“RS aprova proibição de bebida alcoólica em estádio”
1. A Inglaterra resolveu seu problema hooligan com duras sanções da UEFA e, principalmente, pelas duras e necessárias decisões da inquebrável dama de ferro Margareth Thatcher que assumiu a culpa inglesa na tragédia de Heysel em 1985 e organizou aquela maconha toda com culhões e convicção. A proibição da venda do álcool NÃO existe em estádios ingleses, diga-se, tampouco barreras físicas entre arquibancada e campo. O peso da lei se faz sentir e respeitar.
2. A Argentina, onde vivo, na vã tentativa de resolver seu gravíssimo PROBLEMA barra-brava proibiu a venda de álcool nos estádios (entre outras medidas inócuas) e, diferentemente da Inglaterra, não enfrentou e não enfrenta as suas reais questões: a impunidade, as promíscuas relações das barras com dirigentes e políticos e as práticas quase mafiosas na (melhor parar por aqui). No último final-de-semana um torcedor do Vélez foi morto a bala nas imediações do estádio do San Lorenzo e o ministro da Justiça no desgoverno de Cristina Fernández de Kirchner declarou que isso não é um problema do futebol e que poderia haver ocorrido em uma ‘excursão de aposentados’ e que foi um ‘ato isolado’, completou. Concluam vocês o que quiserem, do meu lado afirmo que nitidamente faltará convicção e, sobre tudo, culhões pra resolver a questão. Basicamente nada mudará. Aguardemos.
3. A desgovernadora do meu Rio Grande vai seguir, ao que tudo indica, o descaminho hermano. Lamentável demais, porque o problema está longe, mas beeeeem longe do álcool. Eu quero uma Thatcher JÁ e minha ceva bem gelada.
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Isso é Brasil: na minha casa estou enjaulado pq não há seguança pública; pago tudo que é tipo de imposto para ter segurança pública e agora não posso beber minha cervejinha e curtir um bom jogo porque não há segurança pública ou nos estádios. Até quando os punidos serão os inocentes? Tenho direito de beber minha cerveja sim nos jogos. Exijo, como cidadão, sócio do Grêmio e pagador de impostos que o governo e o Grêmio solucionem essa questão e não transfiram para eu resolver um problema que os outros causam.