Arquivo » outubro 2008

Para não passar em branco…

Não vou ficar apontando, a esta altura do campeonato, tudo o que tem negativamente rondado o Grêmio neste segundo turno. Já fiz a referência por aqui e repito: o grupo não vai mudar, o Roth não vai mudar. É isso. Só não admito que a liderança, que se mantém aos trancos e barrancos, seja motivo de acomodação. O Grêmio tem vendido muito barato as derrotas fora de casa.. Nem parece que quer ser campeão.
O “trabalhar” que o vice de futebol André Krieger apregoa no momento, não dá mais resultado. Diálogo, treinamento, tudo balela. Uma sugestão: porque não repetir o que deu certo? Não vai adiantar fazer algo novo faltando seis rodadas. Vencer, sim, é preciso, mas aí é outra história.

A derrota desta quarta marcou a paleta, mas espero que, assim como aconteceu após o Grenal, onde as conseqüências poderiam ter sido bem mais profundas e traumáticas por motivos óbvios, o Grêmio recupere pelo menos a gana de vencer.

E que comece já no domingo.

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Mais Grêmio, Grêmio!

Tou cansado de ouvir e sobretudo tou cansado de ler sobre como o Grêmio deve ou não deve proceder. Esse campeonato é de tão baixa qualidade técnica que o Grêmio, copero que é, foi e sempre será, está ponteiro há muitas rodadas. Compreendem o que isso significa? Pois bem, eu explico. Significa loucura no mundo celeste e incredulidade terrorífica pra todo o resto, defensores daquilo que eles jogam lá. Então, dá-me um só motivo pro Grêmio aceitar UM grito de olé? Dá-me um só motivo pra não fazer um churrasco com carne de juíz exigindo cartão vermelho depois que um jogadorzinho qualquer entra escandalosamente por cima da bola na canela do nosso capitão? Dá-me um só motivo pra tomar um gol aos 2 milésimos de jogo? Dá-me um só motivo pra NÃO chutar a gol? Dá-me um só motivo pro Grêmio ser limpinho e jogar aberto? Dá-me um só motivo pro Grêmio hesitar um só segundo em ser Grêmio 100% do tempo? Não há motivo, não há.

Das minhas verdades universais sobre o futebol eu cito algumas, sinta-se livre pra seguir a lista:

1. se o Grêmio não for Grêmio, não dá certo e não me serve.
2. quem chuta pro gol, é bem capaz de marcar.
3 . quem bate mais e comete mais faltas, sem ser de forma amadora, evidentemente, geralmente pontua.
4. não há tempo de tolerância pra sofrer gols, logo, não há desculpa que desculpe os gols sofridos. Nem aos 2 milésimos de jogo (o que supostamente desarrumou o time e blablabla) nem em nenhum momento, já que até o Teco avisou como jogar contra o Grêmio, “nas costas da zaga”.
4. …

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Pausa para reflexão.

Desprovido de qualquer emoção afirmo que não há novidades.  Continuamos jogando muito mal fora de casa e vencendo por um golzinho em casa. Novidades? Nenhuma.   Caso quisermos ser campeão devemos urgentemente mudar a escrita.   Como? Não sei, não sou pago para isso.   

Mas parece que não sabemos porque ganhamos ou perdemos. É inegável a queda de rendimento do Grêmio neste segundo turno. Se estamos ainda disputamos, devemos agradecer a campanha do primeiro turno.

Resta vencer o Figueirense.  Nada mais que isso.  Vencer o próximo para depois pensarmos no restante.

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1997: Um jogo para ser repetido

Forte ansiedade para o jogo desta noite. Mais uma vez Grêmio e Cruzeiro entram em campo para um jogo valendo campeonato.   Apesar de inúmeros reveses que já tivemos no Mineirão, inclusive perda de copa do Brasil, guardo na memória um jogo especial.

Em 1997 estive presente no primeiro jogo da Libertadores da América ao qual vencemos pelo placar de 2  a 1. O estádio lotado não foi suficiente para calar os pouco mais de mil gremistas que comemoraram aos gols de Emerson e Zé Alcino.

Baita jogo! É nesta lembrança que me apego para esta noite.

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Obsessão por vencer

Que baita rodada, inegável. Estamos todos satisfeitos após seu término.   Devemos louvá-la porque o Grêmio fez a sua parte: venceu.  De nada adianta os tropeços dos postulantes se deixarmos de vencer nossos jogos.

Esqueçamos por hora os matemáticos e as projeções, seus cálculos refletem apenas os resultados de campo. Sem falar que isso não funciona para o Grêmio, sempre que usamos o pronome reflexivo “SE” acabamos esquecendo de jogar bola.

Por isso foco apenas no próximo adversário, e tão somente nele.   Oportunidade ímpar para mostrar que estamos realmente dispostos a conquistar esse campeonato. Obsessão pelos três pontos tem que ser o nosso lema.   Vitórias não interessando de qual forma as conquistaremos.

Qual a sua opinião? Com a chegada da reta final estás conseguindo pensar jogo-a-jogo?

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Entrevista com Humberto Gessinger

Gessinger, baita gremista!

Tivestes uma bela sacada ao relacionar a nossa capital com o Imortal em Anoiteceu em Porto Alegre . Tem tudo a ver (não fosse aquele beira de um rio que nunca existiu…rsrs). A música não canta somente a cidade que o Grêmio leva no nome. Ela eterniza duas de nossas grandes conquistas – a América e o Mundo. Realmente noites que não tiveram fim. Todos acreditaram e, há 25 anos, nossa primeira Libertadores aconteceu, em Porto Alegre. Não só a final contra o Peñarol, mas toda a trajetória que levou ao título. Jogos memoráveis no Olímpico…já se passaram 25 anos, mas a conquista e tudo o que representa aquele feito, continuam muito vivos para todos nós.

Nós do site Gremio Copero agradecemos por representares tão bem o nosso Glorioso Tricolor pelas tuas andanças.

Bom, mas vamos ao que também interessa:

Aline - Gessinger, na trajetória do Engenheiros especialmente longe do pago, sempre fostes como um embaixador das causas imortais, escancarando tua paixão no palco e até nas músicas. Quanto dessa postura é deliberadamente provocadora? Quais as distintas reações do público?

Gessinger - Acho que na época do Felipão o ruído era maior, principalmente em São Paulo. Hoje, grande parte do estranhamento virou admiração. É impressionante o número de camisas do Grêmio que pintam nos shows fora do RS. Antes era mais no oeste catarinense e interior do Paraná.

Agora é Brasil inteiro. E já dá pra sentir influência do jeito gremista de ser em vários outros clubes.

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Aline - Nós do gremiocopero consideramos o estilo de jogo do Grêmio futebol-rugbier. Que opinas dessa definição e do nosso tradicional estilo de jogo?

Gessinger - Sempre achei isso. Mas acho que a gente tem que ter mais “manha” na comunicação. Sempre que falo sobre o Grêmio, tento não ser provocador para não dar força ao preconceito de time e torcida violentos. Eles acabam colando isso na gente depois usam pra nos prejudicar.

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Aline - Em 1997 concedestes uma entrevista ao Canal do Grêmio onde falas que depois de morar um tempo no RJ, ficastes mais gremista e, também, menos anticolorado. Tu acreditas mesmo que a maior rivalidade do país permite, ainda que por uma causa bairrista, quase provinciana, que isto seja possível?

Gessinger - No Rio, fosse Grêmio ou Inter que perdesse, eu sempre levava flauta pois era o único gaucho. Um dia o porteiro do meu prédio ficou se deitando por que o Figueirense tinha perdido! Para ele, Rio Grande do Sul ou Santa Catarina, era tudo a mesma coisa. Mas devo confessar que depois que voltei a morar em PoA, esta elegância aos poucos foi se perdendo e a secação voltou.

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Aline – Após a Batalha dos Aflitos dissestes que ’ser gremista é acreditar que dá’. Partindo desta afirmação, acreditas, então, que o Tri do Brasileiro está próximo. Fale sobre esta certeza.

Gessinger - Acho que sim. Como sempre, vai ser mais difícil do que seria necessário, mas vai dar.

E será um título importantíssimo pela fórmula do campeonato, que dizem não favorecer um time como o nosso. Tão importante quanto o primeiro campeonato brasileiro, que nos colocou em outro patamar.

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Aline - No teu livro “Meu Pequeno Gremista”, destinado a gurisada, defendes o Grêmio como o time pelo qual se deve torcer. Agora fala pros leitores adultos do gremiocopero porque a história do tricolor dos pampas se confunde com a do Humberto Gessinger.

Gessinger - Eu até fujo um pouco do padrão do típico torcedor gremista. Tô sempre com um pé atrás, talvez por ter crescido numa época de vacas não muito gordas, os anos 70. Sou um cara introspectivo. Nunca gostei muito de animar torcida ou bater boca com colorado. Mas o Grêmio me acompanha a vida inteira, às vezes no sol da arquibancada, às vezes pelo radinho no escuro do quarto, pela internet nas viagens com a banda. Poucas coisas na nossa vida são tão estáveis e constantes quanto o “gremismo”.

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Aline - Se tu pudesses transformar o Grêmio em uma música do Engenheiros, qual seria? Porquê? Só não vale “anoiteceu em porto alegre” :)

Gessinger - Neste Brasileirão, ficaria com ATÉ O FIM ” : não vim até aqui pra desitir agora!!!

Muito obrigado. Aline Cardias.

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Apenas vencer…

Pouco interessa nesta altura do campeonato a forma iremos vencer. O que importa é a concretização das vitórias. Todos nós sabemos que o desempenho técnico e tático esta abaixo para quem postula a conquista do campeonato e que precisamos urgente resgatar aquele time do primeiro turno.

Esta campanha é feita por 38 rodadas, onde se jogará alguns confrontos de forma exuberante como ocorreu primeiro turno, calamitoso como nesta primeira metade de segundo e pro gasto como espero da aqui pra frente.

Pro gasto se tratando de Grêmio é sinônimo de futebol de resultado. Defender como pequeno e atacar como grande. Pouco importa como vamos jogar daqui pra frente, o que interessa é a nossa vitória.
Ganhar na voluntariedade, no bumba-meu-boi, no gol de bico, de canela… Na bola pro mato porque o jogo é campeonato. Vencer e somente vencer.

Restam setes embates, todos eles épicos. Conquistando essa taça automaticamente a história, como só a gremista é capaz, contará fatos sobre um time fadado fracasso que conquistou o Brasil.

Força Grêmio!

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