Publicado por Aline Cardias em 29/ago/2008
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…foi a noite desta quinta. Depois de mais dois anos longe, voltei pra minha gente.
No dia 3 de março de 2006 estreei como estagiária de jornalismo na Assessoria de Comunicação do Grêmio. Desde 2003 estive presente em 99% dos jogos no Olímpico, sempre na Geral do Grêmio. Claro que já acompanhava o Tricolor de longa data, mas em nenhuma outra época fui tão assídua do Monumental como aquela. Mas começava uma fase profissional totalmente nova. E as coisas, a partir dali, não foram mais como antes. Os jogos não seriam mais vistos como antes. E a minha forma de torcer também não seria mais a mesma. Em nenhum momento destes mais de dois anos em que fui “profissional da imprensa”, deixei de querer o bem do Tricolor. Mas minha torcida era silenciosa. Eu não cantava mais. Eu só observava o que acontecia. Em silêncio. Era assim que eu torcia. Foram mais de 150 jogos que acompanhei, à distância, o crescimento de uma torcida que não tem explicação. Não se consegue expressar com palavras. Tem que sentir, tem que estar lá pra saber. O Grenal desta quinta- feira foi sim, pra mim, uma noite especial. Eu pude, depois de tanto tempo, voltar pro lugar onde aprendi que torcer pelo Grêmio é muito mais que querer que ele vença. E as canções que antes apenas embalavam, timidamente, meus pés dentro do campo, ontem voltaram a sair da minha boca como que gritos de libertação. Voltei enfim pra Geral. Voltei, enfim, pro meu Grêmio.
Sobre o jogo, assino embaixo o que escreveu o Léo. Agora poderemos focar exclusivamente o Brasileiro, nosso maior e único objetivo. Sem a preocupação de desgastes com viagens mais longas, recuperação de jogadores e montagem de equipes eventuais. Temos tudo pra sairmos campeões. O empate deixou bem claro pro clube que interessar possa que o Grêmio não vai deixar escapar tão facilmente este título. A torcida está afinada com o time que está afinado com treinador. Estamos prontos pra batalha, até o final.
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