.
Gessinger – Eu até fujo um pouco do padrão do típico torcedor gremista. Tô sempre com um pé atrás, talvez por ter crescido numa época de vacas não muito gordas, os anos 70. Sou um cara introspectivo. Nunca gostei muito de animar torcida ou bater boca com colorado. Mas o Grêmio me acompanha a vida inteira, às vezes no sol da arquibancada, às vezes pelo radinho no escuro do quarto, pela internet nas viagens com a banda. Poucas coisas na nossa vida são tão estáveis e constantes quanto o “gremismo”.
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Aline – Se tu pudesses transformar o Grêmio em uma música do Engenheiros, qual seria? Porquê? Só não vale “anoiteceu em porto alegre”
Gessinger – Neste Brasileirão, ficaria com
“ATÉ O FIM ” : não vim até aqui pra desitir agora!!!
Muito obrigado. Aline Cardias.







Diogo
06. dez, 2008
Dá-Lhe Grêmio !!!!
Raquel Rama
12. fev, 2009
Amo o HG!!! E esse fanatismo dele pelo Grêmio só me faz amá-lo ainda mais!! Quem conhece o cara e sabe da história musical dele, certamente o admira!! Obrigado Gessinger por ser esse gaúcho gremista maravilhoso, e por fazer tão bem aos meus ouvidos.
anna julia fontoura
01. mai, 2009
Dá-lhe Timão Grêmiooo !!!!
Ju
12. ago, 2011
AMO O HUMBERTO GESSINGER!
QUERO ENGENHEIROS DE VOLTA, QUERO HUMBERTO DE VOLTA !!!!!!